Pierwsze 200 wierszy.
- Vocês vêm aqui para brincar? - A gente só está dando umas voltas.
- O que havia aqui antes? - Eu não sei.
Não me filme!
- O que é isto? - É o muro!
- Para quê? - Eles atiram nos árabes daqui.
- Não, os árabes atiram na gente. - Então a gente se esconde atrás do muro.
Quem atira em quem?
Há uma aldeia árabe aqui.
Beit Jala.
- Qual é o seu nome? - Maayan.
- E o seu? - Avia.
Nós saímos correndo, pensamos que vocês fossem árabes.
A gente viu a câmera e pensou que fosse uma arma.
Aquele bastão, ele parece uma arma.
Mas vocês voltaram.
A gente viu quem vocês são.
Quem somos nós?
Judeus, que pergunta!
- Vocês têm certeza? - De quê?
De que nós somos judeus...
Vocês não são judeus?
Talvez não!
Como vocês sabem que nós somos judeus?
- Não sei explicar. - Como?
Pelo idioma.
E se eu falasse uma outra língua?
Eu posso saber pelo sotaque.
E se eu falasse árabe,
vocês saberiam que era árabe?
Sim, minha mãe fala árabe.
A gente pode saber pela cara.
- Sua mãe fala árabe? - Sim, ela é de Marrocos.
Quando sua mãe fala árabe...
Ela não fala árabe em casa!
- Por quê? - Porque eu não entendo.
Mas quando ela fala árabe,
a gente poderia pensar que ela é árabe, não?
O MURO
Vocês estão filmando o muro?
O que vocês acham dele?
É uma prisão!
Qual é a diferença?
Nenhuma, certo?
Ele está filmando?
Ele está gravando.
Deixa ele gravar!
O que eu posso dizer?
Eu já sofri o bastante.
A gente vem sofrendo há três anos agora.
A gente precisa viver juntos, é isso.
E deixar nosso destino para Deus!
Se Deus quiser!
- Qual é o seu nome? - Bilal Mansour.
De Qalqilya.
Maram.
Hamoudi.
Amir.
Khadije.
General Amos Yaron,
O senhor é o diretor geral do Ministério Israelense de Defesa.
Eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas técnicas
sobre a construção da cerca de segurança.
Vamos começar do início.
Primeiro, eu quero lhe dizer
porque foi preciso
que nós contruíssemos uma cerca.
A razão está clara.
É uma maneira efetiva
de reduzir significativamente
as possibilidades de penetração
dos palestinos que vêm
cometer atos terroristas dentro do estado de Israel.
Nos centros urbanos populosos ao longo da planície costeira,
e em outras áreas.
É uma maneira muito efetiva de impedir que os terroristas
cometam seus crimes dentro do território israelense.
Essa é a razão primária por trás desse investimento.
A razão secundária
é que por muitos anos
os palestinos vêm considerando que Israel
é uma fonte ilimitada
de bens roubados, especialmente de carros
e equipamento agrícola.
Isso fez com que os israelenses que moram nas divisas
se sentissem inseguros.
Isso fez com que todos os israelenses se sentissem inseguros.
O nível de furtos e roubo
cresceu drasticamente.
É um projeto enorme!
É um projeto que,
de uma perspectiva de engenharia,
é o maior que Israel já conheceu.
A cada dia, mais de 500 unidades de maquinária pesada
movimentam e transportam
milhões de metros cúbicos de terra.
Cada quilômetro
custa por volta de 10 milhões de shekels.
Isso é por volta de 2 milhões de dólares por quilômetro.
Em outras palavras, se o projeto
for de 500 quilômetros de extensão,
seu custo total será
em torno de 5 bilhões de shekels.
Um dia, meu tia que trabalha na cidade,
na área de Samiramis,
viu um veículo militar
distribuindo folhetos enquanto ía passando.
Nós lemos os folhetos e vimos
que eles anunciavam uma expropriação de terras.
