Barry

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Barry Web
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تاریخ انتشار: 2019-12-25
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نخستین 200 خط.

UM FILME ORIGINAL NETFLIX

Querido filho,

que surpresa tão agradável ter notícias tuas, passado tanto tempo.

Estou bem, e a fazer tudo o que se espera de mim neste país.

Fico feliz por estares a começar uma etapa nova.

Um velho ditado diz que há coisas que um homem só aprende na cidade.

Descobri que isso é verdade. Mas não te distraias, meu filho.

Concentra-te nos teus estudos e objetivos. Vamos falar deles quando me visitares.

Vou esforçar-me mais para manter o contacto contigo.

Pai.

Iniciámos a descida para o aeroporto John F. Kennedy.

Obrigado por viajarem connosco e tenham uma boa noite em Nova Iorque.

AGOSTO DE 1981

Devido à atividade policial, a próxima paragem será na Rua 125ª.

Merda.

Sai da rua!

Precisas de ajuda?

Não, estou bem, obrigado.

- Estava a ver a universidade. - Tens identificação?

O campus é privado. Não podes entrar assim.

- Sou estudante. Fui agora transferido. - Preciso do teu cartão de estudante.

Ainda não o tenho.

Lamento, rapaz. Vais ter de sair daqui.

Liga quando quiseres, irmão Vemo-nos na Grande Maçã

Não te volto a dizer, seu cabrão!

Tenho uma arma e dou-te um tiro na cara!

Saleem? É o Barry. Conhecemo-nos há uns meses na festa do Amir.

Desculpa incomodar, mas és o único que...

Barry?

Barry, meu irmão!

Anda daí. Entra.

Caraças, vais mudar-te para aqui?

Estou trancado fora de casa e o Will...

Na boa. Acabei de sair do trabalho.

Barry, Rachel. Rachel, Barry.

Raquel.

- Raquel. Foi o que eu disse. - Muito gosto, Raquel.

Ela tinha melhor aspeto há bocado.

Toma uma cerveja. Dá-me isso.

Visita guiada. É aqui que a magia acontece.

Esta é a sala de estar. Ouviste aquilo?

Senta-te.

Bem-vindo a Nova Iorque.

O problema, hoje em dia, não são os Republicanos. É a república.

Hoje em dia, não são os Democratas. É a democracia.

A nossa nação está a atravessar uma crise de valores...

- Estás pronto? - Dá-me cinco minutos.

A divisão entre os sexos.

Não somos o problema do outro, mas sim a solução.

E então, menino da universidade?

Dá-me um cigarro.

Também queres?

Dá-me mais um.

- Tens lume? - Claro, Andre.

- Viva. - Olá.

O que andam a estudar?

Um pouco de tudo.

Tirem Economia ou uma merda assim, arranjem guito e desandem.

Acabei de chegar.

Mas aqui não ficas.

Vemo-nos por aí.

- Até logo. - Até logo.

"A justiça nada mais é do que o interesse do mais forte."

Todos sabemos que os gregos adoravam símbolos.

Desde a Antiguidade.

Qual seria o grande símbolo da democracia no tempo de Platão?

Sim... Barry.

SÓCRATES/PLATÃO/ARISTÓTELES

Está certo. A mão levantada.

Um voto por homem. E tudo muito público.

Mas quando imaginarem essas mãos levantadas, lembrem-se

de que todas elas seguravam uma lança.

A "regra da maioria" era isso, o que levanta a seguinte questão:

Estará o regime do governo sempre apoiado na ameaça da violência?

- Sim, Thad. - Tem de estar.

- Senão, que autoridade teria? - Então, e a vontade do povo?

- Sim, do povo que tinha mais lanças. - Isso não é tudo.

Sacrificamos parte da nossa independência ao governo em troca de segurança

e sabedoria coletiva.

Ou seja, ter-se mais lanças.

Quando havia um voto, a minoria não decidia se iria revoltar-se.

Quando há um pacto para formar-se um governo, ele ganha autoridade.

Como uma autoridade moral?

- Bem... - O Ronald Reagan tem autoridade moral?

Claro que tem. Ganhou com maioria absoluta.

Uma coisa que o Ronald Reagan não tem de certeza, é autoridade moral.

Mas tem um cabelo excelente.

- Estou só a brincar. Continuem. - Deixem-me reformular.

Se os estados votassem a favor da escravatura, perderíamos o voto.

A autoridade moral intervém e defende a minoria da vontade do povo.

- É quando surgem as lanças. - Também vi as notícias ontem à noite.

Foi o Jesse Jackson que disse isso sobre a escravatura.

Pois disse. E tem razão.

A sério? O tipo que abraçou o Yasser Arafat tem razão?

Isso não tem nada que ver.

