Vizontele

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게시일: 2021-01-15
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처음 200줄입니다.

Em memória do meu avô, Nazmi Erdoêgan,

e do meu irmão, Gürdal Tosun.

Emin! Emin!

O que foi?

Parem!

Iso, Veysi, seus canalhas!

Esperem até vos apanhar!

Parem!

- Emin! - Não...

Vou apanhar-vos!

Filhos da mãe! Já vão ver!

Gaita!

Falhei de novo.

Isto não é demasiado próximo?

A proximidade inspira o amor, o que leva à arte.

Com quantas raparigas usaste essa fala?

Procura a resposta nos meus olhos.

- Que filme tão estúpido! - Não te chateies comigo!

- Que treta! - Não vejas, idiota!

Como posso saber, se não o vir? Idiota!

Silêncio!

Calem-se e sentem-se!

Olá! Que coincidência.

Tu de novo.

Bem, é uma praia pública.

Vou dizer àquela senhora que roubaste o carro dela.

Já chega! Vai procurar outra praia.

Arruinaste-me!

Qual é o problema?

Não chore, mãe.

Farei o meu serviço e voltarei.

O filme faz-me chorar.

- O que se passa? - Nada, são soluços.

Mãe, por favor, não chore. Fui chamado, mais nada.

Mãe, todos fizemos isso. Eu servi durante 28 meses.

Porquê tanto tempo?

Esquece, é um pouco complicado.

Não foste apanhado com uma mulher?

- Uma tipa qualquer? - Rifat...

Não são modos de falar sobre uma mulher casada.

- Ela era casada? - Porque disseste que era casada?

Não fui eu, foste tu!

Para e vê o filme. Tu também.

És tu.

Ainda bem que te lembras de mim.

Acorrentei o meu coração para te esquecer.

Mãe!

Já te disse, é o filme.

O que há para chorar ali?

O quê? Eles não vivem felizes para sempre.

- Acabou. Estamos juntos agora. - Até que a morte nos separe.

São estes dentes falsos, Sr. Presidente da Câmara.

A comida fica sempre presa por baixo.

Envelheceste, Casim.

Iremos comer halva para o ano no teu funeral.

Porquê eu? Talvez morras tu, palerma.

- Ainda tenho os meus dentes, tanso! - Palerma!

Mas só há dois meses de diferença entre vocês.

Nada disso! O velho Casim era amigo do meu falecido tio.

Vai dar uma curva! Ele está morto há 10 anos!

Veem? Não estás com pressa.

És como um fóssil, Casim.

Vamos pôr-te num museu, se arranjarmos um.

Sem ofensa.

Estava só a brincar, tal como os outros.

Rifat?

Se já terminaste de comer, vai despedir-te dos teus amigos.

Sim.

Mas fica longe das mães deles.

Não se preocupe, pai.

Então, o Rifat também vai fazer o serviço militar.

O tempo voa. Eu fui soldado raso em Izmir

e havia um oficial que... - Espera, Casim,

Izmir faziam parte do Império Otomano, na altura, não era?

Império?

A Turquia nem era uma república na altura.

Asiye!

Asiye!

Rifat, o que estás a fazer?

A foto da minha mãe!

Vai, depressa!

Vou-me embora.

Vou-me embora.

Eu sei.

Esperarás por mim, não esperarás?

Esperarei.

O que queres que te traga de Ancara?

Que sabes tu sobre presentes? Alguns homens até escrevem poesia.

Tu só andas atrás de uma bola.

Não ando atrás de uma bola. Vou ser futebolista, se Deus quiser.

Não comeces com isso.

O que é?

Tem a minha crosta.

Crosta?

Lembras-te quando caí e esfolei o joelho, quando nos conhecemos?

Guardei a crosta, pois era a nossa ferida.

Sei que é tolo, mas...

Achei que seria melhor do que dar-te uma foto.

Podias cansar-te dela.

Mas uma crosta é um pedaço de mim.

Irá dar-te uma pontada sempre que olhares para ela.

A Asiye "coração de pedra" está a chorar?

Porque havia de chorar?

Também acho que uma crosta é um presente tolo para uma namorada.

Tenho de ir à minha mãe.

- Escrevo-te assim que chegar. - Tudo bem.

- Como assim, tudo bem? - Tudo bem.

Asiye, dá-me um beijo.

