De første 200 linjer.
UMA SÉRIE NETFLIX
Sabe onde está o Antonio?
Ali, com aquelas pessoas.
Qual de vocês é o Antonio?
- É o Antonio? - Sim, sou eu.
Monte de merda!
Queres tramar-me?
E mandas a tua filha? Idiota!
Tenta fazer isso agora!
Já chega!
Já chega!
Qual é o problema?
Não te atrevas a tentar manipular a minha família.
Ouça, enganou-se na pessoa.
O que se passa?
Eu conheço-te.
És a mulher do gato.
Há quanto tempo estavam de olho em nós?
Não…
O que querem de nós?
Aqui está a cabra que anda por aí a dizer que é minha filha.
Que porra está a dizer?
Estás metida em sarilhos? Tentaste enganar estas pessoas?
Não sabes mesmo nada?
Sobre quê?
- Não sabes nada. - E pedi-lhe para não lhe contar.
Saia daqui! Vá!
Devias ter vergonha.
Porque…
… lhe disseste que és filha dele?
Porque sou.
Como assim?
Miranda?
Lamento muito, Antonio. Eu posso explicar.
Pai.
Então, senhoras e senhores, é tudo por hoje.
Mas não se preocupem, voltaremos.
Agradecemos à nossa orquestra, aos três concorrentes,
ao Sandro Ralli, claro,
e a todos os que nos acompanharam.
Até ao próximo programa de Musicheró!
Bravo!
Giggi.
Obrigado, Sandro.
- Foste incrível. - Muito obrigado.
Giggi, esta noite quase me fizeste chorar. A sério. Quero falar contigo.
- Sobre o quê? - Sobre o teu futuro.
- Bravo. - Obrigado.
- Bom trabalho! Bravo. - Muito obrigado.
- Muito bem, Giggi. Um sucesso inesperado. - Obrigado.
- Sandro, podemos conversar, por favor? - Claro.
- Depois falamos. - Com licença.
- É a tua agente? - Sim. É uma pessoa muito equilibrada.
- Então? Como me saí? - Muito bem!
O que queres?
Então, tu e o Giggi são melhores amigos?
Porquê? Isso é um problema?
- Quem são os outros dois? - Não sei. Amigos dele.
Estás a expor-te demasiado.
Foste tu que me disseste para agir normalmente.
Sim, mas as coisas mudaram. Não te devia dizer isto. Alguém te viu.
- Viu o quê? - Sabes o que quis dizer.
Estou a tratar disso, mas, até estar resolvido, cuidado com as companhias.
Diz-me a verdade. Vão mandar-me para a prisão?
Não, porque tenho amigos de confiança.
E qual é o preço desses amigos de confiança?
Achas que fazer alguém desaparecer é barato?
Desaparecer? Queres dizer "comprá-los", não "fazê-los desaparecer", certo?
Sei que é estranho, para pessoas como nós, mas nem todos se deixam comprar.
Tenho de falar com ela.
- Se for mesmo a Adele, juro, eu… - Mãe.
- Não te preocupes, resolveremos tudo. - Não me trates como uma idiota!
Porque não me contaste?
Tinha-lhe prometido. Ela disse que precisava de tempo.
Devias ter-me contado na mesma!
Mas apresentei-ta, estiveram juntas.
Claro! Com uma chávena de chá, como duas desconhecidas? Por favor!
Não queria que ela me odiasse, mãe!
Boa noite a todos!
Como me saí?
Onde está a minha claque?
O que se passa?
Um pesadelo.
Um verdadeiro pesadelo, querido.
Mamã.
Fui assim tão mau?
Pai, abre!
- Antonio, abre a porta ou eu derrubo-a! - Papá!
Antonio!
Abra a porta!
Já chega! Parem!
É compreensível. Deixem-no acalmar-se. Acreditem, vai acalmar-se.
- Mete-te na tua vida. - É a minha vida.
Deixaste o meu irmão acreditar que tinha uma filha e abdicar da liberdade.
- Não é assim. - Então, como é?
- Bruxa! - Vou partir-te a cara!
- Avó, acalma-te. - És patética.
Agora todos sabem quem realmente és.
Cala-te.
Cala-te!
É louca.
A culpa é minha. Fui eu que lhe disse para falar com o pai,
que tudo correria bem.
