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REMÉDIO PARA A VIDA
Queria dar-lhe um anel.
Sempre quis.
Foi nesse momento que percebi…
… que queria estar com ela
por muito tempo.
Pode mostrar-me este?
- Claro. - O que está aberto assim.
Vou buscá-lo.
Obrigado.
Quando e como lho devo dar?
Devo dar-lho assim? Ou assim?
Ou talvez
assim…
Ou assim?
Ou assim? Ou talvez assim?
Ou…
Não!
Raios!
Onde está?
O que estás a fazer?
Nada.
Deixaste cair algo?
Não. Está tudo bem.
Vai trabalhar. Concretizar sonhos.
O que deixaste cair?
Uma moeda. É de 100 wons, não te preocupes.
Santo Deus!
Usa isto.
O quê?
Não faças isso! Eu posso…
Eu faço isso. Por favor.
Por favor, não!
Não to quero dar assim!
Dar-me o quê?
- Os 100 wons? - O quê?
- Para ser sincero, comprei-te uma prenda. - Uma prenda?
- Sabes… - É aquilo?
Está bem, eu digo-te.
Queria dar-te isso.
Baratas!
Aqui!
Empurraste-me e fugiste.
Não fiz isso. Não tenho medo delas.
REMÉDIO PARA A VIDA
Porque não se vão embora?
Ia dar-lhe o anel.
Estava a pensar como lho devia dar, e deixei-o cair.
Para debaixo do sofá.
Adivinha o que encontrei à procura dele.
Baratas. E saltámos os dois para o sofá.
Não lho pude dar.
Há pessoas que escondem anéis em bolos.
Mas essa de o esconder sob o sofá é nova.
- És do piorio. - Não importa.
É tudo péssimo.
O que lhe disseste? Contaste-lhe do anel?
Claro que não. Como poderia?
Fiz-me de parvo para ela não ficar com as baratas na memória.
Ótimo. Espera.
É um anel de noivado?
Não. Não foi por isso que o comprei.
Mas não me importo se o entender assim, pois adoraria casar com ela.
Seu sacana, vais atrapalhar a carreira dela.
- Porquê? - Ouve.
Ela deve estar ocupada como professora assistente,
devias deixá-la focar-se.
Não achas que ela se sentiria constrangida
se lhe desses um anel?
Nem pareces tu hoje. O que dizes faz sentido.
Falo por experiência.
E acho que te estás a precipitar um pouco.
Nem passou um ano.
Têm de namorar durante um ano.
As pessoas mostram o lado desagradável em diferentes estações.
Espera. Estás a dizer que ela é desagradável?
Estou a falar de ti.
Do ponto de vista da Ha-neul, ela pode ter dúvidas quanto a ti.
Enfim, seja por isso
ou pela nomeação recente, é demasiado cedo.
Tens razão, mas porque me sinto ofendido?
Isto.
Basta uma pulseira.
Esquece.
Eu arranjo-me.
Não sejas ridículo.
Olá, senhor. Houve algum problema?
Não, não houve.
Posso ver as vossas pulseiras?
Fiz bem em comprar isto?
MILMYEON TÍPICO DE BUSAN
Só saíste agora?
Ba-da, tens trabalhado muito.
Começo a perder a motivação,
mas estou a aguentar-me. - A sério?
Achas que me podes reconfortar pagando-me tteokbokki?
Claro que posso. Pode ser do mais picante?
- Adoraria. - A sério?
Boa.
É delicioso.
Só demoraram 20 minutos. Vivemos num mundo ótimo.
Exato.
Então, porque não o fazes?
Vamos fazer entregas. Todos os restaurantes fazem.
Nem pensar.
O caldo arrefece e a massa fica empapada.
O que importa é a qualidade, idiota.
Tu e o teu milmyeon. És o fundador ou assim?
A Ha-neul não se junta a nós?
Ainda está a trabalhar.
Certo.
Está tão ocupada desde que é professora.
Trata-a bem, está bem?
Não lhe pregues uma partida e ofereças baratas.
- Como soube? - Não faz mal.
Às vezes, os casais pregam partidas.
Não foi uma partida!
Para ser sincero,
ia dar-lhe um anel,
mas deixei-o cair para debaixo do sofá.
Estava a tentar reavê-lo quando aquilo aconteceu.
Estou a ver.
Não lhe diremos. Trata de o limpar bem.
Tio, isso não está certo.
Ela merece ser tratada melhor.
Não a conheces?
Certo. Agora é professora. Isso seria errado.
Esquece o trabalho. Ela nunca namorou.
Nunca recebeu joias de um rapaz.
O anel dele seria o primeiro e o último.
Não seria errado dar-lhe um que esteve com pó e com baratas?
- O que achas? - Concordo.
E comprei-lhe outra coisa. Uma pulseira.
- Ela não gosta de pulseiras. - O quê?
A minha mãe deu-lhe uma de ouro quando se formou em medicina.
Achava-a incómoda e nunca a usou.
Era chato ter de a tirar antes de operar.
Depois, vendeste-a em segredo e a tua mãe deu-te um sermão.
Deu-me uma sova. Ainda tenho cicatrizes.
Tenho de ir a um sítio.
Obrigado pela comida.
O quê?
Desculpe.
Voltou outra vez. Houve algum problema?
Colares. Posso ver colares?
É complicado oferecer-te.
Quanto a ti,
ela pode não gostar.
E de ti…
Espero mesmo que ela goste de ti.
Quando e como lhe devo dar isto?
Não onde houver um sofá ou baratas.
Não em casa, mas na clínica seria mais estranho.
Tenho de ir ao médico.
Acho que estou a enlouquecer.
- Então, eu… - O Jeong-woo ganhou a lotaria!
É cedo para fazer barulho. Ele ganhou a lotaria?
Olha.
O Jeong-woo está podre de rico.
- Recebeu 2,5 mil milhões de wons. - O quê?
Vê isto. Até escreveram artigos.
"Como maior vítima do caso de homicídio,
Yeo Jeong-woo recebeu as penalizações que tinha pagado."
Ha-neul, sabias disto?
Sim. Quando foi publicado esse artigo?
Há umas horas.
Espera lá.
Ele é assim tão rico, mas ontem só me pagou tteokbokki?
Não mandou vir fritos nem morcela.
Voltou a pagar-te comida ontem?
Céus! Deixa de o chatear.
Não o chateei.
Ele gosta de estar connosco. Não tem muitos amigos.
Claro que tem.
Foi o que ele disse.
Perdeu todos os amigos depois do incidente.
E, recentemente, perdeu o amigo de infância…
Vou-me embora.
Espera. Come isto.
Ha-neul!
Vem cá para te fazer em pedacinhos!
Estima-me também!
Posso ser desbocado, mas também sou precioso!
Seu sacaninha!
Nem a deixaste comer tomate ao pequeno-almoço!
- Jeong-woo, estás acordado? - Sim.
Queria ligar-te, estava com saudades tuas.
A sério? Encontramo-nos aos três.
Porquê?
Apareces em três segundos?
Talvez. Conta afincadamente até três.
Está bem. Vou contar com muito afinco.
Um.
Dois.
- Três! - Céus!
Pensava que estavas em casa.
Não conseguia dormir, fui correr. Depois, segui-te cá para cima.
Sim?
Tenho 15 minutos. Tomamos um café?
Adoraria.
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