The Singer from Mexico

The Singer from Mexico (Le Chanteur de Mexico)

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Le Chanteur de Mexico 1957 FRENCH 1080p WEB x264-FW v6 PT
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تاریخ انتشار: 2026-08-06
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نخستین 200 خط.

Há um lugar em França onde toda a gente é feliz

onde as pessoas já sabem como é bom no céu.

Se tiveres sorte, és dessa região

e sentes-te de férias a vida toda.

Quando nasceste, as pessoas jogavam pelota.

Quando eras pequeno, a alfândega já andava atrás de ti.

Quando eras adolescente, as raparigas sorriam para ti.

As pessoas cantam e dançam mesmo quando envelhecem

e à noite

nas nossas

montanhas

cantamos

à volta da fogueira

e o vento

vem

de Espanha

e traz para cá uma melodia alegre.

Preciso de beber qualquer coisa. Aquela trompete dá-me sede.

Vamos, então, depressa.

- Como se chama o homem que acabou de cantar? - Vincent Etchebar.

- Etche-quê? - Etchebar, um nome franco-basco.

Conheço-o de qualquer lado.

- Linda voz. - Sim, ótimo. E eu percebo disso.

São então 40 francos.

Está bem assim. Espere um momento.

- Podia mandar o cantor para aqui? - Está bem.

Aqui está o seu melhor amigo. Bilou, ele quer falar consigo.

Eu?

- Sente-se. - O que posso fazer por si?

Sou o Cartoni, um agente teatral de Paris.

Ah, então.

- O que acha disto? - Um sucesso merecido.

- Também acho. Ouviu o meu dó agudo? - Claro. Mas a tua respiração...

O que é que tem isso?

- Ainda tens de trabalhar o volume. - Ouve lá isto.

Então, ficaste maluco?

- Isso chega para me contratar? - Assim ainda fico surdo.

Já sabe o que quer?

Quero que se vá e que mande o seu amigo.

Está bem, então.

Nunca precisa de um trompetista?

Sim, provavelmente no dia do juízo final.

- Quando é isso? - Ainda não foi agendado.

Então telefone-me. E não se preocupe com a minha respiração.

Desculpe, tenho de ir outra vez.

Tenho de ir. Dê-lhe o meu cartão. Fico no Hôtel de Londres.

- Está bem. - Obrigado.

- Bilou. - O que foi?

- Não estejas sempre a fugir. - É urgente.

- Estás aqui para tocar trompete. - É mesmo urgente. Já volto.

- Procuras alguém? - Sim, Vincent.

- Acabei de o ver junto da... - Ok, obrigado.

Agora ele foi-se embora. Foi agora à igreja. Mas já desapareceu de lá outra vez.

- Para onde foi ele? - Não faço ideia.

- Está calor, não está? - Sem dúvida, amigo.

Mesmo assim, obrigado.

Vem depressa comigo.

- Não, aqui pagam-me 1000 francos por isto. - Estou a falar de milhões.

A sério, uma fortuna para ti. Para nós.

- Anda, depois explico-te. - Volto dentro de dez minutos.

- Então? - Ele estava aqui há pouco.

E agora ele foi-se embora?

Procura o homem de Paris? Ele está no Hôtel de Londres.

- Londres fica longe. - O hotel chama-se Londres.

- Podemos ir lá amanhã. - Ele não estava a brincar?

Que trabalho.

Se vieres cantar no meu país, nunca mais quererás ir-te. O México é muito giro.

Vamos esperar para ver o que diz o meu agente.

Cartoni? Ele vai certamente gostar. Paga bem.

E depois ainda pode fazer-me a corte.

Talvez.

- Seria um sucesso? - Sem dúvida.

- Quero dizer a opereta. - Eu também.

- Aí está ele. - Desculpe o atraso.

Havia muito trânsito na estrada.

- Ouvi um cantor fantástico. - Mais uma grande descoberta.

- Este homem... - de certeza que não passará despercebido.

A Eva e eu já trocámos algumas ideias.

- Fez-me uma proposta. - Uma boa proposta?

- É bom em vários aspectos. - Diga lá.

- Quero encenar a tua última opereta. - O cantor do México? Onde?

- No México. - Excelente ideia.

Foi um grande sucesso em Paris,

por isso certamente o será também no país onde decorre.

Tem de contratar os dois protagonistas.

- Eva Marchal. - E Miguel Morano.

Acho que ele é mexicano.

Sim, esteve em digressão lá há alguns anos.

Tens de avisar o Miguel para podermos assinar.

Não é preciso, temos um acordo exclusivo.

Então podemos discutir os termos. Vamos festejá-lo esta noite no casino.

Queria perguntar-te se querias vir a Lesaka.

- Para onde? - Para a aldeia onde estive agora há pouco.

Quero ouvir de novo esse cantor.

- Prefiro ir ao casino. - Eu também.

Chegámos.

- É grande e bonito. - Grande demais para nós.

