La unuaj 200 linioj.
Fernandel em Ali Baba e os 40 ladrões.
Era uma vez, numa pequena aldeia no Oriente, um homem bom chamado Ali Baba...
Ali Baba, da mesquita à Kashba...
quando me veem, gritam: "Bom dia Baba, até à vista Ali".
Eu nunca tenho stress, deixo-me levar...
E se ficar provado que não dá, então digo "mektoub inchallah".
Bom dia Ali.
- Boa jornada Ali. - Bom dia Ali.
As mulheres mais bonitas do mundo! Esta é Leila.
E no meio uma verdadeira princesa indiana.
Foi capturada há 6 meses por bandidos mongóis...
comprei-a...
Olha para os seus olhos amendoados, as faces como dois pêssegos, uma boca como uma cereja...
- Custa 100 piastras. - Bastante cara este ano.
Bom dia, meu filho!
Tenha pena de um pobre infeliz como eu.
Sou obrigado a vender a minha querida filha.
Veja como ela é bonita...
Olá amigos!
Ela é mesmo boa, amigo!
Olha, estas ondas escondem a beleza perfeita da terra!
- Isso dizes tu, queremos ver mais. - Claro.
Vergonha!
Quando tiveres levantado o meu dinheiro, compra com esse dinheiro uma ou duas mulheres.
Cuidado, idiota! Compra só as mais gordas!
- 20 piastras. - Não!
- 21. - Não.
- 50 piastras. - 50 piastras, quem dá mais?
51.
- 100. - 100 piastras, quem dá mais?
- 101. - 101.
150 piastras.
- 150 piastras, quem dá mais? - Vendido!
O dinheiro não é meu, leva o que combinámos.
- Há aqui 150 piastras? - Nem mais nem menos.
Conta, se quiseres.
Estás triste? Estás triste por deixar o teu pai?
- A minha filha é virgem. - Espero bem que sim.
Aqui, o resto.
Não é meu. Leva só as tuas coisas.
Vem.
Adeus, Papa.
Vais continuar a bloquear esta estrada por muito tempo?
Não sou independente, trabalho para outros.
Má sorte para ti, eu levo o meu tempo.
Talvez, afinal estou com pressa!
Percebeste-me, vendedor de pássaros?
- Vou-me embora, amigo. - Ah, vais-te embora.
Ele é tão querido.
Olha.
- Quanto queres por isso? - 20 piastras.
20 piastras? Fique com elas.
Vamos, eu disse "vamos".
- 15 piastras. - Adeus, amigo!
Olha, eu moro aqui.
Eu esperava outra coisa!
Música...
Ela é estúpida.
- Eu disse uma gorda. - Talvez não seja gorda, mas é bonita.
- Quanto pagaste por ela? - 150 piastras.
- O quê? O preço de um camelo? - Sim, mas olha...
Ali-Baba... Ali-Baba...
- Cuidado monseigneur. - O que há?
A sua vida está em perigo, dê-me a sua mão.
- Toque na sua testa. - O que é que tem?
Está grosso e inchado, vai explodir.
Fica calmo, volto já.
Para onde vais?
Ao herborista atrás da sua medicação.
Mohammed.
Leva-a para o harém, já vou.
Música!
- Bom dia, Daouid! - Como estás, Ali?
Bem, Daouid...
Precisas dos meus serviços? Quem está doente? Tu ou Kassim?
- Le mulet. - Le mulet? O que é que ele tem?
Tem raiva, dá-lhe alguma coisa para que ele possa dormir.
- Quantos anos tem? - Como Kassim.
Já há muito que devia estar no paraíso.
Despacha-te um pouco, ele morde toda a gente.
- Quanto tempo ele tem de dormir? - Uma semana.
Depois de uma semana a mula estará morta.
Não te preocupes, ele parece bem... estás a perceber-me, não estás?
Sim, olha.
Estou a preparar a sua dose...
diz-me alguma coisa.
- Com isto fazes dormir um elefante. - Obrigado de antemão, bom homem.
Põe isso na conta de Kassim.
- Adeus, Daouid. - Adeus, Ali.
Bom dia.
Chega... toda a gente para fora!
Para fora, para fora.
Onde está o novo?
- Tens a bebida? - Sim, aqui está.
Bebe-o.
De uma vez.
- Já me sinto melhor. - Vai ficar cada vez melhor.
Obrigado, amigo.
