نخستین 200 خط.
Esta série baseia-se no romance Sacred Games de Vikram Chandra.
Não pretendemos apoiar nem incentivar quaisquer atos ou relações exibidos.
Qualquer semelhança entre personagens e pessoas, locais ou grupos
é pura coincidência e não é intencional.
As-salamu alaikum, irmão. Fala Aalam.
Pronto.
As-salamu alaikum, irmão. Fala Aalam.
Pronto.
As-salamu alaikum, irmão. Fala o Aalam.
BOMBAIM
SEXTO DIA
As-salamu alaikum.
Irmão, fala Aalam.
Sim.
Irmão, onde devemos entregar a kalimiri?
Militar.
Quantos quilos?
Desligou.
Chefe...
Irmão. Fala Aalam.
- Onde devemos entregar a kalimiri? - Militar.
Quantos quilos?
Ele está a falar do Café Militar.
Depois, revela os outros detalhes.
Bom trabalho. Lindo.
Quase parece o Taj Mahal.
Isso é para vocês. Se for preciso mais, digam. Mandamos para vossas casas.
Diz-se que Shah Jahan queria fazer outro Taj Mahal
em frente ao que existe.
Com mármore preto.
Mas não conseguiu fazê-lo
porque mandaram cortar as mãos aos trabalhadores.
Às vezes, tem de ser.
UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
DÉCIMO TERCEIRO EPISÓDIO
Muito bem.
- De onde és? - Himachal.
Certo.
Podes ir.
Eu telefono-te.
Continuas com a mesma vida.
Antes, usavas burca para atender clientes na prisão, e hoje também vieste de burca.
Minha senhora, por favor, salve-me.
Minha senhora?
Isso soa tão mal dito por ti.
Jojo, o Gaitonde vai matar-me.
Tu querias ganhar asas e voar alto.
Agora que te aproximaste do Sol,
tens medo de te queimar.
Estava com medo.
És atriz graças a ele.
Hoje em dia, és famosa.
Não querias voar alto?
Ele julga-se Deus.
Como me ajudou a ser atriz, acha que é meu dono.
Que tenho de ir ter com ele quando quer. Tenho uma reputação a manter.
Reputação? A sério?
Basta ele telefonar-te uma vez, e ficas neste estado.
Ajuda-me?
Porquê? Os outros não te ajudam?
Aqueles que ajudaste
a tentar matar o Gaitonde?
Eles não o mataram.
Que ajuda queres?
Veja.
O que é isso?
O passaporte em nome de Jamila.
Todos os documentos. A minha antiga vida.
Lembras-te da tua antiga vida?
É para o caso de precisar.
Também não conseguiu deixar a sua antiga vida para trás.
Ainda tem a fotografia da Mary.
Nesta indústria, há muito falatório.
Nas revistas,
nos artigos insinuativos...
Mas todas as pessoas do meio sabem.
A festa de apresentação da Mary...
...do filme dela.
- Antes de ela se lançar do terraço... - Jamila!
LAR DE JOJO E MARY
Não tinhas uma reunião hoje com o Manu Gaba?
Já foi.
- Como correu? - Muito bem.
- Sim? - Dá-me um papel. Mas tenho de me despir.
Quando formos atrizes famosas, obrigamos esses paspalhos a despir-se.
E se não formos famosas?
Tu vais ser, de certeza.
És tão bonita!
- Achas? - Acho.
E não sou graciosa?
És divina.
Só por isso, Jojo, hoje tens direito à massa especial da Mary.
Minha querida Mary, surpresa!
- O que é? - Abre.
É uma pulseira igual à daquela atriz!
Obrigada!
Vá, vai-te embora.
Você traiu a Mary.
Não me faça o mesmo.
Bunty?
Mandei-lhe três raparigas vestidas de dominatrix.
Só aí é que me deu o teu número.
Diz que estás num ashram fora da Índia.
Agora és monge?
A penitência que suportei por tua causa...
