La unuaj 200 linioj.
Acredite ou não, isto é um mapa de um tesouro no Pacífico.
Na ilha Bongo-Bongo.
Nem sequer está no mapa. - A Austrália também não estava antes.
O meu barco está pronto. Só preciso de 2000 dólares.
Sim sim, para as corridas de cavalos. - Eu? Nunca na vida.
Eles conhecem-te melhor do que eu.
Apanhei seis doenças tropicais por causa desse tesouro. Ele é real.
Aqui estão os teus 2000 dólares, mas lembra-te...
Vou embora amanhã de manhã.
Antes que o galo cante.
É um tesouro com que nem o Ali Baba sonhou.
Basta ires buscá-lo.
Olá Alan. Queres beber alguma coisa? - Não, obrigado, estou sem dinheiro.
Não está a correr bem? - E muito. Acabei de perder 2000 dólares.
Em si não é problema, mas não era o meu dinheiro.
Um conselho? Junta dinheiro e aposta no Big Phil.
Pede emprestado se for preciso, mas aposta no Big Phil e ficas bem.
Mas o Chocolate é o favorito. De Frisco. Vai ganhar.
São criminosos de Chicago. Batem no jóquei e fazem o Big Phil ganhar.
Obrigado, Linda. - Porquê? Não ouviste nada de mim.
Então esses de Chicago acham que o Chocolate parte uma perna?
Sim, apostaram forte no Big Phil.
E nós pusemos 30000 no Chocolate.
Põe mais 15000 no Chocolate.
Mas eles dizem que não vai ganhar.
Eu digo-te que o Chocolate ganha.
Trata do jóquei do Big Phil. Eles nem vão notar.
Não aceito conselhos de quem não percebe nada.
Como é que as raparigas chegam ao jóquei? - Seduzem-no.
O que fazes aqui, Grubby? Ainda a apostar nos cavalos errados?
Faço isto agora com um bookmaker. És melhor que o Chocolate?
Claro. 15000 viram 30000. Adeus, falhado.
Com o Chocolate ficas igual, mas conheço um tipo que paga o dobro.
Apostas com ele e dividem o ganho.
Vamos. - Espera.
Tenho de tratar disto eu. Confia em mim.
Está bem. A menos que queiras levar na cabeça.
Põe o dinheiro na mesa.
Belfagor na frente, seguido de Calamity Jane, Robinson, Chocolate e Big Phil.
Esse idiota apostou a dobrar. Dois para um no Chocolate.
Fantástico. Ao nosso benfeitor.
Última volta. Chocolate está na frente. - Vamos lá.
Onde está o Big Phil? Apostei muito nele.
É o Big Phil. Está em último.
Vencedor da quarta corrida: Chocolate.
Posição: Belfagor. Show: Calamity Jane.
Vai, apanha-o.
Tio Brady, abre.
Tio Brady, acorda. Boas notícias.
Vou embora, mas preciso de dinheiro.
15000 dólares e o mapa. Pago-te de volta.
Não confio em ninguém, muito menos em ti.
Não voltes sem dinheiro.
Tudo está resolvido. Já não podes recuar.
O que fizeste com os 15000 dólares?
És surdo? 15000 dólares.
15000 dólares? Quem sois vocês?
Não nos tomes por parvos.
Achas que sou o Alan, mas sou o irmão gémeo Johnny.
Acontece-me sempre isto.
Agora acabou. Vamos pôr o teu nome na campa do teu irmão.
Espera.
Miúdo, isto não está bonito para ti.
Pega nisto e desaparece.
Jantei já. - É o mapa.
Muita água. Preciso de um barco.
Estou a brincar. Tenho um bom barco.
Não percas o mapa.
Conduz, Silvia.
Mantém-no debaixo de olho.
Estás a vê-lo?
Minhas senhoras e meus senhores…
Apresento-vos Mr Charlie O’Brien.
Acha mesmo que pode dar a volta ao mundo?
Graças à compota Puffin Brothers.
E o prémio de 20000 dólares.
Tem energia, mas pagar nada.
És mesmo um personagem.
Como é viajar sozinho pelo mundo?
O que vai sentir mais falta?
Viajo com Puffin Sister.
Não está sozinho. O papagaio Paquito vai com ele.
O Paquito também gosta de compota? - Pergunta-lhe.
Paquito, gostas de compota? - Compota e ovos.
Adeus Charlie.
Compota e ovos. - Fora da borda.
Compota ao mar.
Puffin ao mar. Cala-te.
Esfrega essa compota no teu cabelo.
Mais dois minutos e estão prontos.
Tira o bico das minhas feijões.
Acabaram.
Como é possível?
És um papagaio ou um rinoceronte voador?
Compota e ovos.
Se o pai pousar esta frigideira…
Então serás uma galinha sem penas.
O pai não deixa roubar as suas feijões.
Três dias no porão.
