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UM ESPECIAL DE COMÉDIA NETFLIX
Olá. Ao contrário de si, sou o Rob Lowe e adoro filmes.
Aliás, prefiro ver um filme do que estar a fazer isto agora.
Mas finjamos que não disse isso e desfrutemos da companhia.
Milhares de filmes são lançados todos os anos.
São muitas histórias,
apesar de, segundo a teoria do guionismo,
só há sete enredos básicos, derrotar o monstro...
E os outros seis.
Não admira que as personagens convencionais,
histórias repetitivas e convenientes truques de enredo
se tornaram habituais.
Hoje, celebramos os clichés que fizeram do cinema o que ele é hoje,
a procurar relevância no rescaldo de uma pandemia.
Na próxima hora, analisaremos o hábito de Tinseltown
de usar úteis lugares comuns cinemáticos em...
Ataque dos Clichés de Hollywood!
MUNDO JURÁSSICO
Fazemos perguntas como,
"Porque é que mulheres perseguidas por dinossauros grandes e assustadores
têm de fazê-lo de salto alto?
Ao falar dos meus clichés favoritos,
veremos alguns dos momentos mais dramáticos do cinema.
Alguns dos mais controversos.
A irmã está a ensinar as mães a lavar os filhos.
Como outros clichés se tornaram numa forma de arte.
E, claro, como Hollywood lida com sexo.
E com a violência.
ULTIMATO
E nada melhor que começar com um início conhecido,
do mundo da comédia romântica, o encontro amoroso.
Aquele momento mágico dos filmes quando o amor começa.
As pessoas veem comédias românticas para ficarem empolgadas.
Querem viver a primeira sensação de amor.
O ARTISTA
Para que, quando virem aquelas duas pessoas a conhecer-se pela primeira vez,
quando aquele momento, aquela faísca
em que a química acontece,
parece-lhes tão real
que têm aquela sensação no corpo.
Há sempre algum motivo estranho para que as duas pessoas
que se vão apaixonar a conhecerem-se.
Tem de ser interessante.
Não podem conhecer-se como pessoas normais.
SERENATA À CHUVA
- Continue a conduzir. - Saia daqui!
Uma espécie de cenário constrangedor, cómico e improvável...
... que junta os dois.
Vivo do outro lado da rua. Tenho água e sabão.
Pode limpar-se.
Se isso acontecesse na vida real,
atirar-lhe-ia o resto do sumo à cara.
Tipo, "Não, afaste-se de mim."
Em cinco minutos, deixo-a limpinha
e de volta às ruas.
Num sentido não-prostituto, claro.
Quando duas pessoas se apaixonam num filme,
os clichês do romance cinematográfico estão sempre presentes.
INDIANA JONES E O TEMPLO PERDIDO
Odeio a água, odeio estar molhada, e odeio-te a ti!
Ótimo!
Não gostam um do outro, estão noivos ou casados com outra pessoa.
Jack, estou noiva.
Vou casar com o Cal.
Tem de haver uma luta para superar, senão seria aborrecido.
Claro que, sendo filmes,
as estratégias masculinas variam de persistência irritante a assédio total.
A PRIMEIRA NOITE
Já viu esta coincidência?
Muitos filmes que são mostrados pela perspetiva masculina,
na verdade, mostram perseguição.
Queres dançar comigo?
Não.
Porque não?
Porque não quero.
- Queres sair comigo? - O quê?
- Não! - Não?
- Não! - Não?
- Ela acabou de te dizer. - Porque não?
Como no Crepúsculo, quando ele sobe à janela dela
e diz, "Gosto de te ver dormir."
Fazes muito isso?
CRESPÚSCULO
Só nos últimos meses.
A perseguição sensual só se aplica sendo homens a perseguir mulheres.
Quando as mulheres são persistentes ou perseguem homens,
elas tornam-se no vilão.
Só quero fazer parte da tua vida.
É assim que fazes? Apareces-me ao apartamento?
O que deveria fazer?
Não me atendes as chamadas, mudas de número.
Não serei ignorada, Dan.
O POLÍCIA REBELDE
Todas as histórias precisam de um personagem que chame a atenção,
alguém tão único, especial e incomparável
como o protagonista noutros filmes.
Como todos os aspetos dos protagonistas têm de ser notáveis,
não basta terem um emprego.
Seja qual for o trabalho, eles têm de trabalhar no duro,
sobretudo se o trabalho for "o" trabalho, ser polícia.
