Cosmos: Possible Worlds - First Season

Cosmos: Possible Worlds - First Season

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فصل 1

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Cosmos Possible Worlds S01E04 Vavilov iNTERNAL 720p WEBRip x264-CAFFEiNE[eztv]
Cosmos Possible Worlds S01E04 Vavilov [1080p x265 10bit FS90 Joy]
ناشر Stravouguine
Legendagem traduzida do Inglês por Manuel Matias

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تاریخ انتشار: 2020-05-21
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نخستین 200 خط.

Ser-se humano tem sido conhecer o tormento da fome.

Houve uma vez um homem que sonhou que, através da ciência,

se poderia fazer um mundo onde ninguém jamais pereceria de fome.

E a escassez não mais existiria.

Ele legou-nos um tesouro como cumprimento dessa promessa,

mas enfrentou uma escolha terrível num momento de acerto de contas:

mentir sobre a Ciência e viver,

ou dizer a verdade e enfrentar uma morte certa.

Durante o primeiro par de centenas de milhares de anos em que

fomos humanos, éramos vagabundos a viver sob as estrelas.

Colhíamos vida vegetal e caçávamos animais

até há uns 10 ou 12 mil anos atrás,

altura em que os nossos antepassados inventaram uma nova maneira de viver.

Pensem nesses génios que primeiro perceberam que,

dentro das plantas que forrageavam,

estava um meio de fazer outra planta.

Uma semente.

Essa descoberta conduziu à escolha mais decisiva que a nossa espécie alguma vez fez...

Podíamos continuar a vaguear em pequenos grupos...

Ou... podíamos assentar para cultivar e colher a nossa comida.

Isto exigia sacrifícios por recompensas que só viriam muito mais tarde.

Pela primeira vez, nós estávamos a pensar no futuro.

É claro que estas decisões não foram tomadas num único momento...

Desenrolaram-se ao longo de gerações.

Isso parece ter sido há muito tempo em termos da escala humana

mas, na grande escala do tempo cósmico,

foi há menos de meio minuto.

Este Calendário Cósmico comprime os últimos 13 800 milhões de anos

desde o Big Bang num único ano civil terrestre.

A meia-noite do dia 31 de Dezembro é agora mesmo.

Cada mês é um pouco mais de mil milhões de anos.

Cada dia, um pouco menos de 40 milhões de anos.

E todas as maiores realizações da humanidade se desenrolaram

nos últimos dois minutos do tempo cósmico,

tão novos como isso somos no Universo.

Os nossos antepassados começaram a domesticar animais e

plantas há menos de 30 segundos no Calendário Cósmico.

Pela primeira vez, os vagabundos estavam a instalar-se

e a construir coisas para durar mais do que uma única estação.

Atreveram-se a tocar no futuro.

A sua torre de Jericó continua de pé.

Terá sido uma torre de vigia para proteger a cidade dos invasores?

Ou apenas uma forma de ficar mais próximo das estrelas?

Foram precisos 11 000 dias de trabalho para construi-la,

algo que só poderia ser possível com os

excedentes alimentares que a agricultura proporcionava.

Esta é a mais antiga escadaria do mundo.

Já tinha 5 000 anos quando foi construída a primeira pirâmide Egípcia.

Subi-la é seguir as pegadas de 300 gerações.

Não é espantoso que pessoas que mal tinham deixado de deambular,

tenham sido capazes de criar algo de tão permanente?

A dieta rica e variada dos caçadores-recolectores,

de plantas, insectos, aves e outros animais, foi substituída.

Os habitantes das cidades subsistiam, em grande parte, com algumas colheitas de hidratos de carbono.

E quando as chuvas não chegavam ou um fungo atacava o grão,

havia fome em grande escala.

Escassez!

A escassez provocada pela seca e pela má gestão colonial Britânica

na Índia, no século XVIII, matou dez milhões de pessoas.

