Prvních 200 řádků.
- Câmaras. - Todas as câmaras a postos.
- Som a gravar. - A verificar. Preparem-se.
Estejam a postos.
Prontos em cinco, quatro, três, dois, um.
Como chegámos aqui?
A este lugar.
A este momento.
Se pudéssemos ver a forma cósmica de todas as escolhas que fizemos...
... seria uma linha temporal ininterrupta?
Uma escadaria?
Uma fita de Möbius?
Eu vim aqui, porque a minha escolha era simples.
Viver ou morrer.
Eu sou um imigrante.
Um refugiado.
Para sobreviver,
tive de renascer.
Para evoluir, tive de vestir uma nova pele.
Como Lázaro,
tive de me erguer do Vale das Sombras e tornar-me...
... algo mais.
O que nos traz ao motivo por que vocês estão aqui.
Vocês vieram responder à pergunta que o mundo se tem colocado.
Quem sou eu?
Segundo o furacão de teorias que se pode ler na interweb,
aquela goela escancarada que enchemos com pedaços de nós na esperança vã
de que nos dê algo em troca, eu sou o recluso social
e gramaticalmente inapto que deita formigas-de-fogo pela boca...
... enquanto alucino acompanhado pelo meu exército,
no meu bunker do deserto,
que tem a forma de um ovo. Chamam-me tirano.
Um rei. Um deus da tecnologia, o Willy Wonka
empanturrado de segredos.
E é tudo verdade.
Bom... Pelo menos, a parte dos segredos.
Por isso, não digam que não vos avisei.
Quando falam do meu trabalho, ouço palavras como "revolução".
Ora hoje, essa palavra perde o "R".
Nesta caixa, está o próximo passo da Grande Linha Temporal.
Mas antes de vos mostrar o que contém,
quero contar-vos a minha história.
A história, de como a construí e a mim mesmo pelo caminho.
Gostavam de a ouvir?
Muito bem.
É simples.
Por causa de tudo aquilo que deixei para trás.
O meu lar.
A minha família.
Tive de reconstruir tudo o que perdi.
Tive de aprender a tornar-me...
... um ser humano.
OFICINA AUTOMÓVEL CHANEY'S
Raios partam!
- Raios partam! - Até que enfim!
- Nunca mais chegavam! - Que merda é aquela?
Tira-o da minha propriedade, Dave.
- Já é o terceiro janado este mês! - Andy, pousa isso!
Veste umas calças em propriedade alheia!
- Vire-se! - Posso beber gasosa?
- Ele tem algumas na arca, ali. - Não, não podes beber gasosa!
- Vire-se. Devagar. - Tirem-me esse cabrão da oficina!
Quantos janados tenho de despachar esta semana?
- Andy! Guarda essa maldita arma! - Meu! Que treta do caraças!
Merda! Podia ter terminado o curso de polícia...
- Cruzes! - Mas que porra...
Vou tirar-lhe essa mangueira da boca.
Se pestanejar, o Agente Haugenoe dá-lhe com o taser.
Compreende os seus direitos, tal como os expliquei?
Mas que porra...
Merda!
- Cruzes credo! Ponha-se de joelhos. - Ponha-se de joelhos!
Uma vez, vi um porco com uma mangueira enfiada no cu.
- Cala-te, Alicia! - Cala-te!
- Não o podiam afogar? - Cu. Porco. Afogar.
- Ponha-se de joelhos! Agora! - Está a resistir!
Ele não está armado. Está nu.
- Cala-te! - Cala-te!
- Queres morrer? - Queres morrer?
Acorda.
Trouxe-te roupa da morgue. Entretanto, fazemos o teu registo.
Podes tentar não te comportar como um anormal?
Quando diz que ele tinha um maxilar quadrado...
Compreendo, senhor. Muito bem. Tenha um bom dia.
Sabe porque está aqui?
Sabe... porque...
... está... aqui?
Como é? Toca a acordar. Estava a ingerir uma mangueira no concelho.
Missão em nove horas.
Ai sim? E que missão é essa, amor?
Dois. Oito. Ponto zero.
Nove. Seis. Nove. Norte. Menos nove.
- Dê-me licença. - Cinco. Três...
- Olá, amor. - O carro da tua irmã
passou a noite à porta do otário.
Deves estar enganado, querido. Posso ligar-te mais tarde?
Anda a comê-lo mesmo com a ordem de restrição.
Credo...
"O carro da tua irmã passou a noite à porta do otário.
Anda a comê-lo mesmo com a ordem de restrição."
Não sei como ouviu isso, mas aqui não metemos o bedelho na vida dos outros.
