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Olá!
Olá!
Ouve lá.
Boazona!
Adoro a forma como andas.
Tens algum problema?
Só estou a passear.
Porque me segues como um cão?
Não estou a seguir-te. Tu é que me estás a chamar.
Desanda, ou levas uma que nem sabes de que terra és.
Não me digas.
És mesmo boa. Aproxima-te.
Porque não pedes à tua mãe? Ela aquece-te.
Pega de merda!
Soni, larga-o!
Desculpa...
Perdoa-me...
Para!
Seu porco!
- Estás bem? - Ótima.
- Porquê a demora? - Ele ficou ferido.
... recolher o depoimento, mas sem usar força.
Bastam dois para começarem a chorar.
- Soni! - Sim, senhora.
Anda cá.
Dispensado.
Concordámos numa coisa, certo?
Quais eram as tuas ordens?
Senhora, este foi longe de mais.
E para que servem os protocolos?
Espera no carro.
Sim, senhora.
- Vamos embora. - Sim, senhora.
Porque paramos?
Por nada, vou a pé para casa.
Porquê? Nós deixamos-te em casa.
Vou só comprar leite e depois sigo.
O Govind vai lá. Quero falar contigo.
O que compro, senhora?
Um quarto de leite e pão doce.
O que te deu hoje?
Senhora, a maneira como ele foi agressivo.
Eu sei que as coisas podem ficar violentas ao te defenderes,
mas o que fizeste passou das marcas.
Senhora...
Acredite, temos de ser assim.
Não tentes justificá-lo.
E se ele estivesse armado?
E se algo te acontecesse?
Não achas que foste imprudente?
Senhora, vou andando.
Pensa no que te disse.
Sim, senhora.
- Toma. - Obrigada.
Soni.
Usa molas quando estenderes a roupa.
Estava tudo espalhado no meu pátio.
Obrigada, querida Huma.
Esta camisola está lá há uma eternidade.
É melhor deitá-la fora.
Tem calma.
Vou colocá-las na tua cama.
Está bem.
O que se passa?
- Parece que a botija de gás acabou. - Não.
Não te preocupes, eu peço ao meu marido para ir buscar uma.
- Não, eu cá me arranjo. - Ele não se importa.
Não comeste o jantar de ontem?
Não se preocupe. Eu ponho-a no micro-ondas.
Tens sempre resposta para tudo.
Vou-me embora.
Não quero que o meu marido chegue tarde ao trabalho.
Se precisares de algo, avisa.
Obrigada!
- Ouve... - Sim?
Já estou para te perguntar...
Ligaste ao Naveen?
Podemos não falar sobre isso?
Está bem.
Obrigado, Sr. Singh. Muito obrigado.
Sim.
Secção criminal.
Vou tomar agora o pequeno-almoço.
- Khushboo! - Sim, senhora?
- Traz-me um copo de água. - Sim, senhora.
A patroa está bem.
Tem andado a trabalhar de noite.
Khushboo!
Como está a Nishu?
Bem?
Olá, mãe.
Estás em casa.
Sim.
- Como estás? - Bem.
Está tudo bem?
- O Sandeep já foi trabalhar? - Ainda não, está ao telefone.
Certo.
- O Sol já nasceu? - Sim.
- Hoje quero apanhar Sol. - Claro.
Dá-me a tua mão.
Credo!
Kalpana, deixa de trabalhar a horas tardias, querida.
Chega de trabalhar à noite.
Adorava, mas tenho muito a fazer.
Não me importa, os teus subordinados que o façam.
De que adianta ter autoridade?
Ouve,
o teu sogro era um agente muito dedicado,
mas não havia um dia em que não estivesse em casa para jantar.
O que quero dizer é que também tens responsabilidades em casa.
Qual é a piada? Sou algum palhaço?
Mas esta loucura não vai parar?
Tu vens, ele sai. Ele chega, tu sais.
Parece as escondidas.
Pronto, tenha calma.
Não têm sentido de compromisso para com a família?
Mãe, eu sei que tens fome. Toma o pequeno-almoço.
Sim, está bem. Não te armes em engraçadinho.
Khushboo, traz um prato para a mãe.
Agora que foste promovido,
tenta colocá-la no turno da manhã.
- Ela está a mentir. Eu não fiz nada. - Senhor, este homem molestou-me.
Um de cada vez, por favor. Senhora, acalme-se.
Tem de prender este mentiroso!
Um de cada vez. Por favor, senhora!
Este homem é mentiroso e um tarado...
Silêncio!
Têm noção de que estão numa esquadra?
Não armem confusão!
Anexa o relatório médico ao processo.
Mais baixo, está bem?
- O que se passa? - Eu explico, senhora...
- Ele invadiu a minha casa... - Ela está a mentir...
Acalmem-se e afastem-se!
- Atrás da linha. - Afastem-se. Todos!
Para trás da linha.
- Como se chama, senhora? - Neeru.
Conte-nos o que aconteceu.
Como disse, ele invadiu a minha casa e atacou-me...
A senhora conhece-o?
É o nosso senhorio.
Senhora...
- O seu nome? - Senhora, acredite...
O seu nome!
Vishwanath.
Conte o que aconteceu.
Somos inquilinos dele há anos.
Tudo começou quando ele aumentou a renda.
Eu disse-lhe que mal consigo pagar a renda atual.
E ele ofereceu-se para manter a renda se eu dormisse com ele.
É mentira!
Quando recusei, ele invadiu a minha casa...
Seu tarado de merda!
Silêncio!
Nem uma palavra a menos que vos faça uma pergunta.
Sim, continue.
Ele atirou-se a mim e apalpou-me.
Compreendo.
- E este senhor aqui? - É o meu marido.
Como se chama, senhor?
Tilukaat.
Há mais alguém na família além de vocês?
Temos um filho.
- Ele estava em casa? - Não, na escola.
- E o senhor? - Estava no mercado.
Quem ligou para o 112?
Fui eu, senhora.
Compreendo.
E quando ligou?
Quando regressei a casa,
vi este homem a violentar a minha mulher.
Eu nunca...
Achas que sou cego? Apanhei-te com as calças na mão, sacana!
Basta de gritaria!
Se alguém voltar a gritar ou interromper, enfio-o numa cela.
Chamou a Polícia. E depois?
Quando entrei, vi a minha mulher a lutar com este homem,
e liguei logo para a Polícia, senhora.
Compreendo.
Já pode falar, senhor.
Senhora, eu aluguei-lhes uma pequena parcela das minhas terras.
No entanto...
Onde vive?
No mesmo bairro.
Agora, ocuparam uma área maior da que deviam.
É mentira. Ele só quer despejar-nos.
Senhora, você já falou. Não interrompa, por favor.
Quando disse que ia aumentar a renda, este senhor ficou agressivo.
Esta senhora seguiu-me até casa,
fazendo uma cena pelo bairro.
Veja o que este monstro me fez, senhora!
Estas roupas rasgadas são mentira?
Por favor, cubra-se.
Eu pedi o relatório médico.
Senhora, temos mais para contar.
Sim, eu estou a ouvir. Tenham calma.
- E a sua família, senhor? - Senhora, tenho mulher e uma filha.
Senhora, este homem não é o verdadeiro dono das terras.
Ele alugou-as ao governo, não tem licença para as subalugar.
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