E, mesmo assim, estavas longe de mim. O que querias que fizesse?
Largas isso, se for ter contigo?
A Índia emitiu um mandado internacional para me abater mal seja visto.
Tenho de me contentar com a vida de asceta.
Perdoa a Jamila. Ela não sabia a merda em que se estava a meter.
Está bem, eu perdoo.
Só isso?
Bastou que me pedisses.
Já agora, porque a estás a defender?
Estou a pagar uma dívida.
Eu traí uma pessoa.
Quem?
Porque queres saber?
Não te tornaste monge? Concentra-te nisso. Tenho de trabalhar.
Ouve...
Manda vir comigo uma última vez.
Chama-me maricas.
"Última vez" como? Vais morrer a sério?
Sabe-se lá quando a peregrinação vai acabar.
Não sei... se voltarei a falar contigo.
Tu és tão dramático! Vem para Bombaim, ajudo-te a ser ator.
Porque não falaríamos outra vez?
Posso telefonar-te.
Não vou atender... a tua chamada.
Ai sim? Até o teu papá virá.
Tenho de desligar, adeus.
Maricas.
Quando me vim embora, ficaste à mercê da Sra. Yadav, não?
Assim que te vieste embora, também fugi.
Quando conheceste a Sra. Yadav?
Ela ama o seu país.
Por isso, pediu-me que trabalhasse com ela,
para o bem do país.
Tu não amas a Índia?
Claro que amo.
Mas temos noções diferentes de país.
Para ela, país é aquilo que existe atualmente
e o que existirá no futuro.
Mas, para nós, esse conceito engloba
o passado
e aquilo que poderia ser hoje.
E o que um dia, certamente, será.
E o que será?
Satya Yuga.
Período védico.
A vida no ashram girava em torno da ideia de Satya Yuga.
Para entrar nessa era, era preciso fazer sacrifícios.
Suportar tormentos, dores e fome. Tudo isso eram formas de sacrifício.
Nem no inverno os filhos da puta nos davam um cobertor.
Havia muita comida, mas era intragável.
Mas ninguém se importava com isso
porque havia muito Gochi grátis,
a melhor droga do mundo.
Ao poucos, começara a entender o que o Guru-ji dizia.
Ele estava a escrever um livro relacionado com aSatya Yuga.
Disse que revelaria tudo na altura certa.
Só os puros conseguiam entrar na Satya Yuga.
E o Guru-ji testava a nossa pureza com um jogo de dados.
Quatro.
Se fôssemos puros, saía o número quatro.
Mas, a mim, isso nunca acontecia.
Dois.
Mas continuas dinâmico.
Havia muitas formas de nos tornarmos puros.
Uma delas era controlando a dor.
Outra era gritar de revolta.
Também podíamos conter a nossa luxúria.
Consideramos o sexo uma espécie de fome.
A fome implica necessidade,
desejo.
Também necessitamos de respirar,
mas isso não implica desejo nem violência.
Temos de conseguir que o sexo seja tão simples como o ato de respirar.
Façam amor com a alma.
O sexo não é mais
do que uma troca de energias.
Pratiquem-no como se fosse um exercício,
e ele tornar-vos-á puros.
Vi a Batya verdadeiramente pela primeira vez
na sessão de luxúria e Gochi.
Ela era a pessoa mais próxima do Guru-ji.
E eu queria substituí-la.
Gaitonde.
Quem sabe da nossa rota de droga?
Ninguém.
Não mintas.
Estão a confiscar as nossas remessas.
Talvez seja...
...a Sra. Yadav.
Talvez seja?
Já sentira ódio muitas vezes, mas nunca sentira ciúmes.
Nunca sentira uma ligação tão forte como a que sentia com o Guru-ji.
Nem com os meus pais, nem com a Kukoo ou a Subhadra. Nunca sentira aquilo.
Mas o Guru-ji tinha uma ligação especial apenas com a Batya.
Já tenho um nome para o livro.
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