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EPISÓDIO FINAL
O papai está no quarto?
No escritório.
- Precisamos conversar. - Certo.
Aceita um chá?
Não, já tomei chá de ginseng.
Não está se sentindo bem?
Emocionalmente, não.
Quero me mudar com a Si-eun.
- Por quê? - Será melhor.
Deve ter um motivo.
Não gosto de como a discrimina.
Como assim?
Não sabe mesmo?
O senhor favorece a Pi-young.
Dá para ver que a adora.
Não é por isso.
Não precisa se explicar.
Se eu senti, a Si-eun também sentiu.
Ela só não reclama porque é serena.
Tenho meus motivos.
Deu guloseimas para Pi-young
na frente das crianças.
Até mandou a Si-eun pegar um copo de água.
Também deu seu cartão para a Pi-young há alguns dias, certo?
Vi que deu um anel para ela hoje.
Tem razão.
Deve ser difícil favorecê-la em segredo.
Vamos nos mudar para que faça o que quiser.
Por que nos chamou para morar com você?
Me escute.
Dizem que as pessoas nunca mudam.
Como pôde me magoar de novo?
Devo ter pecado muito na vida passada.
- Contra você. - Dong-min…
Apaguei esse nome da minha vida.
Você entendeu errado.
Eu queria contar a vocês,
mas eles queriam sigilo.
A Pi-young está grávida.
O Dong-ma só descobriu na lua de mel.
Ela estava com vergonha de contar.
Não tive escolha a não ser cuidar dela.
E quanto ao anel…
Era o anel que sua madrasta estimava.
Você não teria gostado se eu o desse à Si-eun,
já que era da sua madrasta.
Terá seu primeiro sobrinho em setembro.
E foi você, o tio, quem sonhou com a gravidez.
Fui precipitado.
Não tinha como saber.
Eu também ficaria magoado no seu lugar.
- Eu não fazia ideia. - Nem eu.
É uma ótima notícia.
Faz décadas que esta casa não vê um bebê.
Tem razão.
Não espalhe.
Senão ela vai me achar linguarudo.
Mas logo vai dar para ver.
Ela está com vergonha das crianças.
Eu e a Pi-young tínhamos razão.
Seu pai morreu antes da hora.
Ela o matou.
Ela deu carboidratos em excesso para entupir as veias dele.
Se tivessem usado um desfibrilador,
ele ainda estaria vivo.
Depois do que ouviu, ainda não acredita em mim?
Não entendo.
Não consigo.
Como ela pôde?
Minha avó dizia que o homem é o animal mais perverso.
- Ela estava certa. - Pro meu pai…
ela era a esposa perfeita.
- Era sincera. - Fingimento.
- Por quê? - Talvez pela idade dele.
- Depois de tantos anos? - Nunca se sabe.
Como ela conseguiu me enganar todos esses anos?
A mentira tem perna curta.
Ela é uma mascarada.
Talvez sofra de esquizofrenia e delírios.
Talvez seja o subconsciente.
Você não tem jeito.
Ela nem é sua mãe biológica.
Você é mesmo neuropsiquiatra?
Como uma pessoa tão despreocupada adoeceria?
Ela não deve ter aguentado a culpa.
O seu pai se recusou a sair e até possuiu a Ji-a.
Agora faz sentido.
Ele ficou ressentido demais para partir.
Você decide. Tenho medo de morar com ela.
E se ela me machucar?
Interne-a ou eu vou embora.
- Quer que eu vá? - Ela era jovem quando chegou.
Ela me criou
como a um filho biológico.
Devo meu sucesso a ela.
Foi por interesse.
- Ela te desejava… - Quieta.
Eu tinha só sete anos.
Eu não disse que foi naquela época.
Você se tornou um homem maravilhoso,
e seu pai só envelhecia.
Enquanto isso, ela ainda era nova.
Leve-a ao hospital ou mande buscá-la.
Eu não aguento mais.
Não posso viver com ela.
Eu te amo de verdade
- Troque de roupa. - Está tarde.
Não importa. Vamos comer fora.
O que vamos comer?
O que quer comer?
Vá para o quarto.
Pare de me encarar e vá.
Quero pizza.
Vamos pedir.
Ignorou mesmo o papai…
enquanto ele infartava?
Não quero falar disso.
Por quê?
Você o amava mais do que qualquer um.
Disse que o amava e admirava.
Como assim "admirava"?
- Não gostava dele? - Eu detestava o fedor daquele velho!
Você também vai envelhecer. É natural.
Não quero saber.
Vai me destratar agora?
Está me repreendendo?
Odeio todos vocês!
Papai…
Não o chame como um bebê.
Chame alguém.
Abra.
Abra.
A chave.
É melhor não entrar.
Vou me matar!
Por que estão aqui?
Viemos buscar alguém.
Por que ainda está aqui?
- Buscar quem? - Não pergunte.
- É segredo. - Quando?
Até um mês depois de chegarmos.
Podem me dizer se é homem ou mulher?
É o presidente?
Não pergunte. Não é bom saber.
Cadê meu celular?
Aqui está.
CHAMADA A MI
- Sim? - Onde fica a chave do quarto?
Na área de serviço ou na sapateira.
A Sra. Kim se trancou no quarto.
Nossa suspeita se confirmou.
Ela confessou ter matado o pai do Yu-sin.
O que ela disse?
É uma longa história.
Vista.
Vista para não se resfriar.
O que deu em você? Calma.
Está bem. Pode ficar em casa.
Não me toque.
Sumam daqui!
Imediatamente.
Prepare um quarto para ela.
Sente dor nas pernas?
Não.
A Hyang-gi pediu bebidas para nós.
As pessoas vão pensar outra coisa.
Circuncisão?
Não consigo evitar.
Onde está o jantar? Estou com fome.
Quem são esses rapazes?
São do hospital.
Sente-se um momento.
Sentem-se.
Me solte!
Se me tocarem, faço xixi.
O que estão fazendo? Como ousam?
Me soltem!
Vou mandar o Dr. Shin demitir todos vocês!
Yu-sin!
O que foi que eu fiz? Diga.
Quer que eu morra? Quer que eu me mate aqui?
Por que você não me mata?
Eu deixo. Me mate com as suas mãos!
Como pôde fazer isso comigo?
Justamente você!
Me ajude, A Mi.
Sinto muito. Vou tratar vocês melhor!
Yu-sin! Meu filho!
Tenha misericórdia! Não vou conseguir viver! Vou morrer!
Vai conseguir viver sem mim?
Por favor!
Eles vão me matar!
Vão me matar!
Socorro!
Me soltem!
Se é para morrer, que seja aqui!
Quero morrer na minha casa!
Você será punido.
Terá uma morte horrível.
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