200 ensimmäistä riviä.
ESTE FILME FOI RESTAURADO DIGITALMENTE EM 4K.
Estas legendas são apenas para a versão restaurada.
- Bom dia. O senhor está em casa? - Não.
- Preciso de o ver. - Devo deixar uma mensagem?
- Não, é pessoal. - Então tente o senhor Védrines no trabalho.
Vou esperar por ele aqui.
Insisto... meu caro amigo...
Não... meu caro amigo, insisto...
que o leia novamente...
com grande indulgência...
Não... com a maior indulgência...
o livro daquele carteiro de Castelnaudary...
- O que se passa? - Tem um visitante, senhor.
Hoje não vejo ninguém! Lembre-se disso!
- Ouça. - Sim, senhor.
Envie a senhorita Rose Blanchette du Moulin.
Então, onde estávamos... o carteiro.
O vencedor receberá o prémio literário Grande Ursa,
que atrairá um grande público.
Um grande público... Isso mesmo.
- Senhorita... mais alguém está previsto? - Não, senhor.
Abra as persianas, por favor.
Senhorita Rose Blanchette du Moulin, está tudo pronto no restaurante?
Sim, senhor. Eles aceitaram o preço.
Com a publicidade, esperam muitos fotógrafos.
Senhorita Rose.
Tem uma fotografia daquele carteiro epiléptico de Castelnaudary,
com a sua família?
- O que se passa? - Gaston, preciso de te ver, é urgente.
- Estou ao telefone. - Mas é importante.
- Tenho notícias maravilhosas. - Diz-me em casa.
Senhorita Rose Blanchette du Moulin...
Sabe se o Quanard planeia apresentar
a candidatura desse ladrão?
Não? Não importa, vamos continuar.
Querido Quanard... Não, meu querido Quanard...
Gaston, Gaston, Gaston!
Tens de ouvir isto, é sobre o nosso filho!
- O que ele fez agora? - Nada.
Vim agora da senhora Vandor.
O marido dela alistou-se voluntariamente no exército.
Idiota. Não faz ideia no que se está a meter.
- Agora deixe-nos, por favor. - Não é tudo.
- Ele quer que o Theo conheça a filha dele. - Aquela rapariga vesga?
- Oh, vá lá, ela é bonita. - Falamos disso em casa.
E eu estou a trabalhar aqui, aliás.
Pensei que ficasses contente.
Estou, mas agora deixem-nos trabalhar.
Gaston, não é o momento certo para os conhecer?
Henrietta, não te esqueças, o nosso rapaz é um completo idiota.
- E onde está o nosso pequeno anjo? - Na escola, como sempre.
Ele não está! Deve estar outra vez com alguma vadia!
Ou na cave a tocar bateria como um louco!
Bem, ele é muito musical. E então?
- O que achas? Gostas do som? - Gosto.
Ouve outra vez. Continua a tocar.
- Talvez... mas é demasiado caro. - Podemos arranjar uma solução.
Um momento.
Zita? Zita?
O que se passa com ela?
Zita?
- O que foi? Estás chateada? - Deixa-me em paz.
Ouve, - Larga-me. Eu disse larga-me!
- Meio preço? - Estou dentro.
- Ou damos-lhe o outro? - Vamos trocá-los.
Cuidado, aí vem ele.
Vamos deixá-lo por 25.000.
- Fica com ele. Meio preço. - O que se passa com ela?
Esquece isso por agora. Então, queres ou não?
O Bruno tocou-o todo o inverno. Isso devia chegar.
- Mas o que se passa com ela? - Pergunta ao Bruno.
- Quero saber. - Relaxa, é só um pequeno problema.
- A sério? Com quem? - Ele não te vai dizer isso.
- Então, a bateria, sim ou não? - Já não tenho a certeza.
- 25.000. Última oferta. - Esquece.
- Percebes? - De todo.
- Esquece-o. - E ele queria tanto.
Porque estás a olhar? Nunca viste uma harmónica?
Não no salão. Os nossos convidados comportam-se bem.
O que há de indecente numa harmónica?
- Por favor, tenha maneiras. - És escravo das tuas regras.
Toda a gente é escrava de alguma coisa.
O meu avô era escravo da liberdade.
Sempre que havia um protesto, ele estava lá.
E tu és escravo de quê?
Sou um homem livre.
- A sério? Verdadeiramente livre? - Ou seja, não tenho um tostão.
Mas de certa forma sou rico. Como diz o meu avô, aceita isso.
- O teu avô era famoso? - Durante o julgamento, sim.
- Como se chama? - Não te diria nada.
Que importa que ele tenha feito trabalhos forçados?
- O quê? Era um assassino? - Não.
- Ele falsificava dinheiro. - Ah.
És músico?
Um músico, e escravo das minhas notas. Improviso.
