Le prime 200 righe.
"Licenciatura conseguida. Stop.
"Chego aeroporto Roma 9 horas. Stop.
"João Brancas."
O João Broncas está a chegar!
MARIO GASPERONI E FAMÍLIA CARNES POR ATACADO
Há 5 anos que não vejo o meu João Broncas.
- Tinha que ir para África? - Só se podia licenciar lá.
Se os cocos amadurecem, ele também deve ter amadurecido.
Em fila indiana, vamos!
JOÃO BRONCAS o MÉDICO DA CAIXA
CHEGADAS INTERNACIONAIS
Realização
Desculpe, tinha caca, há cinco anos que só como bananas.
- Está ali! - Meu filho!
- Quieto aí! Quieto ou disparo! - Quem é?
- Quem pensam que sou? - Que traje é esse?
- Da Queda do Império Romano. - És um terrorista.
O que dizes? Não fui eu que o fiz cair. Foi o director.
- Eu representava. No Cinecittà. - O que fazes aqui?
O meu sobrinho chega de Adis Abeba. Não pude mudar de roupa.
- Bom, podes ir-te embora. - Obrigado.
- Demora muito. - Sim.
Já não era sem tempo. Não mudaste de roupa?
- E o João Brancas? - Não sei, chegámos há meia hora.
- Já chegou? - Sim, mas...
Se calhar foi raptado.
- Raptado? - Pressinto-o.
Não digas tolices.
- Está molhado? - Não, foi raptada!
Não tinha aterrado... E que raio fazemos aqui se não aterrou?
Calma, mãe. De certeza que está a chegar.
Já sei onde está!
CASA DE BANHO
- João Broncas, meu querido! - Papá, mamã!
- Tens o diploma? - Sim, o diploma...
Tinha-o aqui.
- Entrem. - Papá, o que é isso?
- Um bocado de papel. - Limpou o rabo com ele...
Não, não pode ser.
Tinha-o mesmo aqui.
Um momento.
Aqui está!
Meu filho lindo!
Já chegámos. Tenho uma surpresa.
Uma casa nova. Todinha para ti.
- Vamos, vamos. - Entra, vamos.
Toma posse do teu reino!
Agora que finalmente te Iicenciaste
ninguém voltará a chamar-te João Broncas. Porquê?
Porque te tornaste adulto? Não!
Porque agora és o Dr. Alvaro Gasperoni.
E se em Itália os licenciados não têm trabalho, tu vais ter!
O teu paizinho já tratou de tudo, sabes?
Ainda bem.
Enquanto tu estudavas pelo mundo,
eu andei a cultivar...
O que disse? Que está a acabar?
Quem me dera. Acabou de começar.
Percebeste? Foi caro e duro, mas conseguiste.
Estudaste em Roma, em Frosinone,
em Catanzaro,
em Canigatti, e a licenciatura em medicina em Adis Abeba.
- Melhor não podia ser. - Sempre longe de mim.
Brindemos ao único licenciado da família Gasperoni,
famosa pelas suas carnes por atacado.
Porra para estes exemplares...
Vamos, diz-nos qualquer coisa!
- A ver como fala um doutor. - Silêncio! Silêncio!
Deixem-no falar. Fala.
- Bravo! - Bravo!
- Que barulho foi este? - Um peido do elevador.
Este hospital é teu.
O melhor de Roma. Mais não podia fazer.
- Vamos, confia em ti. - Sim, mamã.
- Lembra-te de quem és. - Quem sou?
- Alvaro Gasperoni. - Sim.
- Aqui tens uma merenda. - Salsicha? É a do papá?
- Sim, a de que tu gostas. - E tu também.
- Alvaro, chega aqui. - Sim.
João, não olhes para trás.
- Não vai para a guerra. - Sim, mas vai para o hospital.
Adeus!
Olha para ele, que homem.
Tinham medo que não me acertasse à primeira?
- Nome e apelido. - Umberto Durante.
- Quer o lugar de adjunto? - Sim.
Referências.
Está aqui tudo.
CONGRESSO DOS DEPUTADOS
Depois contactamo-Io.
- Nome e apelido. - Mario Zecca.
Referências.
Aqui tem.
PRESIDÊNCIA DO GOVERNO
Depois contactamo-Io, sem dúvida.
CIDADE DO VATICANO
Depois contactamo-Io, de certeza.
MADRE SANTÍSSIMA
Pode ficar descansado. Depois contactamo-Io, de certeza.
ORDEM MAÇÓNICA P2
- Como disse que se chama? - O que fiz?
