My Pal the Gypsy

My Pal the Gypsy (Mon pote le gitan)

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Mon pote le gitan 1959 FRENCH RESTORED 2160p UHD 4KLight DTS [1337x] v2 PT
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게시일: 2026-04-23
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ESTE FILME FOI RESTAURADO DIGITALMENTE EM 4K.

Estas legendas são apenas para a versão restaurada.

- Bom dia. O senhor está em casa? - Não.

- Preciso de o ver. - Devo deixar uma mensagem?

- Não, é pessoal. - Então tente o senhor Védrines no trabalho.

Vou esperar por ele aqui.

Insisto... meu caro amigo...

Não... meu caro amigo, insisto...

que o leia novamente...

com grande indulgência...

Não... com a maior indulgência...

o livro daquele carteiro de Castelnaudary...

- O que se passa? - Tem um visitante, senhor.

Hoje não vejo ninguém! Lembre-se disso!

- Ouça. - Sim, senhor.

Envie a senhorita Rose Blanchette du Moulin.

Então, onde estávamos... o carteiro.

O vencedor receberá o prémio literário Grande Ursa,

que atrairá um grande público.

Um grande público... Isso mesmo.

- Senhorita... mais alguém está previsto? - Não, senhor.

Abra as persianas, por favor.

Senhorita Rose Blanchette du Moulin, está tudo pronto no restaurante?

Sim, senhor. Eles aceitaram o preço.

Com a publicidade, esperam muitos fotógrafos.

Senhorita Rose.

Tem uma fotografia daquele carteiro epiléptico de Castelnaudary,

com a sua família?

- O que se passa? - Gaston, preciso de te ver, é urgente.

- Estou ao telefone. - Mas é importante.

- Tenho notícias maravilhosas. - Diz-me em casa.

Senhorita Rose Blanchette du Moulin...

Sabe se o Quanard planeia apresentar

a candidatura desse ladrão?

Não? Não importa, vamos continuar.

Querido Quanard... Não, meu querido Quanard...

Gaston, Gaston, Gaston!

Tens de ouvir isto, é sobre o nosso filho!

- O que ele fez agora? - Nada.

Vim agora da senhora Vandor.

O marido dela alistou-se voluntariamente no exército.

Idiota. Não faz ideia no que se está a meter.

- Agora deixe-nos, por favor. - Não é tudo.

- Ele quer que o Theo conheça a filha dele. - Aquela rapariga vesga?

- Oh, vá lá, ela é bonita. - Falamos disso em casa.

E eu estou a trabalhar aqui, aliás.

Pensei que ficasses contente.

Estou, mas agora deixem-nos trabalhar.

Gaston, não é o momento certo para os conhecer?

Henrietta, não te esqueças, o nosso rapaz é um completo idiota.

- E onde está o nosso pequeno anjo? - Na escola, como sempre.

Ele não está! Deve estar outra vez com alguma vadia!

Ou na cave a tocar bateria como um louco!

Bem, ele é muito musical. E então?

- O que achas? Gostas do som? - Gosto.

Ouve outra vez. Continua a tocar.

- Talvez... mas é demasiado caro. - Podemos arranjar uma solução.

Um momento.

Zita? Zita?

O que se passa com ela?

Zita?

- O que foi? Estás chateada? - Deixa-me em paz.

Ouve, - Larga-me. Eu disse larga-me!

- Meio preço? - Estou dentro.

- Ou damos-lhe o outro? - Vamos trocá-los.

Cuidado, aí vem ele.

Vamos deixá-lo por 25.000.

- Fica com ele. Meio preço. - O que se passa com ela?

Esquece isso por agora. Então, queres ou não?

O Bruno tocou-o todo o inverno. Isso devia chegar.

- Mas o que se passa com ela? - Pergunta ao Bruno.

- Quero saber. - Relaxa, é só um pequeno problema.

- A sério? Com quem? - Ele não te vai dizer isso.

- Então, a bateria, sim ou não? - Já não tenho a certeza.

- 25.000. Última oferta. - Esquece.

- Percebes? - De todo.

- Esquece-o. - E ele queria tanto.

Porque estás a olhar? Nunca viste uma harmónica?

Não no salão. Os nossos convidados comportam-se bem.

O que há de indecente numa harmónica?

- Por favor, tenha maneiras. - És escravo das tuas regras.

Toda a gente é escrava de alguma coisa.

O meu avô era escravo da liberdade.

Sempre que havia um protesto, ele estava lá.

E tu és escravo de quê?

Sou um homem livre.

- A sério? Verdadeiramente livre? - Ou seja, não tenho um tostão.

Mas de certa forma sou rico. Como diz o meu avô, aceita isso.

- O teu avô era famoso? - Durante o julgamento, sim.

- Como se chama? - Não te diria nada.

Que importa que ele tenha feito trabalhos forçados?

- O quê? Era um assassino? - Não.

- Ele falsificava dinheiro. - Ah.

