Basic Instinct

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Julkaistu: 2021-07-18
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Instinto Selvagem

Bom dia, detetive.

Bom dia.

Aqui em cima.

-Como vai, Gus? -Bom dia, Pete.

-Quem era esse cara? -Astro do rock, Johnny Boz.

-Nunca ouvi falar dele. -Não é do seu tempo, caubói.

-Ei, Rony, onde estão? -Lá em cima, à direita.

Em meados dos anos 60 ele teve alguns sucessos.

-Tinha um clube na rua Filmore. -Agora não tem mais.

-Já temos a hora da morte? -Quase.

-Conhece o capitão Talcott? -Claro.

-Por que a chefia está aqui? -Observando.

-O que diz aí? -33 graus, isso dá umas 6 horas.

Então ele morreu lá pelas 2 da manhã.

Alguém pode fechar as cortinas?

A empregada achou o corpo há uma hora, ela não mora aqui.

-Talvez ela tenha feito isso. -Ela tem 54 e pesa 100 kg.

-Não há contusões no corpo. -Não foi a empregada.

Desculpem-me.

Ele e a namorada saíram do clube por volta da meia-noite.

-Foi a última vez que foi visto. -Como foi?

Fura-gelo, largaram na sala de estar.

Marcas de sêmen por todo lençol.

-Impressionante! -Ele gozou antes de morrer.

Senhores, o caso é delicado.

O sr. Boz contribuiu com a campanha do prefeito.

E fazia parte do Conselho do Palácio de Finas Artes.

-Ele não era astro do rock‘roll? -Foi, estava aposentado.

Um respeitável astro do rock, com alto pendor cívico.

O que é aquilo ali?

Parece um pendor cívico movido a cocaína.

Escute aqui, Curran, haverá muita pressão em cima disso.

Não quero erros.

Quem era a namorada de Boz?

Catherine Tramell, rua Divisadero, 162.

-É sempre um prazer, capitão. -Ele geralmente só aparece...

depois de acabar a partida de golfe.

Johnny e o prefeito deviam ser muito chegados.

-Nick! -Oi.

-Confirme às 3:00 horas. -Você me quer nesse caso, ou...

-Eu disse para confirmar! -Está bem. Confirmarei.

Bom dia, sou o detetive Curran e este é o detetive Moran,

polícia de São Francisco, e gostaríamos de falar...

com a srta. Catherine Tramell, por favor.

Entrem.

Sentem-se, por favor, só um momento.

Não é uma gracinha? Cada um com o seu Picasso.

-Como sabe que é um Picasso? -Está escrito, bem aqui.

O dela é maior.

Sentimos muito incomodá-la, são só umas perguntas.

-São da narcóticos? -Não, homicídios.

O que querem?

Quando viu John Boz pela última vez?

Ele morreu?

-Por que acha que ele morreu? -Senão não estariam aqui, não é?

Esteve com ele ontem à noite?

Procuram Catherine, não eu.

-Quem é você? -Roxy.

Sou uma amiga.

Bem Roxy, sabe onde está a sua amiga?

Ela está na casa de praia em Stinson, rua Seadrift, 1402.

Obrigado.

Vão perder seu tempo.

Catherine não o matou.

Gus.

Srta. Tramell?

Boa tarde, sou o det. Curran e este é o det. Moran...

-da polícia de São Francisco. -Eu sei quem são.

-Então, como ele morreu? -Foi assassinado.

Isso é óbvio. Como ele foi assassinado?

Com um fura-gelo.

Há quanto tempo saía com ele?

Eu não saía com ele, eu transava com ele.

Qual é a sua? É profissional?

Não, sou amadora.

Há quanto tempo transava com ele?

A cerca de um ano e meio.

-Esteve com ele ontem à noite? -Sim.

-Saiu do clube com ele? -Sim.

-Foi para a casa dele? -Não.

Tomamos uns drinques no clube e saímos juntos de lá.

Ele foi para casa e eu vim para cá.

Você esteve com alguém ontem à noite?

Não, ontem eu não estava afim.

Deixe-me perguntar-lhe uma coisa, srta. Tramell.

-Sente por ele ter morrido? -Sim.

Eu gostava de transar com ele.

Não quero falar mais disso.

Escute srta., podemos ir à delegacia se preferir.

Então leiam meus direitos e me prendam.

Aí eu vou à delegacia.

Senão dêem o fora daqui.

Por favor.

Garota legal.

"Dra. Elizabeth Garner Consultoria"

Desculpe-me Beth, precisei ir para Stinson.

-Como vai, Nick? -Bem.

Ora, Beth, sabe que estou bem. Quanto tempo isso continua?

Pelo tempo que Assuntos Internos quiser, eu acho.

-Sente-se. -Isso é uma besteira, sabe disso.

Eu sei, mas sente-se assim mesmo...

e terminamos logo, está bem?

