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APRESENTADO POR
Por certo, um dos animais mais notáveis que alguma vez existiu
e um dos mais famosos é um dinossauro.
O Tyrannosaurus rex.
Um animal que espicaça a imaginação de todos nós.
Que tipo de animal era?
Que aparência tinha? Como vivia?
Agora, a investigação científica respondeu a essas perguntas.
E não apenas quanto ao T. rex,
mas também quanto a outras espécies que viveram com ele.
E a tecnologia de imagem mais recente permite-nos dar-lhes vida a todos.
O planeta Terra, há 66 milhões de anos.
Os céus estão repletos de gigantes voadores.
Nos mares, répteis monstruosos patrulham as profundezas.
E, em terra, dinossauros de todas as espécies
enfrentam a luta pela sobrevivência.
Agora, sabemos muito sobre um mundo que foi governado pelos dinossauros.
Esta é a história deles.
Planeta Pré-Histórico
Costas
As costas austrais do grande mar interior
que divide a América do Norte.
E as pegadas do maior predador terrestre.
Um Tyrannosaurus rex a nadar.
Ossos ocos e cheios de ar e membros posteriores poderosos
fazem dos T. rex excelentes nadadores.
Este é um macho adulto com a sua jovem família.
A sua prole já tem idade suficiente para o seguir numa jornada
até uma das muitas ilhas na periferia desta costa.
É uma travessia curta, mas, ainda assim, pode ser perigosa.
Um mosassauro.
Um lagarto marinho gigante com mais do dobro do tamanho de um tiranossauro
e que pesa mais de 15 toneladas.
É o maior predador do planeta.
As tartarugas costumam estar na ementa de um mosassauro.
Mas esta prole daria um bom petisco.
Um T. rex adulto, mesmo na água,
ainda se consegue defender de forma muito eficaz.
Mas as crias têm de se manter por perto.
Os Tyrannosaurus rex costumam perder pelo menos dois terços
das cerca de 15 crias que têm no primeiro ano.
Agora, só restam quatro.
A ilha oferece segurança e a promessa de comida.
Tartarugas gigantes de duas toneladas vêm cá nidificar.
Mas esta foi a que o atraiu.
Está morta e o tiranossauro cheirou o seu corpo em decomposição.
Se conseguir chegar à zona da barriga,
terá mais de uma tonelada de carne fácil.
O T. rex tem as mandíbulas mais poderosas na natureza.
E tem uma dentada com mais de cinco toneladas de força.
Os mais novos querem provar, mas ele não vai partilhar.
Está na hora de aprenderem a caçar sozinhos.
Porém, a praia não parece muito promissora.
Mas, com o aproximar da noite, as coisas começam a mudar.
Tartarugas bebés começam a eclodir da areia e apressam-se a chegar ao mar.
Os jovens T. rex estão num campo de treino ideal.
As tartarugas bebés têm o tamanho ideal para um novato caçar.
Para qualquer predador, compensa ser curioso.
Há muito para aprender.
E, aqui, há comida suficiente para satisfazer o pai e as crias.
E, se tudo o resto falhar,
podem sempre roubar a refeição de outrem.
Por todo o globo,
as águas costeiras rasas cobrem uma área de 65 milhões de quilómetros quadrados.
É muito mais do que o maior continente.
Isso, combinado com a riqueza das águas,
torna-as um habitat muito importante.
Onde a terra encontra o mar,
os nutrientes sobem das profundezas, alimentando uma abundância de vida.
É especialmente rico aqui, no Norte do Atlântico,
onde enormes cardumes se aproximam do litoral.
Uma espécie de animal prospera em tais lugares e forma grandes colónias.
Répteis voadores. Pterossauros.
Aqui, nas praias do Norte de África, há sete espécies diferentes.
Vêm cá alimentar-se, descansar e cuidar das crias.
Os Tethydraco estão bem-adaptados a passar tempo no solo
e não só nidificam aqui, como ficam para proteger as ninhadas.
E as crias precisam de proteção.
O bico como um punhal de um Phosphatodraco.
Um predador de 2,74 metros que anda pelas colónias,
à procura de uma oportunidade para levar um recém-nascido desprotegido.
Mas alguns tipos de pterossauros estão menos bem-adaptados à vida no solo.
Têm uma estratégia de nidificação ligeiramente diferente.
Fazem os ninhos onde atraem menos atenções de predadores.
Falésias isoladas como estas são ideais.
Os ovos dos pterossauros são coriáceos e secam facilmente.
Por isso, têm de ser cobertos.
Por baixo desta pilha de algas, algo se mexe.
Um minúsculo Alcione recém-nascido, com poucos centímetros de altura
e que pesa menos de 60 gramas.
As mães deixaram aqui os ovos há cerca de dois meses.
Chamarem uns pelos outros sincroniza a eclosão.
Há segurança nos números.
O seu primeiro instinto é trepar.
Recém-nascidos de centenas de ninhos reúnem-se no topo da falésia
para se prepararem para o primeiro voo.
Mas as suas asas ainda não estão formadas.
Os ossos que sustentam a membrana da asa
têm primeiro de se endireitar e ligar, e isso requer algumas horas.
Mas não podem ficar aqui muito tempo.
Têm ossos muito leves, compostos por até 90 % de ar,
e isso facilita muito o esforço de descolar.
Mesmo assim, os testes de voo são essenciais.
Terão apenas uma hipótese de acertar
quando for hora de levantar voo.
A beira da falésia cria correntes de ar ascendentes que podem ajudar.
Por isso, compensa reunirem-se perante os ventos dominantes
e em direção ao continente.
Mas nenhum parece pronto a arriscar.
Até que, por fim, um jovem inspira os outros a seguirem o seu exemplo.
Não se dirigem para a praia e para a colónia.
Têm de chegar à floresta de neblina mais além.
Barbaridactylus.
Poderosos pterossauros predadores que costumam pescar peixes.
Mas os recém-nascidos são demasiado bons para deixar passar.
Uma das manobras evasivas é dobrar as asas e deixar-se cair.
Mas perder altitude torna mais difícil alcançar a floresta.
Uma aterragem forçada na colónia.
Não é sítio para um recém-nascido estar sozinho.
Um sobrevivente felizardo da primeira vaga de recém-nascidos…
… ainda vai na direção certa.
Um santuário.
Dos recém-nascidos que deixaram a falésia, poucos chegam tão longe.
Mas, para eles,
a floresta oferece todo o abrigo e comida de que um jovem pterossauro precisa.
Durante os próximos cinco anos, será a casa deles.
Depois, terão tamanho suficiente para se juntarem aos adultos
e pescarem no mar aberto.
Alguns animais marinhos que passam a vida a pescar no mar
visitam ocasionalmente a costa com um propósito específico.
Nas águas do continente submerso da Zelândia,
uma longa jornada está a terminar.
Estes são Tuarangisaurus,
uma espécie de enormes répteis marinhos com nove metros de comprimento.
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