The Russian Question

The Russian Question (Русский вопрос)

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Publié le: 2019-02-17
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Les 200 premières lignes.

Mosfilm

A QUESTÃO RUSSA

Baseado na peça de K. Simonov

Roteiro e Direção - Mikhail Romm Direção de fotografia - Boris Volchek

Música - A. Khachaturyan

Assistentes do diretor: L. lndenbom / B. Ivanov Som: V. Leschyov / E. Kashkevich

Direção de arte - S. Mande¡

Sh. Bykhovskaya Yu. Volchanetsky / V. Perelyotov

Câmeras: A. Eguina / A. Gaft

N. Yurushkina G. Seid-Zade

Montagem - E. Ladyzhenskaya Maquiagem - M. Maslova

Elenco:

Smith - V. Aksyonov Jessie - E. Kuzmina

MacPherson - M. Astangov Gould - M. Nazvanov

Murphy - B. Tenin Meg - M. Barabanova

Preston - A. Tsinman Hardy - B. Poslavsky

Parker - G. Yudin Kessler - S. Antimonov

Williams - M. Troyanovsky Radialista - V. Dragunsky

AMÉRICA

ACONTECEU NA AMÉRICA DE 1946...

Veja...

- Jessie West espera por alguém. - Onde?

- E daí? - Trabalhando de novo com MacPherson.

- Voltou do exército para o mesmo cargo. - Quarto dia como secretária do chefe.

- Velho repugnante. Quantos anos ele tem? - 62.

Tem 62 e é tão indecente?

Se eu tivesse o dinheiro dele, também seria indecente.

- Olá, Jessie. Parabéns. - Olá, obrigada. Por quê?

Pelo trabalho, é claro. Estou falando do velho MacPherson e seu antigo trabalho.

- Vamos beber pra comemorar? - Escute, Parker...

- Sim? - Pergunte ao Hardy...

- o que acontece se falam assim comigo. - O quê?

Ele me falou disparates e eu lhe de¡ um tapa... assim.

- Muito bem, me bata. - Pergunte quem ela está esperando.

Pergunte você mesmo.

- Estou esperando Harry Smith. - A pedido da editora?

- Sim. O chefe o chamou do Japão. - Isso é estranho.

Será que Smith se recuperou? Há um ano que não escreve nada.

- Agora vai escrever. - Pergunte sobre o quê.

Um livro sobre a Rússia.

- Está feliz de voltar? - Feliz em vê-la.

- Muito feliz? - Mais que muito.

- Por que o velho me chamou? - Outra viagem à Rússia.

Tem que escrever vários artigos e um livro.

Isso é estranho. Acho que agora não sou a pessoa adequada para isso.

Você é adequado. Ninguém escreve melhor do que você.

Estou muito feliz em vê-la.

- Faz tempo que tirou o uniforme? - Seis meses.

Os uniformes e as medalhas lhe caíam bem. Ficava muito bonita.

Você também ficava bem de uniforme.

Foi uma boa época. Tudo estava ótimo.

Até os ataques aéreos e os pernoites debaixo dos carros. Lembra?

E pensamos que o mundo seria melhor depois da guerra.

Você não muda, Harry.

Não, mas eu envelheço.

- Então, como esteve todo esse tempo? - Como sempre.

Você amou alguém? Me diga a verdade, Jessie.

Amei. Como sempre.

- Não vou perguntar quem é. - Pergunte sim.

Quem é?

Então está fumando de novo?

Não vou mais. Nunca mais.

Vamos direto à sua casa?

- Não. - Por quê?

Porque é muito precipitado.

Não pensei que seria tão rápido.

Acho que vou chorar.

Jessie... dificilmente serei um bom marido.

Tudo bem... vou tentar ser uma boa esposa.

Desculpe, Harry... posso considerar isso como uma proposta?

É claro, sua boba. Com uma condição: você procura a casa. Não entendo disso.

Não quero um apartamento, não quero viver na cidade.

Estou cansada daqui.

Quero uma pequena casa. Quero esperar você.

Quero que chegue da cidade cansado

e me beije a boca.

O atenderemos num instante. Jornais, revistas?

Não leio jornais e revistas de manhã. Faz mal.

- Muito bem. - Você é Harry? Smith?

- Sim, sou Smith. - Reconheci sua voz!

Preston? Você está bem!

- Oi, Harry. Acabou de chegar? - Sim, cheguei agora.

Sabe por que o chefe me chamou?

Um livro sobre a Rússia. Eles pagarão bem.

- E por que eu? - Os leitores acreditam em você.

Com licença, senhor. Harry Smith do "A verdade sobre a Rússia"?

- Sim, sou eu. - O reconheci pela foto.

- Você leu o livro? - Claro que não.

- Foi o que eu pensei! - Mas li a propaganda.

Então, como vão as coisas?

- Ficou difícil trabalhar no jornal, Harry. - Por quê?

Escrevemos coisas estúpidas. O chefe perdeu a cabeça.

Fez um giro de 180 graus?

Ficou ganancioso durante a guerra, foi muito pra esquerda.

Paz mundial, amizade com a Rússia. Tudo isso estava na moda.

Eu disse para ele não se deixar levar.

E agora ele quer voltar atrás.

Se até um carro tem que parar antes de dar ré...

Exatamente. Ele quer dar ré sem parar.

Você tentou debater?

Debater?

Para quê, Harry? Para ele sou só um operador na linha de produção.