- O pequeno está pronto? - Sim, mestre.
Vou ensinar-lhe uma lição. És um bom servo.
Não, não, deixa-me ir!
- Vamos. - Deixa-me ir.
Dentro!
Não tenhas medo.
Não tenhas medo.
Não tenhas medo.
Ele está a dormir. Volta para o teu quarto.
Apressa-te e não faças absolutamente nenhum barulho, vai.
Não te preocupes, ele vai dormir durante muito tempo.
Qual é o teu nome?
- Mourjianne. - Mourjianne.
Muito bonito.
Estás triste?
O que é que te devia dar para te fazer sentir melhor?
Queres um gatinho pequeno?
Um cachorrinho?
Um papagaio? Queres um papagaio, vou buscar um.
Gosto de falar contigo, normalmente é bastante...
cansativo falar com mulheres. Mas contigo é divertido.
- O que fazes no teu quarto? - O mestre adormeceu.
- O que queres? - Quero comprar o teu papagaio, espera um momento.
Desce.
És maluco? Vou perder o meu lugar na caravana.
Eu imploro-te.
- Tens dinheiro? - Sim.
Isto é suficiente?
- Leva a gaiola, ela está pendurada aqui atrás. - Obrigado.
- Eu o tenho. - Adeus, meu amigo.
Os ladrões estão ali.
Dos cavalos.
Levamos todos os cavalos connosco!
Em frente, marcha.
Abre-te, sésamo.
Dos cavalos.
Tira todas as coisas dos cavalos, depressa!
Vamos, mais depressa! Mais depressa!
Fora com esses animais, depressa!
Todos para os vossos cavalos, depressa!
Fecha-te, sésamo.
Cala a boca.
Abre-te, sésamo.
Saíste?
Como fizeste isso? De volta para a tua gaiola.
Vamos, entra.
Eu disse: "de volta para dentro" Coco! Vais entrar?
Se eu te pudesse apanhar.
Coco, onde estás? Belo pássaro.
O que fazes aí?
- O diabo. - Não, sou eu... Ali-Baba.
- Que se passa? - Traze-me o meu pequeno-almoço.
Não.
Não, demito-me. Já te vi o suficiente.
Quê?
- Falemos um momento daquela pequena. - Qual pequena?
A nova. Paguei demasiado por ela, vou comprá-la.
Aqui, este é o teu dinheiro.
Cinco, dez, quinze... então isto é 10 piastras.
- Onde arranjaste esse dinheiro? - Solta-me, solta-me...
Sou um homem rico, mesmo rico.
Mil vezes mais rico do que tu.
Posso comprar esta casa, posso até comprar-vos.
É uma pena que sejas um servo tão mau.
Posso até comprar toda a cidade...
mas infelizmente não sei quanto tenho.
Adeus, senhor Kassim.
- Ali, para onde vais? - Vou-me embora.
Já não trabalho para ti.
Traz-me aquela nova escrava, que comprei.
Claro, amigo.
Bebida, comida e música. Vai buscar essa nova escrava!
Ela vai dançar para o meu amigo Ali-Baba.
Vem depressa!
Ali-Baba, sempre te considerei como o meu filho...
Foi por isso que fui espancado até à morte?
Quem castiga ama?
- Isso mesmo, exatamente. - Exatamente.
Ali-Baba, meu filho, sejamos amigos.
Pára.
- Vamos sentar-nos. - É uma boa ideia.
- Diz-me o que aconteceu? - Porquê?
- Não, vamos comer primeiro. - Sim, primeiro comer.
Estou cheio de fome.
- Onde está a pequena? - Ela está ali.
Vá lá, meu amor.
Vá lá, já não és dele, mas minha.
Pede-lhe para dançar, eu não me atrevo.
Bebé. Dança, pequena, dança.
- Tira-o. - Obrigado.
É um prazer para mim sentar-me à mesa contigo.
Ela é bonita.
Fizeste bons negócios.
Se o tivesse sabido, teria pedido mais.
- Quero dar-te isso. - Não, o assunto está resolvido.
Onde arranjaste esse dinheiro?
Encontrei-o...
nalgum sítio onde nunca o encontrarias.
- Um pouco de vinho? - Não, bebo apenas água.
- Nunca bebes vinho? - Não.
- Nem mesmo na minha cave? - Não, de modo nenhum.
Surpreende-me, mas tens mesmo de provar isto, porque é...
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