처음 200줄입니다.
DIA DE GLÓRIA
Vamos salvar a nossa nação
e impedir a sabotagem da nossa arma secreta.
Eu sei, o foguete.
A conspiração do judeu-bolchevismo nunca acontecerá.
Por enquanto temos de ver para onde vamos.
Em Saint-Laurent há uma ponte que evita as estradas principais.
Para a ponte de Saint-Laurent.
Está pronta para receber os visitantes.
Toda a gente se vai dispersar.
- Estou a ouvir vozes. - Fizeste-te nas calças?
Com menos não te safavas.
Dar-me-ia prazer ver-te na prisão.
Então vais lamber os ossos dos guardas.
Tu, claro, não farias isso.
Anda lá, anda, vá, dá-mo.
Tínhamos feito isto melhor ontem.
- Já temos o porco? - Tínhamos feito melhor em levar também os barris.
- Temos de nos apressar. - Por tua causa vão enforcar-nos.
Deixa-me em paz, pena que sejas meu irmão.
Saint-Laurent.
Anda lá...
- Mais depressa... - Grégoire foi derrotado.
- Anda lá... - É dele.
- Vocês ganham sempre. - Isso é desporto.
Da próxima vez vou ganhar eu.
- Palavra é palavra. - Prometeste-nos.
Vou contar-vos.
É uma guerra completamente diferente da de 14-18.
- Estava no meu casulo. - Em Nieuwpoort?
Não, estava sozinho num C3.
- Havia afinal dois lugares? - Eu estava sozinho, era o que queria.
Vinha da minha missão, estava a sair de um autocarro...
Fiquei cara a cara com os alemães.
O terror dos ingleses em Blankenberge.
- Não era Blancenbourg? - Berbourg em alemão
é o mesmo.
- E caíste no chão? - Já contei isso?
Não, o Guy verdadeiro fazia sempre isso.
Toda a gente faz o mesmo.
Chego a Blankenberge... Conheciam-me lá...
Era conhecido lá pelos meus truques. Queriam mesmo apanhar-me.
Então, em Blankenberge, vinham simplesmente contra mim.
Furava uma nuvem, eles seguiam-me mas eu esperava isso.
E puxei o travão e, zás, fui pelo ar.
Deves ter visto a cara de Blankenberge. Pus-me direito, tirei a minha espingarda
e depois houve uma linha de fogo de balas.
Miúdos, vocês tinham de ter visto isto, venham cá.
Viro-me e caí em cima disso.
Lembras-te, Guilemer, de uma bonita festa de fogo de artifício.
Mas o cão ainda não tinha nascido.
Claro que ainda não tinha nascido, era o avô dele que contava tudo.
De qualquer modo, apontei e trrr-trrr-trrr.
As chamas estavam por todo o lado, era um inferno.
Não disseste nada, seu canalha miserável!
E os maquisards?
- Os barris estão a arder! - Atirem-nos do carro.
- Eu? - Sim, pulga de merda!
- O que é que aconteceu ao certo? - Não sei.
- Houve uma explosão e foi isso. - O que é que faziam nessa ponte?
Com esse álcool. Em que andavam a mexer?
- Foi o Etienne que pediu para vir. - Tens muita lata.
Eu fiz isso e pronto. Ele é o mais velho da família.
Conheces o mercado negro? Provavelmente não, pois não?
- Isso é tudo conversa de jornal. - Senhor presidente da câmara?
- Fiz explodir a ponte. - Deixem-nos em paz!
- Posso explicar tudo. - Tenho outras coisas para fazer.
Amigos, é grave. A aldeia está em perigo.
Uma aldeia em perigo, isso não te diz nada, pois não?
- És um estranho aqui. - Eu venho de Paris.
- Um parisiense não é um estranho, pois não? - Isso ainda é pior!
Anda...
Senhor Grégoire, por uma vez que acontece alguma coisa na nossa aldeia.
- Aqui não és bem-vindo. - O senhor é muito simpático.
- Não como eles. - A culpa é dos maquisards.
Os maquisards têm muita lata.
Deviam, no entanto, seguir as ordens para destruir os alemães.
- Não é simples. - Entretanto, estamos bem encurralados.
Sim, podemos esperar represálias.
Temos de intervir imediatamente.
Como já disse, a culpa é minha.
Explico simplesmente. Estava a brincar com as crianças.
E tinha de contar a minha história sobre Blankenberge.
Fiz tudo o que tinha feito, incluindo o mergulho.
E de repente, não sei como, tropecei nos paus e explodi a ponte.
Foste mandado para aqui por ordem superior, nós
aceitamos-te, toleramos-te muito...
E podes ficar alojado no castelo.
Não assim, para manter tudo debaixo de olho.
E isso devia deixar-me contente?
Nós toleramos-te imenso, não é assim tão fácil!
Sou aqui o único responsável deste concelho, portanto...
Enquanto fazes a tua ronda, avisas o pároco.
Uma reunião extraordinária da câmara municipal
na câmara municipal às 12:00.
- É uma ordem! - Muito bem, muito bem...
- Então já não trato deles? - A senhora Verger consegue fazer o trabalho sozinha.
Muito bem então.
Paris e a sua cabeça de cão.
- Tens muita lata, tu! - O que se passa?
Não é culpa minha que ela tenha uns seios bonitos. Sirvam-nos um copo.
