Cosmos: Possible Worlds - First Season

Cosmos: Possible Worlds - First Season

Download Portuguese undertekster

Sæson 1

Udgivelsesinfo

Cosmos Possible Worlds S01E07 The Search for Intelligent Life on Earth 1080p WEBRip x264-CAFFEiNE
Cosmos Possible Worlds S01E07 The Search for Intelligent Life on Earth iNTERNAL 720p WEBRip x264-CAFFEiNE
Cosmos Possible Worlds S01E07 The Search for Intelligent Life on Earth [1080p x265 10bit FS52 Joy]
En kommentar af Stravouguine
Legendagem traduzida do Inglês por Manuel Matias

Tags

1080
x265
Udgivet den: 2020-08-18
Downloads: 36
Hørehæmmede: No

Forhåndsvisning af Portuguese undertekster

De første 200 linjer.

Procuramos nos céus por sinais de vida inteligente.

Mas o que faríamos se a encontrássemos?

Estaremos prontos para o primeiro contacto?

Seríamos suficientemente inteligentes para sequer saber se alguém nos estivesse a enviar uma mensagem?

Só somos capazes de detectar sinais de rádio há pouco mais de um século.

Civilizações extraterrestres poderiam ter estado a bombardear

a Terra com sinais de rádio durante milhões, ou milhares de milhões, de anos antes disso,

e ninguém aqui teria tido qualquer suspeita de que isso alguma vez tivesse acontecido.

E se nós simplesmente lhes parecermos formigas?

Todos sabemos como tratamos as formigas...

E se os extraterrestres forem mais inteligentes do que nós

e tiverem tecnologia ou armas que nos tornem indefesos?

A história dos primeiros contactos entre civilizações terrestres,

humanos de leste e de oeste...

de norte e de sul... ficou marcada por genocídio.

Em todo o cosmos,

existe alguma coisa como uma história de primeiro contacto com final feliz?

Eu conheço uma história de primeiro contacto,

mas é demasiado cedo para saber em que é que vai dar...

Esta maravilha científica e arquitectónica do

mundo encontra-se no sul da China.

É o maior radiotelescópio na Terra.

Na verdade é o maior telescópio de qualquer tipo.

É o radiotelescópio esférico de quinhentos metros de abertura - Five-hundred-meter Aperture Spherical radio Telescope -

ou FAST, como é conhecido.

Este prato é um dispositivo de escuta gigante para a detecção de ondas de rádio

que se propagam por todo o cosmos.

A missão deste telescópio é resolver questões não respondidas

sobre a origem do Universo

e história dos seus primeiros tempos.

Também procurará por pulsares,

aquelas estrelas de neutrões, de rotação rápida,

e por sinais indicadores de ondas gravitacionais,

ondulações no tecido do espaço-tempo...

E irá procurar sinais de civilizações alienígenas.

Especialmente as muito distantes...

Quero levar-vos a um lugar onde começámos a

espionar uma intrincada rede global de comunicações.

Nem sequer sabíamos que ela existia até há pouco tempo.

Complexa para além da nossa mais ousada imaginação,

foi construída por uma comunidade cuja população

é inconcebivelmente vasta.

Os nossos antepassados longínquos, minúsculos animais parecidos com musaranhos,

amadureceram em lugares não muito diferentes deste.

Florestas.

Talvez já soubessem o que só recentemente descobrimos.

A vida secreta deste lugar está cheia de drama,

fervilhante de conversas,

muitas delas faladas numa linguagem electroquímica

que ocorre numa escala demasiado pequena

e com demasiada lentidão,

para que criaturas como nós sequer reparem.

Mas algo ainda mais espantoso esteve a acontecer

mesmo debaixo dos nossos pés, durante muito e muito tempo,

à escala global,

e não tínhamos a menor ideia de que lá estava.