Também sou bom baterista.
- Não precisas de ficar. - Eu quero ficar.
- Sozinho aqui? Tens medo que eu roube alguma coisa? - Não estou sozinho. O lugar está cheio...
- Solta-me! - E se eu fosse um ladrão? Ou pudesse ser?
Vês? Fácil.
És bastante forte.
E flexível.
- Eu já sonhei em ser acrobata. - Mostra-me algo.
Com estas roupas? E se o senhorio entrar?
- Que pena. Eu também faço acrobacia. - A sério? Pensei que eras músico.
Isso também. Faço muitas coisas, como todos os Pittuits.
O que é isso?
- O nosso apelido de família. - És estrangeiro?
- Menina? - Sim, Odette?
Há um senhor aqui. Quer ver o seu pai.
Eu vou ver.
- Bom dia. - Bom dia, senhor.
Sou a senhorita Védrines. Queria ver o meu pai?
- Quem é a Odette? - A criada.
Odette não é um nome. Qual é o teu primeiro nome?
- Gisèle. Está bem? - Eu sou Bruno.
O meu pai não chega a casa antes de tarde.
Devo ir-me embora?
- Ainda vais à escola? - Chama-se universidade.
- Gostas? - É interessante.
- Para que serve? - O laboratório.
- E isso? - Investigação.
- E se te aborreceres? - É bastante variado.
Engraçado.
- Desculpa, preciso de estudar. - Força, sente-te em casa.
Vou tocar harmónica. Se me aborrecer, vou-me embora.
Há revistas aqui, embora talvez não saibas ler.
Sei ler, escrever e contar.
- Simplesmente não me interessa. - Que encantador, para um selvagem adulto.
- Onde fica a cozinha? - Ali.
- Tens fome? - Preferia falar com a criada.
Os intelectuais esgotam-me.
E os selvagens deprimem-me!
Odette? Odette?
Gisèle? Gisèle?
Está alguém em casa?
Gisèle, tenho grandes notícias!
Que dia, estou exausta.
No fim, resultou. Não se pode confiar no teu pai.
- O que resultou, mãe? - O casamento da Paula e do Théo.
- Essa é a grande notícia? - Por favor, não comeces.
- Não me desiludas! - Claro que não, mãe.
- Onde vais? - Estudar. - Nem uma palavra sobre o meu cabelo?
Está giro, na verdade.
Odette? Odette?
Olha.
- Vês? - É incrível.
Quem é o senhor? O que está a fazer?
Só a mostrar algo à Odette.
- É a senhora Védrines? - Sim.
- O seu marido está? - Não. Porquê?
- Vim vê-lo. - Cala-te, Odette.
Ele volta em breve? Estou a ficar com fome.
- Fica para jantar? - Janto em Montreuil.
Ótimo. Também serve.
Estranho homem. Gisèle?
Gisèle?
- Adivinha quem encontrei na cozinha? - Um selvagem.
- Não tens medo dele? - Ele é inofensivo.
Inofensivo...
Um homem que anda sobre as mãos e planeia jantar com o teu pai.
Mãe, preciso de estudar.
És igual ao teu pai.
Trabalho, trabalho e mais trabalho.
E eu sou apenas a roda sobresselente aqui.
Nem reparaste no meu cabelo.
Estás bonita, mãe. Fica-te mesmo bem.
Oh por favor, estás só a dizer isso.
Não és como o teu pai.
Mas o que poderá esse selvagem querer do Gaston?
- Outra vez, mas em cima da mesa. - Porquê?
- Vamos ver o que tens. - Está bem.
Vá.
Vai.
Um, dois, três, quatro. E um, dois, três, quatro.
Agora com as pernas.
- Um, dois, três, quatro. - Uau!
Respira. Três e quatro.
Dá tudo o que tens. Dois, três, quatro.
- Théo, finalmente chegaste a casa, querido. - O que se passa?
- O teu casamento com a Paula. - Claro.
- Quem está a tocar tambor? - Um selvagem à espera do teu pai.
- Deve ser o Bruno. - Conheces-o?
Começa a pensar no casamento.
- Gisèle? - O que é?
- Estou em apuros. - Gisèle? Théo?
Abre, é a tua mãe! Amo-vos!
Gisèle? Théo?
Gaston, é horrível, já não me respeitam!
- Théo. - O que ele fez agora?
- Nada. - Então por que me arrastas do trabalho?!
Gaston, sou apenas uma pobre mulher.
Há um acrobata na cozinha. Quer ver-te.
- Um acrobata? - Sim, ele toca tambor como um africano.
- Bastante divertido. - Isto é um manicómio?
- Ele é teu amigo? - Sim… e não.
- Preciso de falar contigo, pai. - Oh não.
Sim.
Muito bem. Vamos para o meu escritório.
- E eu? - Tu ficas aqui.
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