De første 200 linjer.
Venho do mundo independente e essa é a ligação
ao George Lucas,
ver tudo o que foi criado.
Tudo isto veio de uma pessoa com uma caneta na mão
a escrever The Star Wars.
Lucasfilm Ltd Maio, 1973
Os efeitos dessa ação, de alguém que sozinho
apostou em si próprio... É inspirador
ver uma das personagens de O Império Contra-Ataca
a protagonizar a sua própria série
e tudo o que o Jon e Dave fizeram.
É inspirador saber que tudo começou com a ideia de uma pessoa.
A nossa responsabilidade é respeitar o mundo Star Wars.
CRIADOR
Os filmes da minha infância
e de alguma forma todo o universo,
bem como tudo o que é oficial.
Quando discutimos um enredo ou personagem, olhamos para eles
de todas as perspetivas, pegamos-lhes e vemos todos os lados,
para perceber as implicações.
A caixa do sabre de luz é importante,
a Ahsoka tem uma no Clone Wars.
Ele pode abri-la
-e tirar o sabre. -Assim?
É mesmo porreiro.
Faz tudo parte...
REALIZADOR
...da nossa filosofia de criar uma galáxia em que tudo está interligado.
É isso que faz o Star Wars. Todas as histórias se juntam.
A ideia de alguém usar uma armadura mandaloriana
foi influenciada pelo Boba Fett.
E trazer uma nova personagem para o The Mandalorian
com um passado e uma armadura diferentes,
deu-nos
muito mais liberdade criativa.
É como se fosse uma espada, com a mão a passar na lâmina.
É o que estamos a tentar...
O que estamos a tentar criar.
No final, foi a imagem do Boba Fett que inspirou
tudo o resto.
Boba Fett era como uma personagem de "O Pistoleiro do Diabo".
Um pistoleiro solitário.
Não se conhecia a cara, nem quem ele era.
As histórias do universo eram muito vagas
e não revelavam quem ele era. Foi uma bomba
quando ele surge nas prequelas e se explica que ele
é o clone do caçador de prémios Jango Fett.
Isto era completamente novo.
Vamos passar para o campo de asteroides.
Vamos ter algumas surpresas para ele.
São estas as ligações
que Star Wars teve nos filmes ao longo dos anos.
E pudemos fazê-lo num período de tempo mais curto.
Trazer o Boba Fett e ver a reação dos fãs,
e o que nos divertimos nesta colaboração, serviu de inspiração
para falarmos com a Disney Plus, a Kathy
e a Lucasfilm e saber se havia potencial para explorar isto,
enquanto série.
À luz da fogueira, ele é ajudado pelo guerreiro,
e ao colocar os últimos pormenores na arma,
ele eleva o bastão gaffi personalizado.
Roda-o com facilidade
e segura-o com ambas as mãos ao lado das coxas.
Ele observa as estrelas, enquanto a sua nova silhueta
fica gravada no brilho do horizonte do planeta deserto.
Ele é um novo homem.
Não está mais sozinho.
Ele é membro de uma tribo.
Vou para a caracterização. Vemo-nos lá.
PRODUTORA EXECUTIVA
Quando o George me falou do Boba Fett,
disse-me que tinha escolhido um ator neozelandês incrível,
chamado Temuera Morrison para o papel de Jango Fett.
Disse que se fizéssemos o Boba Fett, devíamos chamar o Temuera para o papel,
porque ele é um ator incrível.
Boba foi o único que conseguiu apanhar o Han Solo.
E foi isso que lhe deu fama.
O facto de ele ser misterioso
e de não o vermos muito, jogou a meu favor.
E pudemos... Mostrar um pouco mais.
Pudemos mostrar aos fãs o que ele podia fazer.
Para mim, foi uma questão de fazer o melhor
nos episódios do The Mandalorian.
Trabalhar e tentar tornar tudo o mais poderoso e empolgante possível.
E talvez algo de bom saísse dali, por isso aqui estamos.
Primeiro dia, vamos. Vamos arrasar.
Tem Morrison é o Boba Fett.
Ele é muito parecido com a personagem,
tem uma presença imponente, mas também tranquila.
Uma bondade e generosidade encantadoras.
Ele traz muito de si à personagem.
Tenho de pedir ao deus das emoções para me enviar algumas emoções
em breve.
Estou a ficar sem tempo.
Mas sou abençoado devido às minhas raízes Maori.
Temos o haka para ir buscar essa energia.
Temos o waiata tangi, o po, o pokeka.
Todos estes cânticos
que vêm dos nossos antepassados.
E que me deixam no modo ou no humor certos.
