نخستین 200 خط.
Estão a entrar num reino
entre o clandestino e o esquecido.
Uma corrente de ar apanhada entre canais,
o museu secreto da humanidade,
a biblioteca privada das sombras,
tudo a ocorrer num palco forjado pelo mistério
e apenas encontrado numa frequência captada entre a lógica e o mito.
Estão a entrar no Paradox Theater.
O episódio de hoje
é A Vastidão da Noite.
A ENTRAR EM CAYUGA NOVO MÉXICO - POP. 497
Vais ao jogo com a família?
Não, vou só eu.
A Patricia está com as crianças em Hobbs.
Em Hobbs?
Ainda bem que não jogamos contra eles.
Tens toda a razão.
Vemo-nos no jogo.
ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAYUGA
Não quero acender o próximo cigarro.
Tenho aqui um que serve.
- A Sra. McBroom procura-te. - Porquê?
Não sei. Eu estava a jantar.
A irmã da Ingrid estava a tratar de ti.
- Não estava nada. - Estava.
No carro dela com a Millie, quando por lá passei.
Por amor de Deus, o que foi aquilo?
Acho que foi por isso que chamaram.
Faz-me sentir melhor, Benny.
- Faz-me sentir melhor. Isto não é bom. - O Arlo está a tentar perceber.
Da última vez, foi um esquilo que roeu um cabo.
O cabo ainda estava na boca do esquilo... do esqueleto.
É das luzes ou da parte elétrica? Com a luz a tremer, não dá.
- Não sei, estava a jantar. - Quantas vezes vais dizer isso, Benny?
Ora... Sam, que raio se passa aqui?
- Não sei. Está a piscar. - Certo, vamos lá ver.
- Não tinha nada para testar. - Vamos lá perceber. Liga.
Está bem.
Cuidado. Se apanhares um choque, os teus pelos param de crescer
e nunca mais sais com uma miúda. - Chega!
Vai procurar a Sra. McBroom.
Está bem, mas não gosto desse tom, Sam.
Se piscar quando começares a gravar,
deixa de gravar ou chamo um dos irmãos Buell
para dar cabo de ti. - Everett!
- Everett! - Pois.
A Sra. McBroom está à tua procura.
O Renny está na bancada com a trompa.
Eu sei. O Benny disse-me. O que quer ela?
Não sei. Anda por aí a perguntar a toda a gente: "Onde está o Everett?
Viram o Everett? Quando chega o Everett?"
Isso não me diz nada. Vai-te lá sentar com a trompa.
Aliás, dá-ma.
Tem um problema. Eu toquei trombone.
Everett, posso levar-te o meu gravador para me mostrares como funciona?
Não sei o que disseste, mas parecias um rato a ser comido por um texugo.
- Dá-ma. - Levo-te o gravador
para me mostrares como funciona?
- Sim, Fay. Renny, agora. - Ótimo!
- Porquê? - Atira, Renny.
- Não estragues. - Achas?
Atira lá. Vamos.
- Isso mesmo. - Aonde vais?
- Everett! - Adeus, Renny.
Everett, o Arlo pediu-me que te chamasse.
Porquê? Onde está ele? Para quê? Para onde?
Está nas bancadas. Não sei o que quer.
Não me dizem nada.
Não me dão ouvidos. Ele só me disse: "Chame o Everett."
Não sei o que se passa. Acabei de chegar. Não posso ajudar.
- Tenho o programa às sete. - Eu sei.
Ele não me dá ouvidos.
Vai tu dizer-lho.
Eu disse-lhes para desligarem a eletricidade durante o tornado,
mas eles não me ouvem.
Da última vez, foi um esquilo
que roeu o cabo.
- O esquilo ainda tinha o cabo na boca. - Sim, o Benny disse-me.
E uma ratazana roeu o cabo do marcador.
- Sabias disso? - Não, não sabia.
Uma coruja fez um ninho no sótão da biblioteca
e havia vários ossos de bichos espalhados
onde guardávamos os fatos da banda.
A Helen Trank tinha um crânio de morcego no bolso.
- Calma! - O que fazem aqui?
Não! Espera! Fui eu.
Arlo, sai daqui. Já!
Calma.
O que faz o Everett aqui?
Disseste-me para o chamar.
- Não disse. - Disseste, sim!
- Não disse. - Disseste-me para o chamar.
Disse para chamares o Emmett, não o Everett.
- O Emmett. - Perguntei-te, especificamente,
se querias o Everett da rádio.
O Emmett não trabalha na estação de rádio?
Não, o Everett é que trabalha.
Arlo, se não precisas de mim, vou-me embora.