- Nada, não percebi o seu nome. - Alvaro Gasperoni.
É uma honra que queira entrar no nosso hospital.
Entrar? Mas eu estou bem.
Um bom médico deve ter sempre sentido de humor.
Sim, eu sou assim.
Vou confiá-Io ao Professor Tambroni, um dos melhores.
Vão operar-me?
Que simpático. Adeus. A maleta.
- Está a oferecer-ma? - É sua.
É verdade. Obrigado. Adeus.
Alvaro Gasperoni, o novo adjunto. Por favor.
- Erdedo, primeiro adjunto. - Muito prazer.
- Graziani, adjunto titular. - Muito prazer, o que é isso?
Ragusa, adjunto veterano.
- Irmã Celestina, supervisora. - Louvado seja Deus.
- Sempre, irmão. - Paolo, chefe do pessoal paramédico.
- Não será paranóico? - Doutor Gasperoni.
Vejamos, doutor, então...
Iicenciou-se em Adis Abeba.
- Nota-se? - Está no seu currículo.
No cu... quê?
- No seu currículo, este. - Ah, o pedigree.
No terceiro mundo têm muita fome de ciência, não?
Não, têm fome e pronto.
Assim anda o mundo. Comecemos as visitas.
- Por favor. - Primeiro.
- Não gosto dele. - Parece imbecil.
- Finge. - Somos todos filhos de Deus.
De certeza que é um filho da mãe.
O que se passa?
Bom dia, professor.
- Irmã, tu também? - Adeus.
Querem guerra? Então, vão tê-Ia.
À carga!
Onde estão os travões?
Socorro. Que cheirete.
É um bom hospital. Se um médico não é bom, atiram-no para o lixo.
- Vem aí. - Quem?
- Bom dia, professor. - Bom dia.
- Eu levo-lhe a maleta. - Obrigado, Dr. Gasperoni.
Nem todos os jovens se esqueceram das boas maneiras.
- Hoje operamos o 121. - O que o senhor quiser.
- Gasperoni, a maleta. - Aqui tem.
- Está ferido. - É só um arranhão.
Desinfecte-o, um arranhão pode ser perigoso.
Depois. Não quero roubar tempo precioso aos pacientes.
- Muito bem. - Obrigado.
Aprecie muito o seu sentido de dever.
- Este vai lixar-nos a todos. - Temos que afastá-Io.
- Tirá-Io do meio. - Acabar com ele.
Sou o maior.
- Gasperoni. - Quem é?
- Há visitas? - Um clister ao 82.
- O que tenho a ver com isso? - Ordens do Dr. Erdedo.
É para isso que servem os enfermeiros.
Tens que ser tu. Os enfermeiros estão de greve.
Estão de greve, e o tal Dr. Erdedo?
Eu metia-Iho pelo cu. "Erdedo"...
Onde raio tens as veias?
Porra.
- Isto não entra nem à Ie¡ da bala. - Pergunte ao enfermeiro.
Cala-te, esse anda sempre zangado.
- Onde se põe isto? - Pelo rabo acima.
Estás a ver? Ficou zangado.
Anemia. Fígado inchado.
Prostatite e diabetes mellitus.
Não seria melhor fazer uns exames?
Nos olhos podem ver-se todas as doenças.
Tudo isso num olho de vidro?
No bom, depois dizes-me.
Disse-te para trazeres uma maca para o 22.
- Como vou encontrar uma macaca? - O problema é teu. Desaparece.
Não encontrei a macaca. Pode ser um gato?
Não, o gato não. Os meus tomates.
Não te queixes. A mim, obrigou-me a mijar numa garrafa.
- Muda de lençóis? - Aqui.
Claro.
- Levante-se. - Tenho gesso.
- Eu tenho que fazer a cama. - O problema é seu.
Muito bem.
- Desculpe. - Vamos.
Já está.
A de cima já está. E agora?
- Agora é a de baixo. - Sim.
- Pode levantar-se um instante? - Não consigo.
- Meio? - Não.
Bom, vou tentar.
Vamos começar por aqui. Total...
- Levante o cu... as nádegas. - Está a apalpar-me?
- Vamos lá. - Deixa o meu rabiosque em paz.
Que mania.
Vou fazer como os ilusionistas. Vai ver como é bom.
Um, dois, et voílá.
- Não me toques. - Tens molas?
- Está a tocar-me no rabiosque. - A segunda vou conseguir.
Um, dois.
Já vais ver.
Mas não toques no meu rabiosque.
- E três. - Está a apalpar-me o rabiosque.
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