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Serviço de Segurança Sam
Sexta de manhã, 9:01.
Normalmente não tenho um diário,
mas se tivesse, este seria marcado como um dia especial.
Os meus netos vêm visitar-me.
Segurança Sam.
Tenho um 459 na Grove entre Cypress e Elm.
Mande reforços.
Ali está ele. Vamos apanhá-lo.
Vamos, rapaz.
Lindo menino, Polo! Lindo menino!
O que é isso? Come-e-foge, ah?
Este bairro passou por muitas mudanças nos últimos 30 anos.
Posso já não estar na polícia,
mas quero manter as ruas seguras,
sobretudo agora que os meus netos vão estar por perto.
Estava a pensar.
Se calhar, o avô esqueceu-se de que vínhamos.
-Jamie? -O que queres?
San Francisco estava perto do touchdown.
Estava a pensar. Se calhar, o avô esqueceu-se.
Já não era sem tempo.
Acha que só temos isto para fazer?
Eu recebi a chamada da Sra. Whitaker há 20 minutos.
Ela devia ter-nos ligado!
Ela é minha cliente.
Donahue, tu sabes que
o capitão Fogel não gosta que te metas.
Isto é um assunto de todos.
Dixon, houve uma altura em que o polícia sabia os nomes
de toda a gente que vivia aqui.
Ainda sabemos. Mas agora usamos computadores.
As coisas mudaram desde que eras polícia.
Diz ao capitão Fogel que se passasse menos tempo
a olhar para o computador, jogar à política na Câmara,
e mais tempo a preocupar-se com as pessoas que vivem aqui,
seríamos muito mais felizes.
Agora tira daqui o veículo, tenho convidados importantes em casa.
Dixon. Aqui.
Aqui está a tua prova.
Olá, meninos!
-Olá, avô! -Como estão?
-Olá, avô! -É bom ver-vos!
O táxi trouxe-vos em segurança?
-Sim. -Ainda bem.
Lembram-se do Polo, certo?
-Sai, rapaz. -Anda aqui.
Cresceste imenso! Um quilómetro.
Olhem para isto.
Jamie, deves ter 12 anos, certo?
-Catorze. -Catorze?
Parecias muito grande para 12.
Vamos instalar-vos.
Peguem nas coisas.
O Jamie e a Allie vão ficar comigo uma semana
enquanto os pais fazem as malas em Phoenix.
Espero que haja algo para fazer aqui
para os manter interessados.
Já está tudo pronto.
E que tal, "Obrigado, Allie, que simpática"?
Fala a sério.
Sintam-se em casa, meninos. Volto daqui a uma hora.
Aonde vais, avô?
-Patrulha da tarde. -Posso ir?
Divertias-te mais a ler o teu livro de detetives.
Quem quer ler quando posso ser uma detetive a sério como tu?
Querida.
Eu não sou um...
Olha uma coisa.
Há um shopping a uns quarteirões daqui.
Toma cinco dólares.
Levem isso, comprem pizza, gelado, o que as crianças comem.
Levem o Polo. Ele adora pizza.
É a melhor ama da cidade.
Avô, tenho 12 anos e meio.
Ainda bem.
Tens a idade perfeita para trabalhar com um destes.
Podem falar comigo a qualquer altura.
Puxas isso, pressionas e gritas muito alto.
Aqui. Aqui estão as chaves.
Toma conta da tua irmã. E lembrem-se,
quatro quarteirões para ali e quatro para o outro lado,
são os limites. Perceberam?
Ok. Até logo, meninos.
-Adeus. -Adeus, avô.
A maioria das pessoas abranda com a idade.
Eu não acho que o avô seja como os outros.
Os miúdos podem ser uma grande inspiração.
São independentes, sem problemas.
Talvez com alguns problemas.
-Polo. -Polo!
Temos de entrar e ir buscá-lo.
Eu não entro ali.
Tem de ser. O que é que o avô diria?
Temos de tirar o Polo dali.
Isso é invadir propriedade.
Não é. Estamos a fazer um resgate. Anda lá.
CASA PARA VENDA
Parece perigoso.
Volta aqui.
Pensa nisto como uma aventura.
Mas que aventura.
É assustador aqui dentro.
Polo!
Como assim, "Shh"? Quem é que nos vai ouvir?
O fantasma do Natal passado, não sei.
Vamos sair daqui.
Não podemos deixar o Polo aqui.
É da nossa responsabilidade.
Não podemos fazer isso.
Jamie, tens medo?
Eu? Medo?
Não.
Então, vamos subir as escadas.
Isto é assustador até à luz do dia.
Andas a ler muitos livros de detetives.
Todos os que já foram escritos.
É por isso que sou especialista.
Deixa-me ir primeiro.
Ouvi alguma coisa.
Não acredito nisto.
Polo, desce daí!
Anda. Vamos espreitar.
Sabes, Jamie, pode estar qualquer coisa ali em cima.
Um esqueleto, o saque de um roubo a um banco.
-Ou... -Vais parar com isso?
O que é aquilo?
É um saco de boxe antigo.
É um ótimo sítio para espiar.
Podíamos ver tudo.
Que vista!
Conseguia ver a quilómetros.
Jamie.
Alguém está a roubar aquela casa.
-Onde? -Ali em baixo. Ao lado.
Vamos ligar ao avô.
Avô, escuto. É a Allie. Escuto.
Escuto, avô.
Olá, Allie. O que se passa, querida?
Está a decorrer um assalto.
Um quê?
Um assalto na casa branca grande em Grove.
A casa dos Bonner. Onde estás?
Na casa ao lado.
Estás onde?
Encontra-nos à porta. Depressa!
Não façam nada nem se aproximem da casa.
Ele está a ir embora!
Quando o avô chegar já ele foi embora.
Anda. Vamos buscar o Polo.
-Avô! -Avô!
Ele fugiu!
Entrem. Vamos lá, entrem.
-Polo! Anda. -Anda.
Meninos, apertem os cintos. Vamos.
Onde estavam quando viram isso?
Lá em cima no...
Estávamos a passar.
Ali está ele!
É muito perigoso. Vou deixar-vos sair.
Não é preciso. Temos cintos.
Estás a perdê-lo, avô!
-Cuidado! -Depressa!
-Ali está ele! -Não!
Não! Jamie!
Estás bem, Jamie?
Lindo menino, Jamie. Lindo menino.
Desiste, filho. Desiste.
Anda lá.
Eu pedi reforços.
Apanhaste-o, avô!
Foi a melhor captura da minha carreira.
Vamos, pessoal.
Eu sei que queriam ajudar,
mas eu conseguia sozinho.
Há 20 anos.
Achávamos que, pelo menos, os Bonner iam ficar gratos.
Era só uma partida, capitão Fogel.
Só levou comida.
E não querem prestar queixa?
Não é necessário.
É um adolescente.
Sim. É só uma criança.
Dê-lhe um desconto, capitão.
É como quiserem, Sr. e Sra. Bonner.
Estamos bem.
Não deviam ter-se dado a este trabalho.
Não me diga.
Se mudarem de ideias, liguem-nos.
Não vamos ligar. Prometo.
Adeus!
Sim. Adeus.
Deixem-no ir.
Deixamos ir?
Eles nem vão prestar queixa.
Disseram que só levou comida.
Uma banana e uns rolos. Grande coisa.
Quem é que vive ali, a Mother Hubbard?
-Ouve, puto. -Zabrowski.
Anthony Zabrowski.
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