Vamos rebobinar. Voltemos ao Platão.

Posso só fazer uma pergunta?

Porque é que vai tudo parar à escravatura?

Olá.

Will?

Está aí alguém?

Vá lá, Barry.

Valha-me Deus.

- Como entraste? - Barry, tens ganzas? Dói-me a cabeça.

Vê no cinzeiro.

O que fazes aqui?

Toda esta experiência da universidade mudou a minha vida.

Trabalhas num bar, Saleem.

O que estás a fazer no West Side?

Ontem à noite, no West End, conheci uma andorinha linda.

Uma estudante de Sociologia do Minnesota.

Feições de porcelana, mamas que chegam até aqui.

Andámos pela cidade a noite toda.

Mas depois, não pude entrar no dormitório dela.

- Por assim dizer. - Por assim dizer.

Fui beber uma cerveja no café na esquina e decidi passar por aqui para fumar.

E pedir-te dinheiro para apanhar um táxi para casa, se possível.

Isto pode parecer uma loucura, mas escuta até ao fim.

Achas que poderá existir uma correlação

entre estares sempre a comprar álcool e cocaína e estares sempre falido?

É uma teoria interessante, mas acho que não.

Por falar em bebida e coca, a minha amiga Daphne vai dar uma festa esta noite.

A Daphne é uma dançarina burlesca. Como todas as amigas dela.

Não tenho de fazer-te um desenho, pois não?

O que me dizes a eu dormir uma sesta aqui, e por volta das nove irmos os dois?

Prometi ao Will que iria a uma festa na universidade.

Eles nunca nos vão aceitar, Barry. Sei que tu sabes isso.

- Não sei. Quero pensar que irão. - Pensas demasiado.

- É por isso que nunca pinas. - Não é só isso que quero.

Estás a ver? Foda-se, puto. Se estivesse no teu lugar...

"Olá, menina branca e rica. Chamo-me Barry.

Vim de África para estudar aqui.

Sou um homem profundo que escreve poemas sobre os mistérios da humanidade.

Queres abrir-me as calças, ou preferes que seja eu?"

Muito bom. Não sabia que me imitavas.

O truque é falares à branco, mas só um pouco.

Vai à merda, Saleem.

- Barry! Eu amo-te! - Pois...

Está tudo bem.

Vão precisar de toda a ajuda que conseguirem agora.

Vão precisar de ajuda.

Bola em jogo.

Precisas do quê para jogar? Vão perder.

É assim mesmo que se joga.

- Anda. Aqui. - Atrás dele.

Sabem que mais? É assim mesmo.

Vamos ao próximo jogo.

- Próximo! - Boa, PJ.

Tirámos estes gajos daqui.

Pois.

Próximo!

Eu marco o Homem Invisível.

Gostaste, Invisível? Este cesto foi meu.

Faço isto o dia todo.

Até te deixo encestar.

Este miúdo deu-te uma abada, PJ.

Foi uma boa jogada, sim.

Agora que sei que és canhoto, não voltas a marcar.

Espero que saibas contra-atacar.

Grande homem!

- Chega. Vamos jogar. - Não te metas comigo.

Não me toques, senão dou cabo de ti.

A bola é vossa.

Mostra-me o que vales, Invisível.

Vou estar em cima de ti o tempo todo. Como as moscas na merda.

Como é que é?

O Jack Kerouac andou cá, percebes?

O Allen Ginsberg e o Paul Robeson. O que é feito deles?

Estão mortos? O Kerouac está, de certeza.

- Quem é o Paul Robeson? - Mas onde se meteu essa onda?

Parece que nem existe. Ou talvez tenha de ser mais fixe para a encontrar.

Então, meu... Somos novos. Com o tempo vai lá.

Estás pronto?

- Conheço estes tipos. - Fixe.

Certo. Vou buscar cervejas para nós.

Devias ter chegado há meia hora.

Bem... Vim na mesma.

O que temos à escolha?

- Rum com cola? - Que nojo.

Ou Jack.

Jack, não. É um uísque muito rasca.

- Eu bebo um. - Pode ser.

- Três? - Está bem. Porque não?

- Vamos a isto. - Vamos.

Um brinde.

Cheguem o barril de cerveja aqui.

Não, não, não.

Vamos lá. É isso mesmo.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez,

11, 12, 13, 14, 15.

Quem se segue?

- Vamos. - Deixem-no ir.

Ele disse que vinha.

- Acho que está ali. - Obrigada.

Olá. Estás na minha aula de Ciências Políticas.

- Julie, não é? - Certo.

Sou bom com nomes. Barry.

Olá. Esta é a Charlotte.

Autoridade moral.

- Espero que isso não se apegue a mim. - Acho que já é demasiado tarde.

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