Uma antiga rede mundial subterrânea,

uma vasta rede neural é o que une a floresta,

tornando-a num intercomunicante

e interactivo organismo dinâmico

com a capacidade de actuação e o poder de influenciar eventos acima do solo.

Chama-se micélio.

É uma matriz oculta, a criação de uma perene

colaboração entre fungos, plantas, bactérias e animais.

90% de todas as árvores e plantas na Terra estão envolvidas

na mutuamente benéfica relação tornada

possível pelo micélio.

Trocam alimento, mensagens

e empatia umas com as outras, entre espécies,

e até mesmo entre os reinos da vida.

Os cogumelos são os órgãos reprodutores,

os corpos da frutificação do micélio.

Ver um cogumelo a crescer em estado selvagem, na floresta, é saber

que a grande Internet natural está on line debaixo dos nossos pés.

Alguns cogumelos lançam biliões de esporos na brisa,

cada esporo um pára-quedista que leva consigo a mensagem da vida.

Isto é sexo 'à cogumelo'.

Depois de algum tempo, na a sua procura de humidade,

este novo segmento do micélio voltará a descer

para o mundo subterrâneo, para se ligar à grande rede.

As vidas secretas das árvores têm-nos sido ocultadas desde há muito.

Para elas, o micélio é a linha de vida entre umas e outras.

Faz da floresta uma comunidade.

Elas usam-no para gerar,

para se alimentarem umas às outras

e até mesmo para elaborar uma suspensão da execução,

um adiamento do machado.

Quando uma árvore é cortada na floresta,

outras árvores estendem-se até à vítima com as pontas das suas raízes,

e enviam sustento salvador, água, açúcar

e outros nutrientes, através do micélio.

Este gotejamento intravenoso contínuo de árvores vizinhas pode

manter este cepo vivo por décadas, até mesmo por séculos.

E não o fazem apenas pela sua própria espécie.

Fazem-no para árvores de outras espécies.

Porquê?

Será porque elas sabem que as suas vidas dependem

da saúde de toda a floresta

e, até mesmo, de seres muito diferentes delas próprias?

Será possível que as árvores possam pensar em termos de prazos mais longos do que nós?

Sabemos que elas têm excelentes competências parentais.

Por exemplo este abeto...

Aqui esta árvore mais jovem é a sua descendência

e requer atenção constante.

Não se pode dizer que seja jovem pelos nossos padrões: tem 60 anos.

Mas as árvores jovens não sabem que, se crescerem depressa demais,

ficarão com demasiado ar nas células dos seus troncos.

Mais tarde, quando chegarem os ventos tempestuosos e os predadores,

os troncos serão fracos e vulneráveis.

Tal como os jovens de outros reinos,

o abeto quer crescer para a luz o mais depressa possível.

Mas, o abeto-mãe protege-o com a sombra dos seus ramos, de modo a que

ele não se possa banhar na luz do Sol

e crescer demasiado depressa para o seu próprio bem.

Em quantas florestas já estive sem que me apercebesse

do que estava realmente a acontecer à minha volta?

Quem somos nós para procurar inteligência alienígena quando nem sequer conseguimos

reconhecer, ou respeitar, a consciência à nossa volta

e, até mesmo, debaixo dos nossos pés?

Este imponente ácer ― ou bordo ― sente que a pequena lagarta

está a mordiscar a sua folha.

Um sinal é enviado através da árvore,

tal como seria através do nosso próprio sistema nervoso.

Mas não tão depressa.

Mais uma vez o digo, as árvores vivem numa escala temporal muito mais lenta.

A velocidade de um "ui!", para uma árvore, é de apenas uma polegada

a cada 3 minutos...

Assim, levará pelo menos uma hora para que a árvore reaja

gerando a substância química que irá afugentar esta praga.

Quando um predador ataca, a primeira coisa que uma árvore faz

é colher uma amostra de saliva a fim de sequenciar o ADN da espécie invasora.

