The Planets

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Legendagem traduzida do Inglês por Manuel Matias

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De første 200 linjer.

Descolagem da Messenger em missão da NASA para Mercúrio.

# Eles dirão, ninguém nos pode ver

# Que estamos distantes e completamente sós

# Eles acreditam que nada nos pode alcançar

# E puxar-nos para fora da escuridão sem limites

# Eles estão errados

# Eles estão errados

# Eles estão errados.#

OS PLANETAS

Para lá do Sistema Solar interior...

...passando além da cintura de asteróides...

...está Júpiter.

JÚPITER - 780 MILHÕES DE KM DO SOL

O maior dos planetas é uma gigantesca bola rodopiante de gás...

...com um aspecto marmoreado gerado por ventos violentos

que sopram furiosamente através de suas nuvens.

Júpiter é um mundo tão estranho quanto remoto.

Se voarmos para cima, apenas 100 km ou pouco mais,

alcançamos a borda da nossa atmosfera e a escuridão do espaço -

não é realmente assim tão longe.

Mas uma vez chegados ao espaço,

a escala das distâncias é incompreensível.

Vénus, o planeta mais próximo, está a mais de 40 milhões de km daqui,

Júpiter à volta de 650 milhões.

Levaria anos para as nossas naves espaciais mais rápidas lá chegarem.

Assim, a ideia de que esses planetas poderiam ter alguma influência sobre nós,

aqui na Terra, parece fantasiosa

e, de facto, se você estiver a falar sobre suas hipóteses

de encontrar um estranho bonito

ou se os seus planos de vida exigem uma razoável reconfiguração

daqui a uma semana, na Quarta-feira, então você estaria certo.

No entanto, se você fizer perguntas mais elaboradas, perguntas mais profundas,

como, por exemplo, "Porque é que a Terra é com é?

"Porque é que há vida na Terra?"

"Porque é que nós existimos?"

então sim, acontece que os planetas, e Júpiter em particular,

tiveram um efeito profundo.

Muito cedo na sua vida, o jovem Júpiter foi à loucura.

O planeta gigante embarcou numa viagem de destruição

através do Sistema Solar...

...que transformou o destino dos planetas,

e o curso da vida na Terra.

Júpiter é o padrinho dos planetas.

Compreendamo-lo e entenderemos como o Sistema Solar chegou à existência

JÚPITER - O PADRINHO

Na Terra, podemos ver vislumbres do poder de Júpiter

nas cicatrizes que ele deixou

na face do planeta.

Este é a famosa Cratera do Meteoro Barringer, no Arizona.

Tem cerca de um quilómetro de diâmetro,

170 metros da borda até ao fundo da cratera

e foi criada há cerca de 50 000 anos

quando um meteorito com 50 metros de diâmetro

entrou na atmosfera da Terra viajando a cerca de 13 quilómetros por segundo.

Isso significa que ele teria levado para aí uns sete segundos

para ir do topo da atmosfera até ao solo.

E bateu com tanta força que a energia libertada

foi equivalente a dez megatoneladas de TNT.

E isso é uma bomba nuclear muito grande.

O meteorito que atingiu a Terra aqui,

pensa-se que tenha vindo da cintura de asteróides...

...o anel de detritos rochosos que orbita na borda

do sistema solar interior

e foi desviado da sua órbita

muito provavelmente pela influência gravitacional de Júpiter.

Júpiter pertence a uma classe de planetas completamente diferentes da Terra.

Um gigante gasoso.

Uma bola rodopiante de hidrogénio e hélio,

tão grande que poderiam caber 1 300 Terras dentro dela.

Júpiter pode exercer uma influência tão poderosa sobre os asteróides

por ser enorme -

tem cerca de duas vezes e meia a massa de todos os outros planetas,

luas e asteróides do Sistema Solar juntos

e, portanto, tem uma poderosa força gravitacional.

Isso significa que Júpiter exerce uma influência

em toda a extensão do Sistema Solar inferior apenas à do Sol.

E essa influência faz muito mais do que apenas criar a singular cratera:

pode mudar a história dos mundos.

Para entender como Júpiter chegou a tal posição dominante,

temos de voltar para um tempo antes mesmo de o Sistema Solar existir.

5 MIL MILHÕES DE ANOS ATRÁS

Há quase cinco mil milhões de anos,

uma estrela distante explodiu e enviou uma onda de choque através da Galáxia...

...fazendo com que a nuvem de gás e poeira

que se tornaria no nosso Sistema Solar entrasse em colapso...

...quando o Sol começava a formar-se.

Mas mais para o exterior, outra coisa estava a crescer.

Após 50 milhões de anos...

...iniciou-se a ignição da fornalha nuclear do Sol.

A luz do seu primeiro amanhecer...

...revelou Júpiter...

...o primeiro mundo do Sistema Solar,

um planeta nascido tão cedo que varreu a maioria dos restos de material

deixados pela formação do Sol.

Por causa da sua dominância, Júpiter teve um efeito profundo

no novo sistema solar em formação

e abriu o caminho para o nosso mundo vivo se formar.

Este é um modelo do nosso Sistema Solar.

Então, aqui está o Sol, e, em seguida, temos os quatro planetas rochosos interiores,

Mercúrio, Vénus, Terra e Marte.

