Eyyvah Eyvah

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Opublikowano: 2021-01-15
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Pierwsze 200 wierszy.

Estes feijões custam sete liras

Deixa-os cozer, deixa-os dançar

Deixa-os cozer, deixa-os dançar

Abana as ancas, minha Halime Amo-te do fundo do coração

Se me amas do fundo do coração Deixa o teu homem e vem comigo

Abana as ancas, minha Halime Amo-te do fundo do coração

Se me amas do fundo do coração Deixa o teu homem e vem comigo

Caiu a noite, mas não há sinal do pai Caiu a noite, mas não há sinal de dinheiro

As crianças estão em casa Debaixo das suas mantas

Abana as ancas, minha Halime Amo-te do fundo do coração

Se me amas do fundo do coração Deixa o teu homem e vem comigo

Nem colete salva-vidas nem refletor radar, luzes de bombordo e estibordo avariadas

e ausência de certificado de navegabilidade.

- O barco nem motor tinha. - Hüseyin, seu traidor.

Porquê? É verdade. Somos as vítimas, nisto. Olhe só!

Onde está o "sol"? Desapareceu!

Basta! Estavam a tocar no mar, tudo bem. Mas em plena rota de um navio?

Não somos lunáticos, não íamos pôr-nos de propósito na rota dele.

O Muharrem não conseguiu pôr o motor a trabalhar.

Remou, remou, mas não chegou a lado nenhum.

O que podemos fazer? É o nosso ganha-pão, chefe.

Isso. É o nosso ganha-pão, chefe. O que fazemos na vida.

O Irfan disse que íamos fazer uma festa com o noivo.

Disse que íamos fazê-la no barco a remos. Diz-lhe, Irfan!

Deveríamos ter feito uma festa com o noivo no porto.

Precisamos de coletes salva-vidas, claro, se vamos para o mar, mas...

Maldito! Tramaste-nos em segundos!

Até parece que já viste um colete salva-vidas!

- Diz a verdade ou bato-te! - Para!

Você, aí, o gordo. Chegue aqui.

- Escreva! Vítima Um. Como se chama? - Hüseyin Badem.

- Como se chama a sua mãe? - Ayse.

- Como se chama o seu pai? - Ali Rza, mas diz "Halil" no meu cartão.

-Quem é o Halil? - O meu avô.

O meu cartão tem o nome dele em vez do nome do meu pai.

- Então, usa o apelido da sua mãe? - Sim.

- Bom dia, queridos! Tudo bem? - Bom dia, Hüseyin!

Não esperem por mim para jantar, avó.

- O que andas a tramar, Hüseyin? - Vou tocar numa boda em Dalyan.

- Quanto é que te pagam? - Falaram em 100 liras a cada um.

Não gastes tudo na bebida, outra vez!

Olha quem fala! Há 45 anos que não te vejo a beber água!

E dizes que o teu fígado está limpo e a funcionar.

O teu médico mentiu!

Claro que está limpo. O médico diz que parece um ótimo fígado de borrego.

- Bom, até logo. - Espera, não vás! Toma.

Nem pensar, avó! Prefiro morrer!

Bota abaixo, jovem!

Isso fez-me algum bem estes trinta anos?

Ainda me transformo num ovo!

Anda, bebe!

Bravo, jovem!

Deixa-o fazer a sua magia.

- Hatice! - O que foi?

Dá-me dinheiro.

Dá-me tu algum!

A sério, estou teso. Vendo a carroça e devolvo-to.

Essa carroça nunca há de estar acabada!

Os cavalos ainda morrem antes de acabares a carroça!

És tão teimosa, mulher! Teimosa maldita!

Maldito! É assim todas as manhãs.

Meu Deus! Eu sabia que ia encontrar-te.

Dava tudo por um olhar! Tinha de ser tão pura?

- Salam aleikum, Murat Alemdar. - Aleikum salam, Hüseyin!

- Tudo bem? - Sim, o costume. Senta-te.

- Faz-me lá a barba. - Sem problemas.

Um homem perguntou por ti, ontem.

Sondei-o. Parece que tem um animal doente.

Disse que devias ir lá dar uma vista de olhos.

O teu telemóvel estava desligado.

Disse que aparecias de manhã, que tratavas do animal.

Disse que não esquecer os favores é sinal de grandeza neste mundo.

Mandei-o procurar-te noutro dia. Fiz bem?

Estás maluco? Ainda me cortas! Que homem? Que animal?

Tu sabes, o Yakup.

Porque estás a falar assim? Está bem, eu vou!

Agora, faz-me a barba!

Está bem, inclina a cabeça.

Eu faço-te a barba.

Tem calma, senão, eu mato-te!

Poupa-me. Anda lá.

- Ela está mal. - Como assim?

- A sério. - O que posso fazer?

- Sai com ela. - Para onde?

Às compras!

Não consegue cagar. Está inchada. Sai com ela.

Mas ela não caminha!

Claro que não! Chega aqui. Olha. O que é isto?

- O que é isto? - O menisco.

É um menisco rasgado, Yakup.

Mas ela não joga à bola! Como é que rasga o menisco?

Claro que rasga! Ela tem um, certo? Como é que pode dobrar o joelho?

- Vem aí o Muharrem Agha. - Bem-vindo, Muharrem!

Obrigado, malta.

Porque estás a prender o cão? Deixa-o solto, deixa-o andar por aí.

- Deus nos livre! Nem pensar! - Porque não?

Está todo excitado. Não larga as cadelas.