Mas, se ele foi lá, a Nora deve estar destroçada.
Imagino que sim.
A minha mãe ficou acordada até de madrugada. Queria saber tudo.
Também teria gostado de saber. Porque não me contaste?
Tinha-lhe prometido!
É a minha irmã gémea. É possível que ninguém perceba isso?
- Irmã gémea, uma ova! É uma farsa. - Não, não é.
O que podemos fazer?
Perguntas-me a mim? Eu era o único que não sabia.
- Matteo, por favor, não te zangues. - Não.
Não me zangarei. Mas dá-me um minuto, sim?
Foi sem intenção.
Deixa-me falar com ele.
- Que chatice! - Matteo!
Matteo, espera!
Podes parar por um momento?
O que foi?
Vá lá. Não é altura para começarmos a discutir.
Ela é minha noiva e não confia em mim.
Não é verdade. Ela prometeu à Nora que não contaria a ninguém.
Por favor, façam as pazes. Não quero este peso na consciência.
Claro que faremos as pazes.
Mas é horrível sentir-me assim excluído.
- Até por ti. - O que fiz eu?
A sério?
Porque não me dizes a verdade sobre o Sandro Ralli?
Exatamente. Aí tens.
O que aconteceu? Andam todos à sua procura.
À tua procura também. E é melhor que não te encontrem.
Em que alhada te meteste?
- De que está a falar? - Querem matar-te.
Tens onde te esconder?
Não, eu…
- Não sei… - Ouve-me. Olha para mim.
O que quer que tenhas feito envolve os meus filhos?
- Só a Nora. - Ela não é minha filha.
Mas, se ela está envolvida,
vai esconder-te na feira.
E não peças ajuda a ninguém, nem à Polícia. Entendido?
Como sabe tudo isso?
Nada de perguntas. Estou a arriscar tudo.
Ouve,
não digas à minha família que me viste aqui.
Ainda tenho coisas a corrigir.
- Café, mãe? - Sim, querido.
Tu e a Adele estavam no carrinho.
Mas não foi a ama que vos levou a passear.
No meu sonho, era eu.
Como devia ter sido.
De repente, a Adele tira o cinto e salta do carrinho.
Vejo-a logo.
Pego-lhe na mão e seguro-a com força.
Ela vira-se, olha para mim e sorri com aqueles dentes fofinhos.
- Mãe… - Obrigada, querido.
Não tinha este sonho há anos.
Mamã.
Ouve,
há algo que não te disse.
Quando elas encontraram a Adele, não estava perdida no parque.
Estava fechada numa cave, sozinha.
- O quê? Isso não faz sentido. - Faz, sim.
Antes de a levar, a avó viu um homem alto com uma bengala perto do edifício.
- O Alfio? - Acho que sim.
Viste como o pai reagiu quando lhe mostrei a foto?
- O pai? - Acho que o pai sabe alguma coisa.
Ele nunca me escondeu nada, não sobre a minha filha.
Exatamente. O pai é o pai, Rosa.
Vamos tratá-lo como um desconhecido?
No mínimo, podemos falar com ele.
Como é que não previste isto?
Tu é que me pagas para fingir que procuro a tua filha.
Não para a encontrar.
Quem são estas pessoas?
- Não sei. Não faço ideia. - Faz uma investigação a sério, desta vez.
Arranja provas de que isto é uma farsa.
Estes mortos de fome devem ter uma montanha de antecedentes.
Eis o que vais fazer agora.
Vai para casa e descansa.
Nem pensar! Vou às obras.
Não quero enfrentar a minha família.
- Terás de acabar por fazê-lo. - Eu sei.
É por isso que tens de te despachar.
Fala com a Miranda.
Se te enganou, tens o direito de saber.
Não, ninguém me enganou. Não te atrevas a dizer isso.
Levaram-te a acreditar que a Nora é tua filha. É monstruoso.
- Eu ter-me-ia passado. - Exatamente.
O quê?
A Stella não era um monstro.
Foi durante a guerra.
Tudo era permitido. É válido para nós e para elas.
Porra, fizeram-te criar a filha de outra pessoa.
Cala-te!
Vá lá.
A Nora é minha.
- Aqui tens. - Obrigada.
- Eu devolvo-tas. - Não. Diz-me o que se passa.
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