A seguir vem a cintura de asteróides,

o anel com milhões de pequenos pedaços de rocha

orbitando ao redor do Sol.

E depois os gigantes gasosos.

Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.

Ora isto tem uma agradável estrutura regular,

com todos os planetas rochosos perto da estrela

e os gigantes de gás mais para o exterior,

e pensámos que esta deva ser a ordem natural das coisas,

a maneira como os sistemas solares têm de se formar...

até que começámos a detectar planetas a orbitar estrelas distantes

e afinal descobrimos que este arranjo não é nada típico.

O nosso Sol é apenas uma das cerca de 300 mil milhões de estrelas na nossa Galáxia

e quase todas essas estrelas

são o lar dos seus próprios sistemas de planetas.

Na maioria dos outros sistemas, a região onde o nosso planeta orbita está vazia.

Em vez disso, mais perto da estrela, vemos super-Terras -

planetas rochosos enormes, muitas vezes maiores do que o nosso.

Mas, fundamentalmente, pensa-se ​​estes mundos têm

espessas atmosferas tóxicas

que os tornam completamente inóspitos para a vida.

E isso levanta uma questão muito interessante -

porque é que então o nosso Sistema Solar é como é?

Para responder a essa pergunta,

enviámos naves espaciais a cada um dos planetas...

...e elas descobriram estranhas anomalias

que revelam o passado do nosso Sistema Solar.

As nossas missões a Vénus descobriram que ele já teve muito mais água

do que se esperaria num planeta tão perto do Sol,

assim como a Terra tem hoje.

A nave espacial que enviámos para Marte

desceu num mundo que curiosamente tem apenas metade do tamanho

dos seus irmãos, os planetas Terra e Vénus.

E na cintura de asteróides,

descobrimos um cemitério de mundos falhados...

com os seus crescimentos misteriosamente abreviados.

Para causar todas essas anomalias,

pensa-se que algo de catastrófico deve ter acontecido

muito cedo na história do Sistema Solar.

Todas as evidências sugerem que, há cerca de 4,5 mil milhões de anos,

a órbita de Júpiter começou a mudar,

desencadeando um período de violência sem precedentes

que transformou completamente a face do jovem Sistema Solar.

E sabemos disso porque o planeta saqueador

deixou um rasto de destruição na sua esteira.

No início da sua vida, Júpiter começou a mover-se em direcção ao Sol...

...e os efeitos dessa viagem podem ser vistos ainda hoje.

A CINTURA DE ASTERÓIDES NOS DIAS DE HOJE

Entre as órbitas de Marte e de Júpiter...

...está a cintura de asteróides...

...um baldio desolado de detritos

deixados desde o início do Sistema Solar,

corpos rochosos muito pequenos para serem planetas por direito próprio.

Em filmes de ficção científica, a cintura de asteróides é muitas vezes descrita

como uma massa inavegável de pedregulhos rodopiantes

mas não é nada disso.

E tanto assim é que, de facto, os engenheiros das modernas naves espaciais

podem fazer uma nave voar através dela sem fazer qualquer correcção de curso.

A razão para isso é que não há muita massa na cintura de asteróides:

a soma total de todos eles perfaz apenas cerca de 4% da massa da Lua

e estão espalhados numa espécie de anel enorme,

para lá da órbita de Marte.

É uma vasta quantidade de espaço.

Isso significa que a distância média entre dois grandes asteróides

é cerca de oito vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Se estivéssemos num desses grandes asteróides

a olhar para o espaço

o vizinho mais próximo seria apenas uma estrela indistinta na escuridão.

Mas, espalhados entre os pedregulhos, há objectos

que são muito mais do que meras rochas.

Cinco, quatro, três,

dois... ignição do motor principal, um, zero e descolagem

do foguete Delta II com a Dawn.

Em 2007, a missão Dawn da NASA

foi enviada para explorar os dois maiores objectos na cintura de asteróides.

Depois de um ano em órbita em redor do asteróide gigante Vesta...

...em Março de 2015...

...a Dawn fez a sua aproximação final num corpo tão grande

que tem quase um terço da massa de todo a cintura de asteróides...

...Ceres.

À chegada, as primeiras imagens que a Dawn enviou para a Terra

continham algo totalmente inesperado:

misteriosas manchas brilhantes numa das maiores crateras de Ceres.

A análise espectral das imagens

mostrou que as manchas eram, de facto,

o resíduo de sais deixado por água líquida...

...sugerindo que deve haver grandes quantidades de gelo

logo abaixo da crusta.

A Dawn descobriu mais de 300 manchas brilhantes em toda a superfície.

E isso significa que, sob a crusta fina,

Ceres tem um manto espesso e rico em gelo em torno de seu núcleo rochoso...

...prova de que o planeta anão é composto por várias camadas.

O interior de Ceres é diferente de tudo o resto na cintura de asteróides.

A diferenciação, essa separação em camadas, observada pela Dawn,

é mais característica de um planeta do que de um asteróide.

Então, há 4,5 mil milhões de anos, Ceres estava a caminho

de se tornar um mundo de pleno direito.

CERES - 4,5 MIL MILHÕES DE ANOS ATRÁS

Pensa-se que, na sua infância, Ceres era muito diferente.

A água que se encontra agora congelada no seu interior já foi líquida.

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