Está apaixonado pela cadela do Gamze, do hotel.

Procuro-o e está sempre lá. Ainda me arranja sarilhos com ela.

- É um mulherengo! - O que foi, Saban?

Até o cão se sai melhor do que eu.

Hüseyin, tenho grandes problemas. Tu compreendes.

Sabes, aqueles comprimidos? Os que ajudam. Devo experimentá-los?

Mas são arriscados. Podem provocar um enfarte.

- O que posso fazer? - Ouriços-do-mar.

Abre-os com uma faca e engole.

Isso ajuda?

Sim. E são biológicos. É a solução ideal e natural.

- Não olhes. Ainda nos arranjas sarilhos. - O quê? Ela é que está a olhar para mim.

Então, não olhes tu!

- Basta. És alguma cigana? - Qual é o problema?

Senta-te! Podes dançar mais tarde. Senta-te, anda.

Sema! Espera.

A rapariga vai sair. Para a música.

Está a sufocar.

Pare! Está a sufocar. Não estás a perceber!

Hüseyin! O que estás a fazer à minha irmã?

- Sente-se bem? - Sim.

- Quantos dedos vê? - Três.

- E agora? - Cinco.

- Quem é ele? - Não o conheço.

- Não, ele. - Está a referir-se a mim.

É o Irfan, a besta que me acertou com uma garrafa na cabeça!

Acalme-se.

Desculpa, Hüseyin, percebi mal. Achei que...

Que raio percebeste? Salvei a vida da rapariga.

Tinha um grão preso na traqueia.

Só tinha de fazer pressão no diafragma. Ou virá-la ao contrário.

Pronto, Irfan, já pode ir.

Está tudo bem. Ele está consciente, OK?

Lamento muito, Hüseyin.

- Percebe de medicina? - Percebo de animais.

Aprendi sozinho a tratar animais.

É um passatempo.

A minha mãe percebia de lesões. Isso também ajudou.

A sério? Já se vai sentir melhor. E quero vê-lo novamente amanhã.

- A que horas? Onde? - Aqui.

- Certo. Já agora, chamo-me Hüseyin. - E eu Müjgan.

- Muito prazer. - Igualmente. Vá com calma, esta noite.

- Claro. Vou já para a cama. - Certo.

Em nome de Deus, o Misericordioso. É o meu refúgio, Santo Profeta.

Mantenha o meu rapaz afastado do mal, Senhor.

Poupe-o a problemas.

Hatice!

Porque gritaste?

Assustaste-me! Porque estás nas traseiras, maldito?

A gata fugiu. Estou à procura dela. Viste-a?

- Não. Tens tabaco, Halil? - Sim.

Ele não tem mãe nem pai. Somos tudo o que ele tem na vida.

- Isso assusta-me. - Mas ele está bem, graças a Deus.

Graças a Deus. E se lhe arranjássemos uma mulher...

Há de acontecer, Hatice. Tudo nesta vida está destinado.

Chega aqui, sua pega! Olha para aquilo!

O que se passa, avô?

- O quê? - O que está a fazer?

- Bom dia, Hüseyin. Tudo bem? - Sim, o costume. E você?

- O que achas? - O que está a fazer à parede?

Fiz um espelho, olha. Vou pendurá-lo na parede.

A esta hora, meu Deus?

Avô?

Tem rosas cor-de-rosa, este ano?

Estão mais nas traseiras. Vendo cada rosa por 25 liras.

- Também tenho de pagar? - Sim.

Maldito! É assim todas as manhãs.

- Como está? - Bem, e você?

- Bem, obrigada. Teve dores, de noite? - Sim.

- Seria de esperar. - Sim.

- Está quase. - Não tem de acabar.

- Perdão? - A Super Liga Turkcell, quero dizer!

- Toca muito bem clarinete. - Assim espero.

- Perdão? - É tudo uma questão de amor.

Todos trabalham bem quando amam o que fazem.

Sim.

Estamos despachados. Ainda bem que se sente melhor.

Certo, obrigado. Tenha um bom dia.

- Esqueceu-se da sua planta. - Não, trouxe-a para si.

Fiz asneira. Descontrolei-me. E você fez tudo para me ajudar.

- É muito querido da sua parte. - Sim. Tenha um bom dia.

Igualmente.

Saban?

Estou perdido, Hüseyin! Tramaste-me! Estou excitadíssimo!

- Quantos comeste? - Um balde inteiro.

Meu Deus... Nem um golfinho comeria tantos. Merda!

- E eu sabia? Tu não me disseste! - E resultou?

Está duro desde ontem à noite. Como um gongo. A enfermeira está?

- O que queres com a enfermeira? - Mostrar-lhe isto, claro!

Nem penses! Vai a Çanakkale ver o médico. Isso é grave.

Comeu um balde inteiro de ouriços-do-mar?

Diz que esteve duro como um gongo a noite inteira!

Olha lá, como correu quando foste fazer o curativo?

- Hã? - Só dizes "hã" quando te convém?

Dizem que todos precisam da enfermeira, ultimamente.

Que Deus dê a todos uma enfermeira como a Müjgan!

Para de me provocar.

Quando toca esta triste melodia Eu e a Müjgan choramos

Quando toca esta triste melodia Eu e a Müjgan choramos

Estás descontrolado. Abranda um pouco, Murat.

Mas estou a ir devagar.

Não estás nada. Vejo tudo como numa tira de filme.

Aquela mulher é linda. Desconfigurou-me.

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