Growing Up - First Season

Growing Up - First Season

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Season 1

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Growing Up S01E01 WEB-DL DSNP
Komentaryo ni ChristopherCavco

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Na-publish noong: 2022-09-17
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Ang unang 162 linya.

Ai, meu Deus!

-Eu falei: "Me desculpe!" -Isso foi tão...

No começo, eu não vi...

Certo.

BRIE LARSON DIRETORA/PRODUTORA

Então, prontos?

Certo, ótimo. Bom, antes de começarmos,

vocês estão aqui hoje por causa das suas experiências únicas

e todos têm uma história para contar sobre o crescimento.

Me pergunto como seria

se todos pudéssemos compartilhar o que achamos vergonhoso,

se pudéssemos conversar sobre isso, nos sentiríamos menos solitários?

Então, vamos ver se esse é o caso

e como podemos nos identificar uns com os outros hoje, e...

-Muito bom. -Pessoal.

Então, com isso, vamos começar com a Vanessa.

Beleza, legal.

-Vanessa! -Falou!

Crescer envolve tanta coisa.

Crescer é imprevisível.

Crescer é uma chance para mudar o mundo.

ACABEM COM A POBREZA SEM JUSTIÇA, SEM PAZ

Crescer foi...

PAREM DE NOS MATAR!

Temos poder e responsabilidade.

CASA BRANCA WASHINGTON

Merecemos ser ouvidos.

-Crescer é... -Tumultuoso.

-Constrangedor. -Estranho.

-Complicado. -Lindo.

-Obrigatório. -Conseguimos!

10 HISTÓRIAS

SOBRE A CORAGEM

PARA SER QUEM VOCÊ É

CRESCENDO

Ao crescer, eu tinha uma visão muito negativa de mim mesma.

Não importava o que eu fazia,

eu não me encaixava nos padrões de beleza da sociedade.

Me falavam que ser negra me diminuía, que não era o suficiente.

Eu decidi compartilhar a minha história, porque tem tanta felicidade

em ser honesto com você mesmo e não só ter vergonha de quem é.

Certo, o que eu falo?

Charlie 15, tomada 2.

Isso!

Está contratada!

Certo. Oi, pessoal. Meu nome é Vanessa Aryee. Tenho 20 anos.

Meus pai, meus irmãos e eu imigramos de Gana para os EUA quando fiz sete anos.

Nós viemos atrás daquele sonho comum

que muitos imigrantes africanos buscam aqui.

GANA

Meus pais queriam me dar uma boa educação e mais oportunidades.

Na infância...

EDWARD PAI DA VANESSA

...vimos algo nela.

Mesmo quando era pequena e nem sabia andar, ela já falava.

Todo mundo falava: "Olha esse bebê."

REGINA MÃE DA VANESSA

"Você não sabe andar, mas você fala um monte!"

De onde eu vim, Gana...

ACRA, GANA

...nossa cultura é muito rica e vemos pessoas lindas de pele escura.

Meus pais abriram mão de muita coisa para nos trazer.

A maior parte dos diplomas que eles tinham em Gana

não importava muito aqui nos EUA. Você precisa começar do zero.

Eu não tinha muitas expectativas. Eu não sabia como eram os EUA.

Em Gana, eles viam filmes americanos. Disney.

É... Como é... Arnold Schwarze...

-Schwarzenegger. -Schwarzenegger.

Eu voltarei.

-Todos aqueles filmes de ação. -Chuck Norris e os outros.

Foi meio assustador. Eu encontrei várias coisas novas.

A comida, a cultura.

Ele foi com tudo!

Embora eu fosse nova, ainda foi muito estranho.

Eu era a criancinha africana na escola. As pessoas falavam...

"Vocês têm mesmo elefantes, girafas e tigres no quintal?"

E meus pais diziam: "Fala que sim".

"Fala que sim." E eu falei. Eu falava: "Sim, temos".

Mas mesmo assim, eu sempre me sentia excluída,

porque as crianças são más.

Às vezes, eu me sentia sozinha.

Alguns dos colegas praticavam bullying com ela, ensinavam palavrões.

Quando ela repetia, eu falava: "Não, é palavrão. Não fale isso."

ENSINO FUNDAMENTAL

O ensino fundamental foi um pouco difícil.

