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Norman.
Norman, é hora de levantar.
Bom dia, querido.
Quer torrada? Faço para você.
- Obrigado. - Pega a manteiga para mim?
Claro.
Então, o que há com o Norman?
O que você quer dizer?
Eu fui até o quarto dele e a cama estava arrumada.
Estávamos conversando no meu quarto e ele dormiu.
Ele estava tão cansado, pobrezinho.
Você não acha isso estranho?
Não, não acho isso estranho.
Acontece o tempo todo.
Só ficamos acordados até tarde. Que diferença faz?
Ele tem 18 anos e não devia dormir na cama junto com a mãe.
Que isso. Você está exagerando.
Ele só caiu no sono. Não é nada demais.
- Tudo bem, certo. - Certo.
Eu ouvi o que disse.
- Bom. - Aqui sua torrada.
Obrigado.
Você vai pra cabana de novo?
Sim, tenho muito o que fazer.
Eu vou comer isso na caminhonete.
- Tudo bem. - Eu te vejo a noite.
Certo.
Tudo bem.
Tome cuidado.
Até mais, Norma.
- Alô? - Oi, estou procurando...
- Norma Louise Bates. - Quem está falando?
É Ryan Pena do escritório de advocacia
de Hart Stebbins e Pena em Boise, Idaho.
É ela.
Srtª Bates, somos os executoresdo espólio
de Francine Calhoun...
Sua mãe.
Ela morreu no dia 17, minhas sinceras condolências.
Estamos trabalhando no acerto do inventário dela.
- Não estou interessada. - Como é?
Não estou interessada, mas agradeço a ligação.
Primeiro dia de aula do último ano.
Parece horrível.
A escola sempre parece horrível,
mas você se acostuma.
Eu particularmente não quero me acostumar.
- Gostei de ficar em casa. - Eu sei.
Gostei de você em casa também.
Mas tem que ir para a escola.
Além do mais, é bom que conheça pessoas,
tentar coisas novas...
A propósito, minha mãe morreu.
Aqui seu almoço.
Espere, como assim? Sua mãe morreu?
Recebi uma ligação essa manhã.
Sim, ela está morta.
E eu só te contei porque...
talvez precise algum dia para algum documento.
Mãe, sinto muito.
Você está bem? Quer que eu fique em casa?
Não, estou bem.
Eu não falo com ela há uns 20 anos.
Não significa nada pra mim.
Eu não quero ir.
Norman...
Querido, o que houve entre você e a srtª Watson
está no passado.
E você não teve nada a ver com isso.
Não.
Não posso e não vou entrar.
Norman, pare de ser dramático.
Você só está acostumado a ficar em casa.
Mas precisa arrancar essas faixas e sair.
Não vou ir.
Saia do carro!
Vá para a escola. Vai ficar tudo bem.
Eu te vejo mais tarde.
ANIMADA PARA O PRIMEIRO DIA DE ESCOLA?
ONDE VOCÊ ESTÁ?
Eu te acompanho enquanto almoça, querido.
Estou tão feliz por estar de volta, Norman.
Este ano, começaremos os poemas modernos com TS Elliot.
Você vai amar.
"Nós temos demorado nos aposentos do mar
com garotas do mar coroadas
com algas marinhas vermelhas e marrons
até que a voz humana nos acorda
e então, nos afogamos."
Merda!
É sempre lindo assistir queimar.
Quantos foram no total?
27.
27 campos queimados, 43 prisões.
Agora sua cidade está livre desse lixo.
Deveria estar feliz.
Gunner?
Cara.
O que está fazendo aqui?
Remo me disse onde encontrá-lo
antes de fugir da cidade após a Narcóticos aparecer.
Disse que você alugou esta terra e poderia precisar de ajuda.
Não preciso de ajuda.
Ele falou que diria isso e que eu devia vir mesmo assim.
Veremos.
Mãe! Mãe!
- O que houve? - Estava na escola.
Estava almoçando sozinho e então...
Conte-me.
Então me senti estranho e pensei...
que a srtª Watson sentou ao meu lado e começou a falar.
Sinto muito, mãe.
- Acha que teve um apagão? - Não sei, não senti nada.
Tudo pareceu muito real.
Sinto muito.
Corri todo o caminho até aqui.
Oi.
- Oi. - Olá.
Tem algum quarto disponível por algumas noites?
Sim.
Sim, sim. Claro que temos.
Entre, por favor.
Claro.
Deixe-me pegar suas informações.
- Qual seu nome? - Annika Johnson.
Preciso ver sua identidade e um cartão de crédito.
Está bem.
Vou te colocar no quarto número 4.
Aqui estão as chaves.
Só vou levá-lo até em casa.
Ele chegou cedo da escola.
Não estava se sentindo muito bem.
Mas voltarei mais tarde se você precisar de algo.
Normalmente não preciso de nada.
Certo, vamos.
O que você tem aí?
São plantas para um celeiro.
Para o motel?
Não, outro lugar.
Você quer almoçar comigo?
Não, não. Só vim fazer uma visita rápida.
Achei que poderíamos continuar nossa conversa
sobre o futuro das coisas por aqui.
Eu vou ter que agir um pouco mais, eu acho.
Xerife, olhe...
Acho que já deu para mim.
Esse negócio de trabalhar no ramo das drogas.
Como chefe, quero dizer.
Eu só quero ter a minha própria fazenda...
Tudo bem?
E que ela seja legalizada
para poder ajudar pessoas que tenham glaucoma e ansiedade.
Obrigado.
E apenas ganhar o bastante para sobreviver.
Tudo bem?
Isso é o suficiente para mim.
Sabe? Apenas 99 mudas.
É legalmente permitido.
Eu protegi você.
- Fiz muito para te proteger. - Eu sei, eu sei.
Eu realmente agredeço por isso.
De verdade.
Tudo bem, mas saiba que se não trabalharmos juntos,
eu não poderei mais te proteger.
Sabe disso, não é?
Estará por conta própria.
Mas como será legal, não deve ser um problema, certo?
Não deveria.
Mas não significa que não se torne.
Tudo bem. Eu te vejo por aí, Dylan.
Oi.
Sua mãe está aqui?
Não, ela foi ao mercado.
Posso te ajudar com algo?
A lâmpada do teto apagou.
Posso dar uma olhada para você.
Está bem.
- Com licença, poderia... - Claro.
Poderia segurar enquanto troco a lâmpada?
Você e sua mãe parecem ser bem próximos.
Sim, nós somos.
Ela tem muito trabalho, então dou uma ajuda.
Seu pai se foi?
Ele morreu...
em um acidente.
- Sinto muito. - Está tudo bem.
Não era uma situação muito boa.
Ele não era um bom homem.
Talvez ele conhecesse o meu pai.
Sua mãe tem sorte em tê-lo.
Ela teve muitos problemas,
até mesmo após se mudar para cá e recomeçar.
Muitas pessoas daqui não têm sido legais com ela.
Abrirão esse desvio e tememos que acabe com os negócios.
- Que bosta. - É uma bosta mesmo.
Desculpa, não deveria estar reclamando.
- Não deveria falar nada disso. - Está tudo bem.
Prontinho.
Então, qual o motivo da visita?
Trabalho ou...
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