Four Flies on Grey Velvet

Four Flies on Grey Velvet (4 mosche di velluto grigio)

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Diterbitkan pada: 2023-03-26
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Tuna Rungu: No

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200 baris pertama.

“QUATRO MOSCAS SOBRE VELUDO CINZA”

Tobias!

Tobias.

Antes de ir, diga-me a verdade. Toquei muito mal hoje?

Claro, está perdendo as entradas. Precisa seguir nosso ritmo.

Mas não se preocupe, Mirko. Nosso acordo não será mudado.

Obrigado, Roberto. Até mais.

Mirko.

Desgraçado!

-Ei, espere aí. -O que quer? Tire as mãos de mim!

Como assim, o que quero? O que você quer, imbecil?

Está me seguindo há uma semana.

Estou cansado de ver sua cara. O que está procurando?

Está louco? Não sei do que está falando.

Nunca segui você.

Não se faça de otário. O que quer de mim?

Solte-me, maldito! Solte-me!

Não estou brincando. Caia fora!

Saia daqui, ou lhe enfio isso.

Alô?

Alô?

Vá para o inferno.

-Ainda está acordado? -Sim.

Boa noite. Ou bom dia. Como quiser.

Quem era?

Não sei.

Não disse nada.

CADÁVER DE DESCONHECIDO ENCONTRADO NO RIO

-Tchau, Roberto. -Tchau.

Faça o favor de levar embora esta porcaria.

Da próxima vez, não se engane.

Gostaria de vê-la em meu lugar, com todas essas cartas para entregar.

-Olá. -Oi, Maria Pia. O que foi?

Aquele idiota erra sempre de endereço.

Às vezes, bem, é embaraçoso!

Continua me entregando as encomendas daquele pervertido.

Sabe? Rambaldi, o cara que mora ao lado.

São revistas pornográficas.

As mulheres ficam em posições inimagináveis.

O que está fazendo aí sozinho?

Nada.

Por que não está conosco?

É verdade.

Vi com meus próprios olhos.

-O quê? -Nada de importante.

Uma execução na Arábia Saudita.

Ainda se cortam cabeças lá por crimes hediondos.

O condenado tem as mãos amarradas nas costas.

Depois, é forçado a se ajoelhar em público, no meio de uma praça.

Nesse momento, chega o carrasco.

Tendo uma espada na mão direita...

e um punhal muito afiado na mão esquerda.

Com o punhal, ele fura a nuca do condenado.

Seu corpo fica rígido, enquanto o sangue escorre.

Então o carrasco ergue rapidamente a espada...

e atinge o pescoço, duro por causa do punhal.

E a cabeça... rola pelo chão.

Meu Deus! Mas que coisa horrível!

Quem convidou esse cara?

Andrea, o que escreveu de bom ultimamente?

Uma história muito interessante. Bastante parecida com a de Mirko.

Trata-se do funeral de um famoso cozinheiro francês.

Cozinheiros do mundo todo estão presentes.

E a cerimônia é muito comovente.

No instante exato em que o caixão será fechado para sempre...

os presentes jogam salsa e páprica sobre o morto.

Poderia matá-lo agora. Mas não é o momento certo.

Quem vai ajudá-lo? A polícia, talvez?

Não pode contar para ninguém. Está sozinho.

-O que aconteceu com você? -Nada.

Não consigo dormir. Volte para a cama.

-Ouvi um barulho. -Disse que não foi nada.

Não. Há algo errado.

Acha que não percebi, Roberto?

Vamos...

Por que não me diz?

O que está acontecendo?

-Esses últimos dias... -Já disse, não foi nada.

Matei um homem.

Matei um homem há poucos dias.

O que querem de você?

Não sei.

Isso é estranho, entende?

Ele nunca pediu dinheiro.

Mas me ameaça, telefona, escreve, manda fotos.

Objetos do morto.

Agora mesmo fui atacado.

Veja, está tudo aqui dentro.

Não está mais aqui!

Claro! Ele levou tudo. Foi por isso que veio.

-É verdade essa história? -Sim, eu o apunhalei.

No dia seguinte, estava nos jornais.

Mas escreveram seu nome?

Não, falaram que era o corpo de um desconhecido.

-Não acredita em mim, não é? -Não poderia ser um pesadelo?

Você tem trabalhado muito. Por que não falamos com Luigi?

-É um bom amigo seu. -Tem razão. Ele é psiquiatra.

-Acha que estou louco, não é? -O que está dizendo?

Sim, está bem, volte a dormir. Deixe-me sozinho.

Deixe-me sozinho! Por Deus!

