Esimesed 200 rida.
LOBOS DO MAR
Não vai haver nada disso. Nada de bandejas.
O Star-Telegram referiu, de forma contundente:
''Antes de ir para Nova lorque, o Sr. Cheyne declarou...
''que o equipamento será pago pelas obrigações actuais.''
Os outros jornais dizem o mesmo.
E o que diz o boletim confidencial?
''Quinta. Mensagem de Paris:
''O Presidente vai assinar a Lei Bannerman Mining.''
Telégrafo de Van Wyck, Londres:
''Conservadores apoiarão novo programa aéreo.''
Tóquio: ''Estado do Sr. Gordon excelente. O apêndice não rebentou.
''Os danos no fogo da fábrica de atum não serão superiores a $15.000.''
8:45, Sr. Cheyne.
-Os hóspedes ainda dormem? -Sim.
O Reynolds levá-los-á a Connecticut às 1 1 :00.
-Deixa-os dormir uma hora. -Muito bem.
-Janta em casa hoje? -Não sei.
-Telefona-me para o escritório. -Muito bem.
Burns, dá isto ao meu filho. Ele que me telefone por uma linha segura.
Muito bem.
Acordo-os agora, Sr. Burns?
Não, o Sr. Cheyne quer que os pobrezitos durmam outra hora.
Por mim, podem nem acordar.
Sim, menino Harvey?
Bem, o Burns disse que...
Ele chegou agora.
Sim?
O seu pequeno-almoço estará na sala de jantar, menino Harvey.
Sim, mas...
Mas...
Muito bem.
Quer o pequeno-almoço no quarto. Prepara a bandeja.
Porque não posso descer para o pequeno-almoço se tenho fome?
É assim que ages na casa dos outros?
Nas casas dos outros, deixam-me comer se tenho fome.
Bem, és meu convidado, fazes como te digo.
Aposto que nunca comeste o pequeno-almoço na cama.
A minha mãe come, mas para um rapaz é mariquinhas, se não estiver doente.
Quem estás a chamar de mariquinhas?
Vou tratar disso.
Disseste que sou mariquinhas?
Algumas pessoas pensam que comer numa bandeja é mariquinhas.
Vamos comer alguma coisa, está bem, Harvey?
Tu ouviste-me fazer o pedido.
Vai lá, Charles. Estará no teu quarto.
Queres comer, não queres?
Sim.
Gosto de comer como os outros.
O meu estará no quarto?
Claro. Achas que temos só um criado?
Espera um pouco, Pogey.
Porque andas a tentar pô-lo doido?
E se ele for doido?
Não te consegues lembrar de nada.
Levar o pai a convencer o dele...
a deixá-lo passar cá a Páscoa foi um plano, não?
-Sim. -Entre.
Então porque queres estragar o plano?
Queria que ele percebesse que te deve qualquer coisa.
-Podes pedir café se quiseres? -Claro, mas não gosto.
-Queres um pouco? -Não, gosto de cacau.
O seu pai pediu-me para lhe dar isto.
-Para quê? -Não me contou a razão.
Deve telefonar-lhe, quando se levantar.
-Deseja mais alguma coisa? -Sim. Encha-me a banheira.
Será um prazer.
Pensávamos que estava na cama.
Não, e vou comer o pequeno-almoço na secretária.
-Tem pena que a Páscoa tenha acabado? -Não sei.
Não se tem divertido?
Acho que sim.
É o de Providence, não é?
Sou.
Um rapaz de Providence devia estar contente por vir a Nova lorque.
Sou do interior de lndiana.
Muito bem.
Tenho um irmãozinho que adoraria ter os luxos que tem tido.
Pode ficar com o meu quarto.
Estou. Estou, pai?
Só um momento. Vou ver se o seu pai está.
Bom dia, filho. O quê?
Vou voltar para a escola.
Sim, senhor. $40.
É isso. Pensei que pudesses parar para comer algures,
antes de voltar à escola. Tu e os rapazes.
Diverte-te, filho. Até Junho. Adeus.
Adeus, pai.
É um rapaz maravilhoso.
Tinha 5 nesta fotografia.
Gostava que a mãe dele o visse agora.
Tem 10 anos e já é um editor do jornal da escola.
Vejam bem.
Vejam, agora.
Senta-te, Conrad.
Estás a ouvir? Senta-te.
Senta-te. Mexe-te.
Não é este o aspecto do meu Treasure lsland.
Era este o aspecto do primeiro Treasure lsland.
Tem muito valor!
Claro. Gostavas de o ter?
-Pertence ao teu pai. -Não pertence, não.
