Cosmos: Possible Worlds - First Season

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Cosmos Possible Worlds S01E01 Ladder to the Stars [1080p x265 10bit FS85 Joy]
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Legendagem traduzida do Inglês por Manuel Matias

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De første 200 linjer.

Fomos caçadores e recolectores.

O desconhecido estava em toda a parte.

Os nossos únicos limites eram a terra, o oceano e o céu.

Os grandes espaços ainda nos chamam, muito suavemente,

quase como uma esquecida canção de infância.

Apesar de todos os nossos fracassos, a despeito das nossas limitações e

falibilidades, nós humanos somos capazes de grandeza.

Até onde é que a nossa espécie nómada se terá aventurado

no final do próximo século?

E do próximo milénio?

Bem-vindos de regresso às margens do oceano cósmico...

uma imensidão feita de espaço e tempo,

uma vastidão na sua maioria ainda inexplorada.

Estamos a caminho dos mundos possíveis revelados pela Ciência.

Vamos dar uma volta pela rede de um metropolitano mundial

que ninguém sabia que existia.

Vou contar-vos a história verdadeira de um primeiro contacto.

Vamos conhecer algumas das pessoas mais corajosas que já viveram.

E vamos aventurar-nos num futuro que ainda é possível,

até às moradas dos nossos longínquos descendentes entre as estrelas.

A ciência pode levar-nos através dessa imensidão

mas, sem imaginação, não vamos a lado nenhum.

A nossa Nave da Imaginação é propulsionada por dois motores...

o cepticismo e a admiração.

É guiada pelo conjunto das regras simples que definem a Ciência

e a tornam tão poderosa:

Testar as ideias pela experiência e pela observação.

Desenvolver as ideias que passam no teste.

Rejeitar as que falham.

Seguir os indícios aonde quer que eles levem.

E questionar tudo.

Levem estas regras a peito e o cosmos é vosso.

Venham comigo...

A nossa Nave da Imaginação pode levar-nos

aonde quer que seja no espaço e no tempo.

O cosmos está mesmo aí, do lado de fora da nossa janela da frente.

Se quiserem ver o passado, olhem para baixo.

E, se quiserem ver o futuro, olhem para cima.

O destino da nossa viagem é uma galáxia distante.

E vamos descobrir como é que nós, como espécie, nos tornámos

exploradores do cosmos.

Ali. Ei-la.

A sonda Voyager 1 da NASA.

Lançada em 1977,

ela é o mais longínquo objecto construído por mãos humanas.

Ela tem-se fartado de viajar desde o nosso último encontro,

regista mais dois mil e quinhentos milhões de quilómetros.

A Voyager faz-se a outras partes da nossa Via Láctea,

mas o nosso destino, esse, é bem mais distante.

O oceano cósmico é feito de espaço e de tempo.

Não nos podemos mover no espaço sem também nos movermos no tempo.

A nossa viagem vai levar-nos para muito longe de casa,

para um pouco mais de mil milhões de anos-luz.

Estaremos também a viajar mil milhões de anos para o passado,

a caminho de um evento tão violento que vai, inclusivamente, estilhaçar o tempo.

Aproximamo-nos agora do nosso destino.

Foi para isto que viemos.

Estes dois buracos negros nasceram do colapso de um

par de estrelas gigantescas.

E os dois têm vindo a dançar um tango gravitacional, desde então,

há milhões de anos.

Estamos aqui para o clímax.

Quando esses dois colidirem, desencadearão um

tsunami espácio-temporal que vai esticar e comprimir o espaço

em todas as direcções.

E vai abrandar o próprio tempo,

antes de o acelerar e de o voltar a abrandar.

...gravitacional...

E vai abrandar o próprio tempo...

...desencadearão um tsunami espácio-temporal...

...esticar e comprimir o espaço em todas as direcções... há mil milhões

de anos-luz...

O que é que um acontecimento que teve lugar a mais de mil milhões

de anos-luz de distância tem a ver connosco?

Albert Einstein foi o primeiro a compreender que a matéria

podia enviar ondulações através do espaço-tempo.

Ele imaginou que explosões catastróficas de matéria deveriam

criar algo muito maior do que ondulações... grandes ondas...

ondas gravitacionais.

Estão a ver-me e a ouvir-me agora mesmo,

em qualquer dispositivo que possuam, porque descobrimos uma maneira

de manipular o espectro electromagnético.

Se pudermos aprender a cavalgar estas ondas gravitacionais

da maneira como sabemos cavalgar as electromagnéticas...

quem sabe?

É tão impossível de prever como o nosso mundo era para os

os cientistas que faziam experiências com a electricidade

no século XIX.

Os cosmólogos previram a existência de buracos negros.

As ondas gravitacionais são a primeira prova directa de que

os buracos negros existem.

Mas elas também podem fornecer uma nova forma de conhecer e

explorar o cosmos.

Podemos acrescentá-las aos outros sentidos que a ciência

concebeu para penetrar no grande oceano escuro, como sejam

todos os tipos de luz que usamos; raios gama,

raio X, ultravioleta,

infravermelhos, microondas,

ondas de rádio e luz visível.

