De første 142 linjer.
O tubarão-branco vive em águas costeiras,
em regiões temperadas e tropicais.
Prefere água fria e é avistado em áreas
com muitas presas, como as focas.
Oi, gente. O que estão…
- Oi? - Oi o quê?
- Por que me bateu? - Sou um gato. É o que a gente faz.
- Por quê? - Sei lá. Faço e pronto.
- É mesmo? - É.
- Sei. - Ajo assim.
Eu não.
Faço nada. Comer, cagar e morrer é meu lema.
- Come e caga junto? - Não.
É comer, vírgula, cagar e morrer.
- Você come merda. - Já comi, até a merda dele.
Comeu tudinho.
- Né? - Bem duro. Amei.
Comeu tudo. Delícia.
Depois caguei tudo.
- Puta merda. - Credo.
Estamos vendo esse programa sobre tubarões. Que animais.
Sabe qual é o animal mais perigoso do mundo?
- É fácil: o tubarão. - Não é.
- Oi? - Não é.
- Então quem é? - Bem…
- A baleia-assassina. - Aí vai.
- O homem. - Que homem?
Um homem fazendo porra nenhuma
é mais perigoso que a baleia?
- Ou tubarão, - Não é "um homem".
Estou me referindo aos humanos.
- Sei. - O ser humano.
Homens e mulheres, principalmente homens, são muito perigosos
porque estão destruindo o planeta.
- Vão matar toda forma de vida. - Fodam-se eles.
- Tá. - Quando vão matar tudo?
Não tem data marcada.
- Não vamos durar muito tempo. - Legal.
Olha que interessante: os robôs vão ter dominado o mundo.
Não achei interessante. Você não diz nada de interessante.
Não quer saber o que os robôs vão fazer?
- Não! - Fodam-se!
- O que vão fazer? - Agora você está interessado.
O que aquela porra de robô vai fazer?
- Controlar o clima. - Quem diz "interessante"?
Quem é o otário que fala assim, caralho?
- "Que interessante…" - Falar pra gente?
Enfia os robôs no cu.
- E vai caber? - Cala a boca.
A ignorância é uma bênção! Por isso sobrevivemos.
Adoro ser ignorante.
- Sou ignorante mesmo, e daí? - É.
Sempre abro os olhos falando com vocês.
Abre o outro olho.
- Vai bater uma pro robô? - Que maravilha.
Não vou bater uma, obrigado.
Vou pra casa comer salmão.
Uma das cobras mais perigosas do mundo está em busca de presas.
Que susto!
Pronto, sumiu.
No mato, um rato enfrenta as sombras em busca de comida.
Puta merda.
- Só uma mordida. - Eu torturaria.
Estraçalharia ele.
Até fiquei com fome.
Vamos ao cemitério filar uma comida.
Oramos a Ti, Senhor…
Pelo amor.
Vai demorar muito tempo? Enterra esse bosta e bora.
- Os ratos estão com medo. - A sua irmã, Olive.
Ela é minha meia-irmã, prima, qualquer coisa assim.
- E aí? - Menos burro que umas por aí.
- Quem é burro? - Sujou.
Foi uma pergunta sincera. Ela não sabe quem chamei de burro.
Porra, ela é burra.
Quem?
- Oi, gente. Meus pêsames. - O quê?
- Era um conhecido? - Não.
É só um bostinha que está assustando todos os ratos.
Estão caçando.
Comi carne de coelho e frango enlatada com molho rico em cálcio.
É mesmo?
E aí, sentou no colo da mamãe e ela te penteou?
- Comeu pudim? - Enquanto me penteavam.
- Meu Deus. - Puta merda.
Pode ser bem ruim, então me faz bem.
"Sou o Princeso. Moro numa casa,
e meus pais enchem a minha pancinha."
Comeu pudinzinho?
- "Mamãezinha, quero pudinzinho." - É.
Seu arrogante de merda.
- Parece legal. - Foi, sim.
Por que não dão o fora e se casam?
- Pode ser. - Não, obrigado.
- Tá. - As coisas não funcionam assim.
Puta que o pariu.
John Fletcher.
Nasceu em 1940.
- Velho dos infernos. - Como quer morrer?
- Batendo uma? - Como assim?
Sei lá. Surtei com a pergunta.
- Quer pensar? - Já desisti.
Vai morrer de quê?
De Parkinson.
- Olive. - Oi.
Como quer morrer?
Se eu soubesse que estava doente, me suicidaria.
- Como? - Sei lá. Me jogando de um prédio.
Tá, mas você sobreviveria.
- O quê? - Cairia de pé.
Só temos nove vidas. Na décima eu ia pular e morrer.
Você não usou suas vidas porque cai de pé.
- Se eu pular dez vezes… - Então cai de cara no chão!
- Amassa a porra da cara. - Não é possível.
- É, sim. - Vai contra o instinto.
Não vai. Se quiser se suicidar…
Então, se eu quiser pular de um prédio,
não teria como cair de cara?
Instinto.
- Acha que poderia cair de cara? - Seria facinho.
- Mamão com açúcar. - Como?
- De cabeça. - Teria que amarrar as pernas.
Pode amarrar. Faz o que quiser, só me joga do prédio.
Quer ser amarrado e empurrado?
- É. - Como um peru de Natal todo amarrado.
- Como vai pular? - Quero que me empurrem.
- Eu empurro. - Não é suicídio!
Quer ser empurrado de surpresa?
Sem saber quando? Quer ter uma surpresa.
Surpresa? Vou estar amarrado no alto de um prédio.
- Como quer morrer? - Brigando.
- Com um monte de cachorros? - Luto contra o que vier.
Cachorro, iguana.
- Sei. - Com suricatos, porra.
- É! - Sabe como vai ser? Plau!
Animais morrem o tempo todo.
Só se quiser morrer com a cara colada num cartaz, num poste.
Numa folha, com números de telefone desbotados.
- Violência não leva a nada. - Leva, sim.
Jura, machão? Quando foi que levou a algo?
Quando você dá uma surra em alguém.
- Plau! Pronto! - É!
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