Richard Pryor - Live in Concert

Richard Pryor - Live in Concert

Richard Pryor: Live in Concert

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Richard Pryor Live in Concert WEBRip Netflix pt-BR
Komentarz od NguyenBich
Rip from NETFLIX. Tradução: Sabrina L. Martinez. Runtime: 1h 18m (78 min)

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Opublikowano: 2021-09-11
Pobrania: 22
Dla niesłyszących: No

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Pierwsze 200 wierszy.

ESTE SHOW FOI GRAVADO AO VIVO

NO TEATRO TERRACE EM LONG BEACH, CALIFÓRNIA

PATTI LABELLE FOI PARTE IMPORTANTE DO PROGRAMA A SEGUIR.

O TEMPO NÃO NOS PERMITIU INCLUÍ–LA NESTA GRAVAÇÃO

MAS NÓS AGRADECEMOS A PARTICIPAÇÃO DELA.

Obrigado.

Obrigado.

Obrigado! Oi!

Obrigado! Muito obrigado!

Boa noite.

Esperem o pessoal chegar do banheiro.

O pessoal está mijando e: "Espera! O negócio começou!

Droga!"

E aí, irmão?

Beleza.

Meu Deus, olha quanta gente branca correndo de volta!

Os brancos nem ligam. Eles vêm mesmo.

"Foda–se. Nós vamos. Não estou nem aí."

Não é?

Mas aqui em Long Beach vocês estão correndo risco.

Vi a polícia abordando um negão a caminho daqui.

Com as mãos lá no alto, dizendo: "O quê? Como?"

Estava sendo revistado...

Aposto que o levaram preso.

Ser preso em Long Beach é uma merda, não é?

"Onde você está?" "Em Long Beach."

"Eu é que não vou aí te tirar do xilindró."

Adoro quando os brancos voltam do intervalo

e veem que tem um negro em seu lugar.

Eles dizem: "Não estávamos sentados aqui, querida?

Não era... Eu acho...

Estávamos sentados aqui, não?"

"Sim, era bem aqui."

"Mas agora não está mais, filho da puta."

Já notaram como os brancos ficam gentis perto de um bando de negros?

Saem falando com todo mundo.

Dizem: "Oi, como vai?"

"Não te conheço, mas esta é minha esposa! Oi!"

Por que está me fotografando?

Vai mostrar a quem?

"Eu tenho uma foto do Richard Pryor!"

"E eu com isso?"

Senta essa bunda!

Sente–se, desgraçado!

Você sabe que não tem filme na câmera.

Está só fingindo. O flash não está

disparando. Senta esse rabo feio.

–Obrigado. –Obrigado.

Nem comprou ingresso. Vai embora.

Mas os brancos são engraçados.

Já notou, quando é o único negro num lugar,

como os brancos agem?

Dizem: "Pode sair da minha frente, amigo?

Com licença. Muito obrigado.

Como são espaçosos, meu Deus!"

E os negros já chegam distribuindo bordoada.

Vimos uns oito brancos mortos aqui na entrada.

Ainda com os ingressos nas mãos.

E os negros passando por cima deles.

"Sai da frente, filho da puta.

Não vemos o negão há três anos. Como assim?"

E o branquelo: "Claro, vá em frente. Pode furar a fila.

Você quer confusão?

Tem um monte deles!

Podem ser primos."

Mas alguns brancos se enfezam quando furamos fila.

A gente fura e... "Muito bem. Pode parar.

Pode parar com essa merda."

Adoro quando os brancos se irritam e xingam.

Vocês ficam muito engraçados xingando.

Dizem coisas tipo: "Pode vir, bobalhão!

Vem, seu maldito punheteiro. Pode vir!

Filho de uma puta! Vem!

É isso mesmo, amigo."

E os negros: "Amigo é isto aqui."

"Quer ser amigo, seja amigo disto aqui."

Os negros metem a mão no saco mesmo.

Os negros andam pela rua segurando o pau.

"E aí, cara? Tudo calmo.

Sabe como é, estou segurando firme."

Até Andrew Young segura o saco!

Falando com o presidente dos Estados Unidos

Andrew Young diz: "Sr. Presidente?

Temos uma parada séria para discutir.

Com licença, Sra. Carter."

"Ah, tudo bem.

Maior do que um amendoim!"

Patti e eu estamos muito felizes com a presença de vocês.

Agradecemos do fundo do coração. Obrigado.

Patti canta pra valer mesmo, não canta?

Vem uma coisa de dentro dela e...

Eu me arrepio todo, cara.

"Vou cantar pra vocês, desgraçados!"

E a banda também é da pesada.

