The Bride!

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Comentario por Moudy0007

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Publicado el: 2026-04-07
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Las primeras 200 líneas.

EM 1818, MARY SHELLEY ESCREVEU FRANKENSTEIN,

COMO UM DESAFIO.

Toc, toc.

Quem é?

Sou eu,

Mary Shelley.

Autora de Frankenstein.

Sei que todo mundo adora,

mas amores, vocês não sabem da missa a metade.

O que eu queria escrever...

o que eu precisava dizer,

eu não pude.

Não pude nem pensar.

Tive um câncer no cérebro,

e não pude mais escrever, e então, eu morri.

Mas logo acordei e me encontrei aqui...

seja lá onde for essa merda aqui.

E aqui estou há séculos,

tentando achar um jeito de tirar esse tumor,

esse sonho, essa...

história da minha cabeça.

Amores, sinto algo se rachando.

As palavras estão começando a chegar.

Será uma história de fantasma?

Uma história de terror?

Ou algo mais assustador...

uma história de amor?

A história começa com ela...

Ida.

Sim, vou chamá-la de Ida por enquanto,

até que ela encontre seu próprio nome.

Ela está tentando se comportar.

Tentando ficar em silêncio.

Mas está no inferno.

Amores, olhem, olhem. Algo...

Algo está se rachando dentro dela também.

E por essa rachadura, acho que...

eu poderia me infiltrar.

Uma possessão.

Duas mentes em vez de uma.

Sim,

acho que esse pode ser o único modo de contar essa história monstruosa.

Aí vem a noiva da porra.

Ida, onde você estava, em outro planeta?

Estamos comemorando.

Ida e Mable, um beijo pra gente ver.

Beija. Beija.

Vamos lá. Mostre como se faz, querida.

É.

Façam valer o meu dinheiro.

Não suporto ver uma mulher fazendo serviço de homem.

Sabe o que é preciso pra abrir uma ostrinha bem apertadinha?

- Um molúsculo. - Um molúsculo.

Conheço um lugar. Temos que ir lá.

O Clyde não sai mais de lá.

Ninguém vai pra casa hoje. Está todo mundo lá.

Tá bem, tá bem. Vamos lá.

Mostre suas botas.

Estas são minhas botas novas.

- Uau. - Novinhas em folha.

Parecem caras.

É o que você ganha por ser uma boa menina.

- Vem cá, botas vermelhas. - Não.

Coma uma ostra. Por minha conta.

Isso não é pra mim.

Já tenho minha periquita.

Mais uma, nunca é demais.

- Você não pode, não! - Vamos.

Com licença. Poderia dizer "sim, por favor"?

Acho que Ida não gosta de ostras.

- Deixa disso. - Ida, poderia dizer "sim, por favor"?

Sim, por favor.

Muito obrigada.

De nada. De nada.

Pra onde foi?

Miau.

Vem cá. É, vem cá.

Ponha na minha boca.

Muito bem.

É isso aí.

É isso aí.

Porra! Minha camisa.

Deixa um pouco pra mim.

Duplicidade.

Astúcia!

Astúcia. Malícia!

Farsa!

- O que ela está dizendo? - Não faço ideia.

Querida, acorde.

Mable, ela está bem?

Qual é o problema?

Desculpe, eu...

Ida, você está bem?

- Estou. - Ida, o que houve?

- Foi a ostra, não foi? - É.

Eu não entendo...

A sete palmos com a boca cheia de terra.

Temos que cavalgar de lado para não afugentar os pretendentes.

Jesus. Caramba.

O senhor aí.

Transaria com um homem se ele quisesse.

- Sotaque inglês? - Não há vergonha nisso.

Aprendi isso no cemitério.

Percy, meu marido, sempre se engraçou com Keats,

mas seu coração morava na minha escrivaninha, numa mortalha,

e eu sei o que o deixava excitado!

Ai, isso!

Filha de um boa-pinta,

casca-grossa, força-bruta, pé-na-cova...

Nossa, o que está acontecendo?

O que está fazendo, batendo uma embaixo da mesa?

Você sempre pode dizer "Eu prefiro não."

- Melville. - Ei. Ei.

- Por favor. - De que ela está falando?

- Brilhante. Porra, brilhante. - Ida, pare, por favor.

Lupino está sentado bem ali.

- Sr. Lupino. - Calma, Ida.

Ali está seu verdadeiro monstro.

- Vamos voltar à comida. - Ida.

Cuidado com a língua perto dele, senhoras.

Desça, querida. Desça.

Sou a araponga!

Amordaçada por décadas,

mas os mortos conhecem as histórias sórdidas.

Querem me ouvir cantar?

- O gato comeu minha língua. - Ida, desça.

- Pés cimentados. Almôndegas envenenadas. - Segure-a.

- Segurem-na. - Carbonara com arsênico.

Vão cortar minha língua também?

Nem o delegado pode calar os mortos.

Chefão da máfia.

- Ei. - Não, não pode. Não, eu...

- O que deu em você? - Desculpe.

Você quer morrer, Ida?

- Me desculpe. - Falando assim na frente do Lupino.

- Não sei o que está acontecendo. - Você está bem?

Que merda está acontecendo?

Cavalheiros, sinto uma desagradável sensação de dormência.

Formigando, coçando, concupiscente, satírica,

difíceis de suportar. É como um...

- Ela está histérica. - Um disco arranhado...

Basta.

James! Basta. Basta.

Tudo bem. Foi...

"Um disco arranhado." Patético. Convencional. Banal.

Não vai me bater de novo por isso?

- Vá em frente. - Ida, pare.

Senhores, estou prestes a transbordar.

Digamos que há uma pérola na minha ostra.

- Isso é encosto. - Não, isso é bom.

- Ida, pare com isso! - Basta!

Puxa.

Estou impressionada.

Seu pau parece mais um umbigo.

Desaparece totalmente atrás dos colhões. Ele cresce quando endurece?

James, não está vendo? Ela está possuída.

- Vá buscar um médico. - Minha boca!

- Chame um padre. - Minha boca!

Ganha-pão! Esforço! Trabalho!

Pobre, raso, frágil, frágil, fraco.

Pegue, por exemplo, "Lembranças da Itália."

Ou, melhor ainda,

"Narrativa de um Passeio ao redor do Lago de Genebra."

Mas eu sei. Sim, eu sei!

É claro, tem meu livro de terror...

Frankenstein.

Penúria, pobreza, migalhas de uma mente reprimida.

E são engolidas, tragadas, devoradas, consumidas...

O que é... O que é isso?

O que é isso? Quem é você?

Amores, estejam avisados.

Uma continuação vem aí.

Desobediente!

-Ingovernável! -Ida.

Tudo mudará.

Tenho muito mais pra dizer. Estão preparados?

Ida, está me assustando.

Ida!

Meus amores.

Uma revolução vem aí.

Se Frankenstein aterrorizou vocês,

minha próxima história vai fazer vocês se levantarem e gritarem

"Socorro!"

A Noiva!

Senhor! Senhora!

Comprem seu jornal aqui!

Últimas notícias!

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Senhor.

- Pode me dizer onde fica Rivers... - Não. Não.

Fique longe de mim. Meu Deus.

Posso ajudá-lo?

Sim, vim falar com o Dr. Euphronious.

É uma questão de certa urgência.

Meu nome é Frankenstein, senhora. O nome do meu pai.

Poderia tirar seu chapéu?

Sim, é claro. Desculpe.

Onde nasceu, Sr. Frankenstein?

"Nasci"?

Onde foi criado. Reanimado.

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