Die ersten 200 Zeilen.
Mais turistas estrangeiros querem visitar Paris.
O TAXISTA
- Quanto temos de pagar? - 700.
- Fique com o troco. - Obrigado.
- Quanto custa ir a... Por favor. - Desculpe, mas vou para Belleville.
Você ainda está livre.
Vá comer, já fiz o suficiente por hoje.
- A rua não é um mercado. - Nem uma pista de corrida.
- Cuida das tuas saladas. - E tu do teu cão.
Vamos outra vez?
- Como vai o tricô? - Será um pulôver para ele.
Vi um igual na revista.
- Vai ficar bem nele. - Ele tem os braços curtos.
Furei um pneu. Que profissão.
- Queria ter um carro. - E eu uma bicicleta.
Tudo bem?
Como ele está?
Ele martela pregos sem dor.
Você dá um mau exemplo a ele.
Gangster, vem.
Pare, o pai está chegando.
- Que manhã. - Não ganhou muito?
Tive dois pneus furados. Tenho de comprar um novo.
Sai daqui! Olá raio de sol.
Além disso Gangster brigou com o poodle de um cliente.
Você é impossível.
- O Georges ainda não voltou? - Ele já vem.
Tinha de ficar na redação.
Ele se considera jornalista quando...
escreve sobre acidentes num jornal que ninguém lê.
Devia ser tipógrafo.
Ele anda estranho há algum tempo.
- Ele chega tarde. - Está a trabalhar.
E não come nada. Talvez esteja doente?
Salsichas deliciosas.
Coxas de frango.
Quando como em casa meu pai acha que não tenho apetite.
O que aconteceu?
O que há? Obrigado, uma espinha.
- Melhor? - Já passou.
Você não podia sozinho.
Você bateu-me nas costas. O que eu faria sem você?
Se não te tivesse atropelado de mota não nos teríamos conhecido.
E não nos teríamos apaixonado.
- Um acidente acontece. - Estás a brincar?
- Foi um choque. - Podias ter agido de outra forma.
Você encantou-me com o seu olhar.
Falo como um pai. É família.
- Ele já está em casa. - Não levantes as persianas.
- Não tens 15 anos? - Não quero surpreendê-lo.
É melhor dizer-lhe com calma.
Você não sabe como ele pode cantar.
Porque é que ele é preconceituoso com bailarinas?
Uma das irmãs dele dançava e acabou na rua.
Ele mete todos os artistas no mesmo saco.
O teu pai tem regras estranhas.
Ele é um pouco duro.
Para ele o casamento é sagrado.
Mas no fundo é um bom homem.
Mas como devo anunciar-te a ele?
- Ele só precisa de te conhecer. - Vai ser difícil.
Acho que sei como.
Depois do almoço faz assim.
O Georges exagera.
Talvez esteja apaixonado?
Ele dir-me-ia.
A menos que esteja a organizar um casamento com alguém duvidoso.
Olá, Jacqueline.
Bom dia senhora Berger. Senhor Berger.
O teu noivo é um estranho.
François, estás louco?
Gosto de flores.
Por isso trabalho com o meu tio que tem uma florista.
Antes de as devolver ao cliente queria fazer um favor à Jacqueline.
- Boa ideia, não? - Sim.
Vais ter sucesso.
Sou tímido.
As pessoas olham para mim quando entrego flores.
Senta-te e come connosco.
Está bom, mas já comi.
A minha filha vai casar com um mentiroso?
Põe as flores aí e senta-te.
Progresso na pintura?
Faço cursos de pintura a aguarela.
Não é muito lucrativo.
- Estás a pintá-lo? - Flores.
- Não tens imaginação. - Trabalho sobretudo naturezas-mortas.
E isso basta para viver?
Gosto de flores.
Mas não se pode viver da sua beleza.
Ele vai certamente ter sucesso.
Ele é inteligente.
Estou a pintar hortênsias cor-de-rosa agora.
O que pintas quando vês estas hortênsias?
- Hortênsias. - Disseste que ele era inteligente.
Está a melhorar.
Futuro genro pinta hortênsias
e o filho escreve para um jornalzinho.
Felizmente tua irmã é casada com um polícia.
