Le prime 200 righe.
Falaram com o Chefe de Homicídios?
Sim, encontraram outro boneco de castanhas com as impressões da Kristine.
Não faz sentido.
Porquê deixar um boneco…
Não sei. Dizem que é uma forma estranha de assédio.
Como está o Steen a lidar?
Vamos ficar bem. Somos uma boa equipa.
Avisa-me se precisares de falar.
Eu estou aqui.
Que simpático, Frederik. Obrigada.
BUSCA POR KRISTINE HARTUNG ABANDONADA
PARA ONDE FOI LEVADA?
IA PARA CASA APÓS O TÉNIS QUANDO O ASSASSINO ATACOU
Olá, querido.
Olá.
Tiveste um bom dia?
Foi normal.
Onde está o pai? Ainda não jantaste?
Não. Passou a tarde no escritório dele.
Deve ser o novo projeto de construção.
Deves ter razão. Ele disse para não entrar.
Steen?
O que é isto tudo?
Tenho de rever tudo.
E se o Gustav entrasse e visse?
Como é que o afetaria?
Sei que ainda estás a beber.
Parei de beber.
Tens de parar com isto também.
Pelo bem do Gustav.
E pelo nosso bem.
Não consigo esconder o que sinto.
Consegues.
- Faço-o cada dia. Também consegues. - Mas não quero.
Há tantas coisas estranhas. As impressões digitais.
- O… - Não a foste buscar.
- É por isso. - Também não a foste buscar.
- Nem uma vez. - Mas prometeste!
Desculpa.
Desculpa, amor.
Promete-me que guardas tudo.
UMA SÉRIE NETFLIX
O HOMEM DAS CASTANHAS
Já acenderam as lanternas?
Podes crer. Parece um festival de lanternas chinês.
- Ótimo. - Gostava que visses.
- Eu sei. - Que pena teres perdido.
Sim.
Ela está aí?
Sabes que mais? Não lhe apetece falar contigo.
Está bem, mas podes dizer-lhe…
E ela está a pedir para furar as orelhas.
- Não, claro que não. - Tenho de ir, adeus.
- Demo-lo como desaparecido. - Ótimo.
Pode ser o assassino?
Não, ele tem um álibi no dia da morte da Anne Sejer-Lassen, mas…
Segue-me, por favor.
Respondemos a uma denúncia anónima de que o rapaz era negligenciado.
Encontrámos uma cave secreta feita pelo Hauge.
Assim como o portátil dele e estamos a acedê-lo.
Estás bem?
Estou bem, obrigada.
O quarto e o alçapão são à prova de som.
Está tudo construído sob a grelha. Nunca vi nada assim.
Enviei amostras das fibras para o laboratório.
Vamos tirar impressões digitais para ver quem esteve cá.
Thulin? Acedi ao portátil do Hauge.
As pastas têm nomes de meses.
Magnus?
Magnus, estás pronto?
Vai ser muito divertido, prometo.
Não queres chatear a mãe, pois não?
Lindo menino. Vamos tirar a camisola interior, sim?
Sim. Estás a ir muito bem.
És um bom rapaz.
Muito bom rapaz, Magnus.
E és lindo.
Magnus, eu amo-te.
Isto faz-te querer matar o padrasto.
Não a mãe dele.
Ela descobriu que algo estava errado. Foi por isso que mudou as fechaduras.
Se alguém anónimo denunciou isso e matou a Laura Kjær,
porque acreditava que ela era má mãe…
Porquê matar a Anne Sejer-Lassen?
Talvez o assassino acreditasse que ela era má mãe.
Mas porquê? Ela estava a fazer as malas e a preparar-se para deixar o marido.
Sim.
O sangue que encontrámos entre as tábuas dos Sejer-Lassen…
Pertencia à filha?
Sim.
Também encontrámos o sangue da irmã na casa de banho e na estufa.
Está tudo no relatório. Porquê?
Acho que as miúdas são demasiado propensas a acidentes.
- Não, não acho… - Obrigada, tenho de ir.
Precisamos dos registos médicos das miúdas Sejer-Lassen.
O hospital de Gentofte, clavícula partida.
Nariz partido.
Não olhe para mim. Olhe para as fotos.
E aqui, urgências no Hospital Central de Copenhaga, quando vivia lá.
- Caiu das escadas. - Sim.
