So Long, Stooge

So Long, Stooge (Tchao Pantin)

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So Long Stooge 1983 1080p BluRay x264 AAC-[YTS MX] v2 PT
Ein Kommentar von FMS2025

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Veröffentlicht am: 2026-04-23
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Die ersten 200 Zeilen.

- Olá. - Senhor.

Estás avariado?

- De quanto precisas? - O quê, senhor?

Gasolina.

Não é... Não é gasolina. É a vela, acho.

- Que vela é? - É uma vela para ciclomotores.

Para ciclomotores?

Já não tenho velas para ciclomotores.

Não importa. Vou para casa a pé. Moro não muito longe daqui.

Adeus senhor.

- Olá, Dufour. - Olá Lambert, boa noite.

- Quanto? - 100 francos.

Florence, posso ter uma cerveja?

O que esperas? Queres dinheiro? Mostra o "nebro".

- Não tenho comigo. - Mostra.

Não tenho, espera por mim no bar.

- Não, não funciona assim. - Vá, vai-te embora.

Não. Vamos, vamos. Olha.

Espera por mim no bar.

Tudo bem, Lakhdar?

Oh, deixa-me em paz.

Está alguém aí?

Está alguém aí?

- Calma. O que queres? - Quero gasolina.

É o empregado do posto?

- Sim, sou eu. - Estou aqui à espera há 10 minutos!

Tive de fazer um recado, tenho direito. Quantos litros queres?

- Cheio completo. - Pronto, não é assim tão difícil.

Não precisas acordar todo o bairro por isso.

- É "super"? - Sim, é "super".

Vai correr bem.

- Quem buzina assim? - Sou eu. - É ele.

Já não tenho direito de ir à casa de banho?

Quem é o empregado do posto? Tu ou ele?

Mas que importa? É meu primo. Queres gasolina, não?

- Obrigado, primo. - Pode verificar o óleo?

- Posso verificar o óleo? - Não, eu faço.

Tudo parece ótimo.

240.

Obrigado. Sem ti eu teria ficado constipado.

Sim. Também tinha fome mas já não há nada aberto.

- Quanto te devo? - 10 francos.

- Não. - Não, nunca bebo álcool.

- É a tua religião que te proíbe? - Qual religião?

Bem, os árabes nunca bebem álcool, certo?

- Mas... árabe não é uma religião. - É? Eu pensava.

- Então não és árabe? - Não totalmente.

Sejas árabe ou marroquino, não me importa.

Mas... não te aborreces à noite, completamente sozinho?

Não estou sozinho.

- Moras perto? - Sim, a cem metros. Não longe.

- Trabalhas ao lado na garagem? - Não, porquê?

Pensei isso, porque mudas sempre de carro.

É porque troco com amigos.

Não tens medo que roubem o teu ciclomotor? Tu

deixas assim, é fácil de roubar.

Mas tenho uma corrente com um grande cadeado.

- O que fazes na vida? - Sou faz-tudo.

Trabalho num bar. Sou barman.

Quantos anos tens?

Não vais interrogar-me a noite toda?

Posso parar. Já não falo com ninguém há 5 anos.

Posso sentar-me?

- Queres uma pastilha? - Não.

- Queres saber a minha idade? - Não me importa.

Sou meio árabe do lado da minha mãe, e meio judeu do lado do meu pai.

- Como sabes isso? - O meu pai adotivo disse-me.

É como o meu verdadeiro pai.

Também são árabes, os teus pais adotivos?

- Estão mortos. - Estás completamente sozinho?

Quase. Tenho um tio chamado Farid Bensoussan.

. O rei do cuscuz. Não o conheces?

- Ele tem pelo menos 20 restaurantes. - Por que não trabalhas com ele?

Não quero pedir-lhe nada. Só quero ter sucesso.

O que queres alcançar?

Queres alguma coisa?

Sim, quero algo. E tu também queres algo.

Não. Não quero.

Como te chamas? Falei contigo 3 horas e não sei o teu nome.

- Lambert. - "Lambert" como? - Lambert.

- Lambert Lambert. - E tu?

Bensoussan. Youssef Bensoussan.

És bastante simpático. Tens mulher? Tem filhos?

Patrão, quanto lhe devo?

- Empresto-te o meu ciclomotor, se quiseres. - Não. Tenho o metro, direto.

- Vês, moro ali. - Ah, somos vizinhos.

- 3 cartas. - Quantas cartas? - São deles.

- Uma carta. - Vem uma carta.

Tapete.

- Deixa vir. - Está bem, está bem.

Vais buscar a minha mota? Despacha-te, vou fechar já.

Vá, de uma vez.

- Tens o endereço errado. - Alguém me disse que...

Não importa, não está correto.

- Tenho dinheiro. - Não se trata de dinheiro.

- Pago o necessário. - Não sei do que falas.

- Agora sais porque vamos fechar. - Tenho dinheiro.

Vais dar uma volta.

É lá que está a acontecer! Onde estavas, raios?

