Esimesed 200 rida.
ANTERIORMENTE...
Jogue Infinity, o jogo mais imersivo da história.
Oi.
Sou Nanette, Nanette Cole.
- Você é Robert Daly, não é? - Sou.
Queria expressar
minha admiração à pessoa que realmente desenvolveu o Infinity.
Tem uma programação linda.
Você está bem, cara?
Vintage!
- Sim, é a Frota Espacial. - Nossa...
É um programa de TV.
A bordo da nave USS Callister. Certo.
Não seja muito gentil com ele, senão ele fica meio obcecado.
Obrigada, Shania.
- Onde estou? - Esta é a nave de Robert Daly.
A USS Callister.
Somos da tripulação especial, e parece que você também.
Daly criou uma versão digital idêntica de todos nós.
Ele coletou o seu DNA de algum jeito.
Ele te botou no computador e pimba, uma cópia sua.
Um clone digital.
Além de serem uma vergonha, vocês são nojentos.
- Sim, Comandante. - Claro.
O buraco de minhoca. É a atualização de Natal sendo pré-instalada.
E se formos no buraco de minhoca?
Nos libertaríamos.
- Cadê a USS Callister? - A caminho.
- De onde? - O vórtex de atualização.
Filhos da puta!
Vai se foder.
Vamos!
Não estamos mais no computador de Daly. Estamos na nuvem.
Cadê Daly?
Sair do jogo! Sair da porra do jogo!
Sair da porra do jogo!
E agora?
Temos um universo Infinity à disposição.
Caramba...
Tenente Cole,
bem-vinda a bordo.
Tripulação, temos um novo membro, a cientista Nanette Cole.
- Por favor, vá ao seu posto. - Não.
- Sou seu comandante. Ordem é ordem. - Então vai se foder.
Nossa! Não consegue enxergar,
não consegue respirar...
Posso te deixar assim para sempre, se quiser.
Querendo respirar com uma boca que não existe.
Comandante?
Comandante? Está aí?
Sim.
Vá pra ponte. Parece que temos um bom alvo.
Tá bom, já estou indo.
Minha nossa!
USS CALLISTER – INFINITY
Viram o jogo do Wrexham ontem à noite?
- Não curto futebol. - Ainda mais futebol galês.
- Sacou? - Mas foi uma loucura.
- Perdiam por dois a zero... - Não ligo mesmo.
Porra! Mano, quando seu amigo vem? Já passou das 20h, quero começar.
Morris virá depois de comer lasanha.
Aí, alguém está vindo.
Deve ser seu amigo.
- Lá vamos nós. - Ele não entrou no grupo.
- Mãos ao alto! - Larguem as armas.
Não queremos problemas, só seus créditos.
Quem são vocês? Por que não têm tags de jogador?
Algum é Morris?
Entreguem suas barras de crédito agora!
Não são Morris.
Os créditos. Agora!
Todos têm tags de jogador.
Como é que...
- Que merda foi essa? - Qual é!
Os créditos, agora!
- Calma! Tá bom! - Beleza.
- Entreguem. Bem devagar. - Vai.
Não é bem a ideia do jogo.
Não é um jogo pra nós.
O que quer dizer?
Você está sangrando. Nunca tem sangue neste jogo.
Passa os malditos créditos.
Sério, isso é sangue.
Os créditos! Agora!
Vou denunciar isso. Vocês vão ser banidos.
Vocês dois, seus... bobocas.
Quem você vai denunciar?
Não temos tags.
Não!
LEVOU FRAG DE ERRO_SEM_TAG
- Que merda! - Olha a boca, Jonathan!
Desculpa, mãe.
- Dudani, leva a gente. - Teleportar.
- Como foi? - Deu uma complicada.
Entraram em combate?
Se fosse eu, teria acabado com eles. Estilo gângster.
- Está ferida. O que houve? - Raspou no mamilo. Tudo bem.
O importante é que temos muito mais dinheiro.
Temos um total de...
LENDO BARRA DE CRÉDITO
- São 34 créditos. - Dá pra pouco combustível.
Estamos quase sem munição.
Estão monetizando tudo no jogo. Tudo custa o dobro.
- Crise do custo de existência. - Eu teria conseguido mais.