Na China, durante os períodos de escassez do século XIX,

mais de 100 milhões de pessoas pereceram.

A Grande Fome na Irlanda,

resultado também da política imperial Britânica,

matou à fome um milhão e

forçou outros dois milhões a fugir do país em busca de um modo de vida.

A seca e a pestilência Brasileiras de 1877 podem-se-lhe comparar...

numa única província , mais de metade morreu de fome.

Continuam por contar os mortos devidos às fomes que assolaram

a Etiópia, o Ruanda e o Sahel, em África.

Durante um par de milhares de anos,

desde que há registos conservados, algures na Terra,

pessoas, em grande número, passaram fome.

Poderia a agricultura tornar-se uma ciência com uma teoria preditiva tão fiável como a da gravidade?

Uma ciência que pudesse produzir, consistentemente, estirpes capazes de resistir à seca e às doenças?

Agricultores e pastores sabiam as vantagens de, preferencialmente,

seleccionar os espécimes mais resistentes para cruzamento,

de forma a produzir um híbrido mais bem sucedido.

Isto era conhecido como selecção artificial.

Mas o mecanismo de como esses traços eram passados para

as gerações seguintes permanecia um mistério completo.

Esta é a Down House,

a casa de Charles Darwin, onde ele viveu com a sua mulher,

Emma, e os seus dez filhos.

Ele não era o patriarca Vitoriano autoritário.

Era, pelo contrário, um pai terno e amoroso que se deleitava

com as momices dos filhos.

Este é o jardim que ele plantou.

Este lugar é um cenário estranhamente bucólico para o mais

influente revolucionário da história do pensamento.

Mesmo agora, há pessoas que têm medo da sua ideia.

Charles Darwin descobriu que as espécies, incluindo a nossa,

evoluem ao longo do tempo através de um processo de selecção natural.

O meio ambiente recompensa aqueles que melhor se adaptam às suas realidades cambiantes

com a sobrevivência e com novas gerações de descendentes.

Darwin desmistificou a realidade externa da vida...

mas ninguém tinha ideia de quais eram os mecanismos internos da evolução.

Naquele mesmo momento, um abade de um mosteiro rural

no que é, agora, a República Checa estava a tentar tornar-se num professor de ciências.

Gregor Mendel chumbou no seu exame de qualificação duas vezes.

A única saída que se lhe abria para a carreira era a de se tornar professor substituto.

Por isso, nos seus tempos livres,

ele dedicou-se ao estudo da ervilheira.

Criou dezenas de milhares delas,

examinando cuidadosamente as suas alturas e formas

bem como a cor das suas vagens, as suas sementes e flores.

Mendel estava à procura de um teoria preditiva da reprodução

para que se pudesse, por antecipação, saber exactamente o que

se vai obter quando se cruza uma planta alta com uma planta baixa,

ou uma ervilha verde com uma amarela.

Mendel descobriu que se obtém uma ervilha amarela todas as vezes.

Não tínhamos uma palavra para o poder do amarelo sobre

o verde até Mendel a cunhar.

Ele chamou-lhe qualidade "dominante".

E para sua grande satisfação, descobriu que poderia prever o que

iria acontecer na geração de ervilhas seguinte.

Uma em cada quatro seriam verdes.

Mendel nomeou o atributo oculto que aparece na colheita seguinte: "recessivo".

Havia qualquer coisa, a que ele chamou "factores",

escondida dentro das plantas, que estava na origem das suas características particulares.

E funcionavam segundo uma lei que Mendel pôde descrever

com uma equação simples. Como com a gravidade...

Charles Darwin e Gregor Mendel não o sabiam,

mas os dois cientistas estavam a decifrar o misterioso

funcionamento da vida no mesmo preciso momento.

Darwin apresentou as provas de uma unicidade com toda a vida:

― que, apesar das nossas pretensões a um nascimento místico superior,

éramos, na verdade, parentes dos outros animais e vegetais,

tão parte do mundo natural como qualquer outro ser vivo.

