أول 146 سطر.
Saudações das crianças do planeta Terra.
... estender as saudações do Governo e do povo do Canadá
aos habitantes extraterrestres do espaço sideral...
Do meu ponto de vista, a procura de vida extraterrestre
e especialmente de inteligência extraterrestre,
é uma das questões-chave filosóficas, científicas e humanas...
ASTRÓNOMO, COSMÓLOGO, ASTROFÍSICO
AUTOR E DIVULGADOR CIENTÍFICO 1934 - 1996
... suscitadas, mas estamos nos primórdios das buscas.
Foi ideia de Carl Sagan
enviar uma mensagem de saudação aos nossos vizinhos do cosmos.
Uma ideia à frente do seu tempo,
uma vez que nunca conhecemos quaisquer vizinhos
na vastidão do espaço.
Ainda não conhecemos, mas estamos cada vez mais perto.
OS SONS DA TERRA
Era uma saudação não só em palavras e imagens,
mas plena de imagens e sons do nosso belíssimo planeta.
LADO 1 - NASA - ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA PLANETA TERRA
É uma mensagem numa garrafa
que enviámos para o mar do espaço interestelar,
onde continua a navegar
a 17,7 quilómetros por segundo, rumo ao desconhecido.
Sagan disse: "Tornamos o nosso mundo significativo
pela coragem das nossas questões
e pela profundidade das nossas respostas."
Ele não tinha receio de fazer alegações extraordinárias,
desde que fossem sustentadas por provas extraordinárias.
Pode demorar algum tempo até termos notícias de um extraterrestre
que tenha encontrado a nossa mensagem numa garrafa.
Por isso, hoje, em vez de esperarmos por notícias de vida no espaço,
vamos à procura dela.
Comecemos aqui,
no cume do Mauna Kea, no Havai,
onde o Observatório W. M. Keck vasculha o céu noturno límpido.
Carl Sagan sabia o que os exploradores sempre souberam,
que, ao sabermos mais dos nossos vizinhos,
compreender-nos-emos melhor
e ao lugar que ocupamos no universo.
Ninguém conhece melhor a visão de Sagan do que Lisa Kaltenegger, a diretora do Carl Sagan Institute, na Universidade Cornell.
Carl Sagan e a sua abordagem à ciência inspiraram-me.
Estamos a usar muitos ramos da ciência,
astronomia, química, biologia, engenharia e muitos mais,
para criar um kit de ferramentas forense
para compreender qual o nosso lugar neste universo fascinante.
Antes de a nave Voyager ter deixado o nosso sistema solar,
fez algumas descobertas notáveis.
Provou que temos de ser mais abertos
quanto aos sítios onde procuramos vida extraterrestre.
Em 1980, a Voyager chegou a Saturno, uma violenta bola de tempestades de hidrogénio e de hélio.
Não havia grande hipótese de encontrar vida por lá.
A Voyager rumou, então, a uma das 62 luas de Saturno,
captando as primeiras imagens aproximadas
da maior lua de Saturno, Titã.
O que viu deixou os cientistas siderados.
Titã tinha uma atmosfera densa, composta maioritariamente por azoto.
Vinte e quatro anos depois, a sonda Cassini revelou ainda mais.
Na superfície, existem vastos lagos de hidrocarbonetos
as pedras basilares de aminoácidos e de proteínas.
A Cassini prosseguiu a sua excursão celestial
onde encontrou o seu posto avançado congelado, Encélado.
Esta lua parecia estar totalmente congelada,
uma bola de gelo morta,
até algo assombroso ter sido avistado no polo sul...
... enormes plumas de água
a jorrarem de crateras no gelo da superfície.
Sob a superfície gelada de Encélado, havia um mar de água líquida.
Acontece que o planeta Terra
não tem o monopólio da água, como em tempos se pensava.
Na Terra, a água é essencial à vida.
Abunda no nosso planeta e todos os animais, todas as plantas,
todas as formas de vida dependem dela para sobreviver.
Foi nos mares que a vida nasceu.
A água é a força vital da existência.
Na Terra, a água no estado líquido é fulcral para os seres que nela vivem,
bem como para os que vivem fora dela.
Quando procuramos mundos extraterrestres que possam conter vida,
a presença de água no estado líquido é uma pista primordial.
Se um mundo tem água no estado líquido, há uma hipótese de vida.
Descoberto por navegadores da Polinésia,
o Havai é um dos mais isolados conjuntos de ilhas do Pacífico.
Estas ilhas formaram-se quando o magma borbulhava
e arrefeceu, transformando-se em montanhas.
Cada novo afloramento de lava
alberga uma deslumbrante variedade de plantas e animais, acima
e abaixo da superfície do mar.
Mais de 25 000 espécies fazem deste
um dos mais dinâmicos habitats de todo o mundo.
Um laboratório vivo para a resistência da vida.
O biólogo Chris Jones
conhece muito bem a fauna e a flora do Havai,
incluindo alguns exemplos espantosos
dos extremos a que a vida chega para sobreviver.
Uma língua estéril de rocha de lava.
Não é o primeiro local em que se esperaria encontrar vida,
mas é precisamente onde a natureza escondeu algumas surpresas.
Estes tubos de lava estendem-se por quilómetros.
Foram criados quando a lava escorreu de uma antiga erupção vulcânica
sob a crosta que já tinha endurecido.
É espantoso, um Havai completamente novo, que eu nunca tinha visto.
Um Havai secreto e escondido.
Mantenha-se à esquerda.
É mais adiante.
Neste sítio de pernas para o ar,
é preciso olhar para cima para ver as raízes da notável árvore Ohia.
São lindas,
penduradas nas cavernas como joias cintilantes.
Sim, podemos examinar algumas destas microestruturas.
E brilham
porque estão cobertas de água,
de humidade que condensou por causa do ar húmido.
A vida precisa de água líquida para sobreviver,
mas a árvore Ohia mostra-nos que pode ser muito inovadora
na forma como a procura.
- ... para a recolha de dados. - Está bem.
Este é o Vale Haleakala, na ilha de Maui.
A NASA usa paisagens extraterrestres como estas para testar as suas sondas de Marte
antes de as enviar para o Planeta Vermelho.
Aqui, o solo é composto por cinzas,
a altitude quase chega aos dois mil metros
e o tempo é seco, ensolarado,
ventoso e gélido.
É o último sítio onde se espera que a mãe natureza se lembraria de fazer jardinagem.
Esta é a Silversword Haleakala.
As suas folhas carnudas armazenam água e estão revestidas de minúsculos pelos
que absorvem humidade do ar seco
e enviam-na no estado líquido para as raízes.
A água, enquanto líquido ou transportada pelo vento,
ou a fluir pela paisagem,
faz da Terra um vibrante paraíso de vida.
Água com uma pitada de carbono
e alguma energia do sol,
são os ingredientes simples para que a vida floresça.
Nos desfiladeiros deste mundo subaquático
não há luz do sol e a pressão da água é,
resumindo, verdadeiramente esmagadora.
E, no entanto,
a mais de 1,6 quilómetros abaixo da superfície,
a vida floresce.
Estas fontes hidrotermais libertam calor e minerais
do centro da Terra.
Chamam-se fumarolas negras e expelem nuvens de enxofre,
que é tóxico e malcheiroso para todos nós,
mas para as bactérias que florescem a grande profundidade no mar,
é um bom e saudável nutriente.
Se a vida pode florescer nas profundezas pressurizadas e negras dos mares da Terra,
No comments yet. Be the first to leave one.