Le prime 200 righe.
Toda cidadezinha tem seu segredo.
A nossa tem um jogo.
Os perdedores ficam aqui, pois perder é nossa especialidade.
Os vencedores saem.
Em Carp, Texas, "fora" é o único lugar que vale a pena ir.
Por isso, jogadores arriscam a vida pra vencer.
A vitória é sua, se durar até o amanhecer.
Logo virá o julgamento.
Mas a ideia do jogo não é matar.
E não matará.
Caso você siga uma regra.
Não entre em pânico.
PÂNICO
BEM-VINDO À CARP
EXECUTADA PREÇO REDUZIDO!
Na verdade, o Pânico começou como muita coisa por aqui.
Porque era verão
e não havia mais nada pra fazer.
Os jogos começavam logo após a formatura
e duravam o verão inteiro.
Todos os formandos podem participar.
Às vezes, 40 participam.
Outras vezes, a metade disso.
Mas só há um vencedor.
Todo ano, há novos jogadores,
novos desafios,
novos juízes.
Só que o jogo também tem fantasmas.
DESCANSEM EM PAZ SAUDADES!
Nunca precisamos dizer seus nomes.
ESCOLA DE ENSINO MÉDIO SAMUEL MAVERICK
Eles sabem onde nos encontrar.
Sabem que não vamos a lugar algum.
A menos que joguemos.
Agora, o que todos esperavam,
os formandos.
Natalie Williams.
Isso aí, Nat!
Bishop Moore.
Heather Nill.
-Está atrasada. -Foda-se.
Oi, Ray.
Um presente de formatura. Algo pequeno.
-Ei, vamos lá! -Que porra é essa?
Cartão de saída livre da prisão.
Quê? Pode ser útil caso decida visitar seu velho.
É?
Se tivesse um cartão pra não pegar herpes,
eu comia de novo a mãe do Tyler.
Deixa de ser mané. Se liga.
Nem acredito que não vão à cerimônia.
Nós vamos.
Está valendo, meu bem.
Vamos lá!
Vamos!
-A minha filha. -Oi, pai.
Fale com seu tio.
Retrato de pai e filha. Aproximem-se.
Heather!
Chegamos!
Oi.
Olha, flores!
Obrigada, Lilybug.
Uau, você veio.
Claro que vim.
Tenho orgulho de você.
Tome, um presentinho.
-Segura pra mim? -Claro.
Você adorava globos de neve. Sempre queria mais.
Aos sete anos.
No Walmart,
deve ter sacudido uns cem desses.
Achei que nunca ia tirar você da loja.
Obrigada, é muito importante.
Só uma lembrancinha
pra marcar o evento e tal.
-Por que essa cara estranha? -Nada.
Tem 20 mangos?
O carro voltou pra oficina.
Problema de ignição.
E a picape do Bo bebe demais...
É tudo que tenho.
-É? -Sim.
E o pagamento retroativo da loja?
Não posso obrigá-los a pagar, mãe.
Você me orgulha.
Venha, Lily. Vamos lá.
Obrigada. Até mais.
Te amo. Tchau!
-Ânimo, maluca! Estamos livres! -É.
Perfeito.
Vamos cair fora daqui.
Não aguento mais este lugar.
-Um. -É.
-Dois. -Dois.
Três.
Valeu.
Brindamos a quê?
Sem educação física.
-E aqueles calções. -Verdade.
Coleta final.
Anda. Dê sua grana.
Coleta final.
-Lá vem... -Muitíssimo obrigado.
Coleta final.
Regra é regra.
A aula acabou. Nem vou participar.
Pense que é um seguro.
Será um verão dos diabos.
É...
Anda, cara.
Não vou jogar. Está bem.
Todos vamos jogar, babaca.
-Ray! -De um jeito ou de outro.
Um dólar e acabou.
Ray, pare.
Ser quer dinheiro, solte meu braço.
É só brincadeira.
Ah, Bishop.
Ei.
Outro brinde.
À amnésia global.
Não.
Seletiva.
Tem coisas que quero lembrar.
O que eu perdi?
Um brinde a um futuro sem o Ray Hall.
-Sim. -Ele é um saco.
É.
Lembra?
Quando você vomitou na excursão no oitavo ano?
Ele disse que a Heather estava grávida.
E aí você falou pra todos que ele tinha clamídia.
Ninguém zoa a minha amiga.
À vingança.
À clamídia.
-Não vou brindar a isso. -Quê?
Já sei um.
Prontos?
Trouxe seu diploma.
-Claro. -Bizarro.
-Sim. -É claro.
-O que está fazendo? -Um brinde.
Natalie.
Quê? Não importa porque...
vou vencer o Pânico.
Adoro essa música! Vamos lá.
-Levante-se, Heather. -Depois.
Não! Agora!
-Não, venha. -Gente. Depois. Eu não...
Não vou.
-Bishop! -Nós vamos.
-Me solta! -Não estou te ouvindo.
Qual é a sua, cara?
Desculpe. A mão escorregou.
-Num isqueiro? -Minha mão escorregou!
-Foi tipo... -É o seguinte, Dick-ins,
todos ficam nervosos antes do Julgamento.
Diggins.
Diggins. Foi o que eu disse.
Novidades sobre os juízes?
Não, só vou apresentar.
Também estou esperando o sinal.
Tomara que venha logo.
Sabe o que dizem sobre mentes vazias.
É a oficina do Diabo.
Chega mais, T!
Está tarde, Lilybug. Devia estar dormindo.
Por quê? Você está acordada.
Está enrolando.
Terminei ontem o livro da biblioteca.
Quer que eu invente uma história?
Era uma vez,
uma cidade parecida com a nossa.
Só que lá as pessoas eram de pedra.
Como estátuas.
Exato. Como estátuas.
E falavam com línguas de pedra
e acenavam com braços de pedra.
Até os corações eram de pedra.
Mas uma menina era diferente.
Ela era feita de barro.
"Você não é nada", diziam a ela.
"Nada."
Nossa.
Ela foi trancada numa torre alta,
sem porta, com apenas uma janela.
Ela se sentia sozinha? Era escuro lá?
Sim.
Sim, às vezes.
Às vezes ela falava com o vento, para ter companhia.
Como ela fugiu da torre alta?
Não sei, ainda não cheguei lá.
Bem...
talvez ela fique amiga de um vaga-lume.
Talvez ele a ajude à noite,
assim ela não tem medo da escuridão.
Quer saber?
Esse é o final. É justamente o que acontece.
Boa noite. Eu te amo.
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