Então, como vão as coisas?

Vai tudo bem. Já disse que está tudo bem.

-E sua vida pessoal? -Minha vida sexual está bem.

Na verdade minha vida sexual está uma droga...

desde que paramos de nos ver.

Comecei a desenvolver calos.

Desculpe-me.

-E a bebida? -Não bebo há três meses.

-E a cocaína? -Nada.

-Nada? -Não!

Estou trabalhando feito louco para ficar limpo...

e até parei de fumar.

-Como é parar de fumar? -Um saco.

Agora diga a eles que eu sou um tira regenerado...

e me deixe sair daqui, por favor?

-Sim. -Obrigado.

Ainda sinto sua falta, Nick.

Talcott está aí dentro te esperando. Como foi?

Ela sente minha falta.

Quando essas garotas gostam, é para sempre.

Bem, podemos começar, Harrigan.

Bem, temos 31 perfuracões, pescoço e peito.

Sem digitais, nem forçaram a entrada.

Sem digitais no furador, que se acha em qualquer mercado.

A echarpe é da Hermes, muito cara.

Eles vendem 20.000 ao ano no mundo todo.

O pó era cocaína, de alta qualidade.

Ele a inalou e havia traços nos lábios e no pênis.

O sr. Boz deixa 5 milhões e nenhum herdeiro...

e não tinha ficha criminal.

Ele gostava de drogas, gostava de garotas e de rock'n roll.

E também gostava do prefeito, certo?

E quanto à namorada?

É revelante? Ela é suspeita?

-É suspeita. -Em que bases?

Namorada, Catherine Tramell, 30 anos, sem prisão...

nem antecedentes. Formada com louvor em Berkeley, 1983.

Especializada em literatura e psicologia.

Herdeira única dos pais Marvin e Elaine Tramell,

mortos em acidente náutico em 1979.

Catherine Tramell herdou bens estimados em 110 milhões.

Está brincando!

Foi noiva de Manuel Vasquez, falecido.

-Manny Vasquez! -Manny Vasquez.

Lutador de peso médio, morto no ringue em Atlantic City, 1984.

Adorei isso, ganhou 100 milhões. Transa com lutadores,

astros de rock e é doutora em fuçar a cabeça das pessoas.

Você esqueceu a literatura, também é escritora.

Publicou um romance ano passado com um pseudônimo.

Sabem sobre o quê?

Um astro de rock aposentado é assassinado pela namorada.

Página 67, caubói. Sabe como ela mata o namorado?

Com um fura-gelo, na cama.

Com as mãos atadas por uma echarpe de seda branca.

"O AMOR FERE CATHERINE WOOLF"

Doutora Garner...

Pedi ao dr. Lamott para auxiliar, esta não é minha especialidade.

O dr. Lamott leciona patologias do comportamento psicótico.

É membro do grupo de perfis psicológicos do Depto. Justiça.

Doutor Lamott.

Vejo duas possibilidades.

Um, a pessoa que escreveu esse livro é a assassina.

E encenou a morte em detalhes literais e ritualístico.

Dois, alguém que leu o livro quer prejudicar a escritora.

E encenou esta morte para incriminá-la.

Se foi a escritora, com o que vamos lidar?

Lidam com um diabólico desvio da mente.

Veja, este livro deve ter sido escrito 6 meses,

ou talvez um ano antes de ser publicado.

Significa que a escritora havia planejado o crime no...

subconsciente desde então. O fato de ela ter consumado...

indica comportamento psicótico obsessivo não só ao assassinato,

mas na aplicação de avançados mecanismos de defesa.

Às vezes eu não consigo pegar direito.

-O que quis dizer mesmo? -Ela fez o livro como seu álibi.

-Correto. -Ela dirá: “Acham que eu seria...

tão estúpida para matar alguém como descrevi no meu livro?"

Não faria isso, senão seria suspeita.

E se não foi a escritora, mas alguém que leu o livro?

Então estarão lidando com alguém tão obcecado,

que ele ou ela mata uma vítima inocente...

só para incriminar a escritora do livro.

Falo de um ódio obsessivo profundamente enraizado...

e total falta de respeito pela vida humana.

Então temos aí um raríssimo pirado de primeira linha,

em qualquer das opçóes, certo doutor?

Vocês estão lidando com alguém muito perigoso...

e muito dœnte.

Sabem que não temos um caso aqui sem evidência física.

-Ela não tem álibi. -Certo,

ela não tem um álibi, mas nem motivo.

Acreditem, a defesa também nos bate no caso da imitação.

Qualquer um que leu o livro poderia fazer isso.

Então o que vamos fazer? Nada!

Vamos chamá-la para interrogatório.

Ela tem muito dinheiro para acabar conosco.

Ela foi a última pessoa que o viu, assumo a responsabilidade.

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