The Murder of Rachel Nickell

The Murder of Rachel Nickell

Télécharger le sous-titre en Portuguese

Informations sur la version

The Murder of Rachel Nickell 2026 NF WEB H264-EDITH
Un commentaire de tedi
Retail NF | 1:36:07

Tags

webdl
Publié le: 2026-06-04
Téléchargements: 13
Malentendants: No

Aperçu des sous-titres Portuguese

Les 200 premières lignes.

Pai?

Sim?

Estás aqui em cima?

16 DE JUNHO DE 1993

Pai, ajudas-me a desenhar a mamã neste pedaço de papel?

Alex, olha para mim.

Quando viste o homem mau, ele estava à tua frente, como eu?

Ou estava deste lado, ou estava daquele lado?

- Estava à minha frente. - Estava mesmo à tua frente?

- Sim. - A mamã viu-o?

Acho que não.

Não? Tu viste-o primeiro?

Sim, eu vi-o primeiro.

Ele tinha um saco?

Sim.

E ele abriu-o, ou já estava aberto?

Ele abriu-o.

E o que tirou de lá?

Uma faca.

O que te fez ele?

- Atirou-me ao chão! - Atirou-te?

Sim.

O homem mau estava a espetar as coisas nela.

O que estava ele a espetar?

Uma faca. Ali está a faca dele.

Tu viste-a?

Sim, eu vi a faca.

Viste as vezes todas?

Eu vi… Sim, eu vi tudo.

O meu filho assistiu ao homicídio da mãe,

mas ninguém poderia imaginar quanto tempo iria demorar

para encontrar a pessoa que o fez.

O ASSASSINATO DE RACHEL NICKELL

UM ANO ANTES

O que tens aí?

- Tenho uma câmara. - Para quê?

Para te tirar fotos.

Miminhos.

Não gostamos muito disso, pois não, Alex?

A Rachel e o Alex eram uma unidade.

Ele era o centro das atenções dela todos os dias.

Ela não se sentia nada atraída por coisas brilhantes.

Gostava mesmo era das coisas simples da vida.

Desfrutar da companhia das pessoas de quem ela gostava.

Era alguém que se conseguia divertir com muito pouco.

Mal posso esperar.

Dorme.

Dá uma festinha à Molly. Deita-te e dá-lhe uma festinha.

Na altura, eu trabalhava cinco dias por semana como estafeta de mota

e viajava por todo o país.

Portanto, estava a preparar a mota para o dia.

E, apesar de já nos termos despedido, apareceram os dois.

Desceram as escadas para me dizerem adeus.

Foi a memória com que fiquei, os dois a sorrirem.

Nos degraus, de mãos dadas.

O Alex completamente relaxado e a Rachel linda.

15 DE JULHO DE 1992

Era a rotina deles ir ao parque Wimbledon Common.

Sempre teve a reputação de ser um lugar seguro.

E o Alex precisava de fazer tanto exercício quanto a cadela,

senão ficavam ambos a trepar paredes.

Naquele dia, eu estava em Londres.

Mandaram-me para a periferia.

Isto foi antes dos telemóveis.

Por isso, eu ligava várias vezes ao dia para saber se estava tudo bem.

No final da manhã, parei, encontrei uma cabine que funcionava

e liguei.

Foi um homem que atendeu.

E o meu sangue gelou.

Percebi imediatamente que algo estava muito errado.

Ele disse: "Sou agente da polícia."

E eu: "A Rachel?"

E ele respondeu: "Houve um acidente."

Perguntei: "Ela morreu?" E ele: "Não lhe posso responder."

"Acabou de o fazer."

Perguntei: "Onde está o Alex?"

"Ele está em segurança. Está no hospital."

"Fique onde está. Vamos mandar um carro buscá-lo."

Mal desliguei, caí no chão e comecei a chorar.

André, só se vê barriga.

Põe pausa.

Então? Eu não…

Não sei o que dizes.

Gosto dessa parte.

- Ai sim? - Sim.

Tudo o que eu achava certo na vida desapareceu.

Fiquei num estado

que só pode ser descrito como à beira da insanidade.

No dia 15 de julho de 1992,

informaram-me que tinha sido encontrado um corpo no parque por um transeunte.

Cabe-nos lidar com estas situações com profissionalismo.

Manter alguma distância do que vemos como seres humanos.

Estava a andar pela relva

e, depois, virei à direita para uma pequena clareira.

Foi mesmo o pior local de crime que vi.

Parecia um ataque descontrolado.

A vítima tinha sido atacada, arrastada,

esfaqueada 49 vezes na zona do pescoço e do peito.

Estava deitada com as mãos em frente da cara,

como se ainda se estivesse a tentar proteger.

Foi monstruoso.

Os inspetores disseram-me que a Rachel tinha sido atacada por trás.

Que tinha sido esfaqueada várias vezes e agredida sexualmente.

Que o Alex tinha sido encontrado agarrado ao corpo da mãe.