- Não fui eu. Foi um acidente. - Sabemos o que fez às suas filhas.
A questão é: "Quem mais sabia?"
O Ministério Público acusá-lo-á de maltratar as suas filhas.
Pode nunca mais ver as suas meninas. Percebe?
Amo-as, percebe?
Sim.
Quem sabia?
A sua mulher sabia.
Ou tinha começado a suspeitar.
Tentei arranjar ajuda. Falei com alguém após a denúncia.
Que denúncia?
Às autoridades locais.
Uma assistente social veio ver-nos, mas o advogado resolveu tudo.
- E acabou aí. - A autoridade local de Gentofte?
De Copenhaga.
Antes de nos mudarmos.
Perguntei se havia denúncias, mas o assistente social negou.
Quem o denunciou?
Não sei. Foi anónimo.
Sim.
Claro, certo. Não.
Bem, isso é chato. Obrigadinho.
Que disseram?
Os serviços sociais só podem ajudar amanhã.
- E querem um mandado. - Eu trato disso.
- E está tudo bem com o carro? - Sim. Empresto-to.
Obrigado por me ajudares a sair daquele buraco.
Olá.
- Pensei em passar por cá. - Sim.
Estás despachada?
- Sim, estou. - Olá.
- Olá. - Sebastian.
O Hess. Ele é o meu…
Parceiro.
Emprestas-me chave?
Claro.
- Onde está ela? - A dormir em casa do Aksel.
Que pena. Estava ansioso por vê-la.
- Sim. - Mas tem as suas vantagens.
Tempo extra, só nós os dois.
- Foste embora da última vez. - Sim, desculpa.
Sabes que mais? Estou cansada. Não estou com disposição para…
Não temos de fazer nada.
Podemos sentar-nos aqui em silêncio com um copo de vinho e conviver.
Ando a sonhar com irmos passar um fim de semana fora.
Não, obrigada. Não vou a lado nenhum.
Sabes como é o meu trabalho?
- Não, não me podes dizer. - O que queres de mim?
Como assim?
Sonhas ter uma escova de dentes cá ou que conheça a tua mãe?
Achas que é o meu sonho?
Acho que é natural sonhar
com viver com a tua namorada e ter filhos.
Claro. Eu percebo.
Acho que não te posso dar o que queres.
Não podes ou não queres?
Que raio se passa?
É aquele falhado no carro?
Então, o quê?
Podes sair, por favor?
A sério? Tudo o que faço é deixar que o teu precioso trabalho dite
quando, onde e como nos encontramos?
Sabes que mais? És uma cabra tão fria.
Só queres estar sozinha.
Fiquei retido quando ele ligou.
- Pensei que querias voltar. - Quero.
- Porquê… - É um pouco complicado.
Quanto mais esperas, mais complicadas ficam as coisas aqui.
- Vou ligar ao Freimann amanhã. - É melhor.
Aí está o senhor!
O senhor trabalha demasiado.
Este é o Rizwan, o agente imobiliário de que lhe falei.
Olá.
Queria que ele visse o apartamento, para lhe dar um bom preço.
- Claro. - Pense nisso.
Ele está 10 % acima do mercado.
Até logo.
Já agora, pus a lixadeira no seu apartamento.
Obrigado.
QUARTA-FEIRA, 14 DE OUTUBRO
Os homicídios da assistente dentária Laura Kjær de 37 anos, de Husum,
e de Anne Sejer-Lassen, de 36 anos, de Klampenborg,
provocaram rumores de alguma ligação entre ambos.
As mortes ocorreram com dias de diferença
e fontes anónimas dizem que os homicídios têm certas semelhanças.
- A polícia não comentou… - Estás pronta?
- … mesmo assassino. - Sim.
Para onde vamos?
O Bukke está a finalizar as últimas alterações na sala de reuniões.
Ele finalmente cedeu.
Ótimo. Vão andando. Preciso de falar com a Liv.
Liv, o Chefe de Homicídios tentou contactar-me de novo?
Não. Mas sei que a polícia contactou os serviços sociais.
Porquê?
Não sei.
Pedi à autoridade local algumas estatísticas esta manhã.
O departamento estava parado por causa de um mandado.
- Um mandado? - Sim.
- Olá. Olá, Liv. - Olá.
- Tens um segundo? - Claro, já vou.
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