Esimesed 200 rida.
PUNIÇÃO
A nossa história passa-se em qualquer tempo ou lugar,
onde corações humanos reagem ao amor e ao ódio, à piedade e ao medo.
Demos a todos o que podíamos,
a nossa fonte de conhecimento, disciplina e todos os ideais que defendemos.
Nada mais temos para lhes dar do que as nossas orações e esperanças.
O futuro é de vocês.
Agarrem-no com as vossas mãos fortes e jovens, com um grande objetivo.
Moldem-no ao vosso querer. Adaptem-no a um corajoso e promissor destino.
E agora, tenho o maior prazer em conferir o grau acadêmico com mérito
ao aluno que mais se distinguiu neste curso.
Roderick Raskolnikov, aproxime-se.
Na história da nossa instituição,
poucos foram os jovens com o mesmo grau de inteligência dele
e poucos para quem o futuro seja mais promissor.
Dirijo também as minhas felicitações à mãe e à irmã,
para quem este momento é a recompensa de anos de sacrifício.
Falei em nome da universidade. Agora vou falar em meu nome.
Sinto orgulho por ter estado entre nós e tristeza por se ir embora.
Boa sorte. Deus o abençoe!
"Poucos foram os jovens com o mesmo grau de inteligência dele
"e poucos para quem o futuro seja mais promissor."
- Tony! - Mãe, socorro!
- Espera, espera! Espera lá. - Dmitri!
- Já conhece a minha irmã, Antonia? - Informalmente.
- Como está? - Mãe, este é o Dmitri.
O meu filho falava de você em todas os cantos. Dizia-me que é o melhor amigo dele.
Não acredite nele. Ele não é meu amigo.
Um homem que partilha casa comigo durante anos e nunca me fala da irmã!
- Eu te falei. - Mas não o suficiente!
Quem diria, olhando para você, que ela fosse tão bonita?
Eis a sua oportunidade, Tony. Desmiolado, pouco dinheiro, mas suficiente,
por isso, vá embora!
Roderick, estou tão feliz.
Este relógio era do seu pai.
Disse-me para te dar neste dia. Teria sido um orgulho para ele.
Se ao menos tivesse vivido, para ele próprio te dar.
NOVA AUTORIDADE NA ÁREA CRIMINAL Artigo Notável por Autor Desconhecido
Um dos licenciados universitário do último ano,
cujo nome o editor não achou relevante mencionar,
espantou o mundo da criminologia.
Boa tarde.
Não tem aparecido muito nestes últimos dois dias.
- Tem andado a rezar ou a jejuar? - tenho andado a contemplar a vida.
Seria melhor contemplar a renda.
Não me paga um tostão há seis meses.
Quanto tempo mais acha que vou esperar?
- Agüenta mais meia hora? - O quê, vai pagar-me dentro de meia hora?
Se não é indiscrição, como vai arranjar o dinheiro?
Vou assaltar um banco.
Acha que é uma piada? Pois eu, não. Pegue as suas coisas e vá embora.
Deixá-la? Não poderia fazer isso. Estou demasiado apegado a você.
Ou paga a renda esta noite ou tomarei medidas.
É a desgraça da minha casa.
Um dia ainda vão pôr uma placa a dizer ao mundo,
que eu, Raskolnikov, tive um dia o privilégio de morrer aqui à fome.
- Dmitri! - Roderick!
tenho uma coisa para te mostrar. Já viu isto?
Vem aqui um artigo intitulado: "Novas sobre o Crime,"
e contém algumas das teorias de que você sempre fala.
É bestial. Vai incomodar muitas mentes retrógradas.
Tem que ler.
Não é mau.
- Olha lá, já o tinhas lido? - Desde que o escrevi, não.
Já deveria saber que só você poderia ter escrito este artigo.
Já viu a crítica sobre ele? Não te faz sentir bem?
Na verdade, é um pouco
desconfortável.
Estou mais entusiasmado com isto do que você.
O que tem? Não te pagaram pelo artigo?
Sim, e o dinheiro deu jeito.
A Antonia ficou sem emprego e enviei-o para casa.
Só você! O primeiro dinheiro que ganhs há anos.
Teve de ser. A Tony e a minha mãe vêm para cá na próxima semana.
Roderick, não fique ofendido.
Mas se vêm para cá, não pode recebê-las da forma como vive.
Vão ficar muito preocupadas. Tem de me deixar emprestar-te dinheiro.
Sou apenas um tipo comum, Roderick. Mas você, você é um gênio.
Um dia, quando for famoso, terei orgulho em ter te ajudado.
Não quero a sua ajuda, nem a de ninguém.
São quase 19:00.
tenho coisas importantes a fazer. Até qualquer dia.
Casa de Penhores 2 andares acima
É você.
Quem é este? Um dos seus cavalheiros amigos?
- Não. - O que traz desta vez?
Onde roubou isto?
- Diz isso de tudo o que trago. - E por que não? Olha quem as traz.
- Está na nossa família há muito tempo. - Quanto quer por isto?
Tem incrustações em madrepérola e as pedras são granadas.
Granadas?
Vale pelo menos 100 rublos e pensei que me renderia 20.
Diz que está na sua família há muito tempo!
Se olhar para a primeira página, verá o meu nome escrito quando nasci
e os do meu irmãozinho e da minha irmã também estão lá.
- Há quanto tempo não a abria? - Leio-a todas as noites.
Lê a Bíblia todas as noites? Nem a deviam deixar tocar-lhe.
