نخستین 200 خط.
Terra.
Um berço de beleza inimaginável e maravilhas descomunais.
Incompreensível. Impressionante.
Este planeta zomba de nossa incompetência para descrevê-lo.
É, para realmente apreciar o incrível esplendor deste planeta,
às vezes é preciso profaná-lo.
Contemplem o Profanador.
Sua natureza é vil, desprezível e pervertida.
Orgulhosamente apresentava talk shows,
mas foi conduzido por um ecossistema em transformação
para um ambiente mais árido e inóspito.
O podcast semanal.
Aqui, sem ser nutrido pela audiência do estúdio,
este palhaço com olhinhos apáticos,
olhos de uma boneca malpintada,
é forçado a se manter com o alimento mais ralo que existe:
as ligações aleatórias de fãs.
Provocado pelo odor selvagem de seu entusiasmo moderado,
ele sai para vasculhar terras distantes,
sem convite, alimentado por sua fome abissal de reconhecimento
e por uma selfie de vez em quando.
Isso é uma loucura.
É uma insanidade.
É um caos.
É Conan O'Brien Vai Nessa.
CONAN O'BRIEN VAI NESSA
Índia.
A Índia é a joia da coroa de qualquer programa de viagens
e eu estava empolgado de estar aqui.
Comecei a viagem por Mumbai e fui direto
ao centro nervoso da cidade,
seu lendário trem,
que transporta sete milhões de pessoas por dia.
É lotado, mas as pessoas dão um jeito,
e estou determinado a pegar um desses trens.
Deixa eu ver o que fazer, espere.
Perdão. Com licença.
Minha equipe me deu uma pequena GoPro
para o caso de perdermos contato.
Posso ficar filmando.
Olhe só, um imitador de Conan O'Brien.
Como vai, senhor? Prazer em vê-lo.
- Gostei do cabelo. Está lindo. - É.
Tudo bem.
Não vai dar certo.
Tchau.
- Oi. Como vai? - Bem, e você?
- Oi. - Como se chama?
Eu me chamo Ester.
Você é linda. Adorei sua roupa.
Foi um prazer.
Senhor, poderia coçar minhas costas?
Você quer?
Empurre para trás e só espere.
- Quanto? - Aqui não é a Tailândia.
Quanto? Que gostoso.
Oi. Tudo bem?
Mídia progressista fajuta.
- O quê? - Mídia progressista fajuta.
Essa não, aqui também tem isso.
Minha mentira progressista de que há trens em Mumbai.
Olá, senhor. Sou seu fã.
- Oi. É meu fã. - Sou.
Se o trem estiver lotado, qual é o macete para entrar?
Ficar na frente de todos. Eles te carregam para dentro e para fora.
Você será levado sem esforço.
Você passa óleo no corpo para deslizar mais facilmente?
Se tiver outras intenções, pode fazer isso.
Mas que mente suja! Você é um tarado.
- Mas adorei. - Sou seu fã.
É um dos meus fãs.
Se é meu fã, você tem mente suja.
- Por que não? - Pois é.
O críquete é o esporte nacional,
muito mais popular que o futebol.
E, quando os indianos não estão assistindo pela TV,
estão jogando nas ruas.
Esse é o Veer. Você quer jogar
- críquete profissionalmente? - Sim.
E quer ver seu nome num outdoor?
Quero, no estádio.
Quer ser o melhor jogador indiano? Bateu em mim. Vou te processar.
Esse é o jogo que jogamos nos EUA: "Vou te processar."
É bem popular.
- Quais são as regras do críquete? - Primeira regra: ver.
Olhe, em um over, há seis bolas.
Em seis bolas, também pode bater as seis.
Em seis bolas, são 36 runs em um over.
- Entendeu? - Não.
Enquanto você está batendo na bola,
ela voa sem tocar o chão.
- Certo. - São seis runs.
- São seis. - Pode lançar uma bola com efeito
- ou uma bola rápida. - Sim.
Se bater no seu pé quando estiver obstruindo os postes,
é um leg before wicket.
- Fale sobre a bola irregular. - O que é?
- Com isso, veja só. - É a bola irregular?
A bola quica acima da coxa.
Ela faz minha maquiagem. Como está a maquiagem?
- Nota seis ou quatro? - Três.
- Três? - É.
Você que fez!
- Que roupa é essa? - É um jogo de críquete.
Pensei que fosse a roupa de críquete.
Pareço um Transformer que se formou em Princeton.
É.
- Tchau. - E o que eu faço?
Não, você bate na bola.
- Bato? - É.
Fora.
- Isto atrapalhou. - Culpa sua.
Não foi culpa minha. Isto atrapalhou.
- Culpa sua. - Só porque bati nisto?
- É. - Vou te processar.
- Sim. - Vou te processar.
Ele não, você bateu nele.
A culpa é minha. Eu bati naquilo.
- Por que não bate na bola? - Não sei.
Obrigado a todos pela ajuda.
E, vocês, obrigado por se afastarem da usina nuclear.
Aqueles botões e interruptores trabalham sozinhos.
Que cheiro de plutônio.
O que aconteceu agora?
Você se acha melhor que eu? Talvez seja.
Isso. Vai!
- Vai. Corre. - Não.
- Sabe a minha idade? - Noventa e dois.
- Noventa e dois? - É.
- Eu tenho 92 anos? - Tem.
Chegou perto.
Oi, gente. Estou jogando críquete na rua.
Aqui.
Seis.
- Posso voltar? - Pode.
Boa, não foi? Bate aqui. Isso!
- Conseguimos. - Você venceu.
Não pareço um Transformer que se formou em Princeton?
Eu vou processar você e você.
Obrigado por me deixar jogar críquete de rua com esta roupa ridícula.
Me desculpe, mas preciso voltar para O Grande Gatsby no Gelo.
Eu crio as piadas. Elas surgem espontaneamente.
Juro que nunca mais jogo críquete, porque é uma desgraça.
- Obrigado. - Obrigado.
De nada.
Ele está feliz. Um dia será famoso.
COPA DO MUNDO DE CRÍQUETE VEER PANDEY
Vou te processar. Vou processar todos vocês.
Minha dificuldade com o poste do críquete mostrou que tenho
muito a aprender sobre a cultura indiana.
Estamos aqui com a Aditi, certo?
Isso mesmo.
E você é minha embaixadora cultural.
Pode me contar tudo sobre a Índia.
- Quantas pessoas moram no país? - São 1,7 bilhão.
Um bilhão e setecentos milhões de pessoas.
Um território imenso, tantos dialetos. Como se entendem?
- Vibrações. - Vibrações.
Somos um país movido por elas.
Que vibração está captando de mim?
Levemente apavorante. Muito alto.
- Sou alto demais. - É.
Másculo.
Estou sentindo essa vibração.
O que eu preciso saber para o povo da Índia me aceitar?
- Como se diz "oi"? - Namastê.
Namastê, essa eu conheço.
E é certo me curvar para cumprimentar?
Está com as costas retas demais. É bem informal, assim.
Acha que eu exagerei?
Sabe os pássaros que têm mercúrio e que bebem água?
- Sei. - Eu faço assim.
Aí eu balanço e subo de volta.
- É bem simples. - É simples.
- Solto. - Solto.
- Namastê. - Nós já te amamos.
Pode tocar os pés da pessoa. É um sinal de respeito.
- Isso é sério? - É.
Por quanto tempo?
Faça só com os mais velhos que você.
Você não me avisou.
É uma ofensa tocar os pés de uma pessoa mais jovem?
Ofensa, não. É tipo: "Meu Deus.
É respeito demais. Não precisa."
- Não! - Não precisa.
- Precisa. Você é um amor. - Obrigada.
E não deveria importar.
Tentarei com você e só significa que eu a respeito.
- Obrigada, Conan. - Está bem.
- Exagerou. - Desculpe.
- Relaxe. - Está engraxando o sapato?
- É um toque rápido. - Estou pegando a pulsação.
Outro ato que eu quero te ensinar.
Vai ter que falar mais alto que esse homem buzinando
desde o dia em que nasceu.
Ele saiu de dentro da mãe e já estava buzinando.
Porque havia engarrafamento, Conan.
Eu tenho cinco irmãos. O canal estava engarrafado.
Longa e assustadora demais. Tudo bem, fale.
Um ato que todo indiano reconhece imediatamente.
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