De første 200 linjer.
RUA ROUPELL
Finalmente!
Não aguentava a ideia de chá sem leite.
É um crime. É um grande crime.
Estou cheio de sede.
Não, espera! Aí, não. Estão frias e húmidas, não estão?
- Porque as deixaste de fora? - Pensei que fosses mais rápido.
Tive de descer a rua comercial.
Há uma loja de esquina do outro lado, seu imbecil.
O Marek não ia gostar.
Quem é o Marek?
Um eletricista com quem trabalhávamos. Era polaco.
Primeiro leite, depois chá. Como é que os ingleses não percebem?
Não faz diferença, mas ele perdia a cabeça.
Claro que faz diferença, seu anormal de merda.
Saqueta, água, leite, por essa ordem. Sim?
Há muitos polacos onde trabalham?
Polacos, búlgaros, romenos de treta... Há de tudo.
- Aos montes. - Parece um campo de refugiados.
Não, espera. Não queres chá?
Não, fico-me pelo álcool.
Deves mesmo odiar os teus rins.
Aqui está ele. A Bela Adormecida.
Bom dia. Desculpem, estava ferrado.
- Há água quente, se quiseres um chá. - E leite.
- Saíram? - Não, ele está a lactar.
Merda de televisão.
Devíamos ter trazido uma PlayStation.
Fiquem a saber que sou um demónio no FIFA.
- Não és nada. - Não.
O Call of Duty é que é. Dava cabo de vocês.
Isto não é uma festa.
Sim, mas só dizes isso porque tens medo de que ele te ganhe.
Achas que tenho medo de um soldado de sofá?
Eu combati a sério.
Servi o meu país.
Quantas pessoas mataste?
Estás a falar no jogo?
Que se lixe o jogo! Isso não conta.
Que quer isso dizer?
Quantas pessoas mataste?
Quantas pessoas mataste tu?
Cinco, de certeza. Matei-as de perto.
Vi os olhos delas a ficarem sem vida.
Talvez mais oito ou nove.
Às vezes, não paramos para contar.
Um milhão de visualizações.
- Sim! - Sim!
Espetáculo! Devemos ter cinco milhões no evento principal.
Alguém o foi ver?
Porquê?
É só porque não ouço nada.
Ele não pode falar, pois não? Porque te importas tanto?
Não era bom ele ter um ataque cardíaco, pois não?
Podia complicar as coisas.
Está bem, eu vou lá.
Tens alguma carta de amor para ele?
Vai-te lixar!
Não sejas parvo.
Provavelmente.
Vou tirar-te a fita adesiva da boca.
Mas ouvimos tudo lá de cima.
Se precisares de alguma coisa, pede baixinho.
Se gritares por ajuda, a luz passa de verde a vermelho
e eu desço e dou-te uma carga de porrada. Percebeste?
Por favor, deixe-me ir.
Não posso. És perigoso.
Já vi do que a tua gente é capaz.
Perdi bons amigos no Afeganistão por vossa causa.
Amanhã de manhã,
ao nascer do Sol,
vais ajoelhar-te ali no chão,
nós vamos ter a nossa câmara
e depois... Bem, vocês é que são os especialistas, não são?
Vamos cortar-te a cabeça.
BASEADA NO LIVRO DE
Há algo que sugira mais ataques iguais
ou a convicção é de que se trata de um incidente isolado?
O vídeo de ontem, em que fizeram uma ameaça...
Um minuto. Obrigada.
... é do conhecimento das autoridades, não o transmitimos.
- Bom dia, meus senhores. - Bom dia, Diana.
É uma situação em constante evolução e informar-vos-ei do que souber.
Não esperamos pela Tearney?
Sem ofensa, Diana, mas quando informar o secretário de Estado...
Pensava que sabia que a diretora está em Washington, esta semana.
- Não sabia. - A Ingrid está ocupada, Roger.
Tal como o senhor. Tem mesmo de a importunar?
Todos temos noção da competência da subdiretora Diana. Diana.
Obrigada, Leonard.
O refém chama-se Hassan Ahmed. Nasceu em Birmingham.
Os avós dele chegaram cá no início dos anos 70.
É o mais novo de quatro filhos.
Está no segundo ano na Universidade de Leeds,
a estudar gestão empresarial.
Partilha um apartamento com três alunos. Sem namorada ou namorado conhecidos.
Joga críquete. A família é muçulmana.
E, antes de ir para a universidade, frequentou a mesquita local,
que não está sob vigia.
Ele já não parece ir lá, mas a família continua a ir.
Resumindo, é exatamente o que aparenta.
