نخستین 200 خط.
BEM-VINDOS A HOGWARTS
Caro Sr. Potter,
Há histórias que nos mudam.
Por favor, viajem apenas nas seis carruagens da frente.
Há histórias que nos definem.
Mas poucas vivem connosco...
E ação!
... como a história do Rapaz Que Sobreviveu.
Será contada em breve pela HBO MAX,
como nunca antes.
POR DETRÁS DA MAGIA
A história do Harry, dos adorados livros de JK Rowling,
é uma história realmente imersiva.
Requer uma enorme dedicação percecionar
este mundo mágico hipnotizante e quase ilimitado.
Criar um sítio
tão rico, complexo e expansivo
e construí-lo no nosso mundo pode parecer impossível
até os verdadeiros feiticeiros começarem a trabalhar.
As histórias de Harry Potter
são um fenómeno extraordinário de há mais de 30 anos,
mas que entusiasmou pessoas de todas as idades.
E poder reimaginar o cânone de Harry Potter ...
... deixá-lo respirar,
contar uma história em oito episódios em vez de um filme de duas horas,
explorar todos os maravilhosos mistérios.
A história está lá, mas podemos representar
o que acontece nos bastidores, mas que não vemos.
Esperamos uma eternidade para fazer algo que significa tanto para as pessoas.
Acho que será o caso disto.
E fizeram um trabalho genial ao selecionar este grupo extraordinário.
LANÇAR UM FEITIÇO
- Parámos de contar nos 40 mil. - Sim.
Era um desperdício de tempo contar,
- mas vimo-las a todos. - Sim.
Procurávamos uma criança que...
Ele significa tanto para as pessoas de formas diferentes.
Logo, procurávamos uma criança
que, à primeira vista, pode parecer vulgar,
mas que acaba por ser extraordinária.
Queríamos que todas as crianças do Reino Unido
pudessem enviar as primeiras audições online
e, depois, fomos a Manchester, Escócia, Irlanda
- e... - Cardiff.
No País de Gales.
Nas audições com crianças, sabíamos que seria um processo longo.
Começámos com o Harry, o Ron e a Hermione.
E eles são mesmo bons amigos.
Foi um desafio fascinante encontrar três crianças
que poderiam ser amigas,
com personalidades muito fortes e diferentes.
São todas crianças comuns,
mas são todas extraordinárias.
Há magia em todas elas.
Vimos o Alastair em Manchester, ele foi engraçado e encantador
desde o início. Sim.
- Aqui, é ele a contar... - A sua história.
- Sim. - Poema.
A mãe não quer um cão. Está a cometer um erro.
Porque, mais do que um cão, acho que ela não vai querer esta cobra.
O primeiro dia de Alastair.
E, depois, a Arabella...
LONDRES
... em Londres.
"Hermione. Sem filtros por ser filha única.
O seu superpoder é a inteligência emocional.
Tem energia de protagonista."
- Esta é a primeira audição da Arabella. - Sim.
Apresentou o poema "Invictus".
Não importa quão estreito é o portão,
quão carregada de castigos é a lista,
sou o mestre do meu destino,
sou o capitão da minha alma.
A Hermione é brincalhona,
por isso, pusemo-la a fazer uma cena em que fala com os pais
sobre o Harry e o Ron.
O seu riso e os sons que fez
foi como lhes mostrámos que era brincalhona.
Mostramos muitas vezes partes da audição,
que vão ajudar a criança,
ao realizador e ao produtor executivo.
O riso da Arabella foi crucial
- na seleção. - Sim.
Conhecemos o Dominic em Glasgow.
O que tínhamos do Harry?
"Duvida do mundo adulto.
Sente vulnerabilidade e melancolia."
- É solitário... - E uma qualidade solitária.
Cresceu sozinho.
Cresceu sozinho e...
A sobrevivência é importante.
"O Artful Dodger, não o Oliver Twist."
Basicamente, um ator incrível.
- Com dez anos. Pois. - Sim. Era a nota...
- Ele tinha tantas qualidades diferentes. - Tantas.
O Dominic entrou e o texto dele
era um poema sobre o seu fim de semana, escrito por ele, e rimava.
E pensámos: "Ele é tão interessante."
"O Meu Fim de Semana", por Dominic.
Comecei no sábado de manhã, com um jogo de futebol para fazer.
E posso dizer-vos que correu bem a valer.
Depois, não tinha nada para fazer,
por isso, dormi o resto do dia.