- Não. - Eu vou para o exército.

Não é assim. Nos lábios, como nos filmes.

- Nem pensar. - Não me irei embora até dares.

Então, não vás.

- Não comas a comida de lá. - Não, mãe.

Se ela pudesse, só o largaria quando ele fosse dispensado.

Siti, o autocarro vai partir!

Não comas nada. Tens um estômago sensível.

Pede a alguém que prove a comida e depois comes tu.

Está bem, mãe. Que Deus esteja convosco.

Olha.

O que achas?

É isto que tenho em Ancara.

Da última vez que fui à discoteca, o dono disse: "Bem-vindo, Fikri."

Tinha visto o meu nome na minha pulseira de identificação.

Perguntei onde estava a Feri.

Tenho uma beldade. Chamei-lhe Feri pois é parecida com a atriz.

O nome dela é Gülşen, mas os amigos chamam-lhe Münevver.

Quando estamos sozinhos, chamo-lhe "querida".

Ela é um doce.

- Olá, Engin. - Olá, Emin.

Trouxe o teu rádio.

- Toma. - Já trabalha?

Como assim? Algum rádio escapou às minhas mãos curadoras?

- Que tipo de resposta é essa? - Que tipo de pergunta é essa?

Quanto te devo?

Não te preocupes, fica para depois.

Aquele patife está na loja?

Onde, em Ancara, fica essa discoteca?

Em Ulus. Ao pé da estátua.

Tem imensas luzes e coisas brilhantes. Tem imensa classe.

- O que queres, psicopata? - O meu dinheiro.

- Que dinheiro? - Arranjei-te o rádio no ano passado.

Não me disseste para voltar?

- Passa para cá. - Queres pressionar-me, merdoso?

- Olha a linguagem, Fikri! - Do que estás a falar?

Sai daqui, sacana!

Fikri, o que queres do pobre órfão?

O canalha estava a insultar-me.

Tu começaste! Arranjei-te o rádio. Agora paga, maricas!

A quem estás a chamar maricas, chulo?

Vai chular-te, filho da mãe!

Parem! Já chega. Vá, sai daqui, Emin.

- Maluco! - Até depois, Fikri.

Raios, o meu braço.

Tome a lista. Fios, carretel e outras coisas. Não se esqueça de nada.

Não é altura para brincar. Sinto-me mal. Vou-me embora.

The Gangsters será exibido esta noite no Cinema Lale.

Bem-vindo, Sr. Presidente da Câmara.

- A sua bênção, pai. - Deus te abençoe, filho.

Adeus, rapaz.

Vai.

- Deus esteja contigo. - Obrigado.

Os soldados vão partir no autocarro.

O nosso Rifat vai lá também.

Chamaram todos os jovens desta vez.

Porque é que chamaram tantos desta vez?

Contarás as mentiras que contaste às outras raparigas.

Estás com a ideia errada.

Tenta isso com outra rapariga.

Quando estou apaixonado, sinto-o aqui.

E, quando o sinto, não há mentiras, não há truques.

Sinto-o no meu coração e alma.

Sou louco por ti. Adoro-te.

O canalha está a mostrar o mesmo filme há uma semana.

Acabou. Estamos juntos agora.

Até que a morte nos separe.

Vou pedir-te uma coisa.

- É sobre o nosso noivado... - Osman, não estamos sozinhos.

Fixe!

Não gosto de romances. Gostava que fosse um filme de ação.

Talvez tenha beijos na boca.

Cala-te, seu tarado.

Aquela rapariga dorme dia e noite.

Acorda e come melancia.

- O quê? - Queres porcaria?

Não, obrigada, mãe.

Adoro-te. Imploro-te.

Estás bem? Não chores, rapaz.

Desçam, seus diabinhos!

Estão de novo no telhado?

Os filmes fazem-nos esquecer tudo.

Não vos disse para não subirem às árvores de noite?

- O que aconteceu, pai? - Muita porcaria.

Está bem, como alguma agora.

E não disse que ninguém podia ver os filmes do Latif?

- Não vamos lá. Vemos daqui. - Podes ir então.

Diabinhos, comam uma melancia.

Olá.

- Boa noite. - Venha, Seyhmus.

Reparei que não tem a sua melancia hoje. Esta é por minha conta.

Obrigado. Eles já compraram uma.

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