O meu pai deu-mo para quando crescesse.
-É um presente para ti, Charles. -Vamos embora.
Bolas!
Ainda bem que gostas do livro, Charles.
Harvey, talvez não devesse ficar com ele.
Não faz mal.
É uma prova de amizade.
Talvez um dia nos queiras dar uma prova de amizade a nós.
O quê?
Podíamos querer entrar nos Búfalos.
És o presidente dos Búfalos, não és?
Sim, mas há mais 15 membros no clube.
Sim, mas quando se juntam na sala do Sr. Tyler...
a assar gomas e essas coisas...
falam de quem deixarão entrar no clube, não é?
Não posso dizer o que fazemos.
Só fazem isso. Sentam-se à lareira do Sr. Tyler...
e falam sobre acampamentos e coisas dessas.
Bem, queres dar uma prova de amizade?
E se os outros não quiserem que vocês entrem?
Ouve-me, Charles,
gostas de ser o presidente, não gostas?
Claro que sim. É um cargo de honra.
E se deixasses de ser o presidente?
-Não podes fazer nada quanto a isso. -Posso, pois.
E se já não estivesses na escola?
Mas vou lá estar.
O Harvey podia comprar a escola e fechá-la. Não podias?
Não. Não era isso que aconteceria.
O teu pai vende os automóveis do meu pai em Providence, não é?
Sim.
Achas que gostaria se tivesses a oportunidade...
de me dar uma prova de amizade e a desperdiçasses?
E se o meu pai, um dia, lhe tirasse...
todos os automóveis que o deixa vender e dissesse:
''Estás despedido.''
Sabes quantas pessoas estão desempregadas?
Milhões de pessoas.
E elas passam fome e vestem-se mal.
Não podem mandar os filhos para a escola.
Ainda não podes trabalhar...
e, por isso, terias de ir mendigar com a tua mãe e pai.
E isso seria terrível,
a tua mãe ali sentada, com a roupa rota...
e a comer pão bolorento e coisas dessas.
Não seria terrível?
O teu pai não pode fazer isso.
Ouve, Charles, não quero que ele faça isso.
Quero que ele não tenha de fazer isso.
Sei que não te vão deixar entrar.
ESCOLA GREEN HlLL
Monsieur Gattard continuará...
a dar Francês aos 2° e 3° anos, às quintas,
substituindo a aula de Ciências do Dr. Spitzer...
que passa para as tardes de sexta.
lsso dá mais tempo ao Dr. Spitzer para jogar golfe.
-Obrigado. -Acho que é tudo, senhor.
Amanhã à noite, temos a reunião ordinária de professores.
-Sr. Tyler. -Sim, senhor?
O médico do Harrison quer que descanse outro mês.
Podia dar o Latim ao 1° ano?
Penso que sim.
Pensei que gostaria do suplemento ao salário dessas horas.
Que gentileza, Dr. Finley.
Já recuperou das dificuldades do último lnverno?
Sim, e já que fala nisso,
-não sei como lhe agradecer... -Não precisa de agradecer, Bob.
A partir de agora, será mais fácil.
-Sim, senhor. E muito obrigado, senhor. -Faço-o com prazer.
Olá, Charles. O que se passa?
O Harvey Cheyne pode obrigar o pai a fazer o que ele quer?
Acho que não. Porquê?
Se não deixarmos ele, o Pogey Williams e o Alvin Savage...
entrar nos Búfalos,
-ele diz que saio da escola. -O quê?
Não sei o que fazer com isto. Ele deu-mo.
É valiosíssimo e ele não o quer de volta.
Ele deu-te isto?
Ele diz que se não entrar nos Búfalos,
o pai dele vai tirar o negócio dos automóveis ao meu pai.
lsso é absurdo, Charles.
Ele queria entrar no jornal da escola...
e fez o pai oferecer uma impressora nova, não foi?
Para terem de o aceitar, não foi?
-Ele sempre... -Vem cá, Charles. Vem cá.
FÉRlAS DA PÁSCOA Tiveram umas férias luxuosas...
Charles Jamison, Pogey Williams...
e Alvin Savage, que foram...
hóspedes de Harvey Cheyne...
na sua luxuosa mansão em Nova lorque.
Anda cá. Temos de preparar as provas.
-Já não há mais espaço. -Que escreveu ele?
-É sobre as férias. -Quero mais do que isso.
Não há espaço para mais.
Se querias mais, escrevesses mais cedo.
Dá cá isso.
Dá cá isso! Quero escrever mais.
Dissemos ao Sr. Tyler que ele podia revê-las às 17:00.
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