O Emmett nunca trabalhou na rádio?
Não, só eu.
O Emmett trabalha na Santa Mira Mills. É eletricista.
Espera lá.
- O Emmett trabalhou na rádio. - Não!
- Espera. - Disseste-me para o chamar.
Gravamos por cima do último jogo?
O Renny quer a trompa de volta.
Eu sei. Foi por isso que lha tirei.
- Trouxeste o rolo? Porque... - Usa o mesmo rolo para todos os jogos.
Está na parte de trás do gravador. Eu mostro-te.
- Vais dar a trompa ao Renny? - Se ele parar de me dar chatices.
Alguém tem de lhe dar umas palmadas.
- Fay, era agora? - Sim, pode ser?
- Podes andar? - Sim.
Então, vamos andar.
Deixa-me ver só isto para eles.
Encontrei. Usamos o mesmo rolo da última vez?
O mesmo para todos os jogos.
Vai acabar por cruzar informação.
Certo? Não vai?
- Lês a Bíblia, Sam? - Sim.
Eis a tua resposta.
- Resposta a quê? - A tudo.
- Mas isso... - Sim, vai acabar por cruzar.
Ninguém vai comprar uma cassete para cada jogo.
Se há problema, peço ao Sr. McKean. Talvez ele compre umas novas,
mas isso agora não faz diferença.
Se a luz faltar, paras de gravar.
- Não compro outro ao Sr. McKean. - Já disseste isso.
Conta lá.
Então? Porque tiraste a trompa ao Renny?
Não sabia que pertencias à banda.
- Porque não estás a tocar? - Não posso tocar.
Trabalho nos jogos para a Ruth os ver, pois o Greg entrou na equipa.
Porque tens a trompa do Renny?
Porque ele precisa de ser castigado por ser o Renny.
A sério? Então e a Rita Cope ou a Winifred?
A Winifred trabalha e a Rita Cope desistiu.
- Agora, trabalha na Zeb's. - Fala-me lá dessa lancheira.
- É da Westinghouse? - Como mandaste.
- Onde compraste? - No catálogo da Montgomery Ward.
Mostra lá. O que gravaste?
Nada ainda.
Não queria estragar nada.
- Não gravaste nada? - Não, não queria estragá-lo.
Tens um gravador novinho em folha
e não tens curiosidade para carregar num botão?
Estou muito curiosa, mas não...
- Estou nervosa. - Tem pilhas?
- Sim. - Põe a gravar.
Tira o microfone.
Vês as rodas a girar?
- Sim. - Então, fala.
- O que digo? - Tenta isto.
Levanta a mão direita.
Diz: "Não sou nem nunca fui
membro do partido comunista."
"Não sou nem nunca fui membro do partido comunista."
"Em Dodge City e no território a oeste..."
"Só há uma forma de lidar com saqueadores e assassinos,
com o Serviço de Delegados dos EUA e o cheiro a pólvora.
Patrocinado por filtros da L&M."
Isso. Queres ouvir?
- Sim. - Muito bem.
Coiotes!
Eles conhecem-me. Sou o Everett.
Gosto daqueles tipos.
- Fala a Fay Crocker. - Não está a gravar nada.
Eu sei, mas nunca segurei num microfone.
- Estou a treinar. - Não te disse para treinares.
- Disse para te calares. - Não me calo.
- O gravador é meu. - Atenção.
Boa! Tens de ser assim quando estamos a gravar.
Foste a rainha de Cayuga. És a Fay 500 Watts.
Fala a Fay Crocker.
Fala a Fay Crocker.
Até agora, nunca tinha segurado num microfone.
"Só há uma forma de lidar com saqueadores e assassinos..."
Não é giro?
- É muito giro. - Põe a gravar, outra vez.
- A minha voz é mesmo assim? - Sim, é.
És mesmo a rainha de Cayuga. Grava.
- O que vamos gravar? - Calma, Clyde. Há muito para dizer.
Anda, segue-me.
Estou aqui com a Fay Crocker,
trompista e perita em gravações da secundária de Cayuga.
O que nos queres contar sobre ti, Fay?
Não sei.
Vá lá, está a gravar.
- Toca a fazer uns biscoitos. - Sou a Fay...
Espera. O que significa isso?
Significa que está a gravar.
Toma um cigarro. Todos fumam quando têm um microfone.
Não quero fumar.
Tranquila. É só uma coisa para segurares.
É como um adereço. Dá-te confiança.
Dá-me a trompa.
Ninguém pode levar a minha trompa.
- Porquê? - Se cair, tenho de a pagar.
- É da escola. - Tudo bem. Anda.
Bacon, 940.
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