Ontem estava colocando a roda esquerda,

hoje ele mandou colocar a direita.

Se eu reclamar, achará outra pessoa. Não é?

Pronto, senhor.

Me deixe tão bonito quanto possível por 1 dólar.

Muito bem, senhor.

Ele quer a mesma coisa que seus importantes chefes de Wall Street.

Se ele se recusar, também o substituirão. Certo?

- Certo, mas é desagradável. - Desagradável, mas é assim.

- Posso lhe fazer uma pergunta? - Sim, estou em suas mãos agora.

Por que os russos têm esposas comuns? Não entendo.

Entendo tudo, mas como viver num país

onde você não pode ter sua própria bicicleta ou esposa? Não entendo.

- Sua propaganda? - Nossa! Nossa!

Jessie? Olá, Jessie!

- Olá. Chegou? - Sim .

- Há muito tempo. Indo para o escritório? - Sim, há muito tempo. Para a redação.

Deixamos as Filipinas em dezembro retrasado, há um ano e meio.

Está certo.

- As roupas de civil lhe caem melhor. - Talvez.

Em você também.

- Que horas você sai? - No horário de sempre.

- Então, às 11h no Clube Bromley? - Não, estarei ocupada.

- Posso perguntar com quem? - Sim. Provavelmente com Harry Smith.

- Ele já chegou? - Fui encontrá-lo.

- Pelo encargo do escritório? - Não.

- Dizem que sua esposa não é bonita. - Não, não é.

É muito rica?

Quando me casei, francamente lamentei que fosse ela a rica e não você.

- É verdade. - Eu acredito.

- Mas ela é muito feia? - Muito.

Deus, isso não é nada interessante!

Imagine, o cadáver da menina na via,

as tripas na calçada

- e o cérebro na janela da farmácia! - Que trivial.

Isso pode ser interessante só para uma escola dominical.

- O chefe quer enviar Smith para a Rússia. - Sim, eu sei.

Foi minha ideia.

Ele ficará por lá cerca de três meses... se for.

- Ele vai. - Vai sim.

- Ele está desgastada. - O quê?

Precisa recuperar sua reputação, ou não ganhará nem 500 dólares por mês.

E você não terá um casamento feliz!

- Ele irá. - Não tenho tanta certeza!

Antes ele tinha suas próprias ideias sobre os russos.

Não me importo com o que ele pensa ou escreve sobre os russos.

Eu quero ter minha própria casa, filhos e um pouco de felicidade.

Estou cansada de ser solteira.

- Ele irá. - O chefe está?

Está tomando café da manhã com jornalistas russos.

- Quando decidiu se casar com Smith? - Ontem.

Então eu fui o seu casamenteiro?

- Eu aconselhei o chefe a trazê-lo. - Então foi você mesmo. Engraçado?

Engraçado.

Espera, está trabalhando aqui de novo?

- A senhora Bridge está de férias. - Relação com o chefe só de trabalho, hein?

- Estritamente de trabalho. - Então ele realmente envelheceu.

- Cigarro? - Parei de fumar.

- O quê? - Harry não gosta.

- Então é sério. - Sim, muito sério.

Olá, Jack. Como o trataram na minha ausência?

- Não posso reclamar. - Posso ir?

Vá, vá. Agora pode tudo.

Ela está me deixando, Jack! Não quer trabalhar comigo.

- Já expliquei o porquê, senhor MacPherson. - Não precisa explicar de novo. Vá, Jessie.

Estou envelhecendo. Droga!

Ela quer trabalhar no Departamento de Informações. Estou velho.

Smith estará aqui em 15 minutos.

- Como foi com os jornalistas russos? - Tudo bem.

Chame o Hardy agora, em seguida o Preston.

Hardy, para o escritório do chefe.

Hardy, para o escritório do chefe.

Hardy.

Em uma hora vá à conferência final com os jornalistas russos. Faça a seguinte pergunta:

É verdade que eles trouxeram dinheiro para financiar a greve de carvão?

- Eles vão simplesmente ignorar. - Claro, e você escreverá

que a uma pergunta direta e justa, os russos, envergonhados, deram de ombros.

Ou algo assim. Já sabe o que fazer.

- Não é grosseiro para um jornal respeitável? - Não é.

Hardy é conhecido por sua escrita escandalosa, então é natural que venha dele.

Ou dirão: "São as mentiras do porco do Hardy". Nada de mais. Pode ir.

Senhor Preston, para o escritório do chefe.

Senhor Preston, para o escritório do chefe.

- Olá, Bill. - Olá, chefe.

Alguma novidade sobre a Rússia hoje?

A United Press publicou 50 linhas sobre "Russos em Viena", pelo Harner.

- Elogia os russos. Publicar? - Claro, sou objetivo, não sou o Hearst.

Coloque na página 16. O que mais?

- Whipman. Russos e dominação mundial. - Antes da página 5. O que mais?

Propaganda italiana sobre pilotos russos na Eritréia.

- É um absurdo descarado. - Primeira página, título sensacionalista.

- Os russos refutarão amanhã mesmo. - Tudo bem, vamos colocar na página 20.

Todos lerão o artigo, poucos lerão a réplica.

Isso não é muito agradável.

Até um carro deve parar antes de dar marcha ré.

- O quê? Não entendi. - Estamos sendo muito agressivos.

Sim, estamos muito agressivos.

- Você mudou muito, chefe. - Mudei...

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