Pierino medico della SAUB

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Diterbitkan pada: 2015-03-20
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"Licenciatura conseguida. Stop.

"Chego aeroporto Roma 9 horas. Stop.

"João Brancas."

O João Broncas está a chegar!

MARIO GASPERONI E FAMÍLIA CARNES POR ATACADO

Há 5 anos que não vejo o meu João Broncas.

- Tinha que ir para África? - Só se podia licenciar lá.

Se os cocos amadurecem, ele também deve ter amadurecido.

Em fila indiana, vamos!

JOÃO BRONCAS o MÉDICO DA CAIXA

CHEGADAS INTERNACIONAIS

Realização

Desculpe, tinha caca, há cinco anos que só como bananas.

- Está ali! - Meu filho!

- Quieto aí! Quieto ou disparo! - Quem é?

- Quem pensam que sou? - Que traje é esse?

- Da Queda do Império Romano. - És um terrorista.

O que dizes? Não fui eu que o fiz cair. Foi o director.

- Eu representava. No Cinecittà. - O que fazes aqui?

O meu sobrinho chega de Adis Abeba. Não pude mudar de roupa.

- Bom, podes ir-te embora. - Obrigado.

- Demora muito. - Sim.

Já não era sem tempo. Não mudaste de roupa?

- E o João Brancas? - Não sei, chegámos há meia hora.

- Já chegou? - Sim, mas...

Se calhar foi raptado.

- Raptado? - Pressinto-o.

Não digas tolices.

- Está molhado? - Não, foi raptada!

Não tinha aterrado... E que raio fazemos aqui se não aterrou?

Calma, mãe. De certeza que está a chegar.

Já sei onde está!

CASA DE BANHO

- João Broncas, meu querido! - Papá, mamã!

- Tens o diploma? - Sim, o diploma...

Tinha-o aqui.

- Entrem. - Papá, o que é isso?

- Um bocado de papel. - Limpou o rabo com ele...

Não, não pode ser.

Tinha-o mesmo aqui.

Um momento.

Aqui está!

Meu filho lindo!

Já chegámos. Tenho uma surpresa.

Uma casa nova. Todinha para ti.

- Vamos, vamos. - Entra, vamos.

Toma posse do teu reino!

Agora que finalmente te Iicenciaste

ninguém voltará a chamar-te João Broncas. Porquê?

Porque te tornaste adulto? Não!

Porque agora és o Dr. Alvaro Gasperoni.

E se em Itália os licenciados não têm trabalho, tu vais ter!

O teu paizinho já tratou de tudo, sabes?

Ainda bem.

Enquanto tu estudavas pelo mundo,

eu andei a cultivar...

O que disse? Que está a acabar?

Quem me dera. Acabou de começar.

Percebeste? Foi caro e duro, mas conseguiste.

Estudaste em Roma, em Frosinone,

em Catanzaro,

em Canigatti, e a licenciatura em medicina em Adis Abeba.

- Melhor não podia ser. - Sempre longe de mim.

Brindemos ao único licenciado da família Gasperoni,

famosa pelas suas carnes por atacado.

Porra para estes exemplares...

Vamos, diz-nos qualquer coisa!

- A ver como fala um doutor. - Silêncio! Silêncio!

Deixem-no falar. Fala.

- Bravo! - Bravo!

- Que barulho foi este? - Um peido do elevador.

Este hospital é teu.

O melhor de Roma. Mais não podia fazer.

- Vamos, confia em ti. - Sim, mamã.

- Lembra-te de quem és. - Quem sou?

- Alvaro Gasperoni. - Sim.

- Aqui tens uma merenda. - Salsicha? É a do papá?

- Sim, a de que tu gostas. - E tu também.

- Alvaro, chega aqui. - Sim.

João, não olhes para trás.

- Não vai para a guerra. - Sim, mas vai para o hospital.

Adeus!

Olha para ele, que homem.

Tinham medo que não me acertasse à primeira?

- Nome e apelido. - Umberto Durante.

- Quer o lugar de adjunto? - Sim.

Referências.

Está aqui tudo.

CONGRESSO DOS DEPUTADOS

Depois contactamo-Io.

- Nome e apelido. - Mario Zecca.

Referências.

Aqui tem.

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO

Depois contactamo-Io, sem dúvida.

CIDADE DO VATICANO

Depois contactamo-Io, de certeza.

MADRE SANTÍSSIMA

Pode ficar descansado. Depois contactamo-Io, de certeza.

ORDEM MAÇÓNICA P2

- Como disse que se chama? - O que fiz?