- Era tudo o que tinham. - Pessoal! Ei!
Não era isso que queríamos,
mas vai nos manter por uns dias. Né, Kabir?
- É. - É, beleza.
Vamos nos concentrar nisso e vamos continuar.
E da próxima vez, vamos conseguir mais.
E... é.
Quer curativo no mamilo?
O quê? Não, é só um arranhão. Cuido disso no meu quarto.
Vou fazer uma pausa rápida e depois traçamos o curso pro nosso próximo ataque.
Sim, Comandante.
Como se faz um curativo num mamilo?
Ei. E aquilo de "da próxima vai dar certo"?
- Quase morremos. - Mas não.
Está piorando a cada dia. Somos poucos, sem armas.
- Eu sei. - Qual é o plano?
Continuar roubando e fugindo pra sobreviver?
- Não se sobrevive sem créditos. - Isso se sobrevivermos.
- Acha que não sei? - Não é o que quero dizer.
Explodiram Shania na minha frente há umas quatro semanas, foi isso?
Ainda sinto o cheiro do sangue dela.
Perder ela foi difícil pra todos nós, tá?
Tentei achar outra solução, e não consigo.
Não paro de avaliar as probabilidades.
São 30 milhões de jogadores contra nós cinco.
Estamos fodidos. Vamos morrer.
É isso que quer que eu diga a todos?
Só acho que dar falsa esperança à tripulação
não é uma boa ideia, Comandante.
Eu não pedi por este cargo.
Se pudesse, apertaria um botão e voltaria à minha antiga vida.
Todos faríamos isso, não?
- Andar 13. Bem-vindo à Callister. - Desculpe. Com licença.
Elena, posso...
Está morto por sua causa.
- O quê? - Está morto, e é culpa sua.
Não. O que houve com Robert Daly não...
Seu passe está morto
porque você não renovou.
Meu passe.
Precisa renovar todo mês.
Pode me dar um temporário?
Desculpa. Estava com a cabeça a mil.
O que é isso?
Um memorial pro Sr. Daly.
Ele está morto há meses. Por que agora?
Sr. Walton colocou hoje para impressionar o jornalista.
- Que jornalista? - Do New York Times.
Ele já está chegando.
Quer o passe ou não?
Obrigada.
De nada.
Vou pegar os cafés. Quer alguma coisa?
- Não precisa, valeu. - Tá.
Ai, droga.
- Você está bem? - Sim.
- Tudo bem? Quer uma mão? - Não, obrigada.
Lá vai mesmo assim.
- Obrigada, Karl. - Quando quiser. Estou às ordens.
ROUBADO POR DOIS JOGADORES BOBOCAS SEM TAGS?
Sr. Walton?
Não ouvi batidas, Kabir. Você bateu?
- Pode bater? - É importante.
Estou muito ocupado agora, posso te ignorar mais tarde?
Mais reclamações sobre roubos anônimos no jogo.
Os jogadores estão putos. Estão sendo baleados, perdendo dinheiro.
É um jogo. Merdas acontecem neles.
E quem está fazendo isso não tem tag.
- E daí? - Isso não é possível.
Se não tem tag, não comprou o jogo.
- Certo? - Certo.
Por que não começou com isso? São quantos aproveitadores?
- Agora? - Aham.
Dois.
- Dois? - Pelo que sei, sim.
- Vamos, cara. - Não se trata do dinheiro.
Não deveria ser possível. Isso é sério.
- Seu convidado chegou. - Ele pode entrar.
Senhor...
Obrigado, mas tenho coisas de patrão pra fazer.
Pode, por favor, sei lá... vazar daqui?
Beleza.
- Quer um café? - Não, Nate. Obrigado.
Certo, como você ensaiou. Vai lá.
Sr. Walton?
Que tal meu hálito?
Mentolado.
Sabe, estive pensando...
Sou estagiário aqui há uns 18 meses
e acho que talvez seja hora de eu assumir mais responsabilidades.
- Queria saber o que acha se... - Sim.
- Sim. - Sim?
Quero um café com leite de soja. Sem açúcar.
- Oi. - Oi.
Kris El Masry, New York Times.
Claro, James Walton, idiota capitalista.
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