- Como assim grátis? - Para os mutilados...
Para as vítimas da guerra.
São uma cambada de porcos imundos, com tudo o que andam a fazer?
É lógico, nós estamos aqui agora, não estamos?
Anda, pequeno Guilemer, vamos fazer reconhecimento, anda...
Entra. Estamos a andar.
- Ah, és tu o Grégoire. - Trouxe-te umas coisas.
Há também uma carta da tua irmã. Ao que parece, está tudo bem com ela.
- Há mais alguma coisa? - Sim, mas não é urgente.
Obrigado, Grégoire.
Há mais uma coisa, tens de estar na câmara municipal às 12:00.
É sobre a ponte que mandei explodir.
À tua idade, Grégoire? Devias levar uma vida mais séria.
Até o padre, se é assim, não digo mais nada.
Durante a guerra de 14-18 não vimos isso, seria uma pena
que já não houvesse mais enquanto a guerra está quase a acabar.
Esses maquisards vão estragar tudo.
Os maquisards querem apenas salvar a França.
Querem salvar a França como idiotas. Olha
para o meu braço e para a cabeça do meu irmão.
Como a ponte foi completamente destruída, os
alemães também não podem sair daqui, ficámos com eles.
Vão vingar-se, temos de tirar daqui urgentemente as crianças e os idosos.
E também as mulheres, isso é o que mais me interessa.
À parte o vosso respeito mútuo, se percebes o que quero dizer.
Vamos lá, Gaston, Gaston!
E tu, padre, vais ter de te esconder porque chamas bastante a atenção.
- Muito engraçado... - Tenho uma ideia.
É a primeira vez, então. Com essa tua cara tão conhecida.
Alguma vez te olhaste ao espelho?
Deixa-o falar, qual é a tua ideia?
Se não quisermos ver os alemães aqui, é fácil de resolver.
Tiramos todas as placas que os trazem até aqui.
Isso é de facto uma boa ideia, graças ao santo Saint-Laurent.
- Louvado seja o Senhor. - Assim, eles vão para as comunas vizinhas.
Vão encontrar as mulheres e depois põem-se a andar.
Vão partir muito depressa.
- Sai da frente. - Cuidado com o meu braço, bruto!
- O bruto és tu. - Rapazes, calma, eu ajudo.
Não, não aí, não aí.
- Esta, na verdade, nem faz falta, pois não? - Tira-a, quanto menos melhor.
- Ótimo, não nos falta nenhuma? - Não, já foi tudo embora.
Reverendo, temos agora de voltar para casa, para junto das nossas mulheres.
Muito engraçado, sim. Também podes rezar para que os alemães se mantenham afastados.
Os alemães não sabem ler francês.
Havia placas aqui, não havia?
São outra vez as traquinices daqueles miúdos.
Voltei a pôr a placa, deve ter sido a trovoada.
Muito obrigado, sem si teríamos ido pelo caminho errado.
- Então têm de ir para... - Saint-Laurent.
E tu vais mostrar-nos o caminho!
Vá lá, vamos.
Bem.
- Vens comigo. - Não, ele pode ir de bicicleta.
Tens de ir de bicicleta e mostrar-nos o caminho.
- Percebeste? - Sim.
Os habitantes vão ficar bastante zangados comigo se eu aparecer com esses alemães.
O que raio é que eu fiz...
São todos pretos, são americanos!
Estamos salvos. São os americanos! Os americanos...
São os americanos, Churchill. Vamos todos para fora...
São os americanos. É graças ao Grégoire.
Tens a certeza?
No exército alemão não há pretos, pois não?
- Como assim, pretos? - Pois, pretos, americanos.
- Pretos negros. - Não temos uma bandeira americana.
Tenho uma solução. Venham comigo, crianças.
Eles estão aí, obrigado, meu Deus.
Ouves isso? O que se está a passar?
E, no entanto, na nossa aldeia não há lealdade.
Bem-vindos à nossa aldeia, os sinos estão a tocar para vocês.
Bem-vindos à nossa aldeia, os sinos estão a tocar para vocês.
Vejam só!
Não posso fazer nada se não são americanos!
Bom dia, senhores, aí vou eu!
- Sou o pároco. - Ficou louco?
Com os teus óculos viste americanos, são alemães!
Alemães da Alemanha? Então onde estão eles?
Ah, sim, agora vejo. Sou padre!
- Senhor presidente? - O presidente é ele.
Eu sou o presidente desta aldeia.
Obrigado, senhor presidente.
É o mínimo que podemos fazer.
Obrigado pela vossa receção.
Alguns franceses ainda são a favor da colaboração.
Mas claro, com todo o prazer. Vocês vêm defender-nos contra os russos.
- O que é que isto quer dizer? - Fomos enganados.
Vamos, façam favor de sair.
- Terroristas. - Estamos encurralados.
Está a correr mal, dizem que mentimos.
Podemos recuar.
As nossas ordens são avançar para norte.
Estão a falar de um camião que estão a bloquear.
- Aqueles não são terroristas. - Todos os franceses são terroristas.
- Têm desentendimentos. - Ainda tens confiança naquele povo?
- São todos judeus. - Pára com isso.
Espera só até te apanhar nas minhas mãos.
Foi só uma brincadeira das crianças.
É a mesma coisa na Alemanha?
No comments yet. Be the first to leave one.