Depois adapta a sua resposta química à específica

vulnerabilidade do seu inimigo.

Em certos casos, liberta a feromona precisa para

atrair o inimigo do seu inimigo de forma a que seja ele a fazer a luta da árvore por ela.

Será justo dizer que as árvores têm um conhecimento profundo

de química... entomologia... e outras ciências da Terra?

Em quê, exactamente, difere o conhecimento delas do nosso?

Será diferente quando nós, humanos, fazemos estas coisas?

Em toda a Natureza encontramos estas conversas electroquímicas

entre formas de vida de diferentes

espécies e reinos.

Mas que dizer de uma conversa entre mundos diferentes?

Que poderíamos nós partilhar com a civilização inteligente de outro mundo?

Ciência e Matemática.

As linguagens simbólicas do cientista, do matemático

e do engenheiro evitam aquelas coisas que se perdem

na tradução de uma cultura para outra.

Linguagens simbólicas, incluindo as utilizados em programação,

têm um grau muito mais elevado de precisão do que palavras.

Não são tão susceptíveis de interpretações erradas.

Só conheço uma linguagem simbólica não-humana,

e apenas um caso em que nós, humanos, estabelecemos contacto com

a forma de vida que a utiliza.

Os seus conhecimentos de astronomia e de matemática surpreenderiam a maioria de nós.

O seu empenho em resolver as suas diferenças de forma democrática

e chegar ao mais amplo consenso possível através do debate,

não tem paralelo em nenhuma sociedade humana que eu conheça.

Há dezenas de milhões de anos

eles foram carnívoros,

mas desistiram disso para se tornarem veganos.

Isso mudou o mundo deles

e resultou numa inexcedível beleza por onde quer que tenham vagueado.

Eles são exploradores que usam a sua linguagem simbólica

para comunicarem uns aos outros que coisas descobriram nas suas viagens.

Este é o seu céu nocturno.

Quero contar-vos a sua história.

Esta é a costa do Oceano Pantalássico,

um mar que cobria todo o Hemisfério Norte da Terra

num período chamado Ordoviciano.

Comprimimos o tempo todo, desde este mesmo segundo

para trás, até ao início do Universo,

num único ano civil terrestre, um Calendário Cósmico.

Cada mês representa um pouco mais de 1 000 milhões de anos.

Cada semana, quase 300 milhões de anos.

Cada dia, uns 40 milhões de anos.

O Big Bang é o primeiro momento do Dia de Ano Novo.

O nosso presente, este preciso momento, está ao bater da meia-noite na

véspera do Ano Novo.

Estou de pé na manhã de 20 de Dezembro no Calendário Cósmico,

há 480 milhões de anos na história da Terra.

Este foi o tempo em que a vida começou a diversificar-se.

É recordado como o Grande Evento Ordoviciano da Biodiversificação.

Chegou 40 milhões de anos após o primeiro grande salto no sentido

da diversificação da vida, conhecido como a explosão Cambriana.

Este foi o alvorecer dos artrópodes,

os invertebrados que usam os seus esqueletos no exterior,

em vez de no interior

como nós viríamos a fazer um dia, centenas de milhões de anos mais tarde.

Os artrópodes do Ordoviciano foram os pioneiros do plano corporal

mais bem sucedido alguma vez desenvolvido pela vida.

Ainda hoje, mais de 80% de todos os animais vivos são artrópodes.

Mas por volta da altura em que as plantas começaram a aventurar-se para fora

das águas, um crustáceo cambaleou até a praia,

e fez um lar no novo mundo da terra firme.

Os insectos evoluíram a partir dos crustáceos,

pensamento que eu procuro manter afastado sempre que janto

numa marisqueira.

Pensamos que os insectos e as plantas colonizaram

terra aproximadamente ao mesmo tempo, há 400 milhões de anos,

Kommentarer

No comments yet. Be the first to leave one.

Keep it about this subtitle — sync, quality, typos.500 characters left