E que tiveram praticamente de o arrancar

para o socorrerem.

O Alex tinha sido levado para o hospital.

Quando lá cheguei,

disseram que gostariam que eu falasse com um psicólogo primeiro.

O psicólogo disse que as crianças são resilientes.

Conseguem ultrapassar a pior das situações.

Mas que precisam de saber

que aquilo é definitivo, que aquela pessoa não vai voltar.

O Alex surgiu nos braços de uma enfermeira e parecia incrivelmente subjugado.

Tinha cortes debaixo dos olhos, nódoas negras nas bochechas…

E tinha um olhar intenso,

como uma pessoa muito velha num corpo muito jovem.

Peguei nele e, basicamente, recitei o que o psicólogo tinha dito.

Que tinha havido um acidente, que a mamã estava morta e não ia voltar.

E ele não parava de olhar. Ele não fez perguntas.

Mas era óbvio que ele me estava a dizer: "Já sei disso.

Não é algo que tenhas de me explicar."

Alex, vira-te e acena-me.

Acena.

Nunca mais perguntou onde estava a mãe. Nem uma vez.

A polícia isolou o Wimbledon Common

momentos após um corpo seminu de mulher ter sido encontrado por um transeunte.

A polícia diz que foi assassinada num ataque descontrolado

testemunhado pelo seu filho de dois anos.

O editor ligou-me e disse:

"Lemos na agência noticiosa

que houve um esfaqueamento fatal no Wimbledon Common.

Tens de ir já para lá com uma equipa."

Wimbledon, no geral,

é uma zona abastada, tem casas bonitas…

O Wimbledon Common é um parque com 445 hectares,

mesmo à beirinha do centro de Londres.

O homicídio ocorreu em plena luz do dia,

e a polícia diz que o assassino está, com certeza, sujo de sangue.

Eve Richings, Sky News.

Era palpável o quão abalados estavam os agentes.

Um transeunte encontrou-a seminua

e, agarrado ao corpo, estava um menino.

O inspetor Bassett, o oficial responsável pela investigação,

foi quem deu o primeiro briefing.

O menino estava coberto de lama e sangue,

sangue que, possivelmente, será da mãe.

Eu era inspetor e, na altura da investigação,

o braço direito de John Bassett.

Quando chegámos ao local do crime,

percebi logo que ela tinha sofrido horrores

durante o ataque.

Quando olhámos para o corpo, vimos que não estava numa posição natural.

A roupa tinha-lhe sido arrancada.

Havia humidade dentro e à volta do corpo dela.

Isso sugeria, possivelmente, uma conotação sexual.

Era assustador pensar que alguém capaz de cometer um crime daqueles

estava a monte.

Obviamente, se havia alguém capaz daquilo,

era provável que o voltasse a fazer.

A pressão era enorme para o apanhar antes que ele o repetisse.

O DIA A SEGUIR AO HOMICÍDIO

A polícia já vai no segundo dia de buscas nos 445 hectares do parque

à procura de pistas relacionadas com o crime.

O tamanho do Wimbledon Common

denunciou logo que iríamos ter uma tarefa árdua pela frente.

Normalmente, quando acontece um homicídio,

enviamos 10 ou 15 agentes.

Neste, creio que tivemos cerca de 40.

Foi bastante óbvio desde o início que iria ser complicado.

identificaram a mãe assassinada como Rachel Nickell.

O corpo foi identificado hoje pelo pai do seu filho pequeno.

Ver fotos da Rachel Nickell,

para ver como ela era…

Ela brilhava com vitalidade.

As pessoas conseguiam projetar-se naquela vida.

Conseguiam lembrar-se de ter 23 anos,

ou serem pais de primeira viagem.

Estávamos a assistir a uma história de amor nas fotos que divulgavam.

Foi uma ligação instantânea.

Foi… Nunca tinha tido uma experiência assim

e nunca mais voltei a ter.

Tornámo-nos inseparáveis. Criámos uma ligação total.

Foi a experiência que as pessoas sonham em ter.

Apaixonarem-se perdidamente e sentirem-se completas com alguém.

Ambos nos sentimos abençoados por ter tido isso.

Quando a Rachel engravidou, foi um choque.

Eu tinha 25 anos e a Rachel tinha 19.

Estava focada em terminar os estudos, ter uma carreira, um bom emprego…

Mas, no momento que percebeu que eu estava mesmo comprometido,

percebeu que podíamos fazer aquilo resultar.

Por isso, avançámos.

A primeira vez que pegamos numa criança

e a vemos respirar,

é sobrenatural.

É absolutamente sobrenatural.

É impossível não acreditar em magia depois de ver uma criança nascer.

A Rachel nasceu para ser mãe.

Ela era de tirar o fôlego.

Os dois eram apaixonados um pelo outro.

Commentaires

No comments yet. Be the first to leave one.

Keep it about this subtitle — sync, quality, typos.500 characters left