- Achas que sou louco? - Sim.
Em Hollywood, se quiser crimes resolvidos e vilões levados à justiça,
o topo da árvore da polícia é o polícia rebelde.
Isto é um distintivo, eu sou polícia e isto é uma arma.
O polícia rebelde é um durão que não obedece ao chefe.
Se queres fazer de polícia cowboy, fá-lo na esquadra de outro!
São completamente disfuncionais.
Provavelmente é alcoólico e é um péssimo pai.
És minha filha, estás na minha casa, e vais respeitar-me, percebido?
- Não me chames falhado. - Porquê?
A mãe chama-te isso!
Só se interessam pelo trabalho.
Sem tretas! Queres matar-te?
Sabes porque não o faço? O trabalho.
Destruir tudo no seu caminho.
A FÚRIA DA RAZÃO
Há muitos polícias rebeldes,
mas a referência em agentes da lei descontrolados é a de sempre,
Dirty Harry, do Clint Eastwood.
Tens de perguntar, "Sinto-me com sorte?"
A FÚRIA DA RAZÃO
Sentes, pulha?
O Dirty Harry é um exemplo tóxico deste cliché.
O filme esforça-se tanto para pôr-nos do lado
de um polícia acabado que só quer descontrolar-se
e desatar aos tiros às pessoas.
Existe segundo as suas próprias regras
e faz o que é preciso para apanhar criminosos.
Dá a imagem que o sistema jurídico ou é incrivelmente estúpido,
ou gerido por liberais ingénuos.
Estou a dizer que ele tinha direitos.
Estou destroçado pelos direitos desse homem.
A lei do rebelde diz que só há duas coisas
a que estes agentes ligam, e ambas são brilhantes.
O seu distintivo e arma.
É um momento-chave nos filmes, quando o polícia rebelde
entrega a arma e o distintivo.
"Já não é alguém que deva estar neste cargo."
Nós sabemos, o público sabe, é o único que deve estar.
Obrigas-me a isto. Dá-me o distintivo.
EU, ROBÔ
Tira uns...
A MORTE DO FILME DE POLÍCIAS
Recentemente, Hollywood afastou-se dos filmes de agentes rebeldes,
refletindo a desilusão com agentes da polícia
que fazem justiça pelas próprias mãos.
Somos levados a acreditar que eles terão a atitude certa,
moral e eticamente.
Na verdade, esse não parece ser o caso
com muitos agentes.
É algo que devia ser repensado por realizadores
e produtores, e está a ser repensado.
Mas o polícia rebelde ainda não se reformou.
Na televisão, há espaço para clichés
com personagens mais tridimensionais.
Mare of Easttown, com Kate Winslet,
tem uma vida interior complexa, mas não se preocupe,
continua a ser uma agente que bebe muito,
contorna as regras e é suspensa...
Arma e distintivo.
... mas apanha o vilão.
Hollywood adora vencedores.
Mas nem todas as personagens podem ser heróis,
exceto no Universo Marvel, como em 96 % dos filmes.
Algumas personagens estão tão destinadas a perder
assim que entram no ecrã,
que mais vale aparecerem num caixão e acabar logo com isto.
MORTO À PARTIDA
És uma personagem secundária de um filme.
Obrigado, John.
Tens um trabalho perigoso.
Planeias dar o dia por terminado.
Amanhã quero que...
- Amanhã vou demitir-me, Frank. - O quê?
Grande erro.
Al!
Marcado para morrer.
O cinema americano adora fazer dar a entender...
ARGUMENTISTA
que alguém morrerá mostrando que aquele é o seu último trabalho.
Estão prestes a reformar-se.
Faltam-me três dias e quero aproveitar ao máximo.
Talvez haja uma festa de reforma para ele.
E um discurso?
E só falta fazer mais um turno.
E há outras formas clássicas
para garantir que a morte está próxima.
Ouvimos um personagem a falar da família,
sobre as suas aspirações.
Vou casar com uma americana roliça e criar coelhos.
CAÇA AO OUTUBRO VERMELHO
Se começam a pensar no que farão a seguir, morrem.
Nos filmes de guerra, costuma ser o soldado
que pega numa foto da namorada.
Já a tem no bolso há algum tempo. Grande erro.
Por favor. Por favor.
FUNERAIS AO LONGE
Uma vez morto no ecrã,
ao funeral terá a presença dos entes queridos
e de uma figura solitária que, por alguma razão,
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