Lá vou eu no meu Bantha, Pelas areias de Tatooine
Sim, lá vou eu no meu Bantha, Pelas areias de Tatooine
A caminho de Mos Eisley Onde os Pykes esperam por mim
Robert Rodriguez, mostra o que vales.
Eu e o Robert damo-nos muito bem. Fizemos clique.
Treinamos juntos. Está mais avançado do que eu
na parte da musculação e os bíceps dele
são maiores do que os meus.
Depois dos pesos, agarrávamos nas guitarras.
-E lá íamos nós. -Gosto de tocar com os atores
e colaboradores. Dá-nos confiança criativa.
Temos de estar em sintonia, num fluxo criativo.
Tal como quando estamos a filmar.
Para manter uma energia fluida.
São os blues do Fosso do Sarlacc
Ao terminar o episódio "A Tragédia" da segunda temporada,
o Jon e o Dave ligaram-me e disseram
que gostaram do que viram e da minha abordagem ao Boba Fett.
Não queriam que realizasse um ou dois episódios,
mas sim, que fizesse mais como produtor executivo.
É o melhor telefonema que podes receber.
O Robert foi muito importante
no processo de dar vida ao Boba.
Ele adora a personagem.
Ele cria as próprias animações com bonecos.
É um especialista.
É um Jedi, sabe o que faz.
É porreiro não termos visto este movimento antes.
Tens treinado, mas não vimos esta parte.
Achei a história do Jon realmente brilhante.
Contar a história do Boba,
a partir do ponto em que ficámos.
Com flashbacks para responder a todas as questões
sobre o que aconteceu ao Boba depois do Fosso do Sarlacc.
Um dos desafios para explicar como o Boba sobreviveu
no Fosso do Sarlacc obrigou-nos a ir atrás
e a tentar compreender
como é que ele sobreviveu.
Talvez houvesse uma bolsa de ar ou ele encontrou
um soldado imperial morto
e usou o oxigénio para conseguir respirar.
E como é que ele escapou?
Porque o Sarlacc é enorme e sabemos
que está enterrado a vários metros.
Pensámos em termos lógicos como poderia acontecer.
Como poderia fazer sentido.
O Jon disse que ele estava dentro do estômago
num espaço claustrofóbico.
Tivemos de criar paredes do estômago,
PRODUÇÃO DE DESIGN
que fossem credíveis, veias, texturas e tubos semelhantes a intestinos,
cobertos de gosma e harmonizar tudo.
No caso do Boba, assim que ele cai no Fosso do Sarlacc,
assim que se vê num subterrâneo, no submundo,
esse momento de transição muda uma pessoa. Não pode ser de outra forma.
É a oportunidade de ele sobreviver
e de fazer uma escolha sobre a pessoa que quer ser.
Isto é meu.
Eu ensino-vos a conduzir.
É assim que paramos o comboio.
Por muito divertido que seja pensar numa personagem
com uma moralidade questionável aos tiros por toda a galáxia,
não dá para muito mais.
Não se pode explorar o enredo. É bom, mas quando
queremos explorar o que se passa com a personagem,
se não for mais do que um fora da lei
que faz cenas de ação incríveis,
isso não é o Star Wars. Star Wars tem que ver
com os obstáculos que as personagens enfrentam.
Tanto emocionais como físicos.
Pode haver um vilão,
mas se não existir um conflito interno,
perde-se metade do impacto.
Encontrámos uma forma de preservar
essa dualidade da personagem.
É bom naquilo que faz. Um caçador de prémios de topo
contratado por Darth Vader.
Como se consegue isso
e se mostra que a personagem aprendeu as lições
do tempo e da experiência?
Proponho que todas as famílias de Mos Espa
se unam numa aliança defensiva,
até a Organização Pyke ser derrotada.
O Jon retirou algumas ideias
de filmes de gangsters.
Falámos sobre o icónico Conan
e da sua viagem para se tornar rei, todas as imagens fortes
com que crescemos em filmes como O Padrinho.
Como o Boba estava envolvido com o submundo,
essa era a realidade, onde a sua viagem se iria desenrolar.
Ao estudar os filmes de gangsters, vemos que existem
desafios de consciência e desafios políticos,
têm de enfrentar pessoas moralmente ambíguas,
e mostrar o que se pretende defender.
É apenas a subida ao poder? Ou existe uma análise
sobre qual é o propósito desse poder?
Todos acumularam riquezas sob Jabba, o Hutt.
E podem voltar a fazê-lo, se ouvirem o Boba.
A personagem do Boba é ótima,
mas precisa de uma personagem forte a apoiá-lo.
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