É uma banda e tanto.

Sério.

Aquele branquelo da trompa manda ver, não é?

Ele nem se mexe.

A maioria dos trompistas

se mexe para tirar som daquela coisa.

Esse cara não.

E não perde nada, não é?

"Não se preocupem. Estou acompanhando."

Eu pessoalmente fico muito feliz quando alguém vem me ver.

Ainda mais depois da merda que fiz este ano.

Nunca mais quero ver policiais na minha vida...

na minha casa...

me levando para a prisão...

por matar o meu carro.

E eu tinha o direito de matar o meu carro, não?

Minha mulher ia me deixar.

Eu disse: "No meu carro não vai, não.

Não, Senhor. Nada disso.

Se for, vai andando com esses Hush Puppies aí.

Porque este carro aqui eu vou matar."

E eu tinha uma Magnum grandona.

Fez um barulhão quando atirei no carro. "Bum!"

Os pneus...

Me senti bem e atirei em outro.

"Bum!"

E a vodca que eu bebia disse:

"Anda, continua atirando."

Atirei no motor

e ele caiu do carro. O motor disse: "Foda–se."

Aí os policiais chegaram.

Eu entrei em casa.

Porque eles também têm Magnums.

E não matam carros.

Eles matam crioulos.

E a polícia usa uma técnica de estrangulamento.

Ela estrangula negros.

Quando termina, você está morto.

–Sabiam disso? –Sim...

Os negros dizem: "Claro." Os brancos: "Eu não fazia ideia!"

Dois seguram suas pernas, um segura sua cabeça e...

"Droga, ele quebrou.

Quebrar um negro pode?

Vejamos no manual. Sim, está aqui. 'É permitido quebrar um negro.'

Vamos levá–lo à delegacia."

E eles põem aqueles cachorros em cima da gente.

Pastores–alemães e tal. Os desgraçados são terríveis.

Algumas delegacias têm dobermanns. Dobermann pinschers?

Eles são malvados.

E velozes também.

Alcançam moleques brancos.

É verdade!

Mas, quando alcançam um negro, estão cansados demais...

para qualquer coisa.

Talvez aceitem uma festinha.

"Cansou de correr?

Então fica sentadinho aí. Eu vou nessa. Valeu."

Eu os vi soltando um cão atrás de um negro de uns 16 anos num beco.

Os policiais saíram do carro e soltaram o dobermann.

O neguinho estava voando baixo. Baixo mesmo, assim.

E o cachorro na cola dele.

Deve ter chegado a mordê–lo,

porque o garoto engatou a quinta.

Ele estava de boné e...

E acho que o cachorro deve ter pensado: "Merda...

Que crioulo filho da puta.

Eu é que não vou me matar.

Me dá um biscoito."

Cachorros são demais, cara.

Tenho dois malamutes que treinei para brigar com os cães da polícia.

Eu disse: "Se virem algum cão pulando em mim, façam alguma coisa.

Se não, viram o que aconteceu com o carro no Ano–Novo?"

"Pode deixar, Rich. Deixa com a gente, não esquenta."

E eles não mordem nada.

Mas são muito inteligentes.

Eles leem até o saco de ração.

Sério. "Alpo. Sem derivados de carne, sem soja...

Ótimo, Rich. Pode preparar, por favor.

Um vinho para acompanhar, talvez?"

Se entra um assaltante, eles: "Não toque no nosso jantar.

Pode levar o que quiser."

Então eu peguei um dobermann.

Um daqueles bem ruins.

Alguém o roubou.

De tão ruim que ele era.

E eu o peguei num canil.

Dá para resgatar cães lá e salvá–los do sacrifício.

Eu o resgatei, e ele tinha sido muito maltratado.

Quando eu o chamava, ele surtava.

"Ei, garoto." "O quê? Pelo amor de Deus!

Não faz isso, cara. Você vai acabar comigo.

Estou péssimo, Rich. Por favor."

Dobermanns são assim. Quando filhotes, são muito assustados.

Você olha para eles e...

Mas, quando crescem, não gostam de ser encarados.

Com a maioria dos cães, você os encara um tempo e eles...

Se faz isso com um dobermann, ele...

"Não brinco dessa merda."

Aí mostram os dentes.

"Acha que estou rindo, filho da puta?

Eu vou é morder a sua bunda!"

Eles são ótimos cães de guarda.

Mas o problema é que deixam assaltantes entrar em casa.

Deixam mesmo. "Assaltante? Pode entrar!

Venha ao quarto. Vou mostrar onde está o dinheiro.

Pode pegar tudo! Venha à cozinha, pegue a prataria. Rápido!"

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