- Vamos? - Não, foste tu que me arrastaste para aqui.

- Não nos vamos embora. - Está bem, vai tu primeiro.

- O que te intimida? - É tão chique. E há um general.

- Esse é o porteiro. - Ele nos põe para fora daqui a pouco.

Veremos. Anda.

Seu tolo.

Com licença, senhor rececionista.

- Diga lá. - Viemos falar com o senhor Cartoni.

Ele partiu para Paris esta manhã.

- Querem o endereço dele? - Já o temos.

- E agora? - Apanhamos o autocarro.

- Para Paris? - Estás maluco. Para Lesaka.

Então vais perder uma fortuna. Se formos para Paris...

- Tens dinheiro para isso? - Não, espero que tenhas.

- Só para lá chegar. E depois? - Depois vou ter com o meu primo. Ele é rico.

Bidache era casado com a filha de Otto e era o

cunhado de Chagabia, o primo de Chabalais.

Portanto, se ele me vir, o seu primo em segundo grau por parte da mãe,

porque a mãe dele era prima da minha mãe...

O teu primo tem muita família.

Ele é o único que ficou rico, por isso vamos ter com ele até seres famoso.

É mesmo.

- Isto é importante, Miguel. Ouve. - Estou a ouvir, não estou?

- Porque é que hesitas? - Simplesmente não me interessa.

- Mas eu já assinei por ti. - Assim? Isso não se pode.

- Temos um acordo exclusivo. - Para a Europa, mas não para a América.

Não se trata de dinheiro, mas de princípios.

- Esta é a minha decisão definitiva. - Vou-me embora agora.

- Mas o México? Boa viagem. - Não, para Cannes.

Lucie, compra um bilhete de comboio para esta noite.

- Vai ser difícil. - Trata disso.

Não fiques triste, volto já.

Pensarei em ti todos os dias em Paris.

Voltarei com muito dinheiro e dar-te-ei um presente.

Uma coleira de couro com um sino de cobre. Os outros vão ficar com inveja.

Despediste-te?

- Vamos perder o autocarro. - Já fiz as malas.

- Feito as malas? - Tenho muita coisa para levar.

Vou trazê-los para dentro.

- Quem toma conta deles? - Aostelier.

- Disseste que vamos embora? - Não.

Não contem a ninguém. As pessoas vão gozar connosco se falhar.

Vai correr bem. Acredita em mim. Estou contigo.

- Porquê? - Para te apoiar.

Não posso fazer mais. Os verdadeiros amigos valem ouro.

- Eu sei, Bilou. - Vamos lá.

Como dois amigos que estão sempre juntos

seguem de mãos dadas pelo mesmo caminho

chegam sãos e salvos

e ficam mais fortes quando as coisas correm mal

nos dias maus e nos dias bons

a amizade vale mais do que o amor

estaremos sempre de acordo, para sempre e eternamente

porque somos amigos

nascemos na mesma aldeia

no mesmo dia, na mesma estação

desde que éramos pequenos

vamos na mesma direção

quando ainda estávamos na escola

- eu era o melhor da turma. - E eu era o pior

e quando estávamos no exército

- eu era soldado. - E eu era sargento

Nas relações românticas é o mesmo.

- Dizem-me que sim. - Dizem-me que não

mas não poderíamos viver de outra forma

eu sem ti

tu sem mim.

Como dois amigos que estão sempre juntos

seguem de mãos dadas pelo mesmo caminho

chegam sãos e salvos

e ficam mais fortes quando as coisas correm mal

nos dias maus e nos dias bons

a amizade vale mais do que o amor

estaremos sempre de acordo, para sempre e eternamente

porque somos amigos.

O que te aconteceu?

Um estúpido acidente de esqui-aquático.

- Isso é um desastre. - Infelizmente, sim.

Claramente não devo ir ao México.

- Cuidado, atrás de ti. - O quê?

- Estás só a fingir. - É verdade, mas não faças disso um bicho de sete cabeças.

- A Eva está contigo? - Não.

Ela não sabe que não queres ir.

Vou tirar este instrumento de tortura.

- O que se passa? - Senta-te.

- Uísque? - Com prazer.

Fugi do México há 5 anos

por uma razão.

E por essa razão nunca mais voltarei.

- A polícia? - Pior.

- O fisco. - Pior.

Não há nada pior.

Vê lá.

- Quem é essa? - Tornada.

Uma mulher impressionante que gere um rancho.

Monta a cavalo como uma amazona

com um revólver, como um cowboy. Quer domar-me com o chicote dela.

- Porquê? - Tinha prometido casar-me com ela.

- E não cumpriste essa promessa? - Não.

Se eu voltar, ela obriga-me. Depois acabou-se tudo.

- Ela esqueceu-te ao fim de 5 anos. - É isso que tento evitar.

- Devo dizer isso ao Martinez? - Não, estava a pensar.

Só fiz uma digressão no México.

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