Esta novíssima forma de pesquisar o cosmos pode ajudar-nos a,

um dia, saber o que está a acontecer dentro desses buracos negros

e nos outros lugares escondidos que constituem a maior parte

do Universo.

E se conseguíssemos detectar as ondas gravitacionais que foram

causadas pelo primeiro momento da criação,

o nascimento do cosmos?

E se pudéssemos alargar a nossa visão para ver a extensão total

de 14 mil milhões de anos de evolução cósmica?

Mas... como é que ficámos tão inteligentes?

Nós sabemos alguma coisa sobre a evolução da nossa espécie,

mas como é que a mente humana evoluiu?

De onde é que, essa ambição louca de subir a escada

para as estrelas, veio?

Como é que nos tornámos numa forma de o Universo se conhecer a si próprio?

Começou além.

O Calendário Cósmico é uma forma de apreendermos

a vastidão do tempo.

Pegámos em todo o tempo,

desde o nascimento do Universo até este preciso momento,

e comprimimo-lo num único ano civil.

Nesta escala, cada mês representa pouco

mais de mil milhões de anos.

Cada dia representa quase 40 milhões de anos.

A nossa própria história começa ao mesmo tempo de toda a outra vida

do nosso pequeno mundo.

Cada ser vivo na Terra descendente de

uma única origem.

Tudo aconteceu na escuridão das profundezas do oceano, no dia 15 de Setembro,

há cerca de quatro mil milhões de anos.

Dentro deste minúsculo organismo unicelular havia uma espécie de escada química,

a hélice dupla do ADN.

Material das estrelas...

oxigénio, carbono, azoto...

elementos cozinhados nos corações de estrelas distantes,

combinados com o hidrogénio do Big Bang, para se tornarem em vida

neste pequeno mundo.

Através de mudanças aleatórias, mutações nos genes,

algumas das quais levaram a formas de vida mais bem sucedidas

― aquilo a que chamamos evolução por selecção natural ―

a escada cresceu, adicionando cada vez mais degraus.

Foram precisos mais três mil milhões de anos para que a vida desenvolvesse

a complexidade de plantes e animais visíveis

a olho nu.

Se o Calendário Cósmico tivesse feriados,

o dia 26 de Dezembro seria, decerto, um deles.

Em algum momento deste dia, há cerca de 200 milhões de anos,

os primeiros mamíferos evoluíram.

Eles trouxeram uma novidade à vida na Terra:

o neocórtex.

No Triássico,

as probabilidades eram contra a sua espécie, mas os dinossauros que

aterrorizavam os mamíferos extinguiram-se.

Foi a evolução do neocórtex em pequenas

criaturas furtivas, como esta,

que permitiu aos seus descendentes tomarem o planeta.

Os mamíferos trouxeram mais uma coisa que era nova.

Eles amamentavam as suas crias...

cuidavam delas.

E aí estava o amor.

Dia da Mãe no Calendário Cósmico.

A evolução por selecção natural significa que aqueles seres vivos

capazes de se adaptarem melhor ao seu ambiente têm mais probabilidades

de sobreviver e de deixar descendentes.

A inteligência pode constituir uma enorme vantagem selectiva.

O destino deste planeta foi mudado para sempre por um acontecimento

que envolveu apenas 13 átomos.

Qual é o tamanho de 13 átomos?

É um quadrilionésimo do tamanho de um grão de sal.

Ocorreu uma mutação no ADN de apenas um dos nossos antepassados.

Toda a fonte de auto-estima, tudo o que aprendemos

e construímos, pode resumir-se a nada mais do que isso...

um par de bases de um único gene.

Um único degrau apenas programou o neocórtex para crescer ainda mais

e se preguear mais profundamente.

Talvez tenha sido um relampejo acidental de um raio cósmico...

ou um simples erro de transmissão de uma célula para outra.

O que quer que tenha sido, levou a uma mudança na nossa espécie que

acabaria por vir a afectar todas as outras espécies

de vida na Terra.

Aconteceu tardiamente, na véspera do Ano Novo,

neste nosso Calendário Cósmico.

Pensar que, para o bem ou para o mal,

a nossa capacidade de sentir lealdade e preocupação por grupos

cada vez maiores, a nossa obsessão com certos sistemas de crenças,

a nossa capacidade de imaginar o futuro,

o nosso poder de transformar o mundo e de procurar

respostas no cosmos...

até o nome que demos à nossa própria espécie,

'homo sapiens', a expressão Latina para "pessoas sábias"...

tudo se resume a nada mais do que um único degrau da nossa minúscula

escada de ADN até às estrelas.

Durante a maior parte da última hora no Calendário Cósmico,

― aliás toda com excepção do último minuto ―

os nossos antepassados foram caçadores e recolectores,

vivendo em pequenos bandos.

Sabem uma coisa? Quando as pessoas se limitam a encolher os ombros

e a dizer "atribua isso à natureza humana", fico intrigado.

As mais das vezes estão a referir-se à nossa ganância...

à nossa arrogância... à nossa violência...

Mas nós já somos humanos há, pelo menos,

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