Roberto, como se chama o homem que você matou?

-Carlo Marosi. Por quê? -lsso deve ser dele.

As iniciais são C. M. E está manchado de sangue.

-Onde encontrou? -No meu criado-mudo.

Sinto muito, mas o que podemos fazer? Não posso ir à polícia.

Não posso contar a ninguém. Nina, ao menos você, ajude-me!

Vamos, eu lhe peço.

Vamos fugir daqui.

Estou com tanto medo.

Sabe onde está Deus?

Você me surpreende, irmão.

Deus está aqui.

Deus está lá.

E em todo lugar. Também está no rio, pescando.

Irmão, não poderia me dar mil liras?

Só tenho isto.

É pouco, mas tudo bem.

Deus!

Tolo maldito! Meu nome é Diomedes, não Deus!

Por que não me chama de Diomedes?

Se vai me dar um apelido, dê-me um apropriado.

Em vez de me chamar de Deus.

Por que não me chama de "Deus Todo-Poderoso"?

-Todos o chamam assim? -O que você quer?

-Só estava passando. -Que mentira!

Venha, vamos.

Quantos pegou?

Quatro.

Ultimamente, com esta água poluída, os peixes estão doentes.

É de dar pena.

Em vez de comê-los...

dá vontade de colocá-los na cama e chamar o médico.

-Ei, Porcaria! -O que fiz?

Não! Não foi você, foi o papagaio! Esta é minha comida, animal!

Chama-se Porcaria. Sem brincadeira. Quando me deram, já se chamava assim.

Acho que não dá mais para mudar o nome desse animal.

Certamente não é muito elegante.

Não podemos mais frequentar a sociedade.

Imagine a cara deles:

"Minha querida, gostaria de lhe apresentar Porcaria. ”

-Qual é o problema? -Estou encrencado.

Matei um homem, e alguém está me perseguindo.

-Só isso? -É verdade, falo sério.

Tudo bem, diga-me como aconteceu.

-O que eu faço com isso? -Coloque na boca e coma.

-Está cru! -É assim que faz bem.

Cem por cento fósforo, proteínas e todo o resto.

Francamente, dá-me um pouco de asco.

Como eu pensava. Um típico exemplar de cidadão.

Lavado, engomado e imbecil.

Foi assim, matei um homem. Um que eu nem mesmo conhecia.

Foi um acidente. A polícia não sabe nada.

Mas alguém me viu, alguém que estava lá.

Fui fotografado matando, entende? Agora, ele está me chantageando.

Mas não é tudo. Não é uma pessoa qualquer.

É alguém que me conhece bem.

Porque uma noite dessas, com amigos em casa...

achei uma dessas malditas fotos entre meus discos.

Não estava lá meia hora antes. Algum deles deve ter posto lá.

-Tem intenção de pagar? -Não tenho dinheiro.

E sua mulher? Não disse que a família dela é rica?

Ele não está atrás de dinheiro. Isso é que é estranho.

Limita-se a me perseguir, e não sei por quê.

Que assunto desagradável.

Agora, dois conselhos de Deus.

Primeiro, arrume um detetive particular.

Um que tenha os olhos bem abertos e que o proteja.

Porque, pelo que entendi, sua pele está em perigo.

Arrosio é um bom homem para seu caso.

Um pouco excêntrico, mas custa pouco e é inteligente.

Segundo, faça o Professor vigiar sua casa.

-O Professor? -Sim. Exatamente.

Você o conhece. Ele está sempre por aqui, deitado em uma rede.

Nós o chamamos de Professor por causa de suas boas maneiras.

Ele beija as mãos das damas e não solta pum em público.

E sei de cor 1.280 versículos da Bíblia.

O que foi?

Digamos, por 500 liras...

Certo, façamos por 800 ao dia.

Terá de vigiar a casa de meu amigo, que é um grande músico.

-Por que está corando? -Quem está corando?

Está ficando vermelho, não é, Professor?

Vermelho como o Presidente Mao.

Agora, se vir algo estranho...

como chantagistas, assassinos ou coisa parecida...

-Intervenho, com violência? -Não, avise-nos.

-Peixinho? -O quê?

Um peixinho?

Não!

Maldito bastardo!

O que quer?

O que quer de mim?

-Entrega... entrega especial. -Como?

Tenho uma carta para entregar.

-Não estava fazendo nada de errado. -Desculpe, mas eu não...

-O que quer agora? -Você não entendeu...

Não entendi, é?

Bateu em mim, quase me estrangulou.

Queria me matar. O que tem contra carteiros?

Não sou idiota.

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