Niyazi Gül Dörtnala

Niyazi Gül Dörtnala

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تاریخ انتشار: 2021-01-15
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نخستین 200 خط.

Chega, Niyazi. Os baldes estão cheios.

Deus te abençoe. Ela não dava leite há dez dias.

Falas com ela, e abre as comportas. Como é que vocês se entendem?

Ela tem ouvidos. Só temos de falar a língua dela.

Bravo, neto!

Niyazi! Niyazi... Ajuda-me. O meu filho enfiou um ovo numa galinha!

- Despacha-te, Niyazi! - Rápido.

Aquele rapaz vai ser um grande veterinário.

Há de estudar para isso, se Deus quiser.

Vai ser um veterinário de fato e gravata.

Meus caros, na vossa carreira como veterinários,

encontrarão muitos desafios,

como terem de tranquilizar um animal selvagem.

E o que usamos para isso?

Cloridrato de metadona. É um medicamento comum, como sabem.

- Pode ser usado em qualquer animal? - Por exemplo?

- Galinhas. - As galinhas são selvagens? Não se riam.

Alguma vez viu uma galinha armada em Rambo, a atacar pessoas na floresta?

Não se riam. Qual era a regra de ouro?

"Não injetar metadona em gado." Porquê?

O fígado tem dificuldade em excretá-la, pelo que pode contaminar a carne.

Hoje, o nosso convidado é um urso. Ursus arctos.

Os ursos podem atingir um peso de 800 kg.

Foi visto um com uma tonelada perto de Artvin.

O animal está em sofrimento há anos.

Foi colocado em cativeiro e obrigado a imitar senhoras a ter piripaques,

ou a dançar ao som da pandeireta, como objeto de entretenimento.

O desgraçado foi sujeito a um treino de respostas condicionadas.

Depois da aula, Metin, o dono dele, irá connosco levar o nosso amigo

até ao parque natural onde ele será feliz.

Porque é que o Homem não gosta de ursos?

Bem, são sensíveis, amáveis, têm o dom da empatia...

Professor, como assim, "sensíveis e amáveis"?

Ligam sempre em datas especiais. Por amor de Deus.

Vocês, troquem de lugar. Não estão atentos.

Portem-se bem, como este urso. Olhem para ele, tão bonzinho.

- Credo, o que se passa? - Zarife!

- Não lhe toque, professor. - Metin, segure o animal.

Calma. Senta-te.

Presumo que nunca tenha trabalhado com ursos, professor.

Claro que trabalhei. Já tive uma frutaria com um.

Se não estão a ouvir, saiam. Estamos aqui para falar de ciência.

Agora, tomem nota. Não aconselho a administração de medicamentos.

E porquê?

Abordo a questão no meu livro, Ser Um Animal com Animais.

O sedativo natural Indolência 1 é perfeito para isto.

É uma mistura à base de raiz de funcho e não faz mal aos animais.

E a excreção do fígado é fácil. Vamos a isto, Metin.

Plantas? O urso não vai lá com isso.

É preciso uma garrafa de vodca para o adormecer à noite.

- Vodca? - Sim.

Dá vodca ao animal? Segure-o.

- Zarife, relaxa. - Muito bem.

Não custa nada.

Cuidado, ela não gosta que lhe mexam por trás.

Está tudo bem. Pronto, já está. O que isto nos diz?

A ciência é uma demanda interminável, à qual nem um urso selvagem pode escapar.

Zarife! Professor, atrás de si!

Zarife, para! Enlouqueceu. Para!

- Controle o animal! - Sim, mas como?

Agora apanhou-me! Chamem a polícia. Segurança! Fujam!

UNIVERSIDADE EGE FACULDADE DE VETERINÁRIA

Eu zango-me contigo, Zarife!

Sim, senhor governador? O pato está a chorar? O que posso fazer?

Eu vou aí. Sra. Naciye está aí? Vou a caminho.

Veja, Dr. Niyazi. Um maluco qualquer atirou contra ele.

Valha-me Deus. Como se ele fosse uma ave de caça.

Desculpe? Se fosse uma ave de caça, já não havia problema, era?

Não. Acho que não me expliquei bem.

Devia ter vergonha.

É uma vergonha para o departamento,

para os professores, para a faculdade,

para as suas fitas de finalista, para o seu traje académico!

- É uma vergonha completa, Niyazi! - Maldito seja quem o alvejou.

Foi um lapso de linguagem. Meu Deus, errar é humano.

Não me venha com essa.

Não me fale de ser humano. Se eles são humanos, eu não sou.

- Sou um animal. E o professor também. - Também sou.

- E você? - Sim, também sou.

Ótimo. Somos todos animais. Que é feito do projeto do refúgio?

O ministério aprovou. Como aprovaram, não financiam.

- Então? - Temos de arranjar um patrocinador.

- Hoje em dia, quem dá dinheiro? - Alguém há de dar!

Têm de encontrar alguém.

- Vamos encontrar. - Sim.

Estão na reta final.

O número dez, Night Sultan, continua à frente.

O número dois, Shah Rza, vem por fora. Estão muito próximos.

Os dois puros-sangues estão taco a taco, mas Night Sultan segue à frente.

Mas Shah Rza, por fora, triunfa sobre o rival.

E a corrida é ganha por Rza Kabakoz, dono do cavalo vencedor, Shah Rza.

Caramba.

Não é como os leilões, pois não, Sultan Sahmerdan?

Vamos, antes que sejamos expulsos pelo mau-cheiro, Süleyman.

Para trás.

Perdeste a corrida. Queres ganhar no amor?

O meu pedido de casamento continua válido.

Comeste salada russa suficiente, Rza Kabakoz?