Sem pânico. Eles são simpáticos.
Simpáticos demais, e isso me assusta.
O que o Georges está a fazer?
- Tu cozinhas muito bem. - A sério?
Para alguém que não conhece a cozinha.
- O que significa? - Que colocas sal na tua salada de frutas.
Não pode correr mal? Tens as tuas exigências.
Sê mais simpático. Ainda não estamos casados.
É daqui a um mês.
Na verdade está salgado.
Que vida.
Já sabes o plano com o meu pai?
Vou entrar no táxi e falar com ele.
Ele começará sozinho. Representa um papel como qualquer mulher.
- Tenho de mentir? - És uma mulher.
Vou tentar. Mas não posso garantir nada.
Não vou mentir.
Disse à minha tia que és um colega do trabalho.
Não sei dançar.
Estás a progredir bem. Tratei de tudo.
A tia ainda pode trazer uma surpresa. Nunca se sabe.
Coragem.
- Fruta? - Não, obrigado.
- Que dia é hoje? - Segunda-feira.
Tenho de ir para casa.
Portanto está decidido: persianas fechadas - sem tia.
Estás livre - regas o gerânio na janela.
Percebo. Tu sobes as persianas e eu rego o gerânio.
A nossa própria língua.
Antecipei um telefonema da redação do jornal.
Hoje é o aniversário de casamento do Leon.
- Leon? - Um polícia.
O marido da irmã da mãe.
Por isso preciso de uma boa desculpa.
- Lembra-te bem do que dizes ao pai. - Claro.
Mas esqueceste-te de algo.
Dois passos à frente, dois atrás e uma volta.
Já voltaste? Ele é um colega de trabalho.
- Um bailarino. - Exatamente.
O meu respeito. Estávamos a ensaiar uma nova coreografia.
Gosto de dançar. Mostra algo, por favor.
Já são duas menos um quarto. Estou atrasado para os espetáculos.
Claro.
Duas menos um quarto.
Ainda tenho de levar as flores. Adeus.
Vou contigo. Tenho de entregar isto à costureira.
Foi bom.
O meu conselho: não esperes pelo metro.
Vamos lá, François.
Gangster!
Também tenho de ir.
Ainda tenho muito para fazer.
Tenho de arranjar o carro.
- Lá nos desenrascamos. - Vamos dar um jeito.
Esta não tem tempo para vir comer.
Não quero que ele trabalhe assim.
Deus vai pôr as coisas no lugar.
Ele não gosta de taxistas.
- Até logo à noite. - Volta mais cedo.
Leon e Louise celebram o seu aniversário de casamento.
A sério. Vou tentar.
E o Georges não voltou.
Pode emocionar-se ao ver-te com essas flores.
- E tu? - Ela também está próxima.
Já vais embora? Eu estava atrasado.
Tens coragem. Sim, vou.
O diretor da redação deu-me um trabalho extra.
Então usas perfume para ela?
Não tenho tempo. Vejo-te no bistrô.
- Pois. - Então confiarás em mim.
Vais contar-me tudo.
Preciso de saber se isto é sério.
Vá lá, Gangster.
- Estás livre? - Para onde vamos?
À Praça da Colina.
Vivi lá quando era criança.
- Ao clube. - Bem.
- Fixe. - Gostas de animais.
- Sobretudo cães. - Vê-se.
Não é qualquer um.
O meu companheiro.
Esqueço que é um cão, falo com ele o dia todo.
Sou falador.
Deus deu-nos uma voz.
Quando está zangado, ladra aos polícias.
Esses ladram-me de outra forma.
És artista?
- Gano assim a vida. - O que fazes?
Canto, danço. Gosto da minha profissão.
Chamas a isso profissão?
Garanto-te que chega para viver.
Não é fácil ter de cantar a plenos pulmões todos os dias.
É um trabalho duro.
A tua mãe ficará orgulhosa de uma filha tão talentosa.
Também tenho uma filha, um anjo.
- Os rapazes são o problema. - Tens um filho?
Sim.
Ele confia-me coisas que lhe são importantes.
Mas há três meses que anda com um segredo.
- É algo sério. - Por quê?
- Ele não come. - Não significa nada.
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