- Nada, não percebi o seu nome. - Alvaro Gasperoni.

É uma honra que queira entrar no nosso hospital.

Entrar? Mas eu estou bem.

Um bom médico deve ter sempre sentido de humor.

Sim, eu sou assim.

Vou confiá-Io ao Professor Tambroni, um dos melhores.

Vão operar-me?

Que simpático. Adeus. A maleta.

- Está a oferecer-ma? - É sua.

É verdade. Obrigado. Adeus.

Alvaro Gasperoni, o novo adjunto. Por favor.

- Erdedo, primeiro adjunto. - Muito prazer.

- Graziani, adjunto titular. - Muito prazer, o que é isso?

Ragusa, adjunto veterano.

- Irmã Celestina, supervisora. - Louvado seja Deus.

- Sempre, irmão. - Paolo, chefe do pessoal paramédico.

- Não será paranóico? - Doutor Gasperoni.

Vejamos, doutor, então...

Iicenciou-se em Adis Abeba.

- Nota-se? - Está no seu currículo.

No cu... quê?

- No seu currículo, este. - Ah, o pedigree.

No terceiro mundo têm muita fome de ciência, não?

Não, têm fome e pronto.

Assim anda o mundo. Comecemos as visitas.

- Por favor. - Primeiro.

- Não gosto dele. - Parece imbecil.

- Finge. - Somos todos filhos de Deus.

De certeza que é um filho da mãe.

O que se passa?

Bom dia, professor.

- Irmã, tu também? - Adeus.

Querem guerra? Então, vão tê-Ia.

À carga!

Onde estão os travões?

Socorro. Que cheirete.

É um bom hospital. Se um médico não é bom, atiram-no para o lixo.

- Vem aí. - Quem?

- Bom dia, professor. - Bom dia.

- Eu levo-lhe a maleta. - Obrigado, Dr. Gasperoni.

Nem todos os jovens se esqueceram das boas maneiras.

- Hoje operamos o 121. - O que o senhor quiser.

- Gasperoni, a maleta. - Aqui tem.

- Está ferido. - É só um arranhão.

Desinfecte-o, um arranhão pode ser perigoso.

Depois. Não quero roubar tempo precioso aos pacientes.

- Muito bem. - Obrigado.

Aprecie muito o seu sentido de dever.

- Este vai lixar-nos a todos. - Temos que afastá-Io.

- Tirá-Io do meio. - Acabar com ele.

Sou o maior.

- Gasperoni. - Quem é?

- Há visitas? - Um clister ao 82.

- O que tenho a ver com isso? - Ordens do Dr. Erdedo.

É para isso que servem os enfermeiros.

Tens que ser tu. Os enfermeiros estão de greve.

Estão de greve, e o tal Dr. Erdedo?

Eu metia-Iho pelo cu. "Erdedo"...

Onde raio tens as veias?

Porra.

- Isto não entra nem à Ie¡ da bala. - Pergunte ao enfermeiro.

Cala-te, esse anda sempre zangado.

- Onde se põe isto? - Pelo rabo acima.

Estás a ver? Ficou zangado.

Anemia. Fígado inchado.

Prostatite e diabetes mellitus.

Não seria melhor fazer uns exames?

Nos olhos podem ver-se todas as doenças.

Tudo isso num olho de vidro?

No bom, depois dizes-me.

Disse-te para trazeres uma maca para o 22.

- Como vou encontrar uma macaca? - O problema é teu. Desaparece.

Não encontrei a macaca. Pode ser um gato?

Não, o gato não. Os meus tomates.

Não te queixes. A mim, obrigou-me a mijar numa garrafa.

- Muda de lençóis? - Aqui.

Claro.

- Levante-se. - Tenho gesso.

- Eu tenho que fazer a cama. - O problema é seu.

Muito bem.

- Desculpe. - Vamos.

Já está.

A de cima já está. E agora?

- Agora é a de baixo. - Sim.

- Pode levantar-se um instante? - Não consigo.

- Meio? - Não.

Bom, vou tentar.

Vamos começar por aqui. Total...

- Levante o cu... as nádegas. - Está a apalpar-me?

- Vamos lá. - Deixa o meu rabiosque em paz.

Que mania.

Vou fazer como os ilusionistas. Vai ver como é bom.

Um, dois, et voílá.

- Não me toques. - Tens molas?

- Está a tocar-me no rabiosque. - A segunda vou conseguir.

Um, dois.

Já vais ver.

Mas não toques no meu rabiosque.

- E três. - Está a apalpar-me o rabiosque.

Komen

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