Água.
- De onde é? - Anthea.
Onde fica isso?
- Ai sim? Como é por lá? - Quente.
- Quando aprendeu a falar inglês? - Agora.
Certíssimo. Não conte essa história a mais ninguém.
Vão prendê-lo. Depois não vai poder concluir a sua missão.
Certíssimo.
A porra do gajo tem 100 anos e tu manda-lo encostar?
- Queres que morra no teu turno? - Sabe, às vezes, aqui na Terra,
quando dizemos o que queremos aos gritos
com muitos "porras" à mistura, funciona!
- Porra! Água! - C'um caraças...
Lá por ser extraterrestre
isso não quer dizer que não possa ser bem educado.
Tente outra vez. Com bons modos.
Porra.
Água?
- Diga "por favor". - Por favor.
E o seu nome?
"K. Faraday." Nome.
Há alguém a quem possa ligar para o vir buscar?
- Justin Falls. - Quem é?
Vocês foram todos meus professores.
Mas quem me obrigou a entender as minhas escolhas,
quem me forçou a encontrar a minha humanidade...
Bom... Não nos escolhemos um ao outro.
Também não me reconheço. Todas as mulheres que conheço estão cansadas.
Ela já tinha escolhido. Fez um pacto com o Diabo.
Por cada sonho que teve de largar pelo caminho, que afastou
e a deixou só, prometeu nunca mais aspirar a nada além da sobrevivência.
RESÍDUOS PERIGOSOS
A esperança tem um preço demasiado alto.
- Pronto. Até logo. - Está bem. Adeus. Adeus, querida.
Então?
"Capítulo dois.
Por isso, vivi sempre só, sem ter ninguém com quem falar,
até ter uma avaria no deserto do Saara..."
- Quando me posso sentar à frente? - Quando cresceres.
Vómito.
"No deserto, há seis anos atrás, algo avariou no motor e..."
- Obrigada por ficares, Marcus. - Até breve. Adeus.
Boa escolha, Molls.
Traz cá isso, Misse Princesa Rainha Menina Beijoqueira Molly.
Vira isso e lê-mo. Lê lá isso.
- "Deli..." - "Deleicia..."
- Não, está mal. - "Delícíssia."
"Delícíssia"? O que é isso? Continua.
- "O que quer que..." - Pai?
- Não estou doente, sabes? - Eu sei.
"O que quer que tenha acontecido ao..."
Não encontro a ficha dele. Que tipo de visto era?
Sim. Josiah Falls veio para cá das Bahamas, há 25 anos
com um visto EB-1-1,
que o identifica como imigrante de capacidades extraordinárias,
mas, por alguma razão, a Medicare discorda
e vai deixá-lo passar o último ano da vida dele em agonia.
- Estou? - A sua chamada é importante...
Para a semana faço turnos duplos?
- Não. - Não? Já falámos sobre isso.
- Dos turnos. - Vou ter de recomeçar.
A escola do meu filho já não dá os almoços.
- A fisioterapia do meu pai... - Está bem.
- Queres mais turnos? - Obrigada.
Chega cá.
Já eras, cabra!
Porra!
Cabrão.
Filho da puta!
Estou? Sim, é a própria.
O quê?
É a Sra. Falls?
- Sim. Sou a Justin Falls. - Fui eu que liguei.
Ele está ali.
- Quem está ali? - O seu amigo.
Ele é um pouco...
Nunca vi aquele homem na minha vida.
Não o conseguimos identificar. Não tem impressões.
Não foram queimadas, nem nada. Não as tem.
- Adermatoglifia. Vi no Google. - "Adermatoglifia. Vi no Google."
- Porque foi detido? - Ingestão de mangueira no concelho.
- O quê? - Ele deu o seu nome.
- O meu? - Liberto-o aos seus cuidados?
- Não! - Sossegue!
Acho que houve aqui algum engano.
"12 de julho, relatório provisório do Dept. de Energia dos EUA.
O painel crê que as provas apresentadas
para alcance da fusão não são convincentes."
- Está bem, adeus! - "Concluindo,
isto não significa que tenha sido um fracasso. Isto é uma demonstração."
Não é um fracasso.
A sua missão.
A minha missão.
- Quem é você? - "Creio que a nossa capacidade
de atingir a fusão é dificultada pela compreensão da computação quântica."
- Isso é... Estás a citar a minha... - Tese de pós-graduação de 2013.
Rede de Laboratório. Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
És um maníaco da ciência. Por amor de Deus!
"Procura a Justin Falls.
Esteve mais perto do que ninguém de atingir a fusão.
No comments yet. Be the first to leave one.