A gente recolheu esses folhetos,
e fez o que tinha de ser feito.
Nós os traduzimos, e os estudamos,
e nos reunimos com os outros proprietários de terras.
Decidimos apelar à Corte
para tentar parar a construção do muro.
Ou pelo menos, se não pudéssemos pará-la,
empurrá-la para mais adiante.
Para que ele não separasse os habitantes dessa terra,
nem em Kufr Aqab, nem em Qalandia.
Nós apelamos ao juiz, mas ele rejeitou nossa petição.
Nosso advogado, Neta Amar,
que Deus a abençoe, é uma mulher judia.
Ela trabalhou muito a nosso favor.
Tentamos resolver o problema mas o juiz recusou.
Como você pode ver, o muro está aí.
A patrulha do exército aparece a cada duas ou três horas.
Então?
Parece que eles já fizeram boa parte do trabalho!
A coisa progrediu?
Oh, sim!
Agora eles estão asfaltando.
O que mais mudou desde a última vez que você o muro?
Agora tem cabos e sensores.
Poderia explicar como o muro funciona?
A base do obstáculo é o muro,
erguido sobre
uma sólida base de concreto.
Além de ser um obstáculo físico,
é também um obstáculo eletrônico.
Qualquer um que se aproxime dele, ou que o toque,
dispara um alarme na sala de controle,
onde tudo pode ser visto ou ouvido.
Se alguém tentar atravessar o muro,
soará um alarme.
As forças de vigilância saberão.
Se alguém tentar cortá-lo, haverá uma indicação,
e dentro de minutos os soldados estarão lá
para impedi-lo de atravessar.
Isso é uma câmera?
São câmeras, aparelhos eletrônicos, radares!
É todo um sistema de vigilância
em volta do muro e além dele.
Eu também vejo trincheiras, arame farpado,
estradas pavimentadas, estradas sujas... como funciona?
Todo o obstáculo começa com o arame farpado
no lado de Judea e Samaria.
Arame farpado.
É a primeira advertência.
Se alguém se deparar com ele, ele diz: "vai embora!"
Se alguém tentar cruzá-lo deliberadamente, ele vai atrasá-lo.
E então há um fosso
para impedir que veículos atravessem.
Então vem o muro propriamente em sua base de concreto.
O muro indicativo que faz soar o alarme.
Aí vem a estrada suja.
Se for atravessada, ele revelará
marcas de pés que poderão ser detectadas.
Depois disso, vem a estrada pavimentada
para que nossas forças possam se mover em velocidade
de um ponto a outro.
Por fim, há mais arame farpado.
No caso de que alguém consiga cruzar
ele vai demorar ainda mais
até que nossas forças cheguem.
Isso dará a elas alguns minutos para chegar lá
e capturá-lo dentro da zona cercada.
É mais ou menos assim que funciona.
- Qual é a largura? - Por volta de 50 metros.
Uma vida boa, é tudo o que pedimos.
Trabalhar duro não importa
enquanto houver paz e tranquilidade.
- De onde você é? - Meitav.
Aqui, em Taanakhim.
- Você não nasceu em Meitav! - Não, no Iraque.
Lá onde havia guerra, onde estava o Saddam Hussein.
É de lá que eu vim.
Estávamos melhor lá.
Pensamos que aqui,
em nossa terra, encontraríamos refúgio de todos esses problemas.
Mas ao contrário, aqui, temos problemas.
- Esses são seus trabalhadores? - Sim.
- De onde eles são? - Daqui.
Da Cisjordânia.
- De que aldeia? - Dessa aldeia, Jalame.
Mas eles têm todas as licenças exigidas.
- Eles moram nessa aldeia? - Sim.
Os judeus não querem trabalhar.
Se não fosse pelo pessoal da Cisjordânia,
levaria outros 50 anos para construir esse muro.
Não é estranho que construam o muro em volta deles mesmos?
Não, ao contrário. É bom para eles.
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