O Dom tinha uma confiança tranquila.
Com quem vives?
Vivo com a minha mãe, o meu pai e as minhas duas irmãs.
- Está bem. - E o meu cão.
E já representaste antes?
Fiz o Macbeth em janeiro.
- E eras um dos filhos do MacDuff? - Sim, era.
- Infelizmente, morreste. - Sim.
Lamento.
- Certo, ótimo. - Sim.
Sinto-me confiante com estes miúdos. Acho-os incríveis.
Numa série desta magnitude,
é fácil perdermo-nos.
Podemos ir ao Salão Nobre, é enorme.
O campo de Quidditch também.
Podemos ir à Diagon-Al.
E voltamos aos cenários e adicionamos um pouco de detalhe.
Às vezes, por exemplo, vou à sala comum dos Gryffindor
ou à Torre, e estando lá sozinho,
olho à volta, para o quadro de avisos
e para cada detalhe na secretária da McGonagall,
nas lombadas dos livros e... É arrepiante.
A MEDIDA DA MAGIA
O volume disto é tão divertido.
Poder construir a uma escala destas
é o sonho de um designer,
DESIGNER DE PRODUÇÃO
brincar nesta caixa de areia.
Estamos a tentar entrar na alegria e na brincadeira
do que é ser uma criança mágica.
Quando saiu o primeiro livro de Harry Potter,
sentíamos que era tão original e empolgante.
Acho que todos partilharam a experiência
de achar aquele mundo incrível
e que seria ótimo poder tocar-lhe.
E queremos captar esses momentos de descoberta
que encontramos nos livros.
Queremos que tenham a mesma experiência aqui.
Mas estamos a adicionar um nível de construção de mundo
para lá do que o público está familiarizado.
A apresentação do Harry ao espaço físico do mundo dos feiticeiros
começa com O Caldeirão Escoante,
saindo, depois, pelas traseiras até ao nosso cenário da Diagon-Al.
Os elementos que vemos são tudo coisas que reconheceríamos,
mas que se combinam e formam algo novo e fascinante.
Queríamos que a Privet Drive, no nosso mundo Muggle, fosse mais real.
Para os fãs e para os espectadores,
quando o nosso mundo Muggle apresenta uma realidade que nos é familiar,
torna a emoção do mundo da feitiçaria
estar fora do nosso alcance ainda mais encantadora.
N.º 4 PRIVET DRIVE
Há imensa reflexão por trás disto,
para não desiludirmos os fãs incondicionais.
Criámos estes espaços...
... que vão proporcionar muita alegria ao viver esta experiência.
É tão bom que todos queiram
tornar estas coisas reais.
Ao entrarmos no Salão Nobre pela primeira vez...
É como entrar numa catedral.
Era tão mágico.
Tão grande, tão lindo.
A entrada das crianças,
dos alunos dos Primeiros Anos, e levá-las por aquele salão
foi, possivelmente, o meu cenário favorito nesse sentido.
Foi tão icónico
e tão simbólico, do género: "Certo, aqui vamos nós,
um novo grupo de crianças, a entrar neste mundo.
Aqui estão vocês em Hogwarts, bem-vindos,
há novos mistérios à vossa espera."
E, às vezes, estamos no camarim,
sentados, e, de repente, ouvimos
uma explosão de pessoas lá fora, quando as crianças entram a correr.
Estamos a pensar no trabalho
e eles estão no seu mundo, a viver o momento,
como as crianças fazem. É uma verdadeira energia.
Às vezes, num dia muito cansativo,
digo sempre: "Fecha os olhos, abre-os outra vez e olha à volta."
Entramos num cenário e pensamos: "Ena!"
E tudo melhora.
Porque é tudo tão lindo.
Lindo.
A MAGIA DA NATUREZA
Nas conversas com o Mark e a Francesca
sobre os valores centrais da série,
havia uma espécie de desejo inerente de a enraizar no naturalismo.
Além disso, no centro de Harry Potter,
a natureza é a raiz da magia.
E, assim, o realismo mágico
é enraizar coisas em princípios que encontramos na natureza
e no fenómeno do mundo natural.
Se pudéssemos explorar essas coisas, é o que a magia é.
Estas ideias de o naturalismo ser um princípio central
no mundo da feitiçaria
é algo que estamos a integrar em muitos dos nossos cenários.
Temos de lhes trazer o mundo natural.
E estar no comando disto
é mesmo incrível.
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