És músico?

Um músico, e escravo das minhas notas. Improviso.

Também sou bom baterista.

- Não precisas de ficar. - Eu quero ficar.

- Sozinho aqui? Tens medo que eu roube alguma coisa? - Não estou sozinho. O lugar está cheio...

- Solta-me! - E se eu fosse um ladrão? Ou pudesse ser?

Vês? Fácil.

És bastante forte.

E flexível.

- Eu já sonhei em ser acrobata. - Mostra-me algo.

Com estas roupas? E se o senhorio entrar?

- Que pena. Eu também faço acrobacia. - A sério? Pensei que eras músico.

Isso também. Faço muitas coisas, como todos os Pittuits.

O que é isso?

- O nosso apelido de família. - És estrangeiro?

- Menina? - Sim, Odette?

Há um senhor aqui. Quer ver o seu pai.

Eu vou ver.

- Bom dia. - Bom dia, senhor.

Sou a senhorita Védrines. Queria ver o meu pai?

- Quem é a Odette? - A criada.

Odette não é um nome. Qual é o teu primeiro nome?

- Gisèle. Está bem? - Eu sou Bruno.

O meu pai não chega a casa antes de tarde.

Devo ir-me embora?

- Ainda vais à escola? - Chama-se universidade.

- Gostas? - É interessante.

- Para que serve? - O laboratório.

- E isso? - Investigação.

- E se te aborreceres? - É bastante variado.

Engraçado.

- Desculpa, preciso de estudar. - Força, sente-te em casa.

Vou tocar harmónica. Se me aborrecer, vou-me embora.

Há revistas aqui, embora talvez não saibas ler.

Sei ler, escrever e contar.

- Simplesmente não me interessa. - Que encantador, para um selvagem adulto.

- Onde fica a cozinha? - Ali.

- Tens fome? - Preferia falar com a criada.

Os intelectuais esgotam-me.

E os selvagens deprimem-me!

Odette? Odette?

Gisèle? Gisèle?

Está alguém em casa?

Gisèle, tenho grandes notícias!

Que dia, estou exausta.

No fim, resultou. Não se pode confiar no teu pai.

- O que resultou, mãe? - O casamento da Paula e do Théo.

- Essa é a grande notícia? - Por favor, não comeces.

- Não me desiludas! - Claro que não, mãe.

- Onde vais? - Estudar. - Nem uma palavra sobre o meu cabelo?

Está giro, na verdade.

Odette? Odette?

Olha.

- Vês? - É incrível.

Quem é o senhor? O que está a fazer?

Só a mostrar algo à Odette.

- É a senhora Védrines? - Sim.

- O seu marido está? - Não. Porquê?

- Vim vê-lo. - Cala-te, Odette.

Ele volta em breve? Estou a ficar com fome.

- Fica para jantar? - Janto em Montreuil.

Ótimo. Também serve.

Estranho homem. Gisèle?

Gisèle?

- Adivinha quem encontrei na cozinha? - Um selvagem.

- Não tens medo dele? - Ele é inofensivo.

Inofensivo...

Um homem que anda sobre as mãos e planeia jantar com o teu pai.

Mãe, preciso de estudar.

És igual ao teu pai.

Trabalho, trabalho e mais trabalho.

E eu sou apenas a roda sobresselente aqui.

Nem reparaste no meu cabelo.

Estás bonita, mãe. Fica-te mesmo bem.

Oh por favor, estás só a dizer isso.

Não és como o teu pai.

Mas o que poderá esse selvagem querer do Gaston?

- Outra vez, mas em cima da mesa. - Porquê?

- Vamos ver o que tens. - Está bem.

Vá.

Vai.

Um, dois, três, quatro. E um, dois, três, quatro.

Agora com as pernas.

- Um, dois, três, quatro. - Uau!

Respira. Três e quatro.

Dá tudo o que tens. Dois, três, quatro.

- Théo, finalmente chegaste a casa, querido. - O que se passa?

- O teu casamento com a Paula. - Claro.

- Quem está a tocar tambor? - Um selvagem à espera do teu pai.

- Deve ser o Bruno. - Conheces-o?

Começa a pensar no casamento.

- Gisèle? - O que é?

- Estou em apuros. - Gisèle? Théo?

Abre, é a tua mãe! Amo-vos!

Gisèle? Théo?

Gaston, é horrível, já não me respeitam!

- Théo. - O que ele fez agora?

- Nada. - Então por que me arrastas do trabalho?!

Gaston, sou apenas uma pobre mulher.

Há um acrobata na cozinha. Quer ver-te.

- Um acrobata? - Sim, ele toca tambor como um africano.

- Bastante divertido. - Isto é um manicómio?

- Ele é teu amigo? - Sim… e não.

- Preciso de falar contigo, pai. - Oh não.

Sim.

Muito bem. Vamos para o meu escritório.

- E eu? - Tu ficas aqui.

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