E que possas arrotar a noite toda.
Charlie, vem para o convés.
Como vai, pessoal?
Como vai, velho búfalo? Tu atiraste o teu patrocinador ao mar.
Quando é que deixas de navegar sozinho?
Quando encontrar um barco maior. Este é pequeno demais para nós dois.
Para ti todos os barcos são pequenos demais. Precisas de mais alguma coisa?
Não, mas passa por cá se te apetecer.
Como está o rádio? - Está a funcionar bem. Claro e forte.
Terminado. Até breve.
Bem, Paquito. Então não és o ladrão.
Há um ladrão que come feijões a bordo.
Parasita nojento. Vou fazer-te comer o teu próprio fígado.
Onde estás? Sai.
Quanto mais te escondes, mais dura será a tua punição.
Esconde-te, ratazana de esgoto. Mais cedo ou mais tarde encontro-te.
Com este bife podes derrubar um elefante.
Parece uma perna de hipopótamo. Deixamo-la aqui.
Um ladrão esperto não resiste a um bife deste tamanho.
E agora finjo que não estou a ver e que estou ocupado com o rádio.
Vai-te lixar. - O mesmo para ti.
Barco Puffin para a guarda costeira, câmbio.
Aqui é a guarda costeira. O que se passa, Charlie?
Nada. Só queria dizer: a isca é a vítima.
Como assim, Charlie? A isca é a vítima?
Não podemos aceitar mensagens codificadas de iates privados.
Ele já caiu do convés e os peixes saltam. Câmbio e desligo.
Ok, parasita.
Lá vai ele.
Um clandestino. - Olá, sou Alan.
Tudo tem uma razão. Estou aqui para explicar o que aconteceu.
Uns criminosos queriam matar-me. - A mim também.
Confundiram-me com outra pessoa. O teu barco era a minha última hipótese.
O único sítio onde me podia esconder. - Sujo parasita.
Posso pagar a viagem. - Nem penses nisso.
Podemos falar um momento?
Cuidado, está frio.
Tira-me daqui. Não me podes deixar aqui a flutuar.
Ninguém vai ligar.
Bandido. Vais arrepender-te.
A morte deste homem vai assombrar-te para sempre.
Presença a estibordo.
Aquele é ainda pior do que eu.
Estás a bordo?
Ele é quase tão grande como tu, capitão.
Podes deixá-lo na Ilha dos Coelhos.
Entendido.
Deixo-te lá entre os coelhos e vou-me embora.
Deves dar-me pão e água de ração.
Nem penses nisso.
Que simpático da tua parte.
Devia ter-te atirado ao mar como um peixe podre.
Não me sinto abandonado. Tu salvaste-me.
Já não sou clandestino, sou náufrago.
Clandestino ou náufrago, vais esfregar a cozinha e o convés...
vais polir o cobre e manter o rumo do navio.
Não podes navegar.
Mas és um náufrago. Começa pela loiça.
Ao trabalho, marinheiro. E devolve essa manta.
Mantemos este rumo? - Sim. Acorda-me às cinco.
Não antes? - Só se vires uma baleia voadora.
O'Brien no Puffin. O tempo não corresponde à previsão.
Verifica isso, por favor. Puffin para California 2.
California 2, responde.
Califor... o que queres?
As nuvens são mais fiáveis do que o rádio. Vem aí uma tempestade.
Eu decido quem olha para as nuvens. Faz o que digo.
California 2, ouves-me?
Algo está errado, capitão? - O rádio não funciona...
e há árvores a crescer no meio do mar.
Parece mais uma onda. - Dá-me os binóculos.
Quê? - Os binóculos.
Ah, para ver longe.
Está a chegar. Apanha-o.
Os binóculos perderam-se, capitão. - Sim, perdi-os.
Mesmo sem binóculos vejo que é uma ilha.
Pode ser uma miragem. - Tu também vês. É uma ilha.
Agora também vejo. Uma ilha.
Vês-se sem binóculos. - Mas não está no mapa.
Não devia haver uma ilha num raio de 300 quilómetros.
Talvez o vento nos tenha levado e seja a Ilha dos Coelhos.
Está bem. Pára.
A rota está certa, mas essa ilha está num sítio impossível.
Ou a bússola está errada, ou eu.
Se é o que penso, é melhor rezar.
Pode ser reparado?
Isso não é bom para a bússola.
Quantas orações conheces?
O Pai-Nosso, a Ave-Maria, o ato de contrição...
Não faças nada de que te arrependas. - Veremos depois.
Vem aqui.
Tenho de te dizer algo importante que pode mudar a tua vida.
Vou mudar a tua vida.
Estou a falar a sério.
Abaixa-te.
Um náufrago deve ser entregue às autoridades.
Vou entregar-te aos tubarões.
Espera.
O barco.
Tu vais conseguir, capitão.
Estás quase lá. Aguenta.
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