- Dou-lhe oito rublos por ela. - Aceito os oito rublos.
Espere lá. As incrustações estão soltas. Falta aqui outra pedra.
Dou-lhe seis. É pegar ou largar.
- O que tem aí? - Um relógio.
Aceito os seis.
Quanto menos me der, mais fácil será para mim reavê-la, acho eu.
- Mas aqui está só um. Disse-me seis. - Pois é, seis,
menos três meses de juros do seu xaile.
10% por mês sobre oito rublos faz 2,40.
E deve-me dois meses de juros do seu colar e fivelas de prata.
Isso perfaz 5 rublos. Seis menos cinco é um. Certo?
Ou julga que estou nisto por amor?
Então, de que está à espera? Quer a bíblia de volta?
Não.
Então, vá. Saia. Não fique aqui o dia todo.
Vamos, pobretona. Deixe-me ver o seu relógio.
"Para o meu filho. Que o use com honra."
- Quero 50 rublos por ele. - Dou-lhe 10.
Não pode fazer isso.
Dê-me os 10 e deixe-me ir embora, antes que...
Antes que quê? Antes que me coma?
- O que perdeu? - O rublo.
Deixei-o cair quando ela me empurrou porta fora.
Alguém havia era de a empurrar para o outro mundo.
tenho de o encontrar.
O que é esse dinheiro para ela?
Podia salvar cem vidas como a sua e a minha.
É aritmética pura. Dava-lhe jeito algum do dinheiro dela, não era?
O que vai fazer se não encontrar o rublo?
- Deviam matá-la. - Não devia falar assim.
Barata preta agarrada ali à caixa do dinheiro.
Seria um serviço à humanidade.
Um crime seria uma forma estranha de servir a humanidade.
Está aqui! Encontrei-o.
Não sei o que faria sem ele.
Por que será que todas as mulheres choram quando estão felizes?
Os meus irmãozinhos ainda não comeram nada em todo o dia.
- É a única a tomar conta deles? - Não, tenho o meu pai.
Só que bebe para esquecer os problemas.
E quanto mais bebe, mais a mãe ralha.
E quanto mais ela ralha, mais ele bebe.
Por isso, entre os dois, quase não nos resta tempo.
Esqueci-me que ainda há alguma gentileza no mundo.
Obrigada.
Esqueci-me que ainda há alguma beleza nele.
Sonya!
Deixa-me atar isto no pulso, para que não o perca.
O dinheiro está aí.
Quando chegarem em casa não deixem que o pai veja o que trazem.
Perceberam? Dêem à mãe.
Espera. Me deixe arrumar você.
Dê isto à sua irmã. Não lhe diga quem o deu.
THE CURRENT REVIEW
Traz este mês, como sempre, o grande Talento da Escrita a descobrir
porque pagamos os valores mais altos pelos artigos aceites
Ponha-se a andar. Vá, ponha-se a andar.
- Desculpe. - O que disse?
Disse: "Desculpe."
- Diga outra vez e diga-o alto! - Desculpe!
Diga-o alto.
Alto!
O que sou eu, um estudante do crime ou um criminoso?
Pergunto-me!
Hoje, senti pela primeira vez o impulso de cometer um crime.
- Quanto mais tenho de subir? - Só mais um andar. A última porta no topo.
Olha que rico lugar para onde me trouxeram!
Não esperava que o seu filho vivesse num palácio,
mas não me disse que estava a viver num lugar assim.
Não sabíamos. Devia ter nos escrito a verdade.
Roderick.
É horrível encontrar-te num lugar como este.
Tony.
Roderick, este é o nosso amigo, Sr. Lushin. O meu filho.
Como está, senhor?
- É um homem muito importante! - É uma honra.
- Tem dois cargos no governo! - Dois? Sinto-me duplamente honrado!
Nem imagina como tem sido bondoso e prestável conosco.
Quando a Antonia perdeu o emprego, ficamos numa situação péssima.
- Mãe, não falemos disso agora. - Que situação?
Ela não me deixava escrever.
O marido da mulher para quem trabalhava, revelou-se a pessoa mais horrível.
Tive de ir embora porque não quis nada com ele. Não falemos mais nisso, mãe.
- Conte do revólver. - Que revólver?
Tinha-o debaixo da almofada, para se proteger dele.
E a mulher descobriu e mentiu-lhe sobre mim, depois de me ir embora.
Como pode imaginar, não foi fácil arranjar emprego depois disto.
Foi uma sorte o Sr. Lushin aparecer para nos ajudar.
- Contamos agora ao seu irmão? - Por que não? Vai ter de saber.
Sei que vai ser uma grande surpresa para ti, Roderick,
mas o Sr. Lushin e a tua irmã estão noivos e vão casar.
- Mostra-lhe o anel, Antonia. - A Tony está noiva?
Então, é tudo o que tem a dizer?
- Quero entender isto bem. - O que há para entender?
O Sr. Lushin honrou-me ao pedir-me para ser sua mulher.
E aceitei porque o amo.
Deixe-me felicitá-la pelos modos do seu filho.
Não se sinta ofendido, por favor. A felicidade dela é tudo para ele.
Roderick, para que saiba, o Sr. Lushin vai casar com a tua irmã
sem pedir nenhum dote.
Devo dizer que tenho idéias bastante avançadas sobre o casamento.
- Pois tem. - Prefiro uma menina como a sua irmã,
que já passou pela pobreza.
Acho que uma esposa deve ver sempre o seu marido como benfeitor.
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