Um estudante anglo-asiático exemplar.
Os raptores autodenominam-se Filhos de Albião.
Estão no nosso radar há um ano
e surgiram rumores de que algo assim estava no horizonte.
Ponto de ordem. Rumores e horizontes são tão vagos que não ajudam, Diana.
Fontes e métodos, Roger.
Não é da competência deste comité, Roger. Sabe disso.
- Monitorizamos resultados, não processos. - E há alguma fonte no grupo?
Não nos cabe a nós.
Posso é dizer que temos 17 grupos de direita no nosso radar.
Dizemos há algum tempo que, com mais recursos,
os poderíamos controlar adequadamente
e impedir que estas coisas acontecessem.
O MAI apoiar-vos-á.
Mas o Tesouro pode afirmar que já tiveram um aumento considerável,
que não se refletiu nos resultados.
Tivemos um aumento para supervisionar grupos jiadistas.
Infelizmente, olhámos para um lado quando devíamos olhar para ambos.
Ele já aterrou.
Meus senhores, tenho de ir. Decerto, compreenderão.
E, depois disso, terei de contactar o embaixador do Paquistão.
Parece que não foi um rapto aleatório, como julgámos.
Não há sinal do Cartwright e ele não atende o telemóvel.
Que se passa?
Para começar, ainda estás aqui, a falar comigo.
Não, a manhã já vai a meio e não bebeste nada.
"Ora, antigamente, já terias vomitado umas três vezes."
É o teu primeiro insulto da manhã. Estás a desleixar-te.
Passa-se mesmo alguma coisa.
Já é tarde para conseguires avaliar a disposição do teu chefe.
Isto não devia estar aqui.
Quando o Cartwright voltar, ata-o à secretária pelos tomates.
Quero a minha gente aqui, sem fazer nada.
Bolas!
Céus!
Fazem aquela coisa de queimar os pelos das orelhas?
Porque eu trataria disso de seguida.
Vai ser um trabalho demorado.
Dor de cotovelo.
Não consegues pagar sítios assim com um salário de Slough House, River?
É verdade, mas também não preciso de vir a sítios assim.
- Sei fazer a barba. - Então, não tens de estar aqui.
Tenho, sim. Quero saber o que estava na pen USB do Hobden.
- Gino, dá-me um momento. - Claro.
Obrigado.
Que merda estás a fazer? Isso é confidencial.
Está ligado ao rapto?
Mantenho a resposta anterior.
Certo, eu percebo. Nós somos cavalos lentos. Somos ralé.
Mas é bom receber feedback quando se faz um bom trabalho.
Claro que não fizeram um bom trabalho. Vocês são cavalos lentos.
Obrigado.
Pelo quê?
Por me teres dito que a pen não tem nada útil.
- Não, não disse nada. - Disseste, sim.
E, além disso, a mim parecia-me só pi com um milhão de casas decimais.
Seu anormal! Tu viste!
Diverte-te com o Sweeney Todd.
Charles?
Bom dia, Charles.
Charles?
Charles?
Ele está no banho.
Quem é o senhor?
Lamb.
Bom dia, Catherine. Pensei ouvir-te a gritar sobre o pequeno-almoço.
Jackson.
Pensava que estavas em Berlim.
Berlim foi um fiasco.
Steve, não houve mais declarações dos raptores
desde as primeiras ameaças.
Estamos mais próximos de identificar o homem raptado?
Pelo que sei, os serviços de segurança confirmaram a identidade dele,
mas não a vão divulgar à imprensa.
Catherine, como vai isso?
Vai andando.
Gostaria de saber se queres participar numa ação de beneficência. Rifas.
É por uma boa causa. É da escola da minha filha.
Deixei a mala lá em cima.
Eu confio em ti. São quatro rifas por cinco libras, mas dez por dez libras.
- Quatro chegam. - Não. Vais querer dez.
O primeiro prémio é um dia no spa.
- Não queiras perder isso. - Quatro.
- Vês uma coisa por mim? - Estou a trabalhar.
River.
Catherine.
Onde estiveste?
Fui só apanhar ar.
Temos ar aqui.
Sim, mas cheira muito mal.
O Lamb quer todos à secretária.
Claro. Eu só... Tenho um problema informático
e o Roddy está a ajudar-me. Os meus emails não sincronizam.
Volta para a secretária quando isso estiver resolvido.
Onde está o Moody?
- Não sou... - A cabra dele. Sim, eu sei.
Certo. Consegues aceder aos emails do Hobden?
Claro que consigo. A pergunta é porque o faria.
Porque podes ajudar a salvar a vida daquele rapaz.
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