Mendel descobriu que existiam leis que regiam a

forma como as mensagens da vida eram transmitidas.

O professor substituto tinha inventado um campo completamente novo da ciência.

Mas, durante 35 anos, ninguém reparou.

Ele morreu sem nunca saber que o mundo viria a vê-lo

como um gigante na história da Ciência.

O trabalho de Mendel foi ressuscitado no início do

século XX e não teve defensor mais empenhado

do que o zoólogo Britânico William Bateson.

Foi Bateson quem deu o nome ao novo campo da ciência dedicado

ao estudo desses 'factores':

Genética.

Bateson e os seus os colegas trabalharam no desenvolvimento

de novas raças de plantas e animais.

Ele acreditava que ciência e liberdade eram indissociáveis

e era assim que dirigia o seu laboratório.

Nikolai Ivanovich Vavilov,

um botânico visitante da Rússia,

levou profundamente a peito o credo de Bateson.

Ele queria usar o novo campo da genética para aprender

como alimentar o mundo.

Ele estava em lua-de-mel... mas a ciência era a sua paixão.

Ainda em criança, Vavilov tinha um sentimento de urgência.

"Muito pouco tempo, muito para fazer", era o refrão da sua vida.

Como poderia ele saber o que estava para vir?

A ideia de que o nosso planeta é um organismo único,

tem contornos de sentimentalismo oco para muitas pessoas.

Mas é justamente um facto científico.

Algo está prestes a acontecer, aqui, no remoto Sul do Peru,

no ano de 1600, no dia 19 de Fevereiro, às 17h00.

Multidões desprevenidas e capitais estrangeiras distantes

nunca chegarão a saber como é que este acontecimento deu a volta ao mundo

para os atormentar e matar.

Esta mistura terrível de ácido sulfúrico e cinzas vulcânicas

irá dificultar a chegada dos raios solares à Terra.

Parte da luz solar será absorvida aqui, na estratosfera.

A erupção do vulcão Huaynaputina permanece, até aos dias de hoje,

a maior explosão da América do Sul desde que há registos históricos.

O Inverno está a chegar.

Um Inverno vulcânico.

Para o povo Russo,

ele trouxe o pior Inverno em seis séculos.

Durante dois anos, até mesmo as temperaturas de Verão desceriam

abaixo de zero durante a noite.

Dois milhões de pessoas, um terço da população da Rússia,

morreria à conta da escassez resultante.

Levou à queda do Czar Boris Godunov...

e tudo por causa de um vulcão que entrou em erupção a 13 000 km de distância, no Peru.

Esta não foi a última escassez de alimentos na história da Rússia.

A seca e a escassez ocorrem com frequência.

Mas foi só quase três séculos mais tarde,

em 1891, que a magnitude do sofrimento voltou a ser tão horrível.

O Inverno chegou mais cedo nesse ano e as colheitas perderam-se.

O Czar Alexandre III foi lento a responder.

Os comerciantes russos ricos continuaram a exportar cereais com

lucro, mesmo com milhões de pessoas a passaram fome.

Tudo o que o Czar tinha para oferecer aos seus súbditos famintos era "pão da fome",

uma mistura miserável de musgo, ervas daninhas, casca de árvores e cascas de vegetais.

Meio milhão de Russos pereceram

enquanto a aristocracia e os ricos festejavam

com morangos frescos do sul de França e natas de Inglaterra.

A Revolução Russa não explodiria nos 30 anos seguintes,

mas muitos historiadores acreditam que esta fome

foi a faísca que acendeu o seu longo rastilho.

Ela irá marcar muito profundamente o herói da

nossa história, Nikolai Vavilov.

Esta é a família Vavilov.

Os pais tinham nascido pobres, mas trabalharam para

se içarem até à classe média alta.

Todos os quatro filhos se tornaram cientistas quando cresceram.

Sergey tornou-se Físico.

Nikolai cresceu para ser botânico.

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