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Irmãos e irmãs, todos pinguins.
Tudo neste mundo,
seja grande
ou pequeno
está interligado de maneiras que nunca imaginamos.
Com certeza.
O PINGUIM
Mano!
Desculpe.
Venha, Erik, dance um pouquinho.
Oi.
Meu pequenininho.
Vou falar com ele.
Deixe-me tentar.
Oi, filhote.
Tudo bem?
Não vai participar da festa?
Pode dizer por quê?
Porquê?
Não, não. Eu quero saber é por que você...?
Tio Mano. Eu acho que ele perguntou "Por que dançar?"
Como se precisasse de um motivo. Não é, Erik?
É...
Mas há vários motivos para dançar.
Qual é o meu, pai?
Bom, o único jeito de descobrir é dançando.
Vamos lá, filho.
É um pé para la e outro para cá.
Ninguém vai rir de você, eu prometo.
Venha, suba nos meus pés.
É...
Você vai pegar o jeito. Só precisa sentir...
o ritmo.
Coragem filho! Vamos sacudir o mundo!
É isso aí. Sem medo de ser feliz.
Não teve graça!
Consegue fazer xixi enquanto rodopia de cabeça pra baixo? Duvido.
Você está bem? Se machucou?
Caramba! Essa foi...
Erik. Erik.
Erik, me desculpe.
Qual é, campeão. Não foi tão ruim.
Quando eu era da sua idade,
riam muito de mim. Eles me achavam esquisito também.
Mano!
Quer dizer, diferente. Mas no bom sentido.
Tipo assim, você é descolado.
Eu era esquisito.
- Menos, menos. - Esquisito mesmo.
Erik...
quando seu pai está no buraco
tem que aprender a parar de cavar.
É...
Mano! Uma ajudinha aqui.
Nós nunca teríamos um ovo com você.
- Nem pensar. - Nem pensar.
- Deem-me uma boa razão. - Você é baixinho.
- E é nojento. - Ele está aporrinhando vocês?
Não, ele não é de nada.
Eu quero saber o que é o amor.
Oi, Mano.
Ui. Epa!
Eu quero que me mostre.
- Ramon, saia daí. - É o cantinho do Erik.
- Ramon! - O quê?
Estamos conversando em família com o pequeno Erik.
Então, também zombam de você e não o entendem?
Amigo, por favor.
Não se preocupe. Darei um jeito nisso.
Não.
Deixa eu lhe dizer uma coisa.
Para que serve um amigo, senão para unir um pai e seu filhote?
Olá! Cadê você?
Olá? Olá? Olá?
Olha ele ali.
Sabe, Penugem...
para rebeldes selvagens como nós, que não podem ser domados...
este lugar é uma droga!
Ramon, não seja ridículo.
Não vou ser mais.
Vou voltar para a Adelilândia.
Adelilándia Adelilándia.
Você é e sempre será Uma terra de heróis
Erik?
Toc, toc? Olá?
Querido, acho que ele precisa ficar sozinho agora.
Não podemos deixá-lo sozinho em um buraco.
Nós o vigiaremos, tio.
É, pode deixar.
Pronto.
- Deixem que os bebês se entendem. - Tem razão.
Está bem. Vamos.
Chega. Saia daí.
Não tem nada para ver aqui. Dando o fora depressinha.
É que eu me achava um bom pai.
Adiós, Terra dos Imperadores!
Deste fabuloso pinguim aqui, vocês nunca mais vão rir na vida!
Nunca mais!
Ei, Atticus, hora do lanche.
Erik?
Acho que se aninharam.
Para dormir.
Eles não estão aqui.
Bô!
Boadicea!
Vamos, Atticus. Deixe de brincadeira.
Cadê você?
Eu sei que está me ouvindo, Atticus.
Gloria? Será que eles podem ter fugido?
Fugido? Sozinhos?
Vai ver, seguiram o Ramon.
- Amor... - Eu sei, eu sei.
Mas eu preciso ir procurar, está bem? Não vou demorar.
Mano, relaxa.
Vamos acha-los e você vai dar um jeito de fazer as pazes.
Você é um bom pai.
Sim.
Eu volto rapidinho, está bem?
Essa foi das grandes.
Odeio quando isso acontece.
Ei, Will? É você?
Claro que sou eu. Não está vendo?
Não. Nós somos muito parecidos.
Eu, não.
Will, somos todos krill. Já nascemos parecidos.
Eu não, Bill. Só existe um igual a mim no mundo todo.
Eu sou um em um krilhão.
- Aonde você vai? - Vou embora!
Eu quero ser livre, Bill!
Não tem essa de ser livre, Will. Menos lume e mais cardume.
Estou farto do cardume! Andamos em cardume a vida toda.
Às vezes, Will, parece até que você tem vontade própria.
Diga-me, Bill, o que existe além do cardume?
- Mais cardume. - E depois?
- Mais um pouco de cardume. - E depois?
Will, não há mais nada além do cardume. Somos um cardume sem fim.
Tudo tem um fim. Viu? Eu acabo aqui.
Não é um final feliz.
Faz muito sentido, Bill.
Se eu nadar contra o cardume, vou acabar chegando ao final do mundo.
É...
Então, quando eu contar até três.
Um, dois, três!
Não.
Eu consigo. Eu consigo.
Não consegue, não.
Eu consigo, sim. Não consegue, não.
Quem está falando comigo? Você.
Quem é você? Eu. Quem disse isso?
Vamos zoar.
Oeste vai zoar.
Sul vai zoar.
Leste vai zoar.
Oi!
Oi! O que é que você conta? Qual é a boa?
A gente vai para Adelilândia.
Não vão, não. Estão sem seus pais. É sequestro de pinguinzinhos.
Agora, voltem. Xô, xô!
Mas não podemos. Somos fugitivos.
- Fugi-o-quê? - Fugitivos.
- Da Terra dos Imperadores. - Não.
- Sem pés felizes. - O quê?
Sem pés felizes.
Somos rebeldes em busca de emoção e aventura.
E lanchinhos gostosos.
Obrigado.
É o cara. Está bem. Quero um peixão e três peixinhos...
E aqueles crustaceozinhos. Aqueles que fazem:
Sim!
- Agora, vão. - Não sabemos nadar. Penugem demais.
- O quê? - Penugem afunda.
Mas é alto demais. Eu sou pulo-fóbico.
Cara! A água está bem ali. Olha, bem ali!
Não importa. É fria demais para o meu sangue quente.
Atticus, pare! Ele está comendo a asinha!
Está bem! Vamos fazer o seguinte.
Contaremos até 3. Me empurrem no 2. Mas não me avisem que vão, ok?
1,2!
Por que fizeram isso?
Pinguinzinhos. Fofos, mas cruéis.
Will! Will! O que estamos procurando?
É aí que está a beleza, meu amigo. Eu não sei.
Will, por favor, volte. Temo pelo pior.
Temo pelo pior também, Bill.
Temer o melhor é total perda de tempo.
Olha. Ali!
Talvez seja um buraco negro.
São só mitos. Conversa de assustar, para nos manter no cardume.
Vem do nada e engole tudo no caminho!
Para algo que não existe, é bem impressionante.
Nade!
Puxa!
É lindo.
Tio Ramon?
Não. Não, não, não. Crianças,
levem-me para casa.
E isso
é o que somos: comida!
E pensar que passamos a vida toda sem saber a verdade.
Adeus, mundo kriel.
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