Eu comecei a ter consciência da minha identidade,

então eu não me via só como estudante,

mas, sabe, como uma garota que queria que todos a achassem linda.

Eu comecei a olhar para mim e eu não me via.

Quem é mais bela do que eu?

Cabelos como ébano. Pele branca como a neve.

Quando via TV, não via pessoas parecidas comigo.

Eu não via meninas escuras nem meninas de cabelo cacheado,

cabelo crespo, tipo 4C. Eu não via nada disso.

E quando eu não via, eu pensava: "Por quê?"

Eu faço progressiva desde os seis anos porque eu não via o 4C,

o cabelo crespo sendo aceito ou amado.

Eu não tinha noção total do racismo, mas sabia que tinha algo errado.

EU AMO

Eu estava de papo com um garoto.

Eu achava que ele era bonito.

E estávamos falando sobre ter um crush, e eu perguntei para ele:

-"De quem você gosta?" -Daquela garota ali.

-Vai chamá-la para sair? -Não.

Mas ela é muito bonita.

Bom, o que você acha bonito?

Não sei. Tipo, você seria bonita se fosse mais clara.

VOCÊ TAMBÉM SERIA BONITA SE FOSSE, SABE, MAIS CLARA.

Eu fiquei confusa, magoada.

Aquele comentário me fez detestar a minha pele escura.

Ele só estava reafirmando como eu me sentia sobre mim mesma

e como eu achava que os outros me viam: "Eu não sou considerada bonita."

Ela voltava para casa, e eu perguntava: "Tem algo errado?" Ela dizia: "Não".

Mas... não, essa não é a Vanessa, tem algo errado.

Ficou mais difícil olhar no espelho, mais do que o normal.

Eu comecei a ter uma visão distorcida de mim mesma.

Porém, comecei a perceber

que boa parte do ódio por peles negras está profundamente enraizado na sociedade.

Veja só você! Você é linda para uma garota negra.

Quando as pessoas falavam sobre pele escura

e falavam que era diferente,

sempre tinha um comentário desnecessário: "Bom, não é mais assim."

Tipo: "E daí que a pele branca é vista de uma certa forma? É uma preferência."

E, naquela idade, eu não sabia o que era colorismo,

como ele tinha raízes no racismo. E então eu pensava:

"Bom, se é preferência, eu não devia me sentir mal", mas eu me sentia.

Algumas das coisas que você disse sobre odiar feições

é algo com que muitos de pele marrom se identificam, sabe?

No meu caso, me lembro que comecei a me barbear na 6ª série,

porque achava que parecia mexicano demais.

E deixei o cabelo crescer, não usava certas camisetas,

tipo regata ou camiseta branca e outras coisas, porque todos diziam...

"Você parece alguém que pinta casas quando usa isso", sabe?

Acho que, da primeira vez... Já viram True Jackson, VP?

-Sim! -Sim!

Certo. Da primeira vez que assisti, eu vi a Keke Palmer arrasando

e sendo linda com sua pele negra, eu pensei: "Uau!

"Onde foi isso? Por que não tem mais disso?"

Tem tanta beleza em ser negra que eu choro ao pensar

que passei tantos anos não vendo isso.

Eu cheguei a pensar: "Entendi como a sociedade vê minha pele,

"e se ser branca é melhor, por que não posso ser mais clara?"

Clareamento de pele é algo que eu sempre via em propagandas.

Então, eu pensei que se eles valorizavam isso,

é algo que eu devia fazer também.

Dez.

Eu entrei na loja sem saber se ia comprar,

mas quando eu vi, acho que a decisão já tinha sido tomada.

O que eu senti naquele dia foi ansiedade, medo

e muita vergonha. Mas também um pouco de alegria,

porque eu não sabia o que esperar, mas talvez fosse o que eu precisasse.

Eu usei o creme clareador por uns seis meses,

porque eu queria muito ficar mais clara.

Eu não obtive o efeito que eu queria, só fiquei com a pele cinza e sem brilho.

Isso é algo muito vergonhoso para mim,

e eu nunca contei para meus pais. Eu não queria magoá-los.

Eu não queria que ficassem bravos.

Achei que fosse algo que eu poderia esconder e me safar.

Eu não acreditava que eu era linda

ou que era digna com a pele que eu tinha.

E, depois disso, tive vários problemas de pele.

Foi naquela época que eu cheguei à puberdade...

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