Quando te deixei, só faltava o Serdar Ortaç naquela piscina.

Sultan, ouve...

"Estava bêbedo, fui uma besta." Mais alguma coisa?

Isso é passado, juro. Perdoa-me. Dá-me outra oportunidade.

O nosso romance é colossal. Os outros amam, nós veneramos.

Estamos loucamente apaixonados.

Para mim, és apenas um rival que eu quero derrotar.

Vou vingar-me da derrota de hoje no Aegean Derby.

Apostamos.

Se ganhares,

a minha fazenda, os meus cavalos, será tudo teu.

Deixo-te em paz e saio da cidade.

E se ganhares?

Serás minha. Serás a minha mulher.

- Estás com medo? - Imenso.

Medo que sejas tão parvo ao ponto de ainda não me conheceres.

Aceito a tua proposta. Süleyman, vamos.

Ela aceitou. Mahmut, ela aceitou.

Começa a preparar o casamento. Já!

- Olá, Ferruh. - Olá, Niyazi. Seja bem-vindo.

O que tens feito?

Vou mostrar-lhe uma coisa que o vai deixar de boca aberta.

- Espero que resulte. - Olá. Tudo bem, professor?

Tudo bem.

Nunca pagas. Pelo menos, não escolhas o mais caro.

- Diz que ganho um brinde. - Tretas. Já levaste 50 e nada.

Tu comes e eu pago.

Não tenho culpa, Ferruh. Queixa-te à empresa.

Está aqui. Telefone para queixas, vês?

Não te assustes. Nem tu, Mestan.

Kemal, nós habituámo-nos a ti. Também te podes habituar a ele.

Como me posso habituar a este minidragão?

Olha para ele a exibir-se, como se fosse uma grande coisa.

Espere até ver isto, Niyazi.

- Que tal? - Fantástico.

Se chamares o músico Ankaral Namk, ele começa a tocar

e consegues pôr o animal a fazer a dança do ventre.

Que vergonha, rapazes. Pensa como um animal.

Ele desenvolveu esta caraterística como um mecanismo de defesa,

e usas isso contra ele? Tinha-te em melhor conta, Ferruh.

É uma tortura para o animal.

- Põe na conta. Pago no fim do mês. - Está bem, professor.

Sra. Sultan, há antigos campeões a participar no Aegean Derby.

- Então seremos os campeões dos campeões. - Com o Night Sultan?

Claro, com o Night Sultan.

Vamos ganhar com o presente do Rza. Vencê-lo no jogo dele.

Aquele cavalo não consegue ganhar sem drogas. É impossível.

Traz-me o melhor veterinário do país.

- Nós já... - ... temos os melhores, não é?

Encontra o melhor dos melhores.

Vale a pena arriscar o seu nome numa corrida destas?

Sim. Se for para acabar com o Rza Kabakoz.

Vamos vencer o Aegean Derby, Mahmut.

Avisa os homens das cavalariças. Não quero erros!

Temos de ganhar a corrida. Serve-me um uísque, Mahmut.

Aqui tem.

Sultan, ao nosso amor.

Tenho tudo, Mahmut. Tenho cavalos, tenho armas,

mas onde está a minha mulher, Mahmut?

Sou um gangster de segunda? Sou um gangster de meia-tigela?

- Claro que não. - Atira essa garrafa ao ar, Mahmut.

Sr. Rza, mandei mal.

Está tudo bem, Mahmut. Não me dês graxa.

Chama-se gravidade.

Isto é um mal do coração Nenhum medicamento o pode curar

As tuas palavras de conforto Não servem de consolo

O meu amado é que tem a cura Não tu

Não percas o teu tempo

Gevrek, vai à porta.

Depressa, Gevrek! Vai à porta, querido.

- Olá, Hediye. - Bem-vindo, Sr. Niyazi.

Seu malandro. Estou cansado, rapaz.

Obrigado.

- Como estás, Hediye? - Bem, Sr. Niyazi. A trabalhar.

Ótimo. Meu Deus.

Isto é um mal do coração Nenhum medicamento o pode curar

As tuas palavras de conforto Não servem de consolo

O que é isto? Foste tu que lhe ensinaste isto?

- Sim. Disse-me para o pôr a falar. - Isto é forma de o pôr a falar?

Uma vítima do destino. Porque será que arrancou as penas?

- Não pode ser, Hediye. - Não grite comigo.

Já tenho muito que fazer sem ensinar o papagaio.

Digo às pessoas que trabalho na Arca de Noé.

Limpar esta casa é um pesadelo. Hoje pisei as tartarugas duas vezes,

os ouriços picaram-me os tornozelos, havia pelo de cão na minha comida.

Não me provoque, que ainda digo algo de que me arrependa.

- Proíbo-te de falares assim comigo! - Não, eu é que o proíbo!

Depois de tantos anos, continua a portar-se como um ditador.

Posso ser sua empregada, mas não sou sua escrava.

Quem disse que eras? Que conversa é essa?

Comporto-me como um ditador? Estás a falar com um professor.

Não sei do que estás a falar!

O que foi? Conseguiste enervar-me.

- Estás a rir-te de quê? - Professor, olhe para a sua gravata.

Está toda torta.

Realmente. Endireita-a lá. As mulheres percebem destas coisas.

- Fazes-me perder a cabeça. - Pronto.

- Mudou de aftershave? - Não, uso sempre casca de tangerina.

Uma vez experimentei com clementina, mas o cheiro é diferente.

Chega a casa enervado e descarrega em mim.

Não te portaste bem. Não ensines essas coisas ao papagaio.

- Está bem, então vou fazer chá. - Espera. Esquece o chá.

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