- Subiste nela? - Não, eu juro.

- O motor ainda está quente. - Não fui eu.

Achas que sou estúpido ou quê? - Nem sequer tenho carta para isso!

Ouve, seu porco, cuidado, hein!

- Não fui eu, juro. - Vai-te embora.

O que é isso? São drogas?

- Ficaste maluco? - É um baseado.

Começa com um baseado, e ambos sabemos como acaba.

Ficaste maluco? O que se passa contigo?

Viste o que fazes todas as noites?

Viste com o que disparas? Todos os dias?

Cada um tem a sua própria merda, homem! Cada um a sua própria merda!

Guarda a minha moto e deixa-a em bom estado.

Para! Acalma-te agora, porra!

Gostas dela?

- Posso levar-te a dar uma volta. - Deixa-me em paz, ok?

Espera um pouco, espera.

É verdade que me levas? Não estás a brincar, pois não?

Lola, para onde vais?

Deixa. Eu volto. Vou só um momento.

- São todas prostitutas. - São mulheres como as outras.

Sim. São mulheres, são prostitutas.

A vantagem das prostitutas é que sabes o que esperar.

- A minha mãe não era uma prostituta. - Como sabes isso? - Eu sei.

Não tenho nada contra prostitutas.

Então o que tens contra mulheres?

Com uma prostituta digo a mim mesmo: "Porque não me poderia apaixonar?"

- Queres ser um proxeneta? - Não foi isso que quis dizer.

Não sabes porquê nem para quê fazem isso.

Porque não me poderia apaixonar por uma rapariga assim...

que gostaria que eu a tirasse de lá.

Porque não conheces logo uma rapariga que não seja prostituta?

Não foste só com prostitutas, pois não?

Não, claro que não... mas muitas vezes. E tu, com quem vais?

Sozinho.

180.

Não, não aceito pão de árabes.

- Não preferes cola? - Sim, mas com muito rum.

- Continua a tua história. - Já disse tudo.

Tenho um encontro com ela no "Petit Gibus". Não estou bem.

- É um bistrô? - São punks na República.

"Punks na República"?

Não será antes com a tua Honda que ela tem um encontro?

E a moto, de onde a tiras?

É do Rachid, o meu chefe.

- Roubas? - Não, empresto. - Ah sim?

- Não tens carta, claro? - Sou um homem crescido.

Vai a pé. Vais ver com a moto.

Estás a deixar-me louco, deixa-me em paz.

Proíbo-te de tocar na moto, deixa-a aqui.

Vais a pé, este é o meu conselho.

Não me proíbes nada. Faço o que quero.

Da última vez bateste-me. Mas quem és tu para me proibir?

Digo-te uma coisa: faço o que quero!

A partir de agora não me dás mais conselhos sobre

raparigas. Quem és tu para me proibir?

Estás maluco? Tu dizes-me o que fazer com raparigas, tu?

Olha para mim, Lambert. Esta é a última vez que me vês.

Ei, é o teu encontro? Olha para o encontro dela.

- Quem é? - É o homem da Bastilha.

Deixa-me em paz agora.

Lola, não vás!

- Então vamos? - Não posso.

- Mas há pouco disseste... - Agora não posso.

Estou com os meus amigos. Não posso desiludi-los.

Vá lá, desculpa por isso.

Não sei. É possível amanhã? Amanhã?

Não dá porque amanhã não estou livre. É estúpido, não é?

Amanhã não estou livre, mas terça à noite posso. Se ainda quiseres...

- Se puderes, claro. - Ok, mas não aqui.

Bem. Então... terça à noite às 22:00 na tabacaria.

A tabacaria onde nos conhecemos.

Ok. Vais aparecer?

- Bem. Tchau. - Tchau.

Quem é aquele tipo?

- Olá. - Olá, Mahmoud.

- O que se passa? Precisas de mim? - Nada disso.

Precisas dele?

Passei só para conversar um pouco. Sobre

nada e tudo. Sobre a moto do Rachid.

O quê?

Quem te fez isso? Não te mexas.

Mahmoud.

A moto dele? Eu disse-te para teres cuidado.

Não te mexas. Eu vou tratar de ti.

- És uma verdadeira mãezinha. - E a tua punk?

- Ela é uma idiota. - Não a viste?

Sim, mas ficou com os amigos. Tenho um encontro com ela terça à noite.

Não vais, pois não?

Vou sim, ela irrita-me.

- Com essa cara? - Não me importa.

Por favor. Vá, vai para a cama e dorme.

Viste o que fizeram aos meus livros, aqueles bastardos?

- Olá. - Olá.

- É a tua moto? - Bem, sim.

- Não é a mesma. - Ainda vens?

- Onde está a tua moto então? - Na garagem.

Atacaram-me nos boulevards.

Saí com arranhões, vês, na cabeça.

- Vais atrás agora? - E compraste uma nova?

Não, a oficina emprestou-me até que o meu esteja reparado.

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