نخستین 200 خط.
QUANDO AS ROCHAS FIXAM O HORIZONTE DURANTE MUITO TEMPO, TORNAM-SE
"PEDRAS DE ESPERA." QUEM SABE SE VÊM DO CÉU, OU SE NASCEM DA TERRA?
Chega desta, irmã.
Vamos para casa.
Não vamos para casa, sargento.
Vamos ficar aqui.
"Não vamos embora sargento, vamos ficar aqui."
Não, não!
Já chega.
Observámos o terreno um pouco. Vamos regressar.
Não haverá próxima, sargento.
Há sinais na vida que tem de aprender a ler na altura certa.
"Não haverá próxima, sargento."
Estava a dizer, sargento?
Sargento Tamisier.
Tam-Tam.
Não pode...
Sargento Tam-Tam. Como faz um gongo.
Então, prefere ouro.
Se o fizer feliz...
Sargento Tam-Tam.
Não é uma questão de prazer. É pelo hábito.
Neste país, os hábitos importam.
Sobretudo aqui.
Tem de passar pela porta certa.
Pois só ela leva à vida.
Digo o mesmo.
Felizes daqueles que a encontram, sargento.
Não pode entender.
Se tivéssemos vindo pelo caminho normal, já lá estávamos.
Com o carro.
Além disso, teríamos sido recebidos como os reis magos.
Quando penso que conheço um local agradável atrás das linhas...
Com uma capela, ventoinha, meninos de coro, comércio...
Até tem um bar. "Senhor, o piano
está a ficar gasto."
Rapaz!
Rapaz!
Aqui em baixo!
Aqui em baixo, mais perto!
São os ocidentais.
Disseram na enfermaria que ninguém tinha sobrevivido.
Tens de me ajudar.
Diz à minha mulher que ainda estou vivo, sim?
O que foi?
Não consegues falar?
Podes dar-me o papagaio?
Não se mexa.
Como te chamas, pequeno?
Como te chamas?
Onde fica a tua aldeia?
A tua aldeia fica longe daqui?
Deixe comigo, sargento.
Sargento. Com esta criança a guiar-me, já não preciso de si.
Pode regressar, se quiser.
Certo, de acordo.
Já há mártires suficientes. Mas sim, irmã, vamos.
Aonde vais?
Olá, senhor!
Olá, senhora!
Olá senhor, olá senhora!
Por favor, entre.
Entre. Permita-me.
Deixe-me fazer-lhe um chá.
Muito obrigada.
Aparecemos sem aviso.
Está muito fresco.
Tome um chá de crisântemos.
Sargento?
Acho que lhe estão a oferecer chá de crisântemos.
É delicioso, adoro.
Esta chávena é sua.
Obrigado.
Irmã, cheira um pouco como o cemitério, não?
Crisântemos, cena de morte...
É mais sensato do que chá verde com este tempo, sargento.
Nove... dez...
Dez. É mesmo no ponto.
É exatamente o que preciso.
Sargento!
Porque está aqui, em nome de Deus?
De pé!
Vem aí a aldeia toda.
Olá, senhora.
Olá, Sr. Oficial Francês.
Olá.
Olá, senhor.
Deixe que me apresente.
Eu sou o intérprete francês da aldeia.
Adiante. É irmã, não é senhora, irmã.
Eu sou o Coronel Tamisier.
Coronel?
Cinco galões!
Este ocidental é um mentiroso.
Oficial...
Apenas sargento! Vou apresentar-me.
- À vontade. - Ao seu serviço!
- Irmã, decida, fazemo-lo aqui? - Sargento.
Aqui tem! Este barulho
é a chuva de boas-vindas!
Senhor, o ocidental está a pedir a sua permissão
para fazer uma reunião com os aldeões.
Uma reunião para quê?
Ele diz que está a vender algo.
A vender o quê? É perigoso?
Perigoso? Deixe-me perguntar-lhe.
É perigoso?
Não, não.
Ele diz que não é nada perigoso.
Se não é perigoso, tudo bem. Convide-os a ficar.
Sim, sim.
Ele diz que não há problema. São bem-vindos.
Obrigado.
A casa é muito espaçosa, podem ficar aqui.
A casa é espaçosa. Não há problema nenhum.
Fique, senhor. Fique, senhora.
Venha, sargento.
Venha. Vamos chamar as pessoas.
Adeus, senhor.
Muito bem. Isto...
Aqui.
Como te chamas?
Tu.
Está bem.
Espera.
Monta isso para mim ali.
Gostas disso?
Espera.
Aqui, olha.
Tu, podes dizer-lhe para não tocar no armário?
Vamos, homem. Vamos pedalar um pouco.
Senhora? Pode trocar de lugar? É possível?
- Sargento. - Sim.
Temos de trocar de lugar, se percebi bem.
O que se passa?
Porquê, não me posso sentar aqui?
- Está bem. - Sargento Tamisier.
Sim? Sim, Tam-Tam, irmã, Tam-Tam.
Está avariado.
Estou a chegar, irmã.
Qual é o problema agora?
Não estamos bem aqui? O que diz o velhote?
Ele não quer que toque no armário.
Concordámos, irmã, fazemos isto no armário.
E qual é o problema?
Bem...
Bem, este armário é muito bonito.
Senhor?
Sim, sim...
Para isto,
precisamos de uma superfície lisa.
E quadrada, irmã, muito importante.
Jovem? Traduza, por favor.
Tente fazer com que entenda que não é para o irritar.
Estique noutro sítio, ou vai estragar o armário.
Diz-lhe isso por mim.
Porque não o estica noutro sítio,
em vez de usar o meu armário?
Lamento incomodá-lo, sargento.
Não faz mal. Já vou.
Obrigada.
Diga-me, irmã.
É verdade que trabalhava na alta costura de Paris?
Quem lhe disse isso?
Não sei, os oficiais, toda a gente.
O nosso passado já não nos pertence, sargento.
Então, é verdade?
Teve um desgosto de amor?
Foi à falência?
Se fosse enfermeira, entenderia, mas aqui...
Tornei-me pobre. Deve gostar disso, certo?
Porque os ricos, sinto que não gosta muito deles. Dá para sentir.
Sabe, era baterista em Paris, numa pequena banda popular.
Portanto, os ricos, os pobres, via-os na pista, há alturas
em que gostam de confraternizar.
Vá lá, sargento.
Ocupe-se do aparelho.
Cuidado, mirones. Vejam o que estão a fazer.
Onde se meteu o miúdo?
Vá, vamos. Afaste-se, irmã.
Desligas a lâmpada, por favor?
MARIA E JOSÉ CHEGAM A BELÉM
Vejam a Maria.
É incrível. Maria.
"Encontraste a graça de Deus, darás à luz um filho
a quem darás o nome de Jesus!"
"Mas o que farei, se não conheço nenhum homem?"
"Anjo. Não te preocupes, Maria, o Espírito Santo vai proteger-te...
Nada é impossível para Deus."
E aqui está o produto terminado!
Ele nasceu, a criança divina
E agora...
O Casamento em Canaã!
Irmã, acho que estamos prontos para o milagre.
Se calhar vou esticar o ecrã na cómoda.
Agora, vai chamar os teus amigos da aldeia.
Eles também gostarão de ouvir a palavra de Cristo.
Serão bem